No momento em que sobe para 21 o número de mortos por causa da gripe tipo A na Argentina, as autoridades analizam a possibilidade de decretar estado de emergência sanitária na região metropolitana de Buenos Aires na próxima semana, depois das eleições legislativas do domingo.
Na prática, isso significa o fechamento de locais de grande aglomeração pública, como colégios, shoppings, cinemas e teatros - algo que aconteceu na Cidade do México, no início da pandemia. Esta informação está na capa do jornal La Nacion desta quinta-feira, no momento em que as próprias autoridades reconhecem que o número de casos de mortes por causa do vírus é maior do que os notificados oficialmente - fala-se nos bastidores em até 15 mortes a mais nas últimas horas.
Surgiu a ideia de se usar o hospital militar do Campo de Mayo, a grande área nos arredores da capital, que serviu de cenário para a decolagem dos chamados voos da morte na ditadura argentina. Outra medida seria a instalação de unidades sanitárias de campanha e postos de primeiro atendimento próximos às estações ferroviárias de Once e Constitución.
O médicos também estão preocupados com o risco de a epidemia atingir com maior grau populações carentes. E pelo menos uma medida do governo já pode ser criticada: o comitê de crise não se reuniu esta semana uma vez que isso poderia levar a uma tomada de decisão que obrigasse a adiar as eleições de domingo.
Com os 21 casos de mortes, a Argentina se iguala ao Canadá. No mundo todo, os argentinos só perdem para México, com 115 vítimas fatais, e EUA, com 87.
Postado por Rodrigo Lopes


Comentários