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A maior derrota da história dos Kirchner

29 de junho de 2009 3

O casal Néstor e Cristina Kirchner sofreram sua maior derrota política na eleição realizada ontem na Argentine e que é vista como uma espécide de plebiscito para o governo. O ex-presidente, que tem planos de voltar ao poder em 2011, disputava vaga de deputado pela província de Buenos Aires. Ele conseguiu 32% dos votos, sendo superado por seu rival Francisco de Narváez, que tem neste momento 34,56, segundo o jornal Clarín.

Foram totalizados 87% dos votos – ou seja, já não dá mais para virar o jogo e o próprio Kirchner já veio a público por volta das 2h da manhã reconhecer a derrota por “muy poquito”.

Sim, muito pouquinho, mas o fato é que perdeu. E não apenas no principal colégio eleitoral. O peronismo sofreu derrotas acachapantes em Córdoba, Santa Fé e Mendoza. Os Kirchner perderam inclusive em Santa Cruz, a gelada província da Patagônia e berço político do ex-presidente.

Isso freia os planos do casal Kirchner de se perpetuar no poder através desse jogo que eles foram aos poucos colocando em prática – primeiro Néstor, depois Cristina, e em 2011 Néstor de novo. O governo perde maioria nas duas casas – eles terão 17 cadeiras a menos na Câmara e quatro no Senado.

E isso só confirma a baixa popularidade do governo de Cristina, que manda numa Argentina com uma inflação muito alta, a criminalidade crescente e a miséria também crescente. Os números são difíceis de serem medidos – até porque o governo é acusado de maquear esses índices pra esconder a realidade.

Tudo isso, num país que é hoje o maior foco da gripe tipo A na América Latina. Em muitas seções eleitorais, presidentes de mesa e policiais usara máscaras para evitar o vírus, que no país matou até agora 26 pessoas.

Postado por Rodrigo Lopes

Comentários (3)

  • Flavio Leite Ribeiro diz: 29 de junho de 2009

    É pena vermos os irmãos argentinos de joe
    lhos – e não é de hoje. Crise após crise.
    O casal que se alterna ocupando a presi -
    dencia do pais, é o tipico politico lati-
    no americano. Governo de aparencias, cau-
    dilhismo e muita sacanagem por tras dos bastidores. Agravam a situaçao com dose
    cavalar de PRETENSÃO. Nem na HUMILDADE po
    dem mais se refugiar. Oremos para que os
    ventos que sopram lá, não voltem a soprar
    aqui!

  • ronan wittee diz: 29 de junho de 2009

    Dinâmica…Até é um segmento de estudo da Física.
    Penso que vivemos todos( a exemplo do que aconteceu nos woodstocks da vida) um momento ímpar na história da humanidade…
    Que bom…os malandros começaram a “trupicar”!!!

  • Fabio diz: 29 de junho de 2009

    Caro Rodrigo, o Chile tem mais casos que a Argentina de Gripe A, e não tem tanta área de fronteira. Na reeleição de Lula o PT fez menos Deputados que na eleição inicial. O problema da Argentina é que praticamente todas as empresas e bancos públicos já foram privatizados e portanto o governo não consegue regularizar o mercado.

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