Em cadeia de rádio e TV, às 20h15min (23h15min em Brasília), um comunicado do governo restringiu ainda mais a movimentação dos hondurenhos. A partir de agora, fica proibida qualquer mobilização política nas ruas. A polícia tem ordem para prender qualquer pessoa que considerar suspeita na rua, desrespeitando o toque de recolher.
A transmissão do comunicado foi tumultuada. Em alguns canais, como que por ação de hackers, a imagem de Hugo Chávez apareceu.
Um minuto antes, o canal 36, apoiador de Manuel Zelaya, denunciou a invasão de sua sede em Tegucigalpa, por tanques das forças armadas. Saí para a rua tão logo foram anunciadas estas medidas. Redobramos a atenção, colando mais adesivos no carro indicando "imprensa". Fomos até a sede da emissora supostamente invadida. Chegando lá, havia apenas um segurança, que pôs a mão no revolver ao nos ver. Depois, se desculpou.
- É que aqui é uma zona perigosa. Já tomei um gás lacrimogêneo uma noite destas.
- E os militares estiveram aqui hoje?
- Não.
Confirmava-se mais uma mentira, desta vez, por parte dos apoiadores de Zelaya. A emissora estava vazia e transmitia apenas programação gravada.
A Sociedade Interamericana de Imprensa divulgou nesta noite um comunicado exigindo do governo de Roberto Micheletti o respeito à integridade física dos jornalistas que estão aqui e o acesso à informação.
Postado por Rodrigo Lopes

Por aqui já passaram a ex-presidente da Suprema Corte de Honduras e negociadora do governo na OEA, Vilma Morales, e o presidente da comissão eleitoral. A tensão deve-se a uma tentativa de entrada de quatro diplomatas da OEA que foram barrados na imigração. Nenhum deles é brasileiro. Um quinto funcionário teria sido deportado para os EUA. A comissão de direitos humanos de Honduras denuncia que o governo Micheletti estaria planejando prender todos os líderes do movimento pró-Z

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