Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts do dia 15 janeiro 2010

VÍDEO: cenário de guerra em Porto Príncipe

15 de janeiro de 2010 3

Destruição pelas ruas e desespero dos haitianos é o que se vê em Porto Príncipe. Do Hotel Haiti, próximo à base militar brasileira, restam escombros sobre carros e, talvez, corpos.

Assista às imagens impressionantes da capital do Haiti:


Fotos: Rodrigo Lopes

Visita na barraca de campanha

15 de janeiro de 2010 0

Foto: Rodrigo Lopes

A base brasileira é o local mais seguro do Haiti. Nossa equipe dormiu em uma barraca de campanha, com colchões no chão. É um conforto, tendo em vista que a unidade militar está com sua capacidade superlotada. Por mais que estejamos no Caribe, à noite faz um pouco de frio. Às 4h30min (7h30min em Brasília), acordei para fazer um boletim no Gaúcha Hoje, da Rádio Gaúcha. O braço direito doía muito, provavelmente por causa da tensão do dia anterior. Acordei com o despertador do celular. Já o Fernando Rech, cinegrafista da RBS TV, recebeu uma visita na barraca.

— Acordei com um focinho na minha cara — contou, no café da manhã.

Provavelmente, é de um cão que circula pela base.

Equipes de socorro se desencontram na busca por vítimas

15 de janeiro de 2010 0

A sensação que se tem em Porto Príncipe é de que as equipes de socorro estão perdidas. Carros circulam pela cidade, mas apenas passam pelos locais, sem prestar ajuda. Quem está fazendo o verdadeiro trabalho de resgate dos corpos e dos sobreviventes são os haitianos. Sem ferramentas especiais, com as próprias mãos e sem auxílio nenhum. São imagens chocantes. Esperávamos encontrar algum tipo de ajuda, retroescavadeiras, veículos, mas não há nada.

Na busca por alguma autoridade que pudesse nos explicar como está sendo feito o trabalho de ajuda ao Haiti, fomos, há pouco, na embaixada brasileira, prédio bastante danificado. O local está abandonado. Seguimos, então, ao Centro de Estudos Brasileiros, onde estaria funcionando a representação de governo do país. O embaixador não estava. O funcionário que nos atendeu não soube dar informações sobre como está sendo a atuação do Brasil nessa crise. Segundo ele, o embaixador estaria se deslocando para Porto Príncipe e não conseguiríamos localizá-lo neste momento para conseguir mais informações.

Ouça o meu áudio no programa Chamada Geral, da Rádio Gaúcha:

Combustível só na República Dominicana

15 de janeiro de 2010 2

Neste tipo de cobertura, às vezes, é preciso dar um passo atrás, para dar dois na frente. Como nossa equipe é a única que tem um veículo particular para se locomover por Porto Príncipe (os demais meios de comunicação brasileiros dependem do transporte das tropas), esbarramos em um dos principais problemas logísticos do Haiti neste momento: a falta de combustível.

Deixamos a base brasileira às 8h30min (11h30min em Brasília). Andamos por duas horas em busca de gasolina. Todos os postos, com imensas filas de veículos, estavam fechados. Não há combustível no país. Chegamos à conclusão que seria preciso percorrer o trajeto inverso ao de ontem. Sim, voltamos à República Dominicana. Ultrapassada a fronteira, abastecemos o carro. Aproveitamos para comprar sabonetes e toalhas de banho. Detalhe: infantis. Eram as únicas que havia na loja mais próxima.

Confira o boletim na Gaúcha:

Toda a ajuda parece insuficiente diante da tragédia

15 de janeiro de 2010 1

Quem procura deixar o país está encontrando muita dificuldade. Os caminhões levam até 50 pessoas na caçamba, na tentativa de escapar do caos.

Circulando pelas ruas de Porto Príncipe, vê-se que a principal dificuldade é encontrar combustível. Depois de uma hora, ainda não achamos uma forma de abastecer nosso veículo.

No centro da capital, no mesmo mercado, tem-se o melhor e o pior de uma tragédia. Enquanto pessoas ainda se preocupam em buscar corpos e sobreviventes nos escombros, outras surgem tentando arrancar o que sobrou para vender e conseguir algum dinheiro.

Ainda não é possível sentir os efeitos da ajuda humanitária enviada pelo mundo inteiro. Todo o auxílio parece insuficiente diante de tamanha tragédia. Faltam comida, remédios e lugar para enterrar os mortos.

>>> VÍDEO: confira o boletim no site da RBS TV

Trânsito caótico está pior em Porto Príncipe

15 de janeiro de 2010 1

Na base brasileira, a primeira atividade militar será às 8h da manhã, quando as patrulhas começam a sair. Seguiremos em direção aos locais mais atingidos, embora o trânsito nesses trechos seja mais complicado. O nível de destruição aumenta na medida em que se chega no centro da cidade. Muitos haitianos estão tentando sair do país, alguns tentam romper a fronteira com a República Dominicana. Falta comida e água e os corpos continuam nas ruas. Na chegada, testemunhamos o momento em que um caminhão que distribuia água foi saqueado.

Confira o áudio completo:

Haitianos jogam corpos nas estradas para protestar

15 de janeiro de 2010 2

Ainda é noite fechada no Haiti. Falo diretamente da base brasileira, onde a situação aparente é tranquila. Os brasileiros que estavam em outras bases foram reunidos nesta para que os esforços fiquem concentrados. A estrutura é precária em função das circunstâncias, mas a comunicação neste momento é um pouco melhor. A partir do Haiti, conseguimos fazer ligações, mas não conseguimos receber. Fomos muito bem recebidos na base, o exército faz um trabalho muito profissional.
Uma das cenas mais chocantes até o momento é a dos haitianos colocando corpos nas estradas como forma de protesto contra a demora na ajuda humanitária.

Confira meu áudio na íntegra: