Um vídeo divulgado pela agência de notícias Associated Press registra imagens de câmeras de vigilância no momento exato do tremor no Chile. Clique aqui
Um vídeo divulgado pela agência de notícias Associated Press registra imagens de câmeras de vigilância no momento exato do tremor no Chile. Clique aqui
Primeiro, é preciso deixar claro: não há qualquer relação entre o terremoto no Haiti, em 12 de janeiro, e o de sábado, no Chile. Mas alguns paralelos podem ser traçados. Embora o tremor no Caribe tenha tido menor intensidade (por volta de 7 graus na escala Richter contra 8,8 do Chile), foi muito mais destruidor do que o chileno por várias razões. A primeira, a profundidade: o do Haiti ocorreu a 10 quilômetros da superfície contra 35 quilômetros no Chile. Quanto mais próximo da superfície, maior a devastação.
O tremor de 12 de janeiro ocorreu em uma região habitada por mais de 1,3 milhão de habitantes, Porto Príncipe, uma cidade extremamente pobre, com casebres paupérrimos e edifícios pessimamente construídos. Além do caos institucional (que obriga a presença da ONU e do Brasil) e corrupção endêmica, o Haiti tem uma taxa de desemprego que atinge 80% da população. Homens e mulheres - e crianças, muitas crianças - que passam fome. Uma nação completamente despreparada para uma catástrofe.
O Chile, um dos países mais desenvolvidos da Améria Latina, já viveu vários terremotos. Desenvolveu equipes de emergência extremamente preparadas e profissionais. Suas casas e prédios são construídos com materiais resistentes - e alguns com engenharia preparada para resistir a este tipo de fenômeno. O país tem uma resposta rápida a catástrofes - prova disso é que o aeroporto voltou a funcionar pouco mais de 30 horas depois do terremoto, sem a intervenção de qualquer outro país.
A diferença no número de mortos em catástrofes como no Irã, no Paquistão e no Haiti de situações semelhantes em países como Coréia do Sul, Japão e EUA - excluindo-se a intensidade dos tremores e profundidade - deve-se principalmente à infra-estrutura, preparo e índice populacional e econômico. Tragédias como essas matam em qualquer lugar. Mas matam muito mais em países pobres.
Algumas informações consolidadas nas últimas horas sobre o terremoto que atingiu o Chile, no sábado. Agora à tarde, o aeroporto internacional de Santiago voltou a funcionar e o primeiro voo pousou procedente do Peru. Bombeiros chilenos que trabalharam no resgate da catástrofe no Haiti já estão na área atingida pelo terremoto. O número oficial neste momento (19h29min em Brasília), chega a 708. O maior risco neste momento são os saques, por isso o governo decretou toque de recolher nas localidades de Maule e Biobío.
Até agora não li ou ouvi relatos de brasileiros em Concepción, a área mais atingida. Houve destruição em Santiago, mas pouca em comparação às áreas mais remotas do Sul.
O Chile é uma área propícia a terremotos. Já enfrentou alguns, como o de Valparaíso, em 1906, o de Chillán, em 1939, a própria região de Concepción (1960), Santiago, em 1985, e Tocopilla, em 2005. O mais devastador foi em 1939, quando um terremoto de 8,3 graus na escala Richter em 1939 matou 28 mil pessoas. O tremor deste sábado atingiu o centro-sul do país, cortando o acesso ao extremo sul da nação. A área é importante economicamente. Neste editorial (aqui), você pode conferir a crítica à estrutura do país com relação a fenômenos como estes.
O El Mercurio, melhor e maior jornal chileno, traz, como se poderia esperar, uma cobertura detalhada. Aqui, você pode ver um mapa do epicentro do tremor e as consequências. Na capa do site do jornal, um mapa horizontal do Chile, com as notícias minuto a minuto (veja aqui).
Daqui a pouco, no Gaúcha Faixa Especial, da Rádio Gaúcha, vou entrevistar um sismólogo para falar sobre o assunto. Também terá informações sobre como proceder em caso de ter viagem marcada para o Chile.
Sites de notícias internacionais divulgam trechos do relatório da ISAAA, órgão que acompanha a adoção de produtos transgênicos. Segundo a pesquisa, o Brasil é o segundo país do mundo que mais usa sementes geneticamente modificadas. Ou seja, ultrapassou a Argentina no ranking, que caiu para terceiro lugar, plantando 100 mil hectares a menos do que o Brasil (o total brasileiro é de 21,4 milhões de hectares). Os EUA lideram com folga a adoção de produtos alterados geneticamente, com 64 milhões de hectares.
A soja domina o cultivo de transgênicos no Brasil e na Argentina, mas o crescimento do uso de lavouras geneticamente modificadas no país no ano passado foi liderado pelo milho. Dos 21,4 milhões de hectares semeados no Brasil (com todos os produtos, soja, milho e algodão), 16,2 milhões de hectares foram plantados com soja transgênica, com patente da Monsanto. O Brasil cultivou na safra passada cerca de 14 milhões de hectares com milho, sendo que 5 milhões de hectares com o produto transgênico Bt, resistente a insetos.
Não é de hoje a antipatia mútua e as divergências entre os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Álvaro Uribe. Os dois protagonizam, volta e meia, verdadeiras saias justas aos próprios assessores e constrangem diplomatas nas reuniões de cúpula. No encontro do Grupo do Rio, que acontece em Playa del Carmen, no México, não é diferente. Destaque internacional para um bate-boca entre os dois durante o jantar. É que Uribe comparou o bloqueio dos EUA a Cuba com o tratamento comercial dado pela Venezuela a empresas colombianas. Chávez explicou que o comércio bilateral aumentou oito vezes desde que ele chegou ao poder. Mas Uribe interrompeu e foi preciso a intermediação de Raúl Castro pra que a discussão chegasse ao fim. Num determinado momento, Chávez fez menção de se retirar do recinto, e Uribe desafiou: "Seja homem e permaneça aqui...", disse ele. "Falemos de frente porque o senhor às vezes insulta à distância."
Os assessores estão tratando de pôr panos quentes, de apagar o incêndio pra mostrar unidade no continente, mas o fato é que mais uma vez os bate-bocas ganharam mais destaque do que os assuntos debatidos nessas reuniões. Ainda hoje, a frase aquela do rei Juan Carlos, "Por que no te callas", é lembrada como o grande momento de uma das cúpulas do Mercosul. Ou alguém lembra o que ficou definido de prático e sério naquele encontro?
Em níveis ainda controláveis, há uma certa tensão no Atlântico Sul desde a semana passada. Argentina e Grã-Bretanha têm trocado farpas por causa, novamente, das Ilhas Malvinas, ou Falklands, para os britânicos. Desta vez, porque o governo britânico autorizou a empresa Ocean Guardian a iniciar a prospecção de petroleo no arquipélago. É claro que o pano de fundo é a discussão sobre a soberania das ilhas, que colocou os dois países em guerra há 28 anos. Apesar da derrota, a Argentina continua reivindicando o território, e o casal Kirchner, desde o presidente Néstor, até a mulher, Cristina, que hoje governa a Argentina, sempre fez da promessa de brigar pela soberania das Malvinas uma promessa de campanha. O fato é que o assunto mexe com os brios, com a auto-estima dos argentinos. Embora a guerra tenha sido um pretexto da ditadura para reafirmar seu poder, o fato é que os argentinos nunca engoliram a derrota para as tropas de sua majestade.
Volta e meia essas disputas reaparecem. A última havia sido em 2007. Mas agora a situação piorou porque uma lei argentina recentemente sancionada considera as Malvinas parte da Província da Terra do Fogo.
Os jornais La Nacion e Clarín, os principais do país, destacam nesta manhão de segunda-feira a visita de Cristina ao México na cúpula do Grupo do Rio, uma tentativa de buscar apoio diplomático para seus interesses: a rejeição por parte dos países latinos à prospecção de petróleo no arquipélago.
Veja aqui o vídeo no qual o apresentador de TV britânico Ray Gosling admite ter auxiliado seu companheiro, paciente terminal de Aids, a morrer. O assunto provocou polêmica na Grã-Bretanha na semana passada.
O sempre eficiente Mossad escorregou, aparentemente, em uma armadilha elementar: as câmeras de segurança, espalhadas por quase todos os cantos de Dubai. Os equipamentos flagraram passo a passo os agentes, desde que eles desembarcam no aeroporto com a missão de assassinar Mahmoud Abdel al-Mabhouh até a entrada no hotel. É sensacional. Vale conferir os vídeos. O primeiro está aqui e tem nove minutos de duração. Os demais estão ao lado, dentro do link na página.
Se você não viu o filme Munique, assista. Uma baita obra sobre as ações do Mossad, o serviço secreto israelense, no Exterior, na caçada pelos executores do atentado durante os Jogos Olímpicos de Munique. Muito atual no momento em que se discute o assassinato de um líder do Hamas em um hotel de Dubai. Abaixo, um resumo das ações confirmadas do Mossad:
Chipre: Em abril de 1991, um policial do Chipre prende quatro agentes do Mossad que queriam colocar escutas na Embaixada do Irã em Nicósia. Chipre e Israel solucionam a questão pela diplomacia
Jordânia: Dois agentes israelenses são descobertos em setembro de 1997 na Jordânia quando tentavam assassinar o chefe do braço político do Hamas, Khaled Meshaal, aplicando veneno
Nova Zelândia: Em março de 2004, agentes do Mossad são presos pela polícia quando tentavam retirar um passaporte feito com documentos falsos. O caso faz com que o país suspenda seus contatos mais próximos com Israel
O Níger, pequeno e pobre país da África, é desde ontem centro das atenções da comunidade internacional por causa de um golpe de Estado. O presidente Mamadou Tandja e seu gabinete permanecem presos. A Constituição do país foi suspensa, e todas as instituições foram dissolvidas. Uma junta militar que se autodenominou Conselho Supremo para a Restauração da Democracia assumiu o comando do país. Houve confronto nas últimas horas, três policiais foram feridos.
O motivo do golpe, mais ou menos o de sempre: o presidente estaria tentando se perpetuar no poder - teve dois mandatos de cinco anos e buscava estender seu período por mais alguns anos. Soa familiar pra nós aqui na América Latina, onde casos como os da Venezuela, Honduras, Bolívia causaram princípios de golpe.
O Níger estava sob sanção da comunidade internacional justamente por conta da tentativa de ampliação do mandado presidencial. Não é a primeira vez. O país já viveu longos períodos de regime militar após a independência em relação à França, em 1960.
Segundo maior produtor mundial de urânio, é um país africano, limitado a norte pela Argélia e pela Líbia, a leste pelo Chade, a sul pela Nigéria e pelo Benim e a oeste pelo Burkina Faso e pelo Mali. Capital, Niamey. Em 2007, foi avaliado pelas Nações Unidas como o país com o mais baixo IDH de um conjunto de 182 países (0,340).
A descoberta de urânio na década de 1970 provoca um surto de desenvolvimento, que declina com a queda dos preços do produto nos últimos anos. A democratização, a partir de 1993, é bastante frágil. O Executivo volta e meia está nas mãos dos militares, que exercem forte poder ainda nos tempos atuais.
Hugo Chávez, de tempos em tempos, precisa achar um inimigo. O da vez são antigos aliados, empresários que apoiavam o regime e que agora têm sido alvos de uma caça às bruxas. Alguns tiveram suas casas invadidas e bens expropriados. Ricardo Fernández Barrueco, um dos homens mais ricos do país, por exemplo: teve sua casa revistada por agentes do serviço secreto do governo. Foi à sede da polícia tirar a história a limpo e acabou preso.
O que se pode depreender do episódio é que há uma disputa de poder nos altos comandos do governo. E, temendo um golpe, Chávez tem buscado ficar com poucos mas fiéis aliados. A ascensão de empresários favoráveis ao governo sempre colocaram o bolivarianismo em xeque, na verdade, em contradição: como criticar o capitalismo, se recebe o apoio dele?
É mais ou menos a mesma contradição de criticar os EUA e vender para os americanos a maior parte do seu petróleo. O que ainda continua acontecendo.
Hoje é mesmo o dia de revival JFK. Além do vídeo com imagens inéditas do casal chegando a Dallas no dia do assassinato em 1963, também apareceram cartas escritas pelo presidente a uma amante sueca antes e durante o casamento.
Eram cartas de amor secretas divulgadas pela primeira vez.
Leia mais aqui na reportagem do Telegraph.
Se você prestar atenção na coluna à direita deste blog, irá ver a reprodução de um vídeo com o meu rosto. Trata-se de uma janela para um apêndice que criei para reunir ali todos os vídeos e reportagens de TV das coberturas internacionais que fiz pela RBS. Por hora, coloquei ali as do Haiti e Honduras. Aos poucos, vou acrescentando as anteriores.
O clã Kennedy ainda desperta, quase 50 anos depois, fascínio. Esta semana foi divulgado um vídeo novo, que mostra JFK e a primeira-dama chegando ao aeroporto de Love Field, de Dallas, horas antes do assassinato. O filme foi gravado em 8mm por um estudante que na época tinha 15 anos. Veja o vídeo aqui
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