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Posts de abril 2010

Duelo britânico na TV

30 de abril de 2010 0

Divulgação BBC

 

Foi realizado ontem à noite o último debate da série de três confrontos dos candidatos ao cargo de primeiro-ministro da Grã-Bretanha. Como falamos aqui, é a primeira eleição em que há debates televisivos. O de ontem foi em Birmingham, e organizado pela rede BBC.

O atual primeiro-ministro Gordon Brown, do Partido Trabalhista, o conservador David Cameron e o liberal Nick Clegg debateram assuntos econômicos. E aconteceu o que se previa: Gordon Brown despenca… Na pesquisa que é feita logo após o debate, os telespectadores acharam que ele teve o pior desempenho. O conservador Cameron foi o vencedor, e Cleg ficou em segundo. O cenário do debate foi muito bonito, o Great Hall da Birmingham University e um grande painel atrás dos candidatos com a imagem do parlamento britânico. À frente, alguns eleitores puderam fazer perguntas diretamente aos candidatos.

Brown vive um inferno astral desde que foi flagrado por um microfone chamando uma eleitora, uma senhora de “intolerante”. Vazou a fala, ele foi até a casa da eleitora se desculpar, mas o estrago já estava feito. Agora, a poucos dias da eleição, que é no dia 6, na semana que vem, entra em campo o ex-premier Tony Blair pra tentar salvar a candidatura do co-irmão. Não que Blair seja adorado pelos britânicos, mas tem mais empatia com os eleitores e poder suficiente pra falar sobre temas como criminalidade, imigração e política fiscal. Esta promete ser a eleição mais disputada desde 1992.

Veja aqui os melhores momentos do debate.

A tragédia pode se repetir

28 de abril de 2010 0

Por mais que as autoridades americanas ainda se esforçem para não causar pânico nas populações do sul dos EUA, o fato é que este vazamento de óleo no Golfo do México nos remete à tragédia ambiental envolvendo o petroleiro Exxon Valdez, no Alasca, em 1989, a maior de todas as catástrofes desse tipo. Na ocasião, vazaram 40 milhões de litros de petróleo e imagens de aves, lontras, focas e outros animais marinhos completamente encharcados de petroleo ganharam o mundo, causando uma comoção planetária.

Na semana pasada, uma plataforma de petróleo explodiu na Costa do Golfo, no sul dos EUA, naquela região do Caribe onde há dezenas de estruturas deste tipo, normalmente rota dos furacões. O que se viu no início era apenas imagens espetaculares do incêndio em alto-mar e a preocupação com sobreviventes e resgate. Só agora, quase uma semana depois, é que aparece a preocupação ambiental.

Os esforços da British Petroleum para fechar a válvula de escape não tiveram êxito, por enquanto. Se o poço não for fechado com o uso de robôs submarinos, pode gerar uma das piores marés negras da história dos EUA.

No caso do Exxon Valdez, a empresa Exxon Mobil foi multada em um primeiro momento em mais de US$ 5 bilhões pelos danos ambientais, porém recorreu da decisão e acabou tendo que pagar bem menos – “apenas” 1 bilhão (pouco para os danos que causou). As marcas da tragédia estão lá ainda. Segundo várias pesquisas (não as financiadas pela empresa), a região continua apresentando problemas resultantes dos resíduos do petróleo derramado.

Conforme estimativas: morreram 250 mil aves marinhas, 2,8 mil lontras, 250 águias, 22 orcas e bilhões ovos de salmão.

Olho vivo na fronteira

27 de abril de 2010 0

O Paraguai é hoje o principal foco de tensão na América Latina. A crise no norte do país, onde cinco Departamentos estão sob estado de exceção desde o fim de semana, deve preocupar a nós, brasileiros, porque fica muito próxima da fronteira. Desde ontem, mil policiais e militares paraguaios foram deslocados para as áreas de atuação do até então desconhecido Exército do Povo Paraguaio, um grupo que mistura características de quadrilha de narcotraficantes e guerrilha. De esquerda, a organização conta com apoio político e logístico das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc. Em novembro de 2009, o site DefesaNet alertava sobre a implantação de uma célula do EPP na fronteira (aqui)

O que nos coloca mais próximos do olho do furacão é o fato de o Brasil ter dado abrigo, algum tempo atrás, a três membros desse grupo, considerados pela Justiça brasileira refugiados políticos. Hoje mesmo, o governo paraguaio está indo às Nações Unidas, em Nova York, pedir que o Brasil entregue os homens.

Paralelamente, ontem, houve um atentado no qual duas pessoas morreram e um senador ficou ferido. O atentado ocorreu na rodoviária de Pedro Juan Caballero, no centro da cidade. Conhecida dos brasileiros por ser sede de jogos da Seleção, Pedro Juan é a segunda maior cidade comercial do país – atrás apenas de Ciudad del Este. É dividida apenas por uma rua de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, a Avenida Internacional (mais informações e fotos da cidade aqui). É um entreposto de narcotraficantes e guerrilheiros. Sendo o Paraguai a principal porta de entrada de drogas e armas ilegais no Brasil, é bom as autoridades ficarem em alerta.

Show de imagens do vulcão islandês

25 de abril de 2010 2

O maior perigo do vulcão Eyjafjallajokull já passou. Mas vale registro o que de melhor foi feito por fotógrafos das principais agências de notícias internacionais em termos de imagens. Simplesmente demais! Confira aqui

Constrangimento

25 de abril de 2010 0

Que constrangimento. Vazou para o jornal Sunday Telegraph, de Londres, um memorando feito pelo Ministério das Relações Exteriores britânico que sugeria que o papa Bento XVI lançasse uma marca própria de camisinhas ou aceitasse o casamento gay, em sua visita à Grã -Bretanha. Tudo não passava de uma brincadeira de péssimo gosto feita por funcionários do órgão.

Parte do documento foi publicada pelo Telegraph e causou constrangimento entre os dois Estados – a Grã-Bretanha foi obrigada a pedir desculpas oficiais ao Vaticano. O memorando também sugerisse que o Papa estabelecesse uma linha de ajuda para as vítimas de pedofilia, que criasse uma clínica de abortos e chamasse a cantora Susan Boyle para receber o Pontífice em sua visita.

Veja a reportagem aqui

Já vimos este filme

23 de abril de 2010 1

É incrível como a História se repete… e já vimos este filme. Na Nicarágua, simptizantes do presidente Daniel Ortega sitiaram a Assembleia Nacional, com pedras e bombas de fabricação caseira. O objetivo: paralisar as sessões do parlamento para evitar que a oposição barre um decreto que, no fundo, pode abrir caminho para uma mudança na Constituição. Adivinhem pra que? Para permitir a reeleição do presidente sandinista Daniel Ortega.

O projeto presidencial, por hora, estabelece a permanência por tempo indeterminado dos juízes da Suprema Corte (além do prazo estabelecido para seus mandatos), mas a oposição garante que isso seria apenas uma manobra para, no futuro, fazer o mesmo com o cargo de presidente. E Ortega ficar no poder pelos próximos cinco, 10, 15 anos… Lembram de alguém?

Sim, Hugo Chávez, da Venezuela, de quem Ortega é aliado. Mais: Evo Morales, da Bolívia, Manuel Zelaya, em Honduras… Todos, de alguma forma ou de outra, tentaram mudar a Constituição para se perpetuar no poder. Chávez, que já esticou seus tentáculos por boa parte do continente, já acusou “o império ianque” de conspirar para criar “um vazio de poder” na Nicarágua.

Houve violência nas ruas pelo segundo dia consecutivo em Manágua, e a Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou um comunicado expressando “profunda preocupação”com a crise no país.

Quem vai pagar a conta?

22 de abril de 2010 1

Com praticamente todos os aeroportos da Europa funcionando hoje, é hora daquela velha perguntinha: quem vai pagar a conta do prejuízo nesses cinco dias, talvez um pouco mais, que o continente europeu parou por causa das cinzas do vulcão islandês? Calcula-se que as economias europeias perderam 1 milhão e meio de euros em produtividade. Os trabalhadores europeus não conseguiam chegar aos destinos e faltam ao trabalho: quase 7 milhões de pessoas foram prejudicadas. Os números representam 0,9% da força laboral dos 25 países da União Europeia. O Royal Bank of Scotland acredita que o custo seja de 0,1% do PIB europeu.

Pode parecer pouco, mas o problema aéreo pode afetar a retomada da economia, num momento ainda sensível quando os países estão ainda se recuperando da crise econômica. O cancelamento dos voos afetou companhias aéreas, aeroportos, operadoras de turismo e outros setores, como a indústria. E ainda ninguém sabe quem paga essa despesa. Uma coisa é certa, as companhias aéreas estão isentas: a lei dispensa de indenizações aos passageiros quando o voo é cancelado por motivos naturais – como a erupção do vulcão islandês – e exige apenas o reembolso do preço do bilhete, assim como apoio ao passageiro, hotel, essas coisas… No total, foram 63 mil voos cancelados, certamente nunca se viu algo assim no setor da aviação.

O dilema dos embedded

21 de abril de 2010 0

Um repórter de guerra da agência de notícias Associated Press quebrou, de certa forma, o silêncio entre os jornalistas americanos e veio a público questionar aquela velha prática da imprensa americana de acompanhar as tropas no front, em zonas como o Afeganistão e o Iraque: a situação conhecida como “embedded”, ou seja, inserido no dia-a-dia do exército, acompanhando apenas um dos lados da disputa, coisa que nós, jornalistas brasileiros, também acabamos fazendo quando cobrimos as tropas no Haiti.

No artigo, Cristopher Torchia descreve as dificuldades de manter um distânciamento crítico ao acompanhar, durante quarto semanas, as atividades de um pelotão na luta contra combatentes do Talibã, no Afeganistão. Em um episódio, por exemplo, ele se viu diante de um dilema: deveria ou não ajudar um soldado a carregar o cinto de munição de um homem ferido. Ele diz que o jornalista se sente um pouco hóspede das tropas, que dão informações, comida, abrigo, transporte e, é claro, segurança.

E é verdade: nessas condições, o jornalista se sente um tanto constrangido de fazer uma determinada crítica, por exemplo, às tropas, que, em um combate, garantem-lhe a vida. No caso de Cristopher, ele acabou carregando o cinto de munição em questão. O assunto não é novo, é um velho dilema dos correspondentes de guerra. Foi um assunto muito questionado durante a Guerra do Iraque, em 2003, mas começou mesmo lá atrás, desde as primeiras coberturas de guerra, na Criméia no século 19. O texto está aqui, em inglês.

Vale lembrar que, por muitos anos, do Vietnã ao Iraque, houve um gap, um período em que o Pentágono deixou de permitir a presença dos jornalistas junto às tropas por causa da repercussão negativa que isso causava, especialmente pela experiência no Sudeste Asiático, nos anos 60. Mesmo que limitada, a presença da imprensa no front é necessária. É melhor saber parte da verdade, do que não saber nada.

Tribunal põe fim à disputa no Cone Sul

20 de abril de 2010 0

Foi uma decisão branda… Menos pior para o Uruguai, apesar do “pito” por parte da Corte Internacional de Justiça. O tribunal das Nações Unidas aceitou apenas as contestações formais feitas por Buenos Aires contra a polêmica fábrica de celulose Botnia e, por isso, não estabeleceu indenizações a favor da Argentina. Disse que o Uruguai deveria ter negociado melhor com a Argentina a instalação da fábrica. Mas que o país não infringiu regras ambientais.

O jornal El País, neste momento, traz na capa “Conformidade pela decisão”, refletindo o estado de ânimo do governo uruguaio, que já por meio de seu chanceler, Luis Almagro, garantiu que hoje ainda buscará com seu colega argentino acertar um encontro entre os presidentes dos dois países, José Mujica, do Uruguai, e a Cristia Kirchner, da Argentina. Se a gente atravessar o Rio Uruguai, e for ler o que diz o jornal argentino Clarín, por exemplo: “Decisão da corte de Haia: Botnia pode serguir operando”.

Só pra esclarecer, em 2004, o Uruguai autorizou a construção de uma fábrica de celulose finlandesa, a Botnia (hoje comprada pelo grupo UPM), nas margens do Rio Uruguai, fronteira com Argentina. Isso deflagrou uma guerra diplomática entre os dois países, insuflada muitas vezes por ambientalistas da cidade de Gualeguaychú, que muitas vezes bloqueou a ponte entre os dois países, prejudicando o comércio e transporte internacionais, inclusive o trabalho de muitos caminhoneiros brasileiros que fazem aquela rota.

Empresas pressionam por reabertura de aeroportos

19 de abril de 2010 0

As companhias aéreas são tão interessadas quanto os passageiros para que tenha fim as restrições aos voos na Europa. E a pressão tem sido grande sobre as autoridades para que os espaços aéreos sejam reabertos. As empresas amargam mais de US$ 200 milhões em prejuízos a cada dia que suas aeronaves ficam nos patios dos aeroportos.

De um lado, a Eurocontrol, que controla a aviação européia e cujos técnicos não podem sequer se reunir porque não há voos para transportá-los para a sede da entidade. A reunião de hoje será por teleconferência. De outro, a associação das companhias aéreas, que reúne 36 empresas, que já pediram a reavaliação imediata das restrições aos voos depois que testes não teriam apresentado risco de danos causados pela nuvem vulcânica. A KLM fez quatro voos de testes sem passageiros entre a Holanda e a Alemanha. Também Air France, Lufthansa e Austrian Airlines realizaram testes. Nessa queda de braço que acontece nos bastidores também entrou a Associação de Pilotos holandeses, que disse acreditar que uma retomada parcial dos voos seria possível apesar da fumaça não estar se dissipando.

Muitos sites destacam um episódio: em 1982, havia um vulcão na rota de um jumbo da British Airways. O avião ia de Londres à Nova Zelândia com 247 passageiros a bordo. O avião entrou no meio da nuvem de fumaça, as quatro turbinas pararam de funcionar e a aeronave chegou a descer 4 mil metros… Mas já abaixo da nuvem, os motores voltaram à ativa… E tudo terminou bem. Isso aconteceu próximo à Ilha de Java, na Indonésia. Fica o alerta.

Lobos em pele de cordeiro

18 de abril de 2010 3

DA COLUNA DE ZH DE DOMINGO

Um homem que no altar da Igreja serve de ponte entre o sagrado e o profano, que por suas mãos são transmutados o pão e o vinho em corpo e sangue de Cristo, sim, este homem, tem um pouco de Deus. Veste a pureza do branco, estudou quase 20 anos e decidiu, talvez ainda muito criança, que dedicaria a sua vida a apaziguar espíritos, falar do Senhor, ser o pastor de um rebanho em meio a este vale de lágrimas. Sim, este homem seria quase Deus.

Dos mais altos altares aos serenos monastérios, seria impossível, errático, doentio imaginar que este mesmo homem, representante de Deus na Terra, seria capaz de fazer mal a uma criança. E isso aconteceu. Não uma, duas ou três vezes. Foram centenas de vezes

Os casos de pedofilia que mergulham a Igreja Católica em sua pior crise dos tempos modernos começaram a ser denunciados nos EUA, chegaram à Irlanda, à Alemanha de Joseph Ratzinger e tocaram os muros do Vaticano de São Pedro. Não interessa apenas se os papas João Paulo II ou Bento XVI sabiam que havia algo podre no reino da Dinamarca. Não se trata de questionar apenas se a violência sexual contra crianças está relacionada ao celibato. Isso seria simplificar demais um ato deplorável que tem raízes nos mais escuros porões da mente humana. Os casos que estão sendo divulgados não são de assassinos em série, homens sem religião, como os mais conhecidos das crônicas policiais gaúcha, brasileira ou mundial. São motivados por homens que escolheram falar de Deus, amar ao próximo e proteger a mais inocente e indefesa das criaturas: as crianças, as eleitas pelo mesmo Deus que pregam. Não se trata de padres que escolheram a pedofilia. Mas sim de pedófilos que escolheram ser padre, escondidos pela sacrossanta instituição e insuspeitável batina. São minoria dentro da Igreja, é verdade. Mas, como a própria catequese nos ensinou, apenas uma batata podre tem o poder de estragar todo o cesto.

Dor de cabeça europeia

16 de abril de 2010 1

No site da Reuters, lindas fotos do vulcão em erupção que causa dor de cabeça aos europeus nesses dias. Veja aqui

Duelo histórico

16 de abril de 2010 0

Para nós, brasileiros, já é parte de cada processo eleitoral o duelo de ideias por meio dos debates na TV ou no rádio. Também nos EUA, essa prática transformou-se em verdadeiros shows televisivos há décadas: os mais recentes embates na arena foram os de Obama e McCain e de Bush e Al Gore.

Mas numa das democracias mais antigas do mundo, na Grã-Bretanha, onde vigora o parlamentarismo como sistema de governo (e a monarquia como forma), os debates inexistiam. Até ontem, quando foi realizado o primeiro duelo na TV entre candidatos ao cargo de primeiro-ministro. O líder do Partido Trabalhista, Gordon Brown, que sucedeu a Tony Blair (a legenda está no poder há 13 anos), enfrentou David Cameron, do Partido Conservador. As duas legendas são as mais importantes no país, como os republicanos e democratas o são nos EUA. Como terceira via, apareceu um candidato chamado Nick Clegg, liberal democrata que chama as duas outras raposas políticas de a “velha política”.

Haverá ainda dois novos debates. O de ontem focou em assuntos internos – os demais serão sobre política internacional e economia. Foram 90 minutos que chamaram a atenção, embora esteja difícil despertar o interesse dos britânicos para o pleito.

Aberrações conceituais

15 de abril de 2010 1

Já tem gente acreditando que essa seja uma das maiores crises já enfrentada pela Igreja Católica nos tempos modernos. Muitos dizem que o Vaticano deve pedir perdão ao mundo e à história por causa dos casos de pedofilia entre padres da Igreja Católica em vários países: EUA, Irlanda, Suíça, Noruega, África do Sul, Dinamarca, entre outros. E quanto mais busca se explicar, parece que a Santa Sé esbarra em aberrações conceituais como a de ontem, na qual o cardeal Tarciso Bertone, secretário de Estado do Vaticano, relacionou pedofilia à homossexualidade.

Em outras palavras, ele disse que que foi demonstrado por muitos psicólogos que não há ligação entre celibato e pedofilia, enquanto muitos outros estudos mostram a ligação entre homossexualidade e pedofilia. As pesquisas da Santa Sé revelam que 60% dos casos de abusos seuxais contra crianças são cometidos por padres homosseuxiais. O cardeal obviamente fazia uma comparação isolada, se referia exclusivamente a dados estatísticos da Igreja, mas aí, o estrago já estava feito. Associações gays, líderes políticos e inclusive governos como a França exhram um pedido de desculpas.

Ameaça ao consulado da Venezuela

14 de abril de 2010 0

Recebi esse comunicado do consulado da Venezuela no Rio:

Em relação aos episódios ocorridos na manhã desta quarta-feira (14/04), no prédio que abriga o Consulado Geral da República Bolivariana da Venezuela, no Rio de Janeiro, temos a esclarecer:
  1. Na manhã desta quarta-feira uma funcionária do Consulado Geral da Venezuela abriu uma caixa entregue pelo serviço de correio local. Ela encontrou um bilhete com a seguinte inscrição: “Isso é uma bomba, afaste as pessoas, chame a polícia”.
  2. A polícia foi chamada, acionou o Esquadrão Antibombas da Polícia Civil do Rio de Janeiro e evacuou o prédio, onde também funcionam os consulados gerais de Holanda, México, Uruguai e Paraguai.
  3. O artefato foi detonado em frente ao prédio pela polícia, que vai realizar perícias para determinar o conteúdo da caixa.
  4. O consulado suspendeu por algumas horas o serviço de atendimento ao público, que foi retomado no início da tarde desta quarta-feira.
  5. Esclarecemos que o corpo diplomático venezuelano jamais passou por situação semelhante no Brasil ou em qualquer outro país com o qual a Venezuela mantém relações diplomáticas.
  6. O governo da Venezuela confia nas investigações que já estão sendo realizadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro para esclarecer este lamentável episódio.