Como Nova York conseguiu reduzir drasticamente a criminalidade?
– Com medidas simples. Basicamente, cumprindo mandados de prisão que estavam pendentes.
A explicação é do subprocurador-geral do Estado Delmar Pacheco da Luz, que, anos atrás, a convite do Departamento de Estado americano, conheceu o sistema de segurança dos EUA. Pelo plano do prefeito Rudolph Giuliani (1994-2001), policiais com computadores de mão saíam às ruas de Manhattan, identificavam suspeitos e levantavam suas fichas criminais. Uma vez confirmado que se tratava de um bandido, era preso. Simples assim.
Com a experiência de quem atuou por sete anos como promotor do júri em Porto Alegre, Pacheco da Luz dá outro exemplo: no início dos anos 2000, os limpadores de para-brisa nas sinaleiras eram um problema por lá. Após um olhar mais apurado, concluiu-se que não passavam de cem jovens. Poucos, mas suficientes para atormentar a vida de quem circulava pela região de Downtown. Foram identificados e liberados, com a condição de não voltarem a fazer o mesmo, sob pena de serem detidos. Sumiram. Simples assim.
Giuliani conseguiu reduzir em 57% os índices de criminalidade e 65% os de homicídio. Hoje, Nova York é considerada uma das cidades mais seguras e com melhor qualidade de vida dos EUA. Giuliani também mudou o sistema de educação pública, criando o Fundo de Aperfeiçoamento das Escolas para ajudar as instituições na compra de equipamento e na melhoria das instalações, introduzindo novos programas de instrução de leitura, universalizando o acesso dos alunos a computadores, restaurando a educação artística no currículo escolar, instalando bibliotecas nas salas de aula e introduzindo aulas nos fins de semana. Simples assim. Mas ideias tão difíceis de vingar por aqui.
Veja aqui outras notas da coluna Diários do Mundo, de Zero Hora deste domingo.


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