Nova York -Familiares dos mortos nos atentados de 11 de setembro de 2001 protestam contra a construção de uma mesquita perto do Ground Zero, o local onde ficavam as torres gêmeas do World Trade Center.
Califórnia – Membros de um movimento chamado Tea Party protestam na frente de uma mesquita em Temecula contra a ampliação do templo.
Tennessee – Republicanos protestam contra a construção de um grande centro muçulmano em Murfreesboro.
Wisconsin – Pastores cristãos iniciam uma campanha contra os planos de um grupo muçulmano de construção de uma mesquita em Sheboygan.
Os quatro episódios, em Estados diferentes do país conhecido pela emenda da Constituição que garante liberdade religiosa, ilustram com perfeição um sentimento silencioso, xenófobo e racista, que criou raízes entre muitos americanos: a ideia de que a culpa pelos males dos EUA é dos muçulmanos. A maioria dos ativistas tem alguma relação com o movimento conservador Tea Party. Nas manifestações dessa organização, é comum lerem-se frases como “orgulho de ser americano” ou “vocês (muçulmanos) são o câncer da nossa sociedade”.
Curiosamente, alguns políticos conservadores se apropriaram do discurso anti-Islã e contra a “dominação muçulmana”. Curiosamente, em tempo de campanha eleitoral para o pleito legislativo de novembro. O império do medo é apenas a ponta de um inceberg criado nos EUA após o 11 de Setembro. E que favorece alguns.
Este texto está na coluna Diários do Mundo deste domingo em ZH. Veja aqui outras informações.


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