A região do Cáucaso é complicada. Trata-se de uma área extremamente rica em gás natural, entreposto comercial antigo entre o Ocidente e o Oriente. Um caldeirão de etnias, que desde tempos remotos vive uma guerra contra o poder central, ainda no tempo do czar. A principal província ali, a Chechênia, briga pela independência. A frente estão radicais islâmicos, alguns deles com treinamento no Afeganistão.
Houve uma guerra entre 1994 e 1996, chamada de Primeira Guerra da Chechênia, quando os rebeldes conseguiram deter a ofensiva russa. O governo já cambaleante de Boris Yeltsin mandou tanques à região, mas o Kremlin precisou recuar. Foi declarado um cessar-fogo, e houve uma certa autonomia chechena até 1999.
Naquele ano, guerrilheiros muçulmanos atacaram enclaves na província vizinha do Daguestão, e uma série de atentados sacudiu a Rússia.
Lideradas por Vladimir Putin, as tropas russas voltaram ao front, com política de terra arrasada. Os atentados recrudesceram, mas o Kremlin deu por terminada aquela que ficou conhecida como a Segunda Guerra da Chechênia. Pelo jeito, o conflito está longe do fim. O atentado de hoje é visto como um aviso a Vladimir Putin, que promete voltar nas eleições de 2012.




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