
Nas últimas horas, o regime egípcio mostrou sua real cara. Pressionado pelas manifestações dos últimos dias, e ainda hoje, a maior de todas, o governo de Hosni Mubarak reagiu como toda a ditadura prestes a ruir: com tropas nas ruas, cerceando direitos de expressão e decretando toque de recolher no Cairo, Alexandria e Suez.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, acaba de pedir ao governo que lide de forma pacífica com os protestos. Mas não é o que acontece neste momento no Egito: mal chegou ao país, Mohamed el Baradei, prêmio Nobel da paz e ex-chefe da Agência Internacional de Energia Atômica, foi preso em sua casa. Ele é um dos líderes que poderiam tocar o país em um regime pós-Mubarak. Mubarak está no poder há 30 anos, mas baseado na falsa ideia de que eleições garantem democracia. Pleitos presidenciais são realizados com frequência por lá e vencidos pelo presidente em sufrágios permeados de irregularidades. Como fizeram na Tunísia, Facebook e Twitter começam a corroer os regimes autoritarios árabes, inclusive os apoiados pelos Estados Unidos.
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