A imposição da zona de exclusão aérea e os bombardeios à Líbia de Muamar Kadafi deram um gás aos jovens manifestantes contrários às ditaduras nos países árabes. Nesta sexta-feira, a revolta se espalha pela Jordânia e Síria, chega também ao Iêmen e o Bahrein. Simpatizantes do governo jordaniano agrediram a pedradas jovens reunidos em uma praça de Amã para pedir reformas, deixando 57 feridos.
Eles protestam contra o governo do rei Abdullah II, que substiutiu o pai, o rei Hussein. Abdullah está no poder desde a morte do pai em 1999. O rei Hussein ficou no poder desde 1952.
Na Síria, protestos semelhantes. Centenas de sírios saíram às ruas para exigir reformas e prestar luto a dezenas de manifestantes mortos durante a violenta repressão aos protestos da última semana. Uma marcha que rumava a Deraa, o principal foco do descontentamento popular, foi atacada em Sanamein. De acordo com a rede de televisão Al-Jazeera, foram registradas 20 mortes na localidade. Os manifestantes querem a renúncia do ditador Bashar Al Assad. Há 11 anos, Assad herdou a presidência da Síria, depois da morte do pai, Hafez Al Assad, mantendo o estado de emergência imposto em 1963, quando o partido Baas chegou ao poder.
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