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Posts de março 2011

O que é notícia na quarta-feira pelo mundo

30 de março de 2011 0

Está em curso uma contra-ofensiva por parte das tropas de Muamar Kadafi que conseguiram expulsar os rebeldes da cidade de Sirta, cidade natal do ditador. Hoje, os militares pró-regime forçaram as forças da oposição a sair de Ras Lanuf, importante ponto petrolífero, e avançam rumo ao leste da Líbia.  As forças do governo lançaram foguetes contra as posições rebeldes, forçando a retirada de grande número de picapes da oposição.

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Na Síria os protestos continuam. O discurso do ditador Bashar al assad na TV não surtiu o efeito esperado. Assad fez aquele velho pronunciamento de ditadores no ocaso de seus regimes: disse que a Síria está sendo alvo de uma conspiracão mundial. O Departamento de Estado americano criticou a fala do presidente sírio, afirmando que faltou conteúdo à fala de Assad.

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No Japão, a companhia Tokyo Electric Power (Tepco), proprietária da usina nuclear Fukushima Daiichi, admitiu que pode fechar permanentemente quatro reatores. A usina, que possui seis reatores, vem emitindo radiação desde que foi danificada pelo terremoto e pelo tsunami no dia 11.

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, citou o Brasil como um exemplo do uso de biocombustíveis, nesta quarta-feira. Ele estabeleceu a meta de cortar em um terço a importação de petróleo nos próximos 10 anos.

- Se alguém duvida do potencial desse combustível, veja o Brasil. Mais da metade, a metade, dos veículos no Brasil rodam com biocombustíveis – mencionou Obama ao falar se segurança energética nos Estados Unidos.

O presidente americano citava os biocombustíveis como uma das alternativas ao consumo do petróleo. Ele disse que biocombustível não é só etanol, mas também aqueles feitos de biomassa. Em outro momento do discurso, Obama indicou que não vai reduzir as importações de petróleo do Brasil.

Acordo pode incluir fuga de Kadafi

29 de março de 2011 0

Dois pesos, duas medidas. Este poderia ser o título deste post. Há um acordo tácito entre os líderes internacionais de que, no momento, a melhor coisa seria a ida de Muamar Kadafi para o exílio. Enquanto o ditador líbio estiver no país, a guerra deve continuar. A saída de Kadafi é debatida neste momento em Londres, em uma cúpula que reúne diplomatas ocidentais e funcionários de governo, diplomatas e ministros de Exterior, como a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. Os rumores de exílio cresceram nas últimas horas.

O “dois pesos, duas medidas” deve-se ao fato de que, nos bastidores, sabe-se que a Grã-Bretanha e os EUA já sinalizaram que poderiam aceitar um plano em que o ditador sairia rapidamente da Líbia e, em contrapartida, escaparia de um julgamento por crimes de guerra, apesar da pressão internacional de que ele deveria enfrentar o Tribunal Penal Internacional.

A mesma chance não foi dada a Saddam Hussein, registre-se.

Se Kadafi realmente “fugir” (com a ajuda americana, diga-se), um dos destinos seria o Sudão, um dos Estados párias da comunidade internacional.

Revoltas árabes chegam à Jordânia e Síria

25 de março de 2011 1
A imposição da zona de exclusão aérea e os bombardeios à Líbia de Muamar Kadafi deram um gás aos jovens manifestantes contrários às ditaduras nos países árabes. Nesta sexta-feira, a revolta se espalha pela Jordânia e Síria, chega também ao Iêmen e o Bahrein. Simpatizantes do governo jordaniano agrediram a pedradas jovens reunidos em uma praça de Amã para pedir reformas, deixando 57 feridos.
 
Eles protestam contra o governo do rei Abdullah II, que substiutiu o pai, o rei Hussein. Abdullah está no poder desde a morte do pai em 1999. O rei Hussein ficou no poder desde 1952.
 
Na Síria, protestos semelhantes. Centenas de sírios saíram às ruas para exigir reformas e prestar luto a dezenas de manifestantes mortos durante a violenta repressão aos protestos da última semana. Uma marcha que rumava a Deraa, o principal foco do descontentamento popular, foi atacada em Sanamein. De acordo com a rede de televisão Al-Jazeera, foram registradas 20 mortes na localidade. Os manifestantes querem a renúncia do ditador Bashar Al Assad. Há 11 anos, Assad herdou a presidência da Síria, depois da morte do pai, Hafez Al Assad, mantendo o estado de emergência imposto em 1963, quando o partido Baas chegou ao poder.

Cândido Godói é notícia no NY Times

25 de março de 2011 0

A pesquisa que desvendou o segredo que durante anos intrigou os moradores de Cândido Godói é notícia em um dos jornais mais importantes do mundo, o The New York Times. Assinada pelo correspondente Alexei Barrionuevo e por Myrna Domit, o texto cita a lenda mais conhecida, de que nos anos 60, Josef Mengele, o cientista nazista conhecido como Anjo da Morte, fez experiências com mulheres no Rio Grande do Sul.

Veja a reportagem do The New York Times sobre Cândido Godói aqui

Obama "bate com nariz na porta" ao voltar à Casa Branca

24 de março de 2011 0

Ao que parece, o chefe chegou antes dos funcionários.  Ao retornar de sua viagem pela América Latina algumas horas antes do previsto, o presidente Barack Obama se viu momentaneamente trancado para fora da residência oficial. O incidente foi registrado em vídeo e divulgado em vários sites de notícias americanos. 

Logo após deixar o helicóptero presidencial Marine One, Obama atravessou o jardim da Casa Branca assobiando e tentou abrir a porta de seu escritório. Ao perceber que ela estava trancada, ele se dirigiu a outra porta ao lado e conseguiu entrar. Veja abaixo:

Episódio semelhante ocorreu com Bush certa vez, ao final de uma entrevista coletiva. Lembre:


E o Brasil rompeu com o Irã...

24 de março de 2011 1

A decisão do governo brasileiro de apoiar a criação de uma comissão para investigar as questões de direitos humanos no Irã dos aiatolás é um divisor de águas: o primeiro ato internacional de Dilma Rousseff em clara oposição com a política externa do governo Lula. Na prática, a votação brasileira rompe com o Irã e seu presidente Mahmoud Ahmadinejad, chamado de “amigo” pelo presidente Lula.

Dilma já dava mostras de que isso ocorreria. Em novembro do ano passado, quando a Assembleia Geral das Nações Unidas votou uma resolução de censura contra o Irã, o Brasil se absteve. Logo depois que foi eleita, Dilma havia questionado a decisão anterior, em entrevista ao The Washington Post.

Em Genebra, o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou a criação do cargo de investigador dos direitos humanos no Irã, um posto sensível e que deve aumentar a visibilidade das violações cometidas no país. A decisão brasileira é celebrada por ONGs. A Campanha Internacional pelos Direitos Humanos no Irã, que surgiu em 2007, como um desdobramento da Fundação para a Segurança Humana no Oriente Médio, uma ONG holandesa, declarou que espera que o Brasil continue a ajudar na melhora da situação humanitária no país de Ahmadinejad.

Nahum Sirotsky, o patriarca de uma nova geração de correspondentes

24 de março de 2011 0

Correspondente do Grupo RBS em Tel-Aviv, Nahum Sirotsky estava comigo naquela manhã em Jerusalém, em que desembarcamos na rodoviária da cidade três vezes santa (foto) para nos dirigirmos ao GPO – o prédio do Government Press Office -, em busca de minha credencial para ir ao front. No prédio do governo israelense, Nahum brincava com os funcionários – principalmente com as funcionárias -, andava como se fosse um habitué e me introduzia às lidas burocráticas de um Estado que dá um show de organização em termos de política de relações públicas. Nahum, como disse o Gustavo Chacra, do Estadão, meu parceiro de saída do Haiti, naquele inferno do terremoto de 2010, é como o patriarca dos novos correspondentes. Viu nascer Israel, em Nova York, na conferência da ONU, foi diplomata, fez parte daqueles anos da imprensa em que o futuro se encarregaria de chamá-los de dourados. Veja o texto sobre o Nahum, a quem devo muito naquela cobertura da Guerra do Líbano, no blog do Guga Chacra, clicando aqui





Atentado rompe paz relativa de Jerusalém

23 de março de 2011 0

Foto: Jack Guez, AFP

Estive em Israel em 2006, durante a cobertura da guerra com o Hezbollah. Na minha primeira noite em Tel-Aviv, enquanto o céu era rasgado por aviões israelenses que rumavam para o front norte, conversava com um amigo judeu, na beira da praia. Ele apontava um a um os bares e danceterias que haviam explodido na orla nos anos 2000. Eram anos da paranóia da Intifada, quando terroristas do Hamas e da Jihad Islâmica realizavam atentados quase toda a semana contra Israel.

Naquele julho de 2006, eu não me sentia ameaçado diretamente ao entrar em um banco ou restaurante. Mas, nos ônibus, confesso, fiquei um pouco receoso. A caminho de Jerusalém, imaginava que, a qualquer momento, um extremista palestino entraria no ônibus e explodiria tudo.

Também é estranho para nós, brasileiros, ver soldados, meninos e meninas, para lá e para cá com seus fuzis à tira-colo, uma cena comum em um país onde todo cidadão passa pelas forças armadas e, uma vez por ano, volta para fazer uma espécie de reciclagem.

Com o objetivo de ir até o prédio do Government Press Office, a sede da imprensa governamental, desci na rodoviária de Jerusalém. Nesta quarta-feira, extremistas explodiram um ônibus muito próximo desta estação, matando uma mulher e ferindo outras 30. O explosivo foi deixado em uma bolsa junto a um ponto de ônibus e ao lado de uma cabine telefônica.

Nos últimos anos, parecia que Israel havia conseguido ficar imune a esses atentados. Reforçou a segurança e construiu um polêmico muro (que divide ao meio áreas palestinas). Entre os israelenses com os quais converso, a sensação é de que a barreira ajudou a diminuir os ataques. O atentado desta quarta-feira, por exemplo, é o  primeiro a bomba desde 2004 na cidade e coincide com uma escalada da violência nos últimos dias na Faixa de Gaza. Entre 2008 e 2009, foram registrados três ataques de palestinos na parte judaica da cidade, um com armas em um seminário rabínico – que deixou oito mortos – e outros dois com escavadeiras que deixaram quatro mortos. Mas com bombas mesmo, no velho estilo dos extremistas, é o primeiro desde 2004.

Os organismos de segurança israelenses não esperavam um atentado como o desta quarta-feira, que ocorre a dois dias da primeira maratona de Jerusalém, um evento para o qual se preparou um considerável dispositivo policial.


O que é notícia no mundo nesta quarta-feira

23 de março de 2011 0

A quarta-feira está cheia no noticiário internacional. A prefeitura de Tóquio anunciou que os índices de radiação observados nos reservatórios da cidade estão acima do limite permitido para o consumo humano. As autoridades recomendaram à população da capital japonesa que evite dar a água diretamente da torneira para crianças e bebês, grupo de pessoas que pode ser afetado mais duramente pelos níveis de radiação superiores ao normal.

As autoridades detectaram uma concentração de iodo de 210 becquerel por quilo na usina de Kanamachi – que abastece as regiões central e oeste da capital japonesa -, acima do limite de 100 becquerel por quilo considerado seguro para as crianças. Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira a proibição da importação direta de uma série de alimentos importados do Japão. Leite e derivados, verduras e frutas frescas oriundos das cidades de Fukushima, Ibaraki, Tochigi e Gunma deverão passar por uma bateria de testes de radiação antes de serem comercializados.

No front líbio, a coalizão internacional anunciou que destruiu totalmente a força aérea do ditador Muammar Kadafi. Isso significa que os aviões ocidentais voam agora livremente dentro do espaço aéreo da Líbia, atacando tropas no solo em qualquer local onde a população civil esteja sob ameaça.

No Oriente Médio, Israel foi palco hoje de um atentado que deixou uma pessoa morte e mais de 30 feridas em Jerusalém. Fazia muito tempo que não ouvia-se falar em ataques a bomba na cidade. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que vai reagir agressivamente após a escalada de violência com os palestinos nos últimos dias.


Após Barack Obama ir embora, Brasil vai condenar ataques contra Líbia

21 de março de 2011 5

Horas depois de o presidente dos EUA, Barack Obama, deixar o Brasil, o governo brasileiro decidiu reforçar sua posição contrária à intervenção militar na forma que está sendo feita. O Itamaraty divulgará ainda hoje uma nota pedindo o fim dos ataques das coalizão internacional contra as tropas do ditador Muamar Kadafi na Líbia.

Segue a operação Alvorada da Odisseia, pela segunda noite consecutiva, com bombardeios contra a capital, Trípoli, a cidade de Ajdabiya e o entorno de Bengazi. O controle do espaço aéreo já está nas mãos, e agora a coalizão tenta neutralizar forças terrestres do ditador. A ofensiva já está dando resultado. As forças de Kadafi estão retrocedendo no leste do país, e os rebeldes recuperam terreno – na minha opinião, este é o grande objetivo dos bombardeios: abrir caminho, facilitar a vida dos rebeldes para um avanço até Trípoli, a tomada da capital e deposição de Kadafi.

Depois dos bombardeios autorizados pelas Nações Unidas na Líbia, o exército dos Estados Unidos desconhece o paradeiro de Muamar Kadafi.

No momento há pelo menos seis jornalistas estrangeiros e seis líbios desaparecidos no país – três da France Presse e um da Getty Images, a 30 km de Tobruk; dois da Al-Jazeera, que estavam no oeste do país. Quatro enviados do The New York Times foram libertados hoje.

Pouco depois de chegar ao Chile, o presidente Barack Obama disse que o objetivo militar dos EUA na Líbia é limitado, mas o país defende que é hora de Kadafi ir embora. Obama reafirmou que o objetivo é passar o comando da operação para outros países aliados nos próximos dias. No Chile, a pauta do encontro com o presidente Sebastian Piñera é de causar inveja aos brasileiros: a negociação avança para a não exigência de visto para os chilenos entrarem nos EUA.

O homem Obama e o discurso no Rio

19 de março de 2011 1

Por mera coincidência, concluí a leitura do excelente livro A Ponte – Vida e Ascensão de Barack Obama na semana em que o presidente americano desembarcou no Brasil. O calhamaço de David Remnick, editor-chefe da Revista New Yorker, vale cada uma de suas 720 páginas. Durante a cobertura da eleição de Obama, em 2008, na qual fui enviado de Zero Hora aos EUA, já havia lido sua autobiografia A Origem dos Meus Sonhos. E, apesar do envolvente texto de Obama, escrito quando ele era ainda senador, A Ponte revela, com o sadio olhar distanciado de um dos melhores jornalistas americanos, os contrastes do ser humano Obama. Não o super-herói arquitetado no imaginário do mundo naquela noite às margens do Lago Michigan, em Chicago, na festa da vitória. Tampouco o comunista demonizado pelos setores mais conservadores do Partido Republicano.

Fã confesso de Obama, sem que isso prejudique sua narrativa, Remnick revela o homem, que, com uma dose de ousadia, muito preparo, um toque de sorte e uma engendrada articulação de apoio financeiro, midiático em um momento peculiar da História – após o 11 de Setembro e a era George W. Bush –, tornou-se o presidente da maior potência planetária. Ser humano comum, com problemas familiares, dúvidas e uma retumbante derrota no início da carreira. Enquanto você vê pela TV neste fim de semana a primeira-dama Michelle sorridente, com ar orgulhoso ao lado do marido em cartões-postais do Rio de Janeiro, saiba que, em várias ocasiões, ela tentou tirar da cabeça de Obama sua obsessão pela política. Com duas filhas pequenas, Michelle estava cansada de ficar sozinha na elegante casa da família em Hyde Park, enquanto o marido passava a semana em Springfield, como senador estadual, e depois em Washington, quando senador federal.

Para o bem da família, dos EUA e do mundo, ele não esmoreceu. Obama chega ao Brasil praticamente sem os protestos que vimos em 2007 quando da viagem de George W. Bush, cujo único ato público foi uma visita a meninos pobres do Morumbi, a poucas quadras de seu bunker no Hilton Hotel. Obama, como Bill Clinton, em 1997, deve quebrar protocolos.

Até poucos dias atrás, seu discurso no Rio de Janeiro neste domingo não teria o mesmo peso de pronunciamentos históricos fora dos EUA, como em Berlim ou no Cairo. Mas, em um fim de semana de alta tensão no norte da África, a fala do presidente americano pode ganhar contornos épicos. Aliás, quando Obama discursar no Theatro Municipal já poderá ter começado o bombardeio à Líbia. O ataque pode ser determinante para insuflar uma sobrevida às massas árabes que, pouco a pouco, perdiam o gás depois das consecutivas derrotas rebeldes nos últimos dias.

Leia mais na minha coluna Diários do Mundo, em ZH dominical

Obama dá ultimato a Kadafi

18 de março de 2011 1

Poucas horas antes de embarcar para o Brasil, Barack Obama fez seu mais duro discurso como presidente dos EUA. E deu um ultimato ao ditador da Líbia, Muamar Kadafi, para que encerre o massacre contra seu próprio povo. Possivelmente, é o último pronunciamento de Obama antes do início dos ataques, e guardadas as diferenças de contexto, pode ser comparada historicamente às declarações de George W. Bush antes de atacar Cabul ou Bagdá. Diferença fundamental: Obama está atuando dentro das regras da ONU e com total aval da comunidade internacional – o que Bush não fez.

Em discurso na televisão, o americano afirmou que se o coronel líbio não cumprir os termos apresentados pela resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), tais condições seriam impostas à força. As condições impostas por Obama são a implementação do cessar-fogo imediatamente, o fim de todos os ataques contra os opositores, a retirada das tropas de Bengazi, Misrata, Ajdabiya, Zawyia e o restabelecimento do fornecimento de gás, de água e de energia em todas as áreas.

- Esses termos não são negociáveis. Se Kadafi não respeitar a resolução, aplicaremos seus termos por meio de uma intervenção militar -disse o presidente americano.
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Líbia, Musa Kusa, anunciou o cessar-fogo e a interrupção de todas as operações militares no país. Mas fontes rebeldes disseram que as forças de Kadafi continuam bombardeando a cidades dominadas pela oposição. Está em vigor a resolução da ONU aprovada ontem pelo conselho de segurança que estabelece a criação de uma zona de exclusão aérea na líbia, ou seja uma zona onde os avioes de kadafi nao podem voar. a medida é para proteger a populacao civil dos ataques aéreos. Ao mesmo tempo, a chancelaria da França afirmou que tudo está pronto para ataques ao país,. Mas não há detalhes sobre prazos em que ocorreriam as operações. Os rebeldes que tentam derrubar Kadafi estão coordenando com os países ocidentais os alvos que deverão ser atacados nas incursões aéreas. Os primeiros ataques aéreos seriam feitos por França, Grã-Bretanha, EUA e com apoio do Catar.
Abaixo, jornal El Mundo traz na capa: “Estamos prontos para atuar”, com imagem de aviões americanos na base de Morón.


Ataques contra a Líbia podem começar nesta sexta-feira

17 de março de 2011 2

Há rumores de que a França estaria pronta para bombardear posições líbias ainda na madrugada de sexta-feira, no que seria o início de uma ofensiva do Ocidente contra o regime Muamar Kadafi. A França avançaria sozinha em um primeiro momento, mas receberia apoio da Grã-Bretanha, do Catar e dos Emirados Árabes Unidos.   

O ataque é uma das opções abertas pela resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) que definiu a criação de uma zona de exclusão aérea sobre o território líbio. Na prática, isso permite ao Ocidente atacar posições do Kadafi que estejam ameaçando populações civis. Bengazi está sob ataque da aviação do governo nesta noite, o que daria sinal verde para a ofensiva.

Minutos depois de ONU aprovar a intervenção internacional na Líbia, Kadafi disse que a decisão do órgão é “um ato flagrante de colonização” ilegal.

- Isso é loucura, insanidade, arrogância. Se o mundo enlouquecer, enlouqueceremos junto. Vamos responder. Faremos de sua vida um inferno, porque estão fazendo isso da nossa. Eles nunca terão paz - disse o ditador ao canal português RTP.


No epicentro da catástrofe

17 de março de 2011 0

James Nachtwey é um dos melhores fotógrafos de guerra da atualidade. Não apenas pela qualidade plástica e dramática de suas imagens. O que admiro é sua introspecão, o jeito, diria talento, de se aproximar de pessoas em situações complicadas: seres humanos no extremo de seu sofrimento. Certa vez, Robert Capa, outro lendário fotógrafo, talvez o pai de todos, disse: – Se suas fotografias não ficaram boas, foi porque você não se aproximou suficientemente.

Nachtwey sempre se aproximou. Nascido no ano de 1948, ele cobriu, por 20 anos, boa parte das tensões bélicas da segunda metade do século 20: valas comuns em Kosovo, tumultos de rua na Indonésia e batalhas na Cisjordânia. Conheci o cara pelo excelente documentário fotógrafo de Guerra, que certa vez o fotógrafo e colega de ZH Julio Cordeiro me emprestou. E nesta quinta-feira soube pelo amigo e também excelente fotógrafo de ZH Jefferson Botega, que Nachtwey está cobrindo a catástrofe no Japão. Nós, público, somos brindados mais uma vez com o espetáculo de imagens que gritam.

Christiane Amanpour, da CNN, já disse que ele é um solitário obstinado. A calma e a circunspecção de Nachtwey, raras para quem trabalha em áreas de risco, reflete a confiança interior e convicção. Quando a terra tremeu no fundo do mar japonês, há uma semana, Nachwey estava em sua casa na Tailândia. Menos de 48 horas depois, ele chegou ao Japão e tomou o rumo do norte do país. Está baseado em Kesennuma City, um dos epicentros do horror.

Acompanhe o trabalho do fotógrafo aqui

Quem são os repórteres desaparecidos na Líbia

16 de março de 2011 0

O jornal The New York Times informou que a última vez que editores entraram em contato com os quatro correspondentes de guerra foi na manhã de terça-feira pelo horário de Nova York. Entre os jornalistas desaparecidos está o chefe de redação do escritório de Beirute, Anthony Shadid, duas vezes vencedor do prêmio Pulitzer, o mais prestigiado do jornalismo americano.
Os outros são Stephen Farrell, um repórter e cinegrafista que foi sequestrado pelo Talibã em 2009 e resgatado por comandos britânicos, e dois fotógrafos, Tyler Hicks e Lynsey Addario, ambos com longa experiência em trabalhos no Oriente Médio e na África.