Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Esperança de paz no Oriente Médio - Fatah e Hamas chegam a acordo

27 de abril de 2011 2


O acordo preliminar foi assinado há pouco no Cairo, Egito, entre as duas facções, dois movimentos políticos que dominam o cenário nos territórios palestinos: a Fatah, historicamente mais moderada, liderada pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, e o Hamas, grupo extremista islâmico considerado terrorista pelos EUA, Israel e União Europeia. Os dois grupos estavam em guerra de junho de 2007, quando o Hamas expulsou a Fatah da Faixa de Gaza. Assim, o Hamas passou a controlar toda a Faixa de Gaza, o que motivou um embargo econômico internacional, que faz sofrer a população civil. E a Fatah, por sua vez, ficou com a Cisjordânia.

Foi uma guerra fratricida já que todas as facções são palestinas. Com isso, Israel fechou seu posto de fronteira com a Faixa de Gaza, alegando que a Fatah não poderia mais garantir a segurança na região, e impôs um bloqueio ao território palestino, proibindo todas as exportações e permitindo, unicamente, limitada ajuda humanitária. O governo egípcio havia também fechado sua fronteira quando os combates mais intensos entre Fatah e Hamas tiveram início.

O Egito vai agora pedir uma reunião de todas as facções palestinas para assinar um acordo de reconciliação no Cairo nos próximos dias. O que deve ser criado a partir daí é um governo misto, que deverá preparar eleições presidenciais e legislativas em um ano. Ainda é cedo para falarmos em paz, principalmente com Israel, já que o Hamas não aceita negociar com israelenses, diferentemente da Fatah, facção do histórico líder Yasser Arafat, para quem a tranquilidade do Oriente Médio passa pelo processo de paz com Israel.

Mas já é uma boa notícia. Os dois lados assinaram cartas preliminares de um acordo em que todos os pontos divergentes foram superados, segundo as primeiras informações.

O que chama a atenção também é que a participação do Egito, país que viveu uma crise política recentemente, com a queda do ditador Hosni Mubarak, e que, mesmo assim, está mediando o entendimento. Isso mostra que o processo de negociação pela paz no Oriente Médio não necessariamente dependia do ditador Mubarak. O que também é uma ótima notícia.

Nas próximas horas deveremos ter mais detalhes sobre os termos do acordo, já que por enquanto são apenas anúncios em off, extra oficiais.


Comentários (2)

  • augusto coster diz: 27 de abril de 2011

    Infelizmente não posso ser tão otimista quanto o sr.
    Acho que complicou ainda mais, já que o Hamas não reconhece Israel, não sentará em qualquer mesa de negociação com Israel e quer o fim de Israel.
    Como será possivel um acordo nestas codições?
    Ou o sr. acredita que o Hamas, sustentado pelo Irã e pelo Hezbolah vai mudar?
    A AP deveria selar um acordo com Israel e ignorar o Hamas.
    .

  • Marlon diz: 27 de abril de 2011

    Nossa, ótimas notícias. A não ser pela possibilidade de que não seja "negociação pela paz" coisa nenhuma: o Egito faz o meio-campo porque o Muslim Brotherhood (pai de Hamas e Hizbullah e al-Qaida) tá tomando conta; Hamas e Fatah dão-se as mãos no que sempre foi seu objetivo declarado (inclusive por Arafat e Abbas): a eliminação de Israel e o estabelecimento de (mais um) estado islâmico, i.e., uma teocracia semitotalitária. Os pontos divergentes entre eles referem-se somente a quem vai deter mais poder e enriquecer mais com a corrupção; o objetivo fundamental é o mesmo. Aprecio também a retórica: Mubarak era um ditador (concordo), Arafat um "líder histórico" (e não um gangster terrorista).

Envie seu Comentário