Além do próprio Strauss-Kahn, a mudança na versão da camareira que o acusa de estupro pode ter um outro beneficiado: o Partido Socialista francês. A reviravolta no caso pode provocar impacto direto na política do país europeu. É que o ex-homem forte do FMI, derrubado às catacumbas por causa da acusação que agora mais parece ser uma farsa, é fortíssimo candidato às eleições presidenciais na França, no ano que vem. Com sua liberdade, aliados socialistas voltaram a ver luz no fim do túnel para barrar uma reeleição do atual presidente Nicolas Sarkozy. Há especulações sobre as primárias do Partido Socialista. O prazo para a indicação de candidaturas termina em 13 de julho, o que poderia dar a Strauss-Kahn tempo hábil para estar de volta ao pais.
O que mais preocupa agora os socialistas é que o prazo está acabando. E, mesmo livre da prisão domiciliar, o executivo não pode deixar os Estados Unidos até o fim do processo.
Strauss-Kahn não declarou publicamente sua intenção de se candidatar à presidência. Mas pesquisas feitas antes do escândalo ser deflagrado mostravam que ele estaria na frente de Sarkozy.


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