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Posts de setembro 2011

Morre o propagandista da Al-Qaeda

30 de setembro de 2011 0

A morte de Anwar al-Awlaki, o grande propagandista da rede Al-Qaeda, reacendeu a polêmica sobre os assassinatos seletivos cometidos pelos EUA e Israel. No caso de Al-Awlaki, grupos de direitos humanos questionam também o fato de o governo americano ter matado um cidadão de seu país, sem que houvesse sequer julgamento. Sim, porque Al-Awlaki é americano.

Ele nasceu no Novo México em 1971 em uma família de imigrantes iemenitas. Na infância, chegou a retornar ao Iêmen, mas voltou aos EUA para cursar faculdade em 1991. Autoridades americanas acreditam que ele tenha pregado para pelo menos dois dos sequestradores do 11 de Setembro em uma mesquita de San Diego, Califórnia.

Foi morto em um ataque realizado por um avião não-tripulado da CIA em uma cidade remota do Iêmen, junto com Samir Khan, que produzia material em inglês para o site da Al-Qaeda. É considerado o grande propagandista da rede e mentor espiritual de potenciais jihadistas pelo mundo. Além disso,  estaria ligado a pelo menos quatro atentados terroristas nos últimos anos, incluindo o ataque frustrado de 2010 na Times Square.

Nos corredores de Washington, fala-se que o próprio Obama teria pedido a morte de Al-Awlaki. Apesar de ser suspeito de envolvimento nos ataques, o terrorista não fora indiciado nem julgado por qualquer crime. No ano passado, Washington classificou Al-Awlaki como um “terrorista global”, elevando o imã ao mesmo nível de ameaça que Osama bin Laden.


Um tesouro no Atlântico

26 de setembro de 2011 1

Destroços de navio. Foto: Divulgação/Odyssey Marine


Uma das notícias internacionais do dia mexe com o nosso imaginário e nos remete às brincadeiras e aventuras da infância. Existem empresas especializadas em procurar tesouros marítimos, são verdadeiros caçadores de naufrágios do século 21. A Odyssey Marine (veja o site aqui) é uma delas, e acaba de anunciar nesta segunda-feira a descoberta de destroços de um tesouro avaliado em R$ 440 milhões. São 200 toneladas de prata que estavam a brodo do SS Gairsoppa, um navio mercante britânico que deixou Calcutá, na Índia, que foi afundado por submarino alemão em 1941 nas gélidas águas do Atlântico na costa da Irlanda.


Em casos como este, a empresa costuma ficar com a maior parte do achado. Dos 85 tripulantes, três conseguiram escapar em um bote e chegaram à costa da Cornualha, na Grã-Bretanha. Mas dois dos homens acabaram morrendo. O navio está a uma profundidade maior do que a do Titanic – 4,7 mil metros, a 500 km da costa irlandesa.




O que foi notícia no mundo no fim de semana

25 de setembro de 2011 0

Mahmoud Abbas chegou de volta da reunião da assembleia geral da ONU com o poder reforçado, mais confiante e sem o semblante habitualmente sério. Em discurso em Ramallah, na Cisjordânia, ele impôs condições para dialogar com Israel: disse que deve haver paralisação total dos assentamentos judaicos. Essa é a condição principal para que os palestinos aceitem a proposta de negociação com Israel apresentada pelo Quarteto para o Oriente Médio – formado por ONU, União Europeia, Rússia e EUA. Nesta semana que começa deve ser avaliado pelo Conselho de Segurança da ONU o pedido de Abbas para que os territórios palestinos sejam reconhecidos como membro pleno da ONU. Os EUA devem vetar. Mas, de qualquer maneira, já foi uma vitória dos palestinos fazer com que o mundo volte a discutir o tema da paz com Israel.

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No Iêmen, país que vive uma crise como parte da revolução nos países árabes, a primavera árabe, o presidente Ali Abdullah Saleh prometeu eleições presidenciais e parlamentares antecipadas para a realização de uma transferência pacífica de poder. Após ser alvo de um atentado, Saleh passou três meses em tratamento na Arábia Saudita. Ele voltou ao país há dois dias. É uma abertura já que ele está no poder desde 1978.

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Enquanto isso na Líbia, autoridades do Conselho Nacional de Transição disseram ter encontrado uma vala comum com corpos de mais de 1.270 vítimas de um massacre na prisão de Abu Salim, cometido em 1996 pelas forças de Muamar Kadafi

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Na Arábia Saudita, uma decisão histórica neste domingo: o rei Abdullah bin Abdulaziz al-Saud anunciou as mulheres serão autorizadas a votar e se candidatar nas eleições municipais no país. O reino islâmico segue uma versão radical da Sharia, a lei islâmica, que impõe a segregação dos sexo. Em meio aos levantes que varreram os países árabes, as mulheres sauditas aproveitaram para realizar um protesto nacional em protesto contra a proibição de dirigir. Isso ainda continua proibido.

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Na Ásia, mais precisamente no Nepal, um pequeno avião da companhia aérea Buddha Air caiu neste domingo, matando as 19 pessoas a bordo. O mau tempo pode ter provocado o acidente. Os 16 passageiros e três tripulantes a bordo haviam saído de Katmandu e estavam voltando para a capital nepalesa depois de sobrevoar o Monte Everest.

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Mudando de assunto, deixando a Ásia, rumo à Europa: pela primeira vez desde 1958, o Partido Socialista da França obteve maioria absoluta no Senado em eleições indiretas neste domingo. É uma vitória histórica da esquerda a pouco mais de seis meses das eleições presidenciais do país, marcadas para abril. É uma derrota para o presidente conservador Nicolas Sarkozy.

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Na Espanha, o fim de uma tradição. Pelo menos apenas na Catalunha. Foi a última vez que foi gritado olé nas arquibancadas da praça de touros Monumental, de Barcelona. As touradas passam a ser proibidas em toda região da Catalunha.

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Aqui na América Latina, uma apagão deixou sem energia elétrica toda a cidade de Santiago e outras regiões do Chile no sábado à noite. Foi um problema no sistema que alimenta grande parte do país.

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O FMI afirmou neste domingo que uma missão vai retornar à Grécia esta semana para acompanhar o programa de ajuda ao país coordenado pela instituição e pela União Europeia. O FMI está aguardando um compromisso por escrito da Grécia antes que uma missão de inspetores internacionais retorne para Atenas nos próximos dias.


Reconhecimento de Estado palestino foi o foco principal do discurso de Dilma

21 de setembro de 2011 1

O foco do discurso da presidente Dilma Rousseff na Assembleia Geral da ONU era econômico, mas o que mais chamou a atenção mundo afora foi a postura brasileira sobre a crise no Oriente Médio. Discordo de quem acha que a fala da presidente não tem novidades. Anos atrás o Brasil firmar posição sobre um assunto em nível internacional era muito difícil. Tanto que a diplomacia brasileira era conhecida por ficar sobre o muro. Um chefe de Estado, na ONU, dizer que apoia a criação de um Estado palestino seria pouco provável. E, no entanto, Dilma o fez, como era de se esperar. O Brasil já havia informado que apoia a criação do Estado palestino no Conselho de Segurança, junto com pelo menos outras oito nações – e apesar do veto americano, que virá. Ao fazer história, tornando-se a primeira mulher a abrir a conferência das Nações Unidas, Dilma afirmou:

-       Venho de um país no qual judeus e árabes vivem em paz.

Não foi um discurso prevísivel. E marca uma clara diferença entre o que a era Lula, mais de cena do que de palavras, pregava em foruns internacionais:

-       É chegado o momento de ter a Palestina representada como membro – afirmou Dilma.

Foi aplaudita, em uma clara amostra de que a Assembleia Geral, com seus 193 países membros, é favorável, em sua maioria, ao reconhecimento do Estado palestino.

Obama, que só acompanhou o discurso de Dilma pela metade, discursou em seguida.

- Paz não é apenas a falta de guerra. Para uma paz duradoura temos que pensar em um mundo sem a ameaça nuclear – afirmou, em referência ao Irã.

Sobre a questão israelense-palestina, o americano disse que os dois lados devem negociar para que Israel possa viver de forma segura ao lado de um Estado palestino independente. Mas alfinetou:

-       Os palestinos têm o direito a um Estado, mas a paz só pode ser atingida através de um acordo com Israel. Israelenses e palestinos devem concordar, eles, sobre suas fronteiras, e não nós.

O “e não nós” de Obama pode soar como “um lavar as mãos”. E está equivocado: sem a pressão da comunidade internacional, um acordo entre israelenses e palestinos jamais sairá. Até porque Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) recebem dinheiro americano e da União Europeia, sem o qual teriam dificuldades para se manter – principalmente a ANP.

O governo israelense erra ao querer ao anular o debate levantado por Mahmoud Abbas. É uma provocação palestina querer o reconhecimento na ONU justamente durante o mais importante encontro da comunidade internacional? Sim. Mas é também uma chance de dialogar. O terrorismo e o extremismo só vencem quando o diálogo cessa. A paz no Oriente Médio passa pela reconhecimento do Estado palestino, bem como do Estado Israelense, negado por grupos extremistas e por nações como o Irã. Que argumento, por mais falacioso que fosse, teriam os aiatolás para rejeitar Israel, uma vez que se reconhecesse o Estado palestino?



Por que a morte de Rabbani é importante

20 de setembro de 2011 1

O assassinato do ex-presidente do Afeganistão Burhanuddin Rabbani na rua onde morava em Cabul revela como a situação da segurança se deteriorou nos últimos meses no Afeganistão. E como a ideia da saída das tropas americanas ainda levanta dúvidas sobre o futuro do país, diante do fortalecimento da milícia Talibã, que ganhou terreno de tempos para cá.

A morte ocorre justamente enquanto o atual presidente afegão, Hamid Karzai, está em Nova York para a conferência da ONU. Rabbani era presidente do Conselho de Paz do Afeganistão, órgão justamente criado para fazer a reconciliação no país – e por isso sua morte também é emblemática.

O ex-presidente foi líder do partido Mujahedin durante a invasão soviética e presidiu o país de 1993 a 1996, ano no qual seu governo foi derrubado pelos talibãs. Em outubro, ele foi eleito por Karzai para presidir o Conselho de Paz. Durante todo este tempo, havia mantido contato direto com os talibãs para incluí-los no processo de pacificação. Foi morto por um deles, disfarçado, com a bomba sob o turbante.

Palestinos dizem ter votos suficientes no Conselho de Segurança

20 de setembro de 2011 1

Na véspera do início da 66 reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, surge nos bastidores do encontro a informação de que a Autoridade Nacional Palestina teria conquistado nove votos necessários para o reconhecimento do Estado palestino no Conselho de Segurança. Inócuo. Na verdade, tenha ou não votos suficientes, sabe-se que os EUA irão vetar a iniciativa. O Brasil integra uma cadeira rotativa – não tem poder de veto – no Conselho, mas deve votar a favor.

Caso tenha a proposta negada no Conselho, os palestinos levarão adiante sua ideia de reconhecimento à Assembleia Geral, onde cada um dos 193 países têm voto. Mas uma aprovação na Assembleia não tem o mesmo poder do Conselho. Não seria Estado pleno, mas um reconhecimento parcial.

Há quem acredite que levar a medida à Assembleia seria uma forma de ganhar poder político e diplomático sem piorar ainda mais as relações com EUA e Israel. O grande temor da Autoridade Nacional Palestina, capaz de fazê-la recuar esta semana na ONU, é perder o apoio financeiro americano, o que levaria ao colapso do governo de Mahmou Abbas.


Uma semana eletrizante

18 de setembro de 2011 0

As atenções começam a se voltar para Nova York, onde na terça-feira, começa a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, quando se reúnem os presidentes, chefes de Estado e de governo dos 193 países-membros. E como é tradição, o Brasil abrirá a conferência. E como o Brasil tem a primeira mulher presidente do país. Logo, será um discurso histórico – pela primeira vez, uma mulher abrirá a Assembleia Geral. Dilma, que está na capa da revista Newsweek (na reprodução acima, chamada de “Dilma Dinamite – não mexa com ela”), chega em alta aos EUA, onde desembarcou hoje.

Será uma semana eletrizante pra quem acompanha o noticiário internacional. Espera-se que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, encaminhe à ONU o pedido para que os territórios palestinos sejam definidos como país-membro. Ou seja, seria a criação do Estado palestino, previsto nos anos 40, quando da partilha da palestina, e nunca efetuado pelos palestinos.

Está claro que é uma medida unilateral, um desafio a Israel, já que as negociações de paz nunca deram certo. Os EUA já disseram que vão vetar a iniciativa no Conselho de Segurança. A saída então seria levar a proposta à Assembleia Geral, onde cada país tem direito a votar – para aprovar são necessários dois terços. Mas aí, os palestinos não ganhariam o status de estado-membro pleno. Seria apenas estado não-membro. O que já é bastante, uma vez que hoje são apenas observadores. Fala-se já, nos bastidores, que Abbas pode abrir mão de levar a demanda ao Conselho de Segurança da ONU em troca de apoio da União Europeia na Assembleia Geral. O que é bem possível.

Novo escândalo na família real britânica - quem alimenta quem?

16 de setembro de 2011 0


Reprodução Daily Mail


Sempre que surgem esses escândalos envolvendo a realeza britânica, me pergunto: quem alimenta quem? A imprensa sensacionalista britânica, que adora um escândalo e que parece não ter aprendido a lição após viver seu próprio dia de infâmia, com a crise envolvendo o império Murdoch e o fechamento do jornal News of the World, por causa das escutas ilegais? Ou o público, que exige, quer ver, quer ler, quer ouvir notícias do submundo do Palácio de Buckingham?
Acho que é uma roda viva: a imprensa sensacionalista dá o que o público quer, e vice-versa. Pois bem, surgiu mais um escândalo no reino, agora envolvendo o capitão da seleção nacional de rugby, Mike Tindall, recém-casado com a princesa Zara Phillips, neta da rainha Elizabeth II. Ele foi filmado por câmeras de segurança de uma boate trocando carícias com uma jovem loira desconhecida – imagens obtidas pelo jornal Daily Mail. O flagra foi feito no fim de semana, na Copa do Mundo de Rugby na Nova Zelândia. Os 12 minutos de imagens mostram cenas como a que a loira puxa a cabeça de Tindall ao encontro de seu peito, enquanto beija a cabeça o rapaz. Veja outras imagens e leia a “reportagem” na íntegra aqui (em inglês) E, bem, tire suas próprias conclusões:


Depois de um domingo memorável, uma segunda-feira frenética

12 de setembro de 2011 0

Depois de um domingo memorável, a segunda-feira amanheceu frenética em Nova York. O esquema de segurança sem precedentes que marcou a celebração dos dez anos dos atentados terroristas de 11 de setembro continua nas ruas. Mas o medo de um novo ataque – que felizmente não aconteceu – passou. Durante a solenidade de ontem, não houve pânico. Com papel e giz de cera na mão, parentes e amigos dos mortos riscavam em cima das placas de bronze para ter de recordação o nome das vítima em alto relevo. Ainda nesta manhã, o memorial às vítimas será aberto ao público. Para visitar o local, é necessário fazer uma inscrição pela internet e a lotação está esgotada até, pelo menos, quarta-feira.

Ouça o relato de Rodrigo Lopes no Gaúcha Hoje:

Vídeo: os bastidores das homenagens em Nova York

12 de setembro de 2011 0

Veja abaixo alguns registros do domingo em que Nova York paralisou para homenagear as vítimas dos atentados:


O domingo que eu vi e vivi

11 de setembro de 2011 0

Há pouco, resumi na Rádio Gaúcha o que vi e o que senti nesse domingo aqui em Nova York. Mas queria dividir com vocês, aqui no blog, essas sensações. Foi um dia de extrema emoção, acordei às 5h da manhã, montei minha mochila com laptop, câmera fotográfica, de vídeo, um celular com internet e uma jaqueta, para o caso de chover. Desde muito cedo, me dirigi ao Ground Zero, o local onde ficavam as torres gêmeas. O esquema de segurança sem precedentes mostrava-se ainda mais efetivo. Depois, foi uma sucessão rápida de grandes momentos: a leitura dos quase 3 mil nomes dos mortos nos atentados. Seis minutos de silêncio ao total. Tudo isso deu contornos históricos e épicos a este domingo. O primeiro momento de silêncio, às 8h46min, marcando o instante exato em que o primeiro avião atinge a Torre Norte, pra mim, foi o mais forte, talvez por ter sido o início de tudo. De arrepiar!

Naquele vazio imenso do local onde ficavam as torres, hoje inaugurado um memorial, o cantor Paul Simon tocou The Sound of Silence. E de certa forma o novo e o velho EUA, aquele de antes de 11 de setembro e o de hoje, estavam presentes nas figuras dos presidentes Barack Obama, o atual, e George W. Bush, o ex. Obama leu um salmo, Bush leu uma carta de Abraham Lincoln na guerra civil americana a uma mãe que perdeu seus filhos no conflito. Não houve discursos longos.

Se eu tivesse que resumir em uma imagem o dia, para mim, foi a das crianças que levaram um pedaço de papel e passaram giz de cera por sobre o nome de seus familiares, para que ficasse em relevo gravada a inscrição. E assim eles puderam levar pra casa um pouco daquilo tudo. Isso me marcou porque sei que, para muitas pessoas, aquilo ali era como se fosse um velório tardio, muitas jamais viram o corpo de seus queridos, que nunca foi resgatado dos escombros.

Os ataques abalaram mais que os símbolos do capitalismo. Atingiram também a estrutura da economia mundial, com reflexos muito presentes principalmente hoje quando os EUA estão em crise econômica, que afeta direta e indiretamente também a nossa economia brasileira.

As turbulências na economia durante esta década são reflexos, em grande parte, das decisões tomadas pelas autoridades americanas após os ataques. Exemplos disso são as mudanças na política econômica com juros mais baixos, estímulos ao consumo, falhas na regulação do sistema financeiro, descaso com a evolução do endividamento das famílias, farta oferta de crédito e as guerras no Iraque e no Afeganistão, que demandaram investimentos bilionários no setor de armamentos.

Nunca Nova York viu uma demonstração de força como essa: com policiais nas ruas, vasculhando carros em busca de explosivos, revistando malas, mochilas das pessoas no metrô. Uma operação que beirava a paranóia… Todo esquema de seguranca montado, o medo, mostra que não apenas os EUA, mas também nós, ainda, 10 anos depois, somos reféns do terror.

Obama em Washington: "Não existe guerra contra o Islã"

11 de setembro de 2011 4


Depois de um dia cheio, que começou aqui em Nova York
, o presidente Barack Obama discursou há pouco na catedral de Washington. É sua última manifestação nesse 11 de setembro de 2011.

— Não há guerra contra o Islã nos EUA — deixou claro.

— No dia 12 de setembro de 2001, acordamos num mundo mais diabólico, com a incerteza rondando. Mas, hoje, é importante lembrar o que não mudou. Nosso caráter como uma nação não mudou. Nossa fé, em Deus, e uns nos outros, isso não mudou. Nossa crença na América — continuou.

Depois de Nova York, Obama esteve na Pensilvânia, no local onde caiu o voo 93 e em uma cerimônia no Pentágono, na capital federal. Nesta noite, no discurso ele enfatizou a união dos americanos.

— Nada pode quebrar  a vocação dos Estados Unidos da América. Esses últimos 10 anos mostraram a determinação da América em defender sua nação.

O 11 de setembro de 2011 em imagens

11 de setembro de 2011 1



Jovem trouxe desenho para homenagear as vítimas. Foto: Rodrigo Lopes






Cartaz lembra vítima dos atentados. Foto: Rodrigo Lopes




Mulher emociona-se durante minuto de silêncio. Foto: Rodrigo Lopes




Na pele, as torres que não existem mais. Foto: Rodrigo Lopes



Um lugar para lembrar. Foto: Rodrigo Lopes






Giuliani, o popular

11 de setembro de 2011 0

Nem Obama, nem Bloomberg, muito menos Bush, o mais aplaudido no Ground Zero Nesta manhã foi Rudolph Giuliani, então prefeito de Nova York, quando ocorreram os ataques. Foi ele quem comandou a cidade naquela manhã de colapso. E a população hoje fez uma justa homenagem ao político, que, depois de ter estado bastante doente, aparentava boa saúde.

Mestre de cerimônias

11 de setembro de 2011 0


Prefeito Michael Bloomberg comandou cerimônia no Ground Zero - Foto: Rodrigo Lopes



O atual prefeito de Nova York, Michael Bloomberg atuou como uma espécie de mestre de cerimônias. Abriu o evento e era dele a fala quando o relógio apontou 8h46min (9h46min em Brasília). Por ser o primeiro grande momento, foi o que mais emocionou. Mas a imagem que ficou dessa manhã de lembranças foi a de crianças e adultos passando giz de cera sobre papéis para eternizar o nome de seus queridos.