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Sanções só funcionam contra as populações

27 de novembro de 2011 0

A história recente mostra que sanções econômicas atingem mais a população civil, já oprimida pelas ditaduras, do que o governante no poder e seus asseclas.

Tomemos como exemplo o Iraque do ex-ditador Saddam Hussein. Durante mais de 20 anos vigorou um embargo quase que total contra o país - de agosto de 1990, quatro dias após a invasão do Kuwait, até pouco tempo atrás, passando pelo período em que a comunidade internacional tentou pressionar o governo de Saddam de abrir mão das supostas armas de destruição em massa, em 2003.

No Irã, apesar da pressão internacional, o presidente Mahmoud Ahmadinejad mantém seu tom desafiante. O programa nuclear iraniano também não parece ter sido atrasado por conta das sanções econômicas, como comprovou o recente relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que mostrou que o país dos aiatolás estaria muito perto de conseguir desenvolver a bomba atômica.

E na Coreia do Norte, o Conselho de Segurança da ONU estabeleceu duras sanções ao reino de Kim Jong-il, que só tornou mais esfomeada a população, enquanto seu presidente se delicia em seu palácio de torneiras de ouro e piscinas. As medidas não dissuadiram o governo de seu programa nuclear e, volta e meia, o regime realiza testes com mísseis balísticos.



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