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Posts de fevereiro 2012

Obama ataca de cantor. De novo

23 de fevereiro de 2012 1

Depois de supreender ao cantar Al Green este ano, o presidente Barack Obama atacou de blues durante evento na Casa Branca. Ao lado de Mick Jagger, B.B. King e Budy Guy, ele cantou Sweet Home Chicago. Não desafinou, como se pode ver no vídeo abaixo:


Putin detido? Só de mentirinha

15 de fevereiro de 2012 0

Os 50 segundos de duração do vídeo "A prisão de Vladimir Putin: reportagem do tribunal", postado no YouTube em 13 de fevereiro, já chamaram a atenção de mais de 2 milhões de pessoas em todo o mundo.


Cuba nega autorização para Yoani deixar o país

03 de fevereiro de 2012 10

O governo cubano negou a Yoani Sánchez, pela 19ª vez, a autorização para deixar o país. A blogueira postou há pouco a mensagem no Twitter:

“Não há surpresas. Voltaram a me negar a permissão de saída. É a 19ª vez que violam meu direito de entrar e sair de meu país”.

Michelle Obama faz flexões ao vivo na TV

03 de fevereiro de 2012 1

Barbárie em estádio tem ligação com violência na Praça Tahrir

01 de fevereiro de 2012 0


Quem viu as cenas de violência no estádio egípcio pode, diante de um primeiro olhar, ter pensado se tratar de uma briga entre torcidas, infelizmente uma cena comum lá fora e aqui, no Brasil. Não é. A violência em Port Said está ligada à tensão no país que viveu há um ano a revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak.

Não por acaso, os torcedores violentos dos dois principais times do Cairo, o Zamalek e Al-Ahly (este último, que jogou com o Inter em 2006 em Tóquio), estavam na linha de frente da batalha na Praça Tahrir contra o regime. Apesar da rivalidade, as torcidas organizadas dos dois clubes têm como inimigo comum a polícia, que reprimia na Praça Tahrir e nos estádios. Por isso, atuaram em conjunto nas batalhas pela derrubada de Mubarak.

Membros dos Ultras do Al Ahly, maior organizada do time, relataram que havia entre 10 mil e 15 mil torcedores nos combates na praça. Com a queda de Mubarak, a repressão dos policiais aos fanáticos diminuiu. Houve relaxamento nas revistas dos estádios. Isso aumentou o número de casos de violência nas arquibancadas em 2011.


O silêncio de Dilma

01 de fevereiro de 2012 3

O fato de a presidente Dilma Rousseff ter citado a questão dos direitos humanos ontem em Cuba não exime a interpretação de que, na verdade, ela evitou o assunto. Falou sobre direitos humanos de forma genérica, enquanto o que dissidentes e críticos do regime cubano esperavam era que ela tocasse explícitamente no assunto com relação à ilha dos irmãos Castro. A forma genérica com que se manifestou foi criticada por alguns dos principais jornais do mundo.

Que a presidente não se pronunciaria sobre o tema até as pedras do Malecón de Havana sabiam. Baseada em um princípio frágil de neutralidade, a diplomacia brasileira evita se manifestar sobre um assunto ou tomar posição - algo que é covarde para uma nação que almeja se tornar player do xadrez político internacional.

Dilma silenciou sobre Cuba. E decepcionou a dissidência, como destacaram alguns dos principais internacionais. A maioria das publicações destacou o caráter exclusivamente econômico da viagem. O argentino La Nación escreveu: "Em Cuba, Dilma evita o assunto mais sensível". O Clarín e o El País também salientaram em título a ausência do tema - o jornal madrilenho lembrou que o ex-presidente Lula assumira tom semelhante, ao não citar a morte do preso político Orlando Zapata - outro dissidente morreu às vésperas da viagem brasileira este ano, em greve de fome, e passou batido pela pauta presidencial.

Ao término da viagem, a presidente preferiu alfinetar os americanos, que mantêm na ilha a base de Guantánamo, palco de torturas e prisões à revelia da lei - logo, também, local de violações de direitos humanos, que o presidente Barack Obama prometeu, e não cumpriu, fechar.

Dois pesos, duas medidas. Para quem sofreu na pele as agruras de uma ditadura, Dilma tinha o dever de criticar, sim, Guantánamo. Mas também não se omitir quanto ao que acontece nos porões do castrismo.