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O poder da Superterça

05 de março de 2012 1

Como jornalista, já passei por três Superterças – em 2000, 2004 e 2008. Hoje, é minha quarta como editor de assuntos internacionais. É um dia tenso para quem acompanha a política mundial. A eleição nos EUA, por si só, já é um pleito confuso para nós, brasileiros. E, aos repórteres e editores, que lidamos com ela, cabe explicar, contextualizar, interpretar.

Para se ter uma ideia de como a Superterça é importante no complexo sistema eleitoral americano, basta lembrar que desde a primeira prévia este ano, em Iowa, no início de janeiro, até sábado passado, em Washington, foram 11 disputas internas no Partido Republicano, que distribuíram 318 delegados. Só hoje, em um único dia, 10 Estados realizam prévias – e 437 delegados estão em jogo. Vale lembrar que são esses delegados que irão escolher o candidato do partido lá em agosto, em Tampa, na Flórida, quando o Partido Republicano realiza a sua convenção nacional.

A Superterça é importante também porque tem um caráter simbólico – quem vence na maioria dos Estados – ou conquista a maioria dos delegados – sai vitaminado, praticamente imbatível ao final do dia. No bolo de Estados, está Ohio, o gélido Estado americano conhecido por ser determinante na corrida eleitoral. Nenhum candidato republicano tornou-se presidente sem ter vencido as prévias lá. É mais do que superstição. É tradição.

Acompanhar os resultados é complexo, porque precisamos não apenas contabilizar os vencedores, mas interpretar qual candidato, no cômputo geral, sai vitorioso. Desde as eleições gerais de 2000, quando várias emissoras americanas embarcaram na vitória de Al Gore antes mesmo de encerrada a contabilização na Flórida (que depois acabaria na consagração de George W. Bush), as redes de notícias têm adotado cautela. Amanhã, invariavelmente, irá surgir na tela da CNN a expressão “Too close to call”, que significa algo como “muito próximos para definição de um vencedor”. É o horror dos analistas porque, com a disputa muito acirrada, é impossível determinar um vencedor.

Será uma longa noite!

Comentários (1)

  • Elizabeth diz: 6 de março de 2012

    Espero ardentemente que Mitt Romney seja o vencedor hoje, não apenas em Ohio, mas no cômputo geral. Ele parece ser o único com chances de vencer Obama.

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