Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de março 2012

Superterça revela a força de Santorum e o limite de Romney

07 de março de 2012 2

Mesmo com as apurações em andamento, já é possível tirar algumas lições dessa maratona eleitoral nos EUA, a Superterça:

A disputa acirradíssima entre Mitt Romney e Rick Santorum pela cereja do bolo - Ohio - mostra que os conservadores estão absolutamente divididos. Os 66 delegados do Estado serão divididos entre os candidatos vencedores - ou seja, como se esperava, apenas o número de representantes que o Estado distribui não é o mais importante. Vencer em Ohio virou (escrevo antes do final da apuração no Estado) uma questão moral, um trunfo.

Santorum venceu até agora em três Estados Tennessee, Oklahoma e Dakota do Norte. Isso mostra que o candidato ultraconservador deixou de ser um azarão para se tornar um firme concorrente à indicação do partido.

Romney, acredito, atingiu seu teto. Ganhou nos Estados óbvios, como Massachusetts, onde foi governador e mantém sua base eleitoral. A aproximação de Santorum mostra que ele não é favoritíssimo, tampouco capaz de consolidar sua candidatura.

Ron Paul é um fracasso. Não ganhou e não deve ganhar nenhuma prévia.

Newt Gingrich ganhou Georgia, onde era esperado, e deve parar por aí.

A disputa eleitoral no campo republicano está polarizada a partir de agora entre Romney e Santorum. A tendência é que Ron Paul e Gingrich abram mão da corrida pela indicação do partido nos próximos dias. Ultraconservador, Santorum é o queridinho da classe média republicana - que não se identifica com o multimilionário Mitt Romney. Está em crescimento.

Romney estabilizou. Não passa de onde está, embora ainda seja favorito quando a disputa é com Barack Obama, segundo as pesquisas - algo que pode mudar a partir de hoje.

A Superterça, que era para ser um dia de decisão, acabou se tornando uma jornada de indefinição. A novela vai continuar - o que desgastará ainda mais o Partido Republicano, enquanto Obama canta, distribui sorrisos e colhe votos por aí.



Santorum vira o jogo em Ohio

07 de março de 2012 0

Com 20% das urnas apuradas no Estado-chavez de Ohio, Rick Santoum passou Mitt Romney - é empate técnico ainda, claro... Está assim:

Santorum - 38%

Romney - 37%

Gingrich - 15%

Ron Paul - 8%


3 Romney a 2 Santorum

06 de março de 2012 0

A situação está assim até agora: Mitt Romney ganharia em Vermont, Virgínia e Massachusetts. Rick Santorum venceria em Oklahoma e Tennessee. Newt Gingrich conquista Georgia. Em Ohio, segue a disputa sem vencedor.

E a primeira projeção de Ohio

06 de março de 2012 1

CNN divulga a primeira projeção do Estado-chave de Ohio. Romney 40%, Santoum, 36%. É impossível determinar o vencedor.

Projeção em Vermont

06 de março de 2012 0

Em Vermon, Romney vence com 38%, contra 27% de Ron Paul.

Romney deve ganhar em Vermont e Virgínia

06 de março de 2012 0

Números oficiais, com menos de 2% das urnas apuradas, na Virgínia: Romney larga na frente (60% a 40% de Ron Paul). Estão em jogo 49 delegados.

Gingrich leva a Georgia

06 de março de 2012 0

Como era esperado, Newt Gingrich venceu no Estado da Georgia, seu feudo eleitoral e pelo qual foi deputado e chegou a presidente da Câmara. É a projeção da rede CNN, a primeira da noite. 

Em 2008, o Partido Democrata saiu da Superterça rachado

06 de março de 2012 0

Em 2008, a situação foi bem diferente. Como dizia o início da reportagem de ZH, a Superterça virou Superespera. Não havia uma definição, no campo democrata, sobre quem enfrentaria os republicanos - pelo menos não até aquele dia 5 de fevereiro. No lado republicano, John McCain estava praticamente confirmado, mas entre os democratas o confronto entre Barack Obama e Hillary Clinton estava empatado.

A Superterça de 2008 foi gorda... 24 Estados foram às urnas - hoje são apenas 10. Obama ganhou em 13 Estados, Hillary, em oito. A definição ainda demoraria meses. Obama seria confirmado. Hillary sairia da disputa, subiria em seu palanque e depois viraria sua secretária de Estado. Em 7 de fevereiro de 2008, ZH estampou: "Democratas saem da Superterça rachados" (leia reportagem aqui).

 

Em 2004, a definição

06 de março de 2012 0

Em 3 de março de 2004, quando os EUA realizaram a Superterça daquele ano, a situação era inversa a de hoje: o candidato republicano estava definido, seria George W. Bush, que concorria à reeleição. Os olhares estavam voltados para quem seria do desafiante democrata. O partido chegava à Superterça indefinido entre o senador por Massachusetts John Kerry e o também senador John Edwards.

Ao final da noite, após ganhar em nove dos 10 Estados, Romney consagrou-se o candidato do partido à eleição de 2 de novembro daquele ano. Edwards anunciou oficialmente a saída da disputa. No dia seguinte, Zero Hora estampou: "Kerry disputará a Casa Branca com Bush" (veja a página aqui).

Superterça, a glória e a derrota em um dia

06 de março de 2012 0

Faltam menos de cinco horas para o encerramento da votação nos 10 Estados que votam a Superterça: Georgia, Idaho, Massachusetts, Dakota do Norte, Ohio, Oklahoma, Tennessee, Vermont e Virgínia e Alasca.

As prévias de hoje são as mais importantes desde o início do processo eleitoral americano - não apenas pelos 437 delegados que estão em disputa, mas principalmente pelo peso de sair vencedor da Superterça.

A vitória hoje pode alavancar a candidatura de Mitt Romney, que pode sair da jornada como imbatível candidato e único capaz de enfrentar Barack Obama em 6 de novembro. Por outro lado, uma derrota pode fazer crescer a candidatura de Rick Santoum e levar a disputa para a prorrogação (leia-se as próximas prévias que serão realizadas até junho).

A Superterça também pode sepultar duas candidaturas: se Gingrich perder na Georgia, seu berço eleitoral, deve desistir da disputa. O mesmo deve ocorrer com Ron Paul, que até agora não ganhou em nenhum Estado.

Ohio, volto a destacar, é o Estado mais importante - não apenas pelos 63 delegados que distribui, mas por causa da tradição - nenhum republicano chegou à presidência sem ganhar em Ohio.

O poder da Superterça

05 de março de 2012 1

Como jornalista, já passei por três Superterças - em 2000, 2004 e 2008. Hoje, é minha quarta como editor de assuntos internacionais. É um dia tenso para quem acompanha a política mundial. A eleição nos EUA, por si só, já é um pleito confuso para nós, brasileiros. E, aos repórteres e editores, que lidamos com ela, cabe explicar, contextualizar, interpretar.

Para se ter uma ideia de como a Superterça é importante no complexo sistema eleitoral americano, basta lembrar que desde a primeira prévia este ano, em Iowa, no início de janeiro, até sábado passado, em Washington, foram 11 disputas internas no Partido Republicano, que distribuíram 318 delegados. Só hoje, em um único dia, 10 Estados realizam prévias - e 437 delegados estão em jogo. Vale lembrar que são esses delegados que irão escolher o candidato do partido lá em agosto, em Tampa, na Flórida, quando o Partido Republicano realiza a sua convenção nacional.

A Superterça é importante também porque tem um caráter simbólico - quem vence na maioria dos Estados - ou conquista a maioria dos delegados - sai vitaminado, praticamente imbatível ao final do dia. No bolo de Estados, está Ohio, o gélido Estado americano conhecido por ser determinante na corrida eleitoral. Nenhum candidato republicano tornou-se presidente sem ter vencido as prévias lá. É mais do que superstição. É tradição.

Acompanhar os resultados é complexo, porque precisamos não apenas contabilizar os vencedores, mas interpretar qual candidato, no cômputo geral, sai vitorioso. Desde as eleições gerais de 2000, quando várias emissoras americanas embarcaram na vitória de Al Gore antes mesmo de encerrada a contabilização na Flórida (que depois acabaria na consagração de George W. Bush), as redes de notícias têm adotado cautela. Amanhã, invariavelmente, irá surgir na tela da CNN a expressão "Too close to call", que significa algo como "muito próximos para definição de um vencedor". É o horror dos analistas porque, com a disputa muito acirrada, é impossível determinar um vencedor.

Será uma longa noite!