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Catarinense é responsável pela qualidade do armamento em embarcação brasileira no Líbano

15 de maio de 2012 3

Está nas mãos de um catarinense a garantia da qualidade do armamento utilizado pela fragata União, embarcação que comanda a frota naval da ONU no Líbano. Natural de Ituporanga, o marinheiro Theofilo Fernando Feldhaus, 22 anos, cresceu em Jaraguá do Sul e integra a tripulação da União mesmo antes da missão começar.

A bordo, Feldhaus tem como funções garantir a limpeza do armamento — a fragata está equipada com dois canhões 40mm e metralhadoras . 50 e auxiliar na manutenção geral do navio. O armamento só pode ser usado em caso de ataque contra a embarcação. A União patrulha as águas libanesas em busca de navios suspeitos de transportar armas ilegais. A cada sete dias no mar, permanece três atracada em Beirute.

— É um orgulho estar aqui representando o meu país. Quando chegamos, pegamos temperaturas de 4ºC, que me lembravam o Sul. No verão, chega a 40ºC, que lembra o Rio — conta.

Os primeiros no Líbano, no final do ano passado, foram os de maior emoção. Quando a fragata atracava no Porto de Beirute, os militares aproveitavam para conhecer a capital libanesa.

— As pessoas nos paravam e queriam saber de onde éramos. Quando nos identificávamos como brasileiros, todos ficavam felizes — diz o jovem.

Depois de passar em concurso para a Marinha, em 2010, Feldhaus estudou na Escola de Aprendizes Marinheiros, em Florianópolis. Em seguida, mudou-se para o Rio e escolheu trabalhar na fragata União.

— Já escolhi porque gostava de viajar.

Da missão, que se encerra esta semana, o marinheiro conta que fica na lembrança a diversidade cultural libanesa: muçulmanos sunitas, xiitas e cristãos dividindo a mesma cidade.

O cotidiano no navio exige preparação e cuidado com o confinamento. Para driblar a saudade de casa, academia (há uma área com esteiras e equipamento para musculação a bordo) e telefonemas três vezes por semana para o pai, que mora em Jaraguá do Sul.

— É como se a gente estivesse em uma caixa — compara ele, sobre a vida a bordo.

A viagem de volta ao Brasil começa esta semana, quando a fragata União será substituída por outra embarcação do mesmo tipo, a Liberal. Feldhaus e os companheiros devem chegar em casa dentro de um mês. E com a experiência em sua primeira missão de paz, já há novos planos:

— Ano que vem, quero virar cabo.

Comentários (3)

  • Celso Itamar Feldhaus diz: 15 de maio de 2012

    Eu fico muito orgulhoso por ter um filho como este, que representa alem da família, uma cidade, um estedo e um pais e até meso a Organização da Nações Unidas em uma missão de paz, em uma região um tanto perigosa, mas que onde eles estavam atuando já não está tão perigoso no momento que é o litoral do Líbano.
    Eu sempre fui muito patriota e ensinei meus filhos a respeitarem e amarem a pátria e seu símbolos, e acredito que isso tenha influenciado um pouco meu filho. Uma coisa eu sempre me orgulhei dos meus filhos, como do Theófilo também é a responsabilidade daquilo que assumem. Eles se dedicam com garra naquilo que escolhem na vida, isto é uma coisa que aprenderam desde pequenos com toda a família, avós tios, e pais. Fiquei muto feliz por term feito esta reportagem com meu filho.

  • Fernando Schiestl diz: 9 de agosto de 2012

    O Senhor Celso Itamar Feldhaus, pai do marinheiro Theófilo, foi meu professor,
    é um grande homem de um elevado carater.
    Parabéns à ele pela conquista da família.

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