O Egito dá exemplo ao mundo árabe. Depois da Líbia de Kadafi, foi o país onde a Primavera Árabe foi mais sangrenta. Por isso, o que sair desta eleição deve ditar os rumos de nações como a Líbia, a Tunísia, o Iêmen e a Síria. Aqui, no Líbano, talvez o país que mais entende de guerra (foram 15 anos), os libaneses lançam um olhar especial sobre o que ocorre no Egito. Foi o principal assunto do dia, ofuscando até a crise na Síria.
No Egito, são 12 candidatos. As pesquisas não são confiáveis, mas quem está na frente, a título de curiosidade, é Amr Moussa, ex-secretário-geral da Liga Árabe. Ma há outros três candidatos com chances – dois deles islâmicos e outro laico.
O papel do Islã, a segurança e a crise econômica são os três grandes assuntos da campanha. Mas há várias dúvidas sobre o futuro: por exemplo, que poder terá a junta militar que até agora tem governado o país desde a queda de Mubarak? Quais serão, de fato, as funções do presidente? Funções e poderes que serão definidos por uma nova Constituição que ainda não foi escrita. A forma como serão solucionadas essas questões fundamentais vai ditar em boa medida o fracasso ou o sucesso da transição egípcia.


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