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Embaixador brasileiro no Paraguai embarca para Brasília

24 de junho de 2012 7

Chamado de volta ao Brasil pelo governo, o embaixador Eduardo dos Santos embarcou na manhã deste domingo para Brasília, onde amanhã se reúne com a presidente Dima Rousseff. Em um rápido contato telefônico com ZH, Dos Santos disse estar acompanhando a situação pela imprensa paraguaia.

- Não quero fazer avaliações precipitadas. Fui chamado pelo governo brasileiro para prestar esclarecimentos. E vou seguir a ordem. O chanceler Patriota já explicou a nossa posição. E ontem divulgamos uma nota na qual expressamos a posição do governo brasileiro - afirmou.

Na nota, o Brasil informou:

" O governo brasileiro condena o rito sumário de destituição do mandatário do Paraguai, decidido em 22 de junho último, em que não foi adequadamente assegurado o amplo direito de defesa. (...) Medidas a serem aplicadas em decorrência da ruptura da ordem democrática no Paraguai estão sendo avaliadas com os parceiros do Mercosul e da Unasul".

De volta ao Brasil após chefiar uma missão de chanceleres da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) ao Paraguai, Patriota considerou o impeachment de Lugo um retrocesso e não exclui a possibilidade de o país sofrer sanções do grupo sul-americano.

A situação política ficou um pouco mais crítica nas últimas horas depois de uma série de medidas diplomáticas dos vizinhos. A mais dura foi da Argentina: a presidente Cristina Kirchner retirou seu embaixador Rafael Edgardo Roma de Assunção - no jargão diplomático, é um passo antes do rompimento das relações. A Casa Rosada justificou a saída do diplomata devido "aos graves acontecimentos institucionais e a ruptura da ordem democrática".

O ato argentino é mais incisivo do que o do Brasil. Chamar seu embaixador para prestar esclarecimentos, como fez o Itamaraty, é uma medida mais suave, mas que também manda um recado forte ao novo governo paraguaio.



Comentários (7)

  • RENATO CAETANO NASCIMENTO diz: 24 de junho de 2012

    O impeachment do ex presidente do Paraguai, Lugo, dá uma demonstração de força e dignidade do parlamento daquele país. Mostra que, com certeza, não tem, como se diz no jargão popular um "rabo preso". Este é o caminho de todos aqueles que iludem o povo com a palavra democracia, e depois de instalados no poder, criam um exército de vagabundos calcados no "tudo pelo social", ao invés de criar trabalho. Isto apenas dá mais um ou dois mandatos, mas um dia a inteligência de um povo brilha tanto que passa a não aturar mais esse tipo de situação. Os que ainda iludem seus povos, para justificar o fato de serem os donos do poder, chamam a retirada de um governante sem condições de conduzir os destinos de um país que juraram pela constituição defender, de golpe. Não é golpe não, é sabedoria, é inteligência. Nem precisaram das forças armadas. Fizeram rápido e dentro da lei.

  • Jorge Badalha diz: 24 de junho de 2012

    Repito o comentário: como foi com um cara do grupo deles, ou seja , da URS(S) da AL, ai o impeachment é golpe ! Ora, vão se catar... O problema desta turma é que a moda pode pegar: é bom botar as barbas de molho, pois motivos existem de sobra, é so acompanhar a midia.

  • Raul diz: 24 de junho de 2012

    A quedo do governo incompetente do Paraguai serve de exemplo para o que deveria ser feito no Brasil. Fora PT, governo de guerrilheiros, vagabundos e ladrões.

  • Sérgio diz: 24 de junho de 2012

    Não simpatizo com o Lugo e muito menos com a sua forma de administrar.Porém, há que serem respeitados os direitos do povo paraguaio pela escolha.Parte da imprensa brasileira tachou como um impeachment.Como podem tachar de impeachment, se nem o direito de defesa em tempo hábil lhe foi assegurado? Em termos de impeachment,no caso Collor, o Brasil deu um exemplo.

  • RR diz: 24 de junho de 2012

    Se fosse amigos do Lula que pegavam o poder, provavelmente o governo brasileiro diria que deveria respeitar leis do país, esta história já conhecemos...

  • Alceu Medeiros diz: 24 de junho de 2012

    O governo brasileiro está em um beco sem saída. Se tiver coerência, não reconhecerá o novo governo paraguaio por que também, em caso similar, não reconheceu o novo governo de Honduras, quando o parlamento resolveu despachar o presidente Manuel Zelaya, com chapéu e tudo maius. Democracias simuladas existem aos montes no continente sul-americano. Umas rotuladas de reeleições sucessivas como ocorre na Venezuela. Outras, mais sutis, se mantém como o toma lá da cá, com a tal base aliada e seus ministérios de porteira fechada em favor dos cupinchas.

  • Jardel Colorado diz: 24 de junho de 2012

    Que isso sirva de exemplo pro nosso corrupto congresso. Se fosse aqui ficariamos anos e anos vendo o processo se desenrolar e o povo aguentar um presidente corrupto. Se o Congresso paraguaio entendeu que o Presidente nao tinha mais condicóes de exercer o cargo, querem tempo pra dizer o que???? Pra justificar o injustificável? Enquato isso, por aqui, o mensalao está ha sete anos pra ser julgado e os bandidos com grandes chances de escaparem da cadeia. Lula se abraça com Maluf, e o povo e a imprensa sensacionalista se divertindo.

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