Em 1999, o Brasil viveu o horror fora das telas do cinema, em um crime semelhante ao que ocorreu na madrugada passada em Denver, Estados Unidos: o estudante de medicina Mateus da Costa Meira, 24 anos, abriu fogo contra a plateia de um cinema do shopping Morumbi, em São Paulo. Três pessoas morreram e cinco ficaram feridas.
Nos dias subsequentes, houve uma explosão de críticas aos filmes e games violentos (inclusive o jogo favorito do criminoso, Duke Nukem chegou a ser proibido) – mas pouquíssimas discussões viera a público sobre a segurança nos shoppings. O jovem foi condenado a 120 anos e seis meses de prisão – mas a pena foi revista para 48 anos. Hoje, ele cumpre prisão em regime fechado na Penitenciária Lemos Brito, em Salvador, na Bahia.
Nos EUA, esse tipo de crime não é uma novidade. O caso mais famoso é da Escola de Columbine, sempre lembrado quando uma tragédia como essa se repete. Em 20 de abril de 1999, os estudantes Eric Harris e Dylan Klebold executaram um massacre no colégio, localizado no condado de Jefferson, Colorado. Quinze pessoas, entre professores e colegas, morreram.
Embora este ataque seja sempre lembrado, o maior massacre em número de mortos ocorreu no campus da Virginia Tech, na cidade de Blacksburg, leste dos EUA: 33 pessoas morreram quando um jovem sul-coreano abriu fogo a esmo contra os colegas em abril de 2007.
Os ataques deflagrados em cinemas ou áreas escolares não são uma exclusividade americana - embora, esse tipo de crime seja mais comum nos EUA, onde a cultura armamentista é muito forte - o lobby também, a ponto de gerar filmes como Tiros em Columbine.
A Europa viveu o seu momento de tragédia em 2011, quando Anders Behring Breivik, um ativista de extrema-direita, realizou dois ataques coordenados na Noruega - primeiro, na capital, Oslo, depois, na Ilha de Utoya, em um acampamento da juventude social-democrata. No total, 77 pessoas morreram. O julgamento de Breivik terminou em junho. A sentença deve sair em agosto. Se for considerado penalmente irresponsável, o extremista deve ser internado em um centro psiquiátrico pelo resto da vida. Caso seja declarado responsável, pode ser condenado a 21 anos de prisão - pena que pode ser ampliada, enquanto for considerado perigoso.


Lá vem aquela velha papagaiada de filmes e jogos violentos... enquanto os verdadeiros problemas, como a facilidade de se conseguir uma arma, ficam de lado.
Culpa-se a janela pela paisagem... já ouvi falar que a culpa é do Coringa lunático do Heath Ledger. Sociedade imbecil.
É FÁCIL RESOLVER ISSO, É SÓ COLOCAR PORTA GIRATÓRIA DE BANCO AÍ EU QUERO VER POR ONDE VAI ENTRAR TODO ESSE EQUIPAMENTO
Rodrigo quem quer matar mata até com pedaço de pau, isso sempre vai existir, querer leis para proibir as armas para evitar que malucos matem pessoas é como querer legislar sobre a loucura. Se privarmos as pessosas de terem armas (desde que habilitadas e psicologicamente preparadas) elas estarão sem meio de defesa para lutar por suas vidas no momento em que mais precisarem. Se hoje forem proibidas todas as armas no Brasil você acredita que acabarão os assasinatos, os latrocínios por arma de fogo? Imagine você na sua casa ou sítio a noite, e alguém chutando a porta para entrar, neste momento o que você gostaria de ter em mãos? Um simples revolver ou o telefone para ligar para a polícia, sei que um mundo sem armas seria o ideal e apoio a idéia, mas isso é um utopia e sempre existirá alguém armado, a começar pelo criminosos, genocídas, etc... É impossível prever uma loucura, mas é possível se defender dela. Abraços.
É patético tentar atribuir o que aconteceu à política armamentista americana. Extremistas loucos e psicopatas existem em qualquer lugar do mundo. Nós tivemos nossa Columbine, em Realengo. Nós tivemos nosso Aurora, no shopping Morumbi. E nós tivemos Isabela, Eliza Samúdio e Matsunaga que, por mais que tenham sido vítimas isoladas, acho muito mais cruel e repugnante.
Crueldade e insanidade há nos quatro cantos do mundo. Mas tupiniquim insiste nessa mania nojenta de querer apontar os defeitos de tudo que vem do Tio Sam, mesmo antes de olhar pro próprio umbigo podre.