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O que foi notícia no mundo neste fim de semana

23 de julho de 2012 0

O presidente dos EUA, Barack Obama, chegou ao Colorado no final da tarde de domingo para se reunir com feridos e familiares dos mortos no ataque no cinema na cidade de Aurora, na sexta-feira, quando James Holmes, de 24 anos, abriu fogo durante uma sessão de pré-estreia de "Batman - O cavaleiro das trevas ressurge", matando 12 pessoas e ferindo mais de 50.

O avião presidencial Air Force One pousou na Base Aérea de Buckley, em Aurora. Após ser recebido pelo chefe de polícia Dan Oates, pelo prefeito de Aurora, Steve Hogan, e pelo governador do Colorado, John Hickenlooper, Obama se dirigiu ao Hospital da Universidade do Colorado, para onde 23 feridos do ataque foram levados. Sete feridos permanecem no hospital em estado grave. O presidente americano também se encontrará com autoridades que estão trabalhando na investigação do caso.

Por conta da viagem, a campanha presidencial foi interrompida e o presidente cancelou a ida à Flórida e também um evento em Portland, no Oregon, que iria acontecer amanhã.

Em seu discurso de rádio semanal, Obama fez um apelo para que os americanos orem e reflitam sobre a tragédia. O domingo foi de luto no subúrbio de Denver. Uma vigília foi organizada pela comunidade da cidade e por líderes religiosos em frente ao prédio da Prefeitura de Aurora. Centenas de pessoas da região participaram de missas e compareceram ao memorial construído em homenagens às vítimas do massacre.

James Holmes, apontado como o responsável pelo massacre, está sendo mantido em uma solitária no Centro de Detenção de Arapahoe. De acordo com fontes da prisão que falaram com o site Daily News, o jovem de 24 anos ainda acredita ser o vilão "Coringa", conforme afirmou no momento de sua prisão, e corre risco de vida caso entre em contato com os demais detentos.

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Na Noruega, um ano de uma outra tragédia. Milhares de noruegueses se reuniram em silêncio neste domingo do lado de fora da sede do governo em Oslo, ainda danificada, e na ilha de Utoya, para lembrar as 77 pessoas mortas por Anders Behring Breivik em um massacre há um ano. O primeiro-ministro norueguês, Jens Stoltenberg, afirmou que "a bomba e os tiros tinham a intenção de mudar a Noruega. O povo respondeu abraçando os nossos valores. Ele falhou, o povo venceu".


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Na China, tragédia natural. As chuvas fortes que atingiram Pequim no sábado deixaram 37 mortos. A tempestade foi considerada a mais forte a atingir a capital chinesa em seis décadas. Segundo a agência de notícias Xinhua, a chuva derrubou árvores e a água, que em alguns locais chegou á altura da cintura, deixou dezenas de carros e ônibus ilhados.

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Síria, violência. Rebeldes dominaram neste domingo a escola de infantaria do Exército sírio na cidade de Musalmiyeh. É de importância estratégica, já que o local tem depósitos de munição. Também caiu o terceiro posto de controle na fronteira com a Turquia. Na capital Damasco, o governo Bashar al-Assad lançou uma nova ofensiva. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, mais de 19 mil pessoas já morreram nos 16 meses de conflitos no regime de Bashar al-Assad.

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Na França, o presidente François Hollande reconheceu hoje a responsabilidade de seu país na deportação de 13 mil judeus durante a Segunda Guerra Mundial, no que ele chamou e um crime cometido "na França pela França". Hollande participou na manhã deste domingo da cerimônia do 70º aniversário da maior deportação de judeus para os campos de concentração da Alemanha.

Em 16 e 17 de julho de 1942, 13 mil judeus foram reunidos e acomodados sob péssimas condições pela polícia francesa em um estádio perto da torre Eiffel, de onde foram deportados posteriormente para o campo de concentração nazista de Auschwitz.

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Aqui, no nosso continente, o Tribunal Permanente do Mercosul negou o pedido do governo do Paraguai para tornar sem efeito a suspensão decidida pelos integrantes do bloco por conta da destituição do ex-presidente Fernando Lugo em um impeachment há um mês. Segundo o órgão, não estavam "presentes todos os requisitos de admissibilidade do processo de urgência excepcional" e que era "inadmissível, nesta instância, a medida provisória solicitada (pelo Paraguai) sob demanda".

No recurso de sexta-feira, os paraguaios lembraram o artigo 37 do Protocolo de Outro Preto, firmado e ratificado em 1994 por todos os países integrantes, que impede qualquer sanção entre os membros quando um deles não estiver presente. O novo governo de Federico Franco, que assumiu após a saída de Lugo, apresentou o recurso ao Mercosul na sexta-feira não apenas por conta da sanção, mas também devido à decisão de incluir a venezuela como membro pleno do bloco que ainda inclui Brasil, Argentina e Uruguai. Os paraguaios argumentam que se trata de um processo ilegal, pois viola o tratado e os protocolos do bloco, já que a aprovação não foi dada pelo congresso do país.

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