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Paralelos entre as eleições argentinas de 2003 e de 2015

22 de outubro de 2015 0

Retorno à Argentina 12 anos depois de cobrir a vitória de Néstor Kirchner sobre Carlos Menem. Na verdade, naquela eleição de 2003, Menem venceu no primeiro turno, Kirchner ficou em segundo lugar. Mas Menem, antevendo a derrota no ballotage (como os argentinos chamam o segundo turno), desistiu. Resultado: Kirchner, El Pingüino das terras geladas da Patagônia, tornou-se presidente. Era um político pouco conhecido, mais famoso por ser o marido da Cristina, então senadora da República. A eleição de 2003 encerrou um período dramático da história argentina – era uma chance para o país sair definitivamente da crise de 2001 – no período posterior à queda de Fernando de la Rúa, a Argentina chegou a ter cinco presidentes em menos de 40 dias. Nas urnas, os eleitores disseram não a Menem, o populista que, durante 10 anos, manteve o peso atrelado ao dólar para conter a inflação e privatizou empresas como a Aerolíneas Argentinas. De desconhecido, Kirchner tornou-se um herói – sua morte, em 2010, em decorrência de um ataque cardíaco, mobilizou peronistas de todos os matizes. O povo foi às ruas. A viúva Cristina, como uma Evita dos anos 2000, virou candidata natural. Foi eleita presidente, reeleita e planejava mudar a Constituição para se candidatar de novo em 2015. Não deu. A oposição impôs uma dura derrota nas últimas eleições parlamentares. O governo ficou sem apoio para mudar a Carta Magna.

Casa Rosada. Foto: Rodrigo Lopes

Casa Rosada. Foto: Rodrigo Lopes

A Argentina de 2015 é bem diferente da Argentina de 2003. Não há piquetes pelas ruas – há 12 anos, os cortes de calles e avenidas de Buenos Aires eram constantes. Os bancos, então fechados com portas blindadas por medo de quebra-quebra, hoje estão abertos. Em 2003, havia uma grande descrença na política e nos políticos. Hoje, há campanha nas ruas – não tanto quanto no Brasil, mas em uma rápida caminhada pelo microcentro da capital argentina é possível ver cartazes com os rostos dos candidatos e pessoas entregando santinhos. Não que os argentinos acreditem muito nos políticos hoje em dia. Tanto quanto o Obelisco, a Calle Florida ou Mafalda, discutir política nos cafés e nas esquinas é também símbolo deste país.

Curiosidades, paralelos entre 2003 e 2015, notícias sobre o pleito você encontrará aqui no blog até o domingo da eleição.

Convido você a embarcar nesta viagem. Abraços

Propaganda do candidato governista Daniel Scioli. Foto: Rodrigo Lopes

Propaganda do candidato governista Daniel Scioli. Foto: Rodrigo Lopes

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