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Protesto, Dilma, relações com o Brasil e outros temas

22 de outubro de 2015 0

 

Esqueçam o que eu falei sobre não ter cortes de ruas. 12h30min desta quinta-feira: trânsito parado na esquina da Avenida 9 de Julho com Corrientes. Um protesto de trabalhadores desempregados provocou um nó no tráfego da região central de Buenos Aires. Em um dos entrocamentos mais movimentados da América Latina, era possível sentar no meio da avenida.

Foto: Rodrigo Lopes

Foto: Rodrigo Lopes

 

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Em 2003, quando Néstor Kirchner ficou em segundo lugar no primeiro turno, mas acabou ganhando depois que Carlos Menem desistiu, os argentinos estavam descrentes na política: “que se vayan todos”, era uma expressão comum. Outra frase habitual era dizer que todos os candidatos são “mais do mesmo”. Doze anos depois, os argentinos estão mais entusiasmados com a eleição – e profundamente polarizados. Um termômetro são os cartazes com propaganda política nas ruas – menos do que no Brasil -, distribuição de santinhos e comícios lotados.

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A baixa popularidade da presidente brasileira não parece preocupar o candidato de Cristina Kirchner, Daniel Scioli. Ele esteve há duas semanas com Dilma Rousseff, em Brasília. Luiz Inácio Lula da Silva visitou o político argentino em Buenos Aires. Ambos, inclusive, participaram da inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) nos arredores da capital. Scioli importou a ideia do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, de quem é amigo.

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No segundo mandato de Cristina e sob Dilma, o Mercosul esfriou. Nos últimos quatro anos, o intercâmbio comercial entre Brasil e Argentina encolheu US$ 11 bi. Como parceiros, Cristina escolheu Venezuela, Bolívia e China. Dilma optou pelos EUA.

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