Sete anos separam as histórias das jovens de Cleveland (EUA), que foram mantidas em um cativeiro por 10 anos, e a de Natascha Kampusch, sequestrada aos 10 anos e mantida refém por oito, em Viena (Áustria). Os detalhes assustadores que emanam da casa dos horrores aproximam os dois casos.
Perto de casa
EUA – As três jovens foram sequestradas em sua cidade, Cleveland, e o cativeiro era uma casa na mesma localidade, distante poucos quilômetros da residência de seus pais.
Áustria – Natascha foi sequestrada em Viena, e o cativeiro ficava também na mesma cidade.
Os pais
EUA – Durante todos os anos de sumiço, a mãe de Michelle Knight seguiu acreditando que a filha estava viva. Colava cartazes por Cleveland com sua fotografia. A mãe de Amanda Berry morreu garantindo que sua menina estava viva.
Áustria – A mãe de Natascha não mudou nunca a fechadura de casa nem o modelo de seu carro na esperança de que a filha voltasse um dia.
Palavras pós-fuga
EUA – “Sou Amanda Berry. Fui sequestrada. Estive desaparecida durante 10 anos. Estou livre, estou aqui agora.”
Áustria – “Meu nome é Natascha Kampusch. Você deve ter ouvido falar sobre o meu caso.”
Os algozes
EUA – Ariel Castro, 52 anos, era ex-motorista de um ônibus escolar, divorciado há muitos anos, tinha perdido a guarda dos três filhos em 1993 por acusação de violência doméstica contra a ex-mulher. Para os vizinhos, era “normal”, mas reservado. Chegou a ajudar na busca por uma das jovens, Gina DeJesus, logo que ela “desapareceu”. Disse ser um “predador sexual”. Foi preso em um McDonald’s.
Áustria – O engenheiro de telecomunicações desempregado Wolfgang Priklopil, 44 anos, conduzia um furgão branco na hora do sequestro. O suspeito chegou a ser interrogado pela polícia um mês após o “sumiço”. Foi liberado. À época, um vizinho chegou a denunciar que o homem tinha atração por crianças, mas as informações foram ignoradas pela polícia. Imediatamente após a fuga de Natascha, Priklopil suicidou-se.
O futuro
EUA – O jornalista austríaco Christoph Feurstein, que fez a primeira entrevista com Natascha na TV, descreveu a experiência como “um sentimento de ressurreição”. Ele disse que o mais importante, no caso de Cleveland, é que as meninas aprendam a “confiar” de novo.
Áustria – A jovem austríaca escreveu um livro, deu várias entrevistas e, no início deste ano, sua história virou um filme, 3096 dias. Ela tem problemas para se adaptar à vida normal e chegou a se afastar de seus pais. Em 2011, abriu um hospital infantil no Sri Lanka, financiado pelas doações e com o dinheiro arrecadado com sua autobiografia.











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