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Andar de bicicleta. Em Berlim e em Porto Alegre

19 de maio de 2015 0

Como repórter, visitei mais de 30 países. A maioria em momentos difíceis, como já descrevi aqui: terremotos, furacões, guerras. Nos momentos de coberturas mais tranquilas,  tive a oportunidade de fazer uma imersão na cultura local, como em Berlim, na Alemanha, onde morei em duas oportunidades. Nesta terça-feira, ZH publica que, em um ano, Porto Alegre as obras nas ciclovias não chegaram a completar 4 km (veja aqui). Eu mesmo estou esperando o dia em que poderei ir de bicicleta da minha casa para o trabalho, não mais do que 8 km, que tenho medo de completar por conta do trânsito – e principalmente porque a ciclovia da Ipiranga, prometida há anos, não chegou ao Jardim Botânico. Lembrei de uma reportagem que fiz em 2011, em Berlim. Despretensiosa, um passeio de bike que começou no zoologischer garten, o zoológico de Berlim, e durou quase uma hora pelas ruas e avenidas da capital alemã. Acho que o vídeo fala por si só. Vejam abaixo:

Pai, marido e presidente dos EUA

18 de maio de 2015 1

Ocara1
Pai, marido e 44 presidente dos Estados Unidos. Assim, Barack Hussein Obama escreveu no perfil de sua conta no Twitter. Sim, o próprio Obama está tuitando no perfil @potus. Até onde se sabe, não seria um assessor. No primeiro tuite: ele diz: “Hello, Twitter! It’s Barack. Really! Six years in, they’re finally giving me my own account” (“Alô, Twitter! É o Barack. De verdade!. Após seis anos, eles finalmente me deram minha própria conta”).
Para acabar com as dúvidas de que se tratava de um perfil fake ou de que seria um assessor, o próprio site da Casa Branca confirmou que o presidente havia tuitado, “ao vivo”, do Salão Oval.

O repórter dos séculos 20 e 21

12 de maio de 2015 0
HERSH

Seymour Hersh, repórter

Jornalista tem que ter fonte. Alguns dos maiores furos jornalísticos dos séculos 20 e 21, em nível internacional, partiram da máquina de escrever e, nos dias de hoje, do computador de Seymour Hersh. Enquanto os militares americanos se atolavam no Vietnã, sem que a população americana soubesse – e o governo vendia a ideia de uma guerra pelo mundo livre nos confins do Sudeste Asiático -, Hersh, então um repórter desconhecido, iniciante, mostrou o massacre de mais de 500 mulheres, crianças e idosos no vilarejo de My Lai. Estive lá em 2014. Até hoje estão os furos das balas nos coqueiros. Era para ser uma operação contra os guerrilheiros vietcongues. Foi uma matança de civis. Nunca mais a guerra seria a mesma, nunca mais o mundo olharia para os EUA da mesma forma. Graças ao trabalho de Hersh.

Veja mais aqui

Nos anos 2000, foi dele também o furo de reportagem que escancarou a tortura na prisão iraquiana de Abu Ghraib. Os militares americanos estavam acumulando prisioneiros nus, os ameaçando com cães e posando para selfies. Vazaram pelas mãos de Hersh. O mundo se escandalizou.

Veja a reportagem aqui

Consagrado, o velho jornalista poderia estar em casa descansando, escrevendo livros ou contando aos netos as glórias do passado. Não seguiu essa cartilha. Esta semana, nos brinda com mais uma grande reportagem, a que desmente a versão oficial da caçada a Osama bin Laden. O terrorista número 1 do mundo não lutou, já estava preso pelos paquistaneses. Estava sozinho, não ofereceu risco. Estava dominado. Seu corpo não teria sido jogado ao mar. Teria sido esquartejado e atirado nas montanhas.

Nada parecido com o que o governo americano noticiou como uma grande, espetacular e precisa operação das forças de elite Seal.

Veja reportagem aqui

Aqui, a história na RTP, em português.

Imagens impressionantes de avalanche no momento do terremoto no Nepal

26 de abril de 2015 0

"O PT, para se manter no governo, teve de abrir mão do poder", diz Demétrio Magnoli

26 de abril de 2015 0
Demétrio Magnoli conversa com este repórter durante o Fórum Social Mundial. Foto: Divulgação

Demétrio Magnoli conversa com este repórter durante o Fórum Social Mundial. Foto: Divulgação

Em conversa comigo, durante o Fórum da Liberdade, uma das vozes atuais mais críticas aos governos do PT, o jornalista, sociólogo e geógrafo Demétrio Magnoli avaliou as manifestações contra o governo Dilma Rousseff, as relações do Brasil com a América Latina, entre outros assuntos. Para ele, as manifestações de 2015 fecham um ciclo iniciado nas jornadas de junho de 2013, que culminaria na derrota do projeto político que ele chama de “lulopetismo”. A expressão combina as características próprias do personagem político Luiz Inácio Lula da Silva e os mandatos de Dilma. Com discurso cheio de ironia, que mistura argumentos baseados na análise de outros períodos históricos do país, o pesquisador motivou aplausos entusiasmados da plateia do 28º Fórum da Liberdade, realizado nos dias 13 e 14 de abril, em Porto Alegre.

Colunista de O Estado de S. Paulo e da Globonews, Magnoli especializou-se nas áreas de Relações Internacionais e Geografia Política. Entre seus principais livros estão O Corpo da Pátria e Uma Gota de Sangue e a coleção Liberdade versus Igualdade. Veja os principais tópicos.

Sociedades polarizadas, como a Venezuela, Honduras e o Paraguai, tiveram recentemente desfechos críticos na América Latina. A divisão no Brasil pode levar o país a um destino de ruptura da ordem constitucional?

O Brasil estava polarizado. Neste momento, um ciclo terminou. O projeto político de reorganização do Estado conduzido pelos governos lulopetistas chegou ao fim. Existe um significado na entrega do poder econômico para Joaquim Levy e na entrega do poder político para o triunvirato do PMDB: Michel Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha. O PT, para se manter no governo, teve de abrir mão do poder.

Qual o futuro dos protestos nas ruas?

Em 2013, o povo disse que não aceitava mais um Estado corrupto, que não usava os recursos públicos para as prioridades públicas: saúde e educação. O que as pessoas disseram nas ruas no dia 15 (de março de 2015) foi que esse Estado corrupto, que não aplica os recursos públicos onde deveria, é o Estado do PT. Eles completaram uma frase que começou a ser dita em 2013. Há uma ligação: a primeira foi genericamente contra a elite política, a segunda é contra um setor particular da elite política, que é o setor que está no governo. A manifestação do dia 15 completou o processo iniciado nas eleições: derrota do lulopetismo em todo Centro-Sul.

O que o senhor acredita que vai acontecer? Impeachment ou um governo enfraquecido até o fim?

Os patetas que falam sobre intervenção militar são meia dúzia, cuja única função involuntária é oferecer algum discurso para o governo. Eles são o melhor discurso do governo, mas não têm a menor importância e são vaiados quando saem para a rua. Em uma democracia de massas, o impeachment exige mais do que a vontade de trocar de presidente. Exige uma violação da ordem jurídica do país, e não há provas de que Dilma violou a ordem jurídica. Há uma desconfiança que tem fundamento, mas não há prova. Sem isso, fazer o impeachment seria rebaixar a democracia brasileira à condição da democracia paraguaia, a uma democracia oligárquica, onde os chefes políticos no parlamento, no fundo, têm o poder total. Se você me perguntar se sou a favor do impeachment, respondo: sem uma prova muito nítida de que a presidente cometeu crime de responsabilidade, sou contra. A gente vai viver uma crise de poder do governo, que não é ruim. Estamos experimentando, depois de tantos anos, um Congresso cujas votações são incertas, como devem ser.

Inspirado em que o senhor cita a expressão “lulopetismo”?

Não é minha, muita gente fala, inclusive gente do PT. André Singer, por exemplo. Foi porta-voz do Lula e escreve tanto quanto eu lulopetismo. É uma expressão que visa mostrar que existe uma aliança entre duas coisas entrelaçadas, mas não idênticas. O lulismo não é igual ao petismo. Lula tem votos onde o PT não tem. Lula tem um discurso e uma relação política com o povo e com os empresários diferente da do PT. Mas Lula é do PT. Então, os três governos não foram petistas, foram lulopetistas. Lulopetismo é uma expressão analítica, não é uma crítica, não é um insulto.

Lulopetismo lembra um sistema de governo criado para perdurar, como o stalinismo, o bolivarianismo, o trotskismo… É essa a intenção?

Não é nesse sentido. Sem dúvida que eles queriam uma hegemonia perene, mas não é nesse sentido. Não são governos petistas, tampouco puramente lulistas. O lulopetismo é uma expressão analítica e, eu insisto, analistas petistas, como o caso do André Singer, também a usam.

Falando de relações internacionais. Uma crítica que se faz é que a política externa brasileira é uma diplomacia de governo, e não de Estado.

Só temos dois momentos na história do Itamaraty em que ele deixou de fazer uma política que representasse um certo consenso nacional. A chamada política externa independente de Santiago Dantas, no começo dos anos 1960, e o governo Lula, quando terceirizou o Itamaraty para o PT. A presença de Marco Aurélio Garcia lá revela essa terceirização, que produziu fracassos, o pior deles a Venezuela.

Mas foi justamente no governo Lula que o Brasil assumiu maior protagonismo: missões de paz no âmbito das Nações Unidas, reivindicação de reforma no Conselho de Segurança da ONU…

O Brasil estava dando passos muito além das suas pernas. Houve uma falta de priorização do que o Brasil queria. Lula agiu como se o país fosse uma potência mais importante do que de fato é. E Lula imaginou um mundo baseado em polos de poder antiamericanos. Ele chegou a imaginar que o Brasil seria um parceiro estratégico da China, quando o parceiro estratégico da China é os EUA. A política externa de Lula pecou por falta de uma estratégia coerente, de uma análise coerente do mundo e de uma perspectiva das limitações de poder no Brasil.

Cinzas do vulcão a caminho de Porto Alegre

24 de abril de 2015 0

Pela imagem de satélite é possível observar as cinzas do vulcão chileno ocupando boa parte da Metade Sul, inclusive Lagoa dos Patos. Nuvem me fuligem deve chegar a Porto Alegre na madrugada. Informações cedidas pelo meteorologista Leandro Puchalski.

 

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Vídeo: as cinzas do vulcão chileno no RS

24 de abril de 2015 0

Líder do Estado Islâmico estaria ferido

21 de abril de 2015 1
Abu-Bakr-al-Baghdadi

Al-Bagdali, o terrorista número 1 do mundo desde a morte de Bin Laden

 

O jornal The Guardian publicou nesta terça-feira que o líder máximo do grupo Estado Islâmico teria sido ferido gravemente. Abu al-Baghdadi, o homem que se proclamou califa do EI, teria sido ferido em um ataque aéreo da coalizão ocidental, em seu esconderijo próximo à cidade de Mossul, no Iraque. A preocupação com a eventual morte de Al-Baghdadi, provavelmente o terrorista mais procurado do mundo na atualizade, teria levado a cúpula Estado islâmico a se reunir para escolher um sucessor.
O Pentágono negou as informações.

Vídeo: a tragédia dos imigrantes que tentam chegar à Europa

21 de abril de 2015 0

Os titãs da Revista Time - sai a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo

16 de abril de 2015 0
Kanye West

Kanye West

No modismo das listas, antes mesmo de esse modismo surgir, uma delas sempre despontou. A lista de pessoas mais influentes do mundo da revista Time, que, nesta quinta-feira, divulgou seus mais… mais!!! O rapper Kanye West está na capa da revista (veja aqui). O Brasil, depois de não ter ninguém na relação em 2014, aparece com duas pessoas: Jorge Paulo Lemann, sócio da 3G Capital, que detém gigantes como Heinz, Burger King e Anheuser-Busch InBev, que está na categoria Titãs, e o surfista Gabriel Medina, atual campeão mundial de surfe.

Jorge Paulo Lemann

Jorge Paulo Lemann

A Time traz cinco categorias: titãs, com 19 nomes; pioneiros, que tem 22 pessoas; artistas, com 16 listados; líderes, a mais ampla, com 31; e ícones, que menciona 12 personalidades.

Gabriel Medina

Gabriel Medina

Vídeo: entenda o que está em jogo na Cúpula das Américas

10 de abril de 2015 0

Antes de começar, Cúpula das Américas já é histórica

10 de abril de 2015 0

 

Encontro entre Rodríguez e Kerry, no Panamá. Foto: Departamento de Estado dos EUA

Encontro entre Rodríguez e Kerry, no Panamá. Foto: Departamento de Estado dos EUA

Antes mesmo de a Cúpula das Américas começar já foi precedida por momentos históricos. Barack Obama e Raúl Castro conversaram por telefone. E o secretário de Estado americano, John Kerry, e o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, apertaram as mãos na noite de ontem. Foi o mais importante encontro de alto nível diplomático entre as duas nações desde a Revolução Cubana, há mais de meio século. Há grande expectativa, agora, para um aperto de mãos entre Raúl e Obama.

 

 

Identificado mentor do atentado terrorista contra universidade no Quênia

05 de abril de 2015 1

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Mohamed Mohamud, o homem na foto acima, foi o mentor do ataque terrorista que matou 147 pessoas na Universidade de Garissa, no Quênia. A confirmação do nome do terrorista foi feita por meio do Twitter do Ministério do Interior queniano. Ele é um dos líderes do Al-Shabaab, grupo ligado à rede Al-Qaeda. Por informações que levem à prisão de Mohamed, o governo queniano oferece US$ 215 mil.

Que são os mentores do acordo histórico com o Irã

02 de abril de 2015 0

Em vídeo, os artífices do acordo com o Irã.

Após uma semana de negociações e com dois dias de atraso, é fechado acordo sobre o Irã

02 de abril de 2015 0

Depois de uma maratona de uma semana de negociações na Suíça – e dois dias depois do prazo final -, as potências ocidentais chegaram a um acordo com o Irã. Ficou acertado que o Irã vai reduzir seu programa nuclear. Detalhes do documento começarão a ser escritos nesta tarde. O anúncio foi feito pelo presidente iraniano, Rassan Rohani, em sua conta no Twitter. O mesmo fez John Kerry, secretário de Estado dos Estados Unidos.

Aguarde mais informações.