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Vídeo: análise dos fatos das últimas horas e hipóteses sobre a Europa pós-atentado

09 de janeiro de 2015 0

 

Abaixo, a cobertura ao vivo da Sky News:

 

Um minuto contra o terrorismo

08 de janeiro de 2015 0

Por um minuto, os principais órgãos de Estado e de imprensa da França pararam nesta quinta-feira em homenagem aos mortos na revista Charlie Ebdo. Um dos atos mais emocionantes aconteceu na sede da Agência de Notícias France Presse, em Paris. Nas janelas, no terraço e na rua, colegas seguraram o cartaz que se tornou lema da revolta contra o terrorismo: “Je suis Charlie”. Também funcionários da Comissão Europeia, parlamento europeu e Conselho Europeu pararam durante as homenagens.

AFP

A tragédia retratada nas capas dos jornais

08 de janeiro de 2015 0

Abaixo, fiz uma seleção de algumas das melhores capas de jornais de hoje, um dia depois do ataque à revista de Paris. BEL_HNBEL_DM CA_LATDEN_MJP DEN_MJPGER_TAZFRA_LIBGER_TAZNET_AD2NET_HPNY_DN NY_NYTNY_NYP

Veja algumas das polêmicas capas da revista atacada pelo terror

07 de janeiro de 2015 3

 

Algumas das capas da revista Charlie Hebdo, alvo do terrível ataque terrorista desta quarta-feira em Paris.

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Saiba mais sobre a revista Charlie Ebdo, ameaçada e atacada devido às charges sobre o profeta Maomé. 1420632020_829679_1420645001_album_normal

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Vídeo: seis dias em Cuba

26 de dezembro de 2014 0

O jeitinho cubano de enganar o turista... E, por tabela, driblar o embargo

26 de dezembro de 2014 0

 

No submundo de Havana, o mercado ilegal de charutos. Foto: Rodrigo Lopes

No submundo de Havana, o mercado ilegal de charutos. Foto: Rodrigo Lopes

Cohiba, Montecristo e Romeo y Julieta são três das marcas mais famosas de charutos cubanos. Conta a história que Fidel, quando fumava, antes de adoecer, preferia os Cohiba. Ernesto Che Guevara degustava Monte Cristo. Mesmo o turista que não fuma leva um puro na bagagem, para presentear amigos. A vida sob o embargo americano converteu esta grife cubana em objeto de crime. Uma máfia de atravessadores, que rouba charutos das fábricas e os vende no mercado ilegal pela metade do preço, ocupa o submundo de Havana Velha.

É nas ruelas pouco iluminadas do centro histórico, normalmente onde os turistas não vão, que acontece a negociação. Um casal aborda o turista em frente a um restaurante ou loja da Florida, uma das ruas populares:

- Cubano? – pergunta a mulher.

O turista se identifica.

- Vou lhe mostrar a Cuba dos cubanos – diz o homem, que se identifica como Ronaldo, estudante de medicina.

É um golpe freqüente em Havana. O argumento é mostrar a “verdadeira Havana”, onde o turista terá vantagens fora da zona “turística”. Ronaldo e Cláudia, a mulher, levam o turista até um bar “legitimamente cubano”. Nas paredes, há recortes de jornais Granma, nos quais Fidel aparece sobre um carro de combate no dia da tomada de Havana, entre outras fotos históricas. Ronaldo sugere um “legítimo mojito cubano”. Tomam três, quatro. Tudo muito rápido. Vem a oferta:

- Tens interessse em charutos cubanos?

Ele diz que os trabalhadores das indústrias de charuto têm uma cooperativa. Cada um teria direito a ficar com alguns charutos, seja por questão com algum probema de favricação ou porque o governo doa certa quantidade para cada trabalhador. O turista aceita, e paga a conta do bar. O grupo sai. A pé, a passos rápidos, ou de bicitáxi – uma espécie de charrete movida a tração humana -, vão até o que seria uma cooperativa de trabalhadores do tabaco. Trata-se de um prédio velho, com um pátio central e vários apartamentos no térreo. Homens e mulheres ouvem salsa em grupos, dentro de um dos apartamentos, um casal come feijão e arroz. O ambiente é pouco iluminado e suspeito. Ronaldo tem pressa. Sobre a mesa da cozinha, estão 12 caixas de charutos de várias marcas. Enquanto o preço de uma caixa de 25 Cohibas, nos estabelecimentos estatais, é de mais de US$ 400, a mesma ali sai por US$ 60. O turista titubeia. Além de Ronaldo, outros quatro cubanos se acercam, tentam barganhar, sugerem até ir ao hotel pegar mais dinheiro. Mas o turista resiste.

Charutos Cohiba, os preferidos de Fidel, são caríssimos no mercado legalizado. Foto: Rodrigo Lopes

Charutos Cohiba, os preferidos de Fidel, são caríssimos no mercado legalizado. Foto: Rodrigo Lopes

Não há cooperativa. Trata-se de roubo. Homens como Ronaldo, os chamados jineteros, ganham em média 600 pesos cubanos (25 pesos conversíveis, ou US$ 25) em fábricas estatais. Com a venda dos charutos ilegais – alguns deles de folhas de bananeira -, consegue em média US$ 40 por cada caixa vendida. Normalmente, ele divide o dinheiro com quem rouba as caixas dos armazéns. Após cinco décadas, mais de 70% da população do pais nasceu em meio ao embargo e às dificuldades trazidas por ele. A situação se agravou a partir do fim do império soviético, levando o governo a racionar comida, energia e bens de consumo. Jinetero vem do espanhol jinete, que significa cavaleiro, parecido com o ginete gauchesco. Em Cuba, tem outro significado. Como o aumento do turismo, a crise econômica e a incapacidade do Estado de suprir todas as necessidades da população, a atuação dos jineteros aumentou. É o jeitinho cubano de explorar o turista, que vai do charuto até a prostituição.

A imponência da embaixada russa em Cuba

21 de dezembro de 2014 0

Assim como o escritório de interesses comerciais americanos é um dos pontos mais blindados de Cuba, a embaixada russa, na Quinta Avenida, em Havana, é um colosso. Trata-se de uma torre imponente, que rivaliza, como nos tempos da Guerra Fria, com o prédio dos EUA, provável sede da futura embaixada, localizado no Malecón.

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Em Havana, o homem de confiança do Papa

21 de dezembro de 2014 0

Domingo é dia de missa para os católicos. Tendo o Vaticano exercido um papel fundamental nas negociações, busquei, desde sábado, entrevistar dom Jaime Ortega, arcebispo de Havana e homem de confiança do papa Francisco. Ortega participou desde o início das negociações. Fui à sede da arquidiocese, à catedral, mas sem sucesso. No sábado, tudo estava fechado.

Neste domingo, apostei que a missa, na Catedral de Havana, no centro histórico, seria especial. E, quem sabe, com a presença de dom Ortega. Deu certo. O cardeal celebrou a missa. Na homilia, destacou:

- Como disse o Papa, todo este acordo se alcançou graças ao diálogo, à conversação.

Ao final, dom Ortega me deu uma rápida entrevista, uma das poucas neste momento em que todos os lados em negociação preferem manter cautela (veja aqui).

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Personagens da Revolução

20 de dezembro de 2014 0

No caminho para Mariel, ícones da Revolução surgem ao lado da pista: imagens de Che Guevara gigante, perto do antigo porto do vilarejo; ou slogans do comunismo, como estes abaixo:

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Mariel, o vilarejo do polêmico porto

20 de dezembro de 2014 0

A viagem a Mariel, onde está localizado o porto construído pela Odebrecht propicia um mergulho na Cuba dos cubanos, aquela que os turistas normalmente não conhecem. A estrada que liga Havana ao povoado, a 40 quilômetros da capital, é ruim, esburacada. Tudo muda quando se passa Mariel e se chega próximo ao porto, como vocês verão na reportagem deste domingo em ZH.

Veja abaixo um pouco deste vilarejo, que vive basicamente do trabalho em uma fábrica de cimento e uma termelétrica. O porto, um dos mais modernos do Caribe, ainda não altera suas vidas.

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Ecos do passado

20 de dezembro de 2014 0

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Transformado em Museu da Revolução, o antigo Palácio Presidencial de Cuba é um dos lugares em Havana onde o regime está sólido.

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E a Guerra Fria se concretiza em objetos. À luz dos novos fatos, observar o passado heroico que o regime propagandeia confunde os visitantes.

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Vive-se hoje em uma país onde vigoram ícones da Revolução tão esmaecidos pelas realidades dos últimos dias quanto as fotos do museu

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Carrões pré-Revolução servem como táxis em Cuba

20 de dezembro de 2014 0

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Uma das atrações de Havana são os carros grandalhões dos anos pré-Revolução. Muitos caindo aos pedaços são usados como táxis (do governo) ou como veículos particulares. Alguns servem para passeios turísticos. Estes, coloridos e bem conservados, percorrem o Malecón por uma hora. Basta pagar o equivalente a US$ 30.

Um possível local para a futura embaixada americana

20 de dezembro de 2014 0

 

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O imponente prédio do escritório comercial de representação americana, único ponto de contato entre EUA e Cuba nesses 53 anos fica às margens do Malecón. É um dos maiores e mais blindadas edificações da ilha. Tem tudo para abrigar a futura embaixada.

Comunismo e capitalismo em um mesmo carro

20 de dezembro de 2014 0

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Nada mais contrastante a rodar pelas ruas de Havana: um Lada russo com um adesivo da Apple no vidro traseiro.

“Cubano precisa de comida, brasileiro”

19 de dezembro de 2014 2

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Um passeio por Havana à noite é uma experiência antropológica. É entrar em um submundo onde misturam-se turistas, cubanos indo e vindo do trabalho, poucos policiais e muitos militares.

– Cuba tem 12 milhões de habitantes: 10 milhões de militares e 2 milhões de civis – brincou um homem em Havana Vieja.

Tudo isso misturado com muita fumaça do escapamento dos carros pré-revolução. Algumas percepções sobre o centro antigo: é pouco iluminado, no máximo aquelas luzes amarelas que conferem um ambiente retrô. Tive uma certa sensação de insegurança, embora a maioria dos cubanos com os quais conversei garantam que “Cuba é o país mais seguro da América Latina”.

Não consegui caminhar pela parte turística de Havana Vieja. Optei pelas ruelas onde as pessoas comuns vivem. Era hora da novela. Então, vi muitos moradores, em prédios que lembram cooperativas, onde várias famílias convivem e trabalham, assistindo televisão, com as portas abertas, conversando nas calçadas, em pequenos grupos.

Ronaldo, um jovem alto estudante de medicina, me levou até um bar do governo. Nas paredes, recortes do jornal Granma lembram momentos históricos da Revolução: Fidel na tomada de Havana, Che fumando um charuto. São imagens amareladas pelo tempo que decoram as paredes. No alto da prateleira, muitas garrafas de rum.

–  Aqui, é um bar de cubanos, dos estudantes de medicina – garante Ronaldo.

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Mas o bar está vazio.

Ronaldo deve se formar em medicina no próximo ano. Quer ir para Portugal. Pergunto se conhece algum profissional cubano que tenha trabalhar no Brasil.

– Não! Mas me orgulho muito da medicina de Cuba. O médico aqui ganha muito mal.

Nas suas frases fica claro orgulho que sente pela história do país. Não pensa em mudanças daqui para frente. Prefere cautela.

– Comida, brasileiro! O povo cubano precisa de comida. O resto se consegue.