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Vídeo: o acidente de trem em Santiago de Compostela

25 de julho de 2013 0

Imagens captadas por câmeras do circuito interno mostram o exato momento do acidente com o trem que ia para Santiago de Compostela, na Espanha. Pelo menos 80 pessoas morreram e mais de 160 ficaram feridas.


Surpresas à vista

22 de julho de 2013 1

Não se pode dizer que Bento XVI era um papa carismático. Sisudo, introspectivo e já idoso, o Pontífice alemão fez de sua primeira e única viagem como papa ao Brasil, em 2007, um pouco do que seria o seu pontificado até a renúncia no início deste ano: seus discursos em nosso país tiveram cunho teológico e dogmático: como guardião da fé católica, frustrou quem esperava tolerância a temas como celibato ou com o uso de métodos contraceptivos.

Na tarde fria e chuvosa do dia 9 de maio, em São Paulo, acompanhei uma pequena multidão próximo ao Mosteiro de São Bento dar as boas-vindas ao Papa alemão. O papamóvel percorreu o trajeto entre o aeroporto de Guarulhos e o centro paulistano a uma velocidade média de 50km/h. No trajeto que parou boa parte da cidade em dia de semana, havia mais curiosidade em ver um papa de perto do que emoção. Com dois anos de pontificado, as comparações com João Paulo II ainda eram inevitáveis.

Bento XVI não era de grandes simbolismos e também frustrou quem esperava grandes gestos – a começar pelo desembarque, sem o beijo no solo do país natal, como fazia seu antecessor. O máximo de quebra de protocolo a que Bento XVI se permitiu em São Paulo foi aparecer, de repente, algumas vezes ao longo do dia, na sacada blindada do Mosteiro de São Bento.

Francisco, por sua vez, tem surpreendido os fiéis desde o primeiro dia do conclave, quando abriu mão de certos confortos – ao regressar da Capela Sistina, já como papa, preferiu a van dos cardeais ao invés de carro privado. No elevador da Casa Santa Marta, quando todos abriam espaço para que ele subisse sozinho, Francisco disse:

– Por que, se cabem tantos?

A espontaneidade do novo Pontífice tem dado trabalho à polícia da Itália. O argentino gosta de interagir com o público, abraçar fiéis, beijar crianças. Dispensa também a blindagem do papamóvel. Que a polícia brasileira esteja preparada: será uma semana de muitas quebras de protocolo.


Fim de um trunfo de Obama

21 de julho de 2013 1

Muitos são os símbolos e as metáforas capazes de se extrair do episódio da bancarrota de Detroit, anunciada na quinta-feira. A Motor City, o quartel-general da General Motors, da Ford, a megalópole que embalou o sonho capitalista com seus arranha-céus é também a primeira capital do Império americano a ruir, como uma Cartago ou uma Roma dos tempos pós-modernos. Outrora bastião mundial da indústria automotiva, a cidade vive do que foi. Hoje, converteu-se em símbolo econômico do inferno astral que acomete o governo Barack Obama num segundo mandato de pouco brilho e alguns escândalos, entre os quais o das escutas ilegais de cidadãos mundo afora.

Atribuir a falência de Detroit à atual administração Obama seria ingênuo. A queda da pujança é lenta e gradual, desde os anos 90. A população encolheu de 1,8 milhão para 700 mil em 50 anos. O resultado são bairros fantasmas encravados na região central. Michigan, o Estado onde fica Detroit, é o que tem o maior índice de desemprego.

Sucessivas gestões irresponsáveis fizeram com que a crise de 2008 fosse ainda maior para a cidade.

Ok, Obama não é o culpado da morte de uma cidade. Mas na campanha pela reeleição, em 2012, a recuperação da indústria automobilística da região foi o grande trunfo do presidente. Graças a empréstimos às chamadas Big Three (GM, Ford e Chrysler), Obama pode comemorar, no Dia do Trabalho de setembro de 2011, com um grande discurso em Detroit, a reviravolta no setor. Dali um ano, aquela reviravolta se converteria em votos.

Na eleição, Obama ganhou no Estado de Michigan com 54% dos votos contra 44% de Mitt Romney, que em 2008, chegou a escrever um artigo para o The New York Times no qual propunha: “Deixe Detroit falir”. Trabalhadores que votavam nos republicanos diziam que Obama salvou seus empregos. A cidade tornou-se uma história de sucesso a ponto de o vice, Joe Biden, cunhar a expressão: “Com Obama, Bin Laden está morto e a GM está viva”.

Com a falência de Detroit, morrem também um pouco desse orgulho e os planos dos democratas para 2016.

Abuso de poder

09 de junho de 2013 1

O escândalo do monitoramento das chamadas telefônicas de milhares de americanos, que veio à tona na semana passada, une-se a uma série de tropeços que colocam em xeque a administração Barack Obama. A conferir:

No início de maio, explodiu a crise envolvendo a Receita Federal (IRS, na sigla em inglês), que teria feito avaliações mais rigorosas sobre isenção de organizações filantrópicas ligadas ao Tea Party e Patriots, financiados pelos republicanos. Obama disse que não sabia do caso e exonerou o chefe da Receita, Steven Miller.

Em seguida, surgiu a denúncia de que o Departamento de Justiça grampeou os telefones de pelo menos 20 jornalistas da agência de notícias Associated Press. O motivo seria uma investigação sobre um atentado frustrado no Iêmen. O escândalo abriu um debate sobre a Primeira Emenda à Constituição, que garante liberdade de imprensa, e a proteção da segurança nacional. Obama se recusou a pedir desculpas.

No dia 16 de maio, a Casa Branca divulgou a troca de e-mails posteriores ao atentado em Benghazi, que matou o embaixador americano e outros três funcionários na Líbia, em 11 de setembro do ano passado. A ideia era rebater as acusações segundo as quais o governo teria participado de maneira ativa ao omitir menções a terrorismo ou à Al-Qaeda nas primeiras explicações após o ataque. Os e-mails confirmam que partiu do subdiretor da CIA, Mije Morell, a ideia de eliminar as referências a atentado – tratando o ato como protestos espontâneos.

No dia 21, o jornal The Washington Post noticiou que o governo teria tido acesso aos e-mails do jornalista da rede Fox News James Rosen. A Casa Branca queria saber quem era a fonte do chefe da sucursal em Washington que teria cedido informações para uma reportagem sobre a Coreia do Norte. A Fox é de tendência conservadora (oposição a Obama).

De herói do mundo livre, eleito sob as promessas de recuperar a imagem dos EUA mundo afora após os anos George W. Bush, Obama conseguiu, em um só mês, macular o legado de seus dois mandatos. Não estamos falando aqui do uso de drones ou das promessas não cumpridas como o fechamento de Guantánamo. Em todos os casos acima, trata-se do mais clássico abuso de poder.

Na Idade Média. Ainda

26 de maio de 2013 0

Em três semanas, o mundo se verá livre de Mahmoud Ahmadinejad. Depois de oito anos no governo, o presidente, que ficou conhecido pelas bravatas anti-Holocausto, sairá de cena e ingressará no porão da política mundial. O que o mundo ganha com isso? Pouco. Apesar das bizarrices de Ahmadinejad, ele nunca foi mais do que uma marionete nas mãos de quem realmente manda no Irã: o aiatolá Ali Khamenei. Este seguirá no poder junto com os asseclas que governam o Irã como um feudo teocrático.

Uma das evidências do pouco prestígio de Ahmadinejad é o fato de ele não ter conseguido fazer de Esfandiar Rahim-Mashaei seu herdeiro político. A indicação de seu braço direito a uma candidatura à presidência, entre mais de 80 nomes, foi vetada pelo Conselho de Guardiães.

O populismo de Ahmadinejad fez o mundo, à exceção de governos como o da Venezuela e do Brasil, virar as costas para o Irã. E isso, na visão dos aiatolás, teve efeitos mais negativos do que positivos.

Assistiremos até o dia 14 de junho, data da eleição, o embate tradicional entre conservadores e reformistas. Hashemi Rafsanjani, que governou o Irã de 1997 a 2005, é hoje talvez o nome mais forte da política. Participou da Revolução ao lado do aiatolá Khomeini, e até Khamenei deve a ele sua posição atual. Mas também ele foi barrado. Desde que apoiou os protestos contra a fraude na eleição de 2009, Rafsanjani perdeu as bênçãos de Khamenei. Sem oposição, com ou sem fraude, tudo indica que o Irã caminha para mais quatro anos obscuros. Sem Ahmadinejad, mas com outra marionete dos aiatolás comandando o governo. Ainda não será desta vez que o país sairá da Idade Média.

Duas casas de horrores

12 de maio de 2013 0

Sete anos separam as histórias das jovens de Cleveland (EUA), que foram mantidas em um cativeiro por 10 anos, e a de Natascha Kampusch, sequestrada aos 10 anos e mantida refém por oito, em Viena (Áustria). Os detalhes assustadores que emanam da casa dos horrores aproximam os dois casos.

Perto de casa

EUA – As três jovens foram sequestradas em sua cidade, Cleveland, e o cativeiro era uma casa na mesma localidade, distante poucos quilômetros da residência de seus pais.

Áustria – Natascha foi sequestrada em Viena, e o cativeiro ficava também na mesma cidade.

Os pais

EUA – Durante todos os anos de sumiço, a mãe de Michelle Knight seguiu acreditando que a filha estava viva. Colava cartazes por Cleveland com sua fotografia. A mãe de Amanda Berry morreu garantindo que sua menina estava viva.

Áustria – A mãe de Natascha não mudou nunca a fechadura de casa nem o modelo de seu carro na esperança de que a filha voltasse um dia.

Palavras pós-fuga

EUA – “Sou Amanda Berry. Fui sequestrada. Estive desaparecida durante 10 anos. Estou livre, estou aqui agora.”

Áustria – “Meu nome é Natascha Kampusch. Você deve ter ouvido falar sobre o meu caso.”

Os algozes

EUA – Ariel Castro, 52 anos, era ex-motorista de um ônibus escolar, divorciado há muitos anos, tinha perdido a guarda dos três filhos em 1993 por acusação de violência doméstica contra a ex-mulher. Para os vizinhos, era “normal”, mas reservado. Chegou a ajudar na busca por uma das jovens, Gina DeJesus, logo que ela “desapareceu”. Disse ser um “predador sexual”. Foi preso em um McDonald’s.

Áustria – O engenheiro de telecomunicações desempregado Wolfgang Priklopil, 44 anos, conduzia um furgão branco na hora do sequestro. O suspeito chegou a ser interrogado pela polícia um mês após o “sumiço”. Foi liberado. À época, um vizinho chegou a denunciar que o homem tinha atração por crianças, mas as informações foram ignoradas pela polícia. Imediatamente após a fuga de Natascha, Priklopil suicidou-se.

O futuro

EUA – O jornalista austríaco Christoph Feurstein, que fez a primeira entrevista com Natascha na TV, descreveu a experiência como “um sentimento de ressurreição”. Ele disse que o mais importante, no caso de Cleveland, é que as meninas aprendam a “confiar” de novo.

Áustria – A jovem austríaca escreveu um livro, deu várias entrevistas e, no início deste ano, sua história virou um filme, 3096 dias. Ela tem problemas para se adaptar à vida normal e chegou a se afastar de seus pais. Em 2011, abriu um hospital infantil no Sri Lanka, financiado pelas doações e com o dinheiro arrecadado com sua autobiografia.

Meu primeiro fuzil

05 de maio de 2013 0


Reprodução do site do fuzil Crickett



Na terça-feira, em um lugarejo no interior do Estado de Kentucky, nos EUA, um menino de cinco anos matou a irmã de dois, ao disparar uma arma acidentalmente. A história ganhou as páginas dos principais jornalões americanos não apenas como mais uma tragédia familiar, mas principalmente por expor ao país e ao mundo uma face revoltante da cultura armamentista americana. A arma de calibre .22 manuseada pelo menino era da marca Crickett, com a inscrição: Meu primeiro fuzil. Isso mesmo: um fuzil de verdade… para crianças.

Um rápido passeio pelo site da Keystone Sporting Arms, detentora da marca Crickett, causa arrepios. Inaugurada em 1996, a empresa produziu em seu primeiro ano de operação 4 mil armas de fogo para crianças. Eram apenas quatro empregados. Em 2008, com 40 funcionários, a produção aumentou para 60 mil. No site, há diferentes modelos de fuzis e cores – um deles, rosa, produzido “especialmente para meninas”.

“Nosso objetivo é incutir na mente dos jovens atiradores o uso seguro de armas e incentivá-los a adquirir conhecimento e respeito que as atividades de caça e tiro exigem” – diz o texto da home page, que estava fora do ar na sexta-feira.

Um clique na área para crianças (kid corner) revela uma galeria de fotos perturbadora: meninas loirinhas exibindo seus brinquedos mortíferos cor de rosa, meninos vestindo pijama abraçados às armas e até bebês de chapéu de caubói com a mãozinha em um fuzil.

Em um país que volta e meia é confrontado com massacres em escolas e universidades, as imagens mexem na ferida – e lembram o poder do lobby armamentista. O presidente Barack Obama sofreu em abril uma derrota no Senado, que derrubou o projeto que tornava mais rígidas as regras para compra de armas e proibia a venda de fuzis de alta capacidade. Principal bandeira de seu segundo mandato desde o massacre em Newtown, o controle do arsenal sucumbiu ao poder da indústria. Ganharam os admiradores das armas, as empresas que exibem meninos e meninas que aprenderam a gostar mais de armas do que de bola ou boneca. Ganharam as Crickett e seus fuzis cor-de-rosa.

Boston, terrorismo e falta de criatividade

28 de abril de 2013 1

No verão de 1989, um grupo de mujahedins que havia lutado para expulsar os soviéticos do Afeganistão imigrou para os EUA. No ano seguinte, em sua primeira ação em solo americano, eles mataram um rabino, Meir Kahane, em um hotel de Manhattan. Na casa de um deles, a polícia encontrou armas, munição, textos pregando o fim do “império” e fotos de pontos turísticos como o World Trade Center e a Estátua da Liberdade. Um rapaz chegou a ser preso, mas logo foi liberado. Era considerado um lunático.

A polícia só voltaria a ouvir falar nesse grupo três anos depois, quando eles próprios ou seus cúmplices dirigiram uma van cheia de explosivos até a garagem do World Trade Center. A ação, em 26 de fevereiro de 1993, matou seis pessoas.

Não é de hoje que os serviços de inteligência americanos batem cabeça após atentados para tentar entender como foram tão ingênuos. Brigas de egos, falta de comunicação entre o FBI e a CIA e análises falhas ainda levariam os americanos, oito anos depois, ao 11 de Setembro. À ocasião, um alto funcionário do governo George W. Bush admitiu:

– Faltou criatividade aos serviços de inteligência.

De fato, o que Hollywood imaginara em seus filmes – uma cidade sitiada, explosões em série, sequestro de aviões –, tudo se materializara naquela terça-feira de 2001.

Desde então, várias ferramentas e instituições foram criadas para reduzir o risco de uma repetição do horror: as revistas nos aeroportos transformaram as viagens para os EUA em uma sucessão de atrasos e constrangimentos, o Serviço de Segurança Interna (Homeland Security) elevou a muralha dos setores de imigração e o Tide (Terrorist Identities Datamart Environment) reuniu diferentes listas de suspeitos de terrorismo.

Não foi suficiente. Tamerlan Tsarnaev, o suspeito de Boston, estava nesse índex havia 18 meses. O FBI fora avisado pela Rússia sobre o perigo representado pelo rapaz do Cáucaso convertido em extremista islâmico. O jovem chegou a ser interrogado, mas foi descartado como ameaça. Quase 13 anos depois do 11 de Setembro, os EUA aprenderam muito sobre como agem os terroristas. Mas episódios como o de Boston revelam que os dados disponíveis são muitos, mas ainda faltam interpretação, cruzamento de informações e um pouco de… criatividade.

DA MINHA COLUNA EM ZH DESTE DOMINGO

Obama, panelas e reforma migratória

20 de abril de 2013 0



Jewel Samad, AFP

Se a semana terminasse na quinta-feira, quando ZH exibiu em sua capa parte das milhares de imagens captadas por câmeras de segurança que mostravam possíveis suspeitos dos atentados em Boston, poderíamos dizer que Barack Obama havia perdido a batalha. Nas primeiras horas após as explosões, sua reação não foi muito diferente da de George W. Bush na manhã de 11 de setembro de 2001. Errático, evasivo, o democrata, até aquele momento, admitia não ter informações sobre quem teria provocado as explosões. Enquanto o FBI já confirmava ter sido um ataque terrorista, Obama, por desinformação ou por dados contraditórios de seus assessores, evitava a palavra “terror”. A tese de um inimigo doméstico – a ultradireita – era forte. Os EUA batiam cabeça atrás de um culpado, enquanto, imagens de vídeos na internet corroboravam para a paranoia revivida: ter uma mochila e estar perto da linha de chegada da maratona parecia suficiente para ser um terrorista.

Mas a semana não terminou ali. Identificados os suspeitos e após uma busca que envolveu 9 mil homens para capturar um menino de 19 anos, os olhos do mundo se voltaram para o quintal de uma casa em Watertown. Mais precisamente para dentro de um barco. Preso o suspeito, Obama reapareceu diante das câmeras para anunciar o trunfo. Não havia sorrisos. Estava sério. Em uma das piores semanas da história pós-11 de Setembro nos EUA – em que só os atentados poderiam ser lembrados –, Obama teve o bom senso de recordar as vítimas da tragédia na fábrica de fertilizantes do Texas. Ganhou a batalha.

Ainda que não se saiba as motivações dos suspeitos, se foi um ataque planejado de uma célula ligada aos separatistas do Cáucaso ou obra de dois psicopatas, os episódios da semana já impactam na agenda da Casa Branca. As bombas em forma de panela de pressão fizeram os americanos reviver o medo.

Ao encerrar seu segundo mandato, Obama pretendia retirar do vocabulário oficial da Casa Branca a expressão “Guerra ao Terror”. Queria deixar como legado o fim das guerras no Afeganistão e no Iraque, substituindo a estratégia de tropas no front por ações cirúrgicas com o uso de drones contra a Al-Qaeda. Não porque Obama seja bonzinho, mas porque é mais barato – manter os filhos dos americanos na guerra é caro do ponto de vista psicológico e financeiro, e reduzir os gastos do Pentágono é uma das obsessões da gestão democrata.

As explosões em Boston trouxeram de volta ao inconsciente o terror, aquela incômoda sensação de que você pode estar no metrô, no alto de um prédio ou em um café e algo de muito ruim acontecer.

A primeira vítima dos atentados de segunda-feira deve ser a prometida reforma migratória em discussão no Congresso. Como legalizar 11 milhões de imigrantes que atualmente moram clandestinamente nos EUA se isso poderia facilitar a vida de pessoas perigosas – como os irmãos Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev. A reforma migratória toca profundamente a vida dos americanos, sejam eles democratas ou republicanos: os primeiros porque precisam cumprir a promessa feita aos hispânicos que reelegeram Obama; e os segundos, porque, de olho em 2018, precisam se reconciliar com essa comunidade que ganha espaço e poder. Cortejá-los é a única maneira de sonhar com a Casa Branca.

Foto mostra suspeito no momento da prisão

20 de abril de 2013 2

Rede ABC News divulga imagem exclusiva do momento em que o suspeito é preso e recebe tratamento médico ainda no quintal da casa em Watertown.

Reprodução ABC News

A casa onde estaria o terrorista vista do Google Earth

19 de abril de 2013 0

Curiosidade:  no Google Earth, o barco onde Tamerlan Tsarnaev estaria escondido, no número 67 na Franklin Street, em Watertown, não está lá. No quintal da casa, apenas o reboque. Ao lado da residência, está um veículo estacionado. A polícia cerca neste momento a casa e acredita que o segundo suspeito dos ataques a Boston, o homem mais procurado dos EUA, possa estar no interior do barco – e com explosivos.


Reprodução




Reprodução



"Eu e minha namorada estamos em casa sem poder sair", conta brasileiro na região onde a polícia faz buscas

19 de abril de 2013 0


Denis Vinícius Krziminski, gaúcho de Porto Alegre, está neste momento em Waltham, na região onde ocorrem as buscas a um dos terroristas que explodiram as bombas em Boston. A partir de sua casa, de onde ele não pode sair por orientação da polícia, descreve a ZH:

- A sensação é de medo. Eu e minha namorada estamos em casa sem poder sair.

Há sete anos nos EUA, Denis conta que, pela janela, vê pouquíssimos carros, uma cena improvável para uma sexta-feira – está em vigor o código vermelho, que orienta os cidadãos a não deixarem suas residências. A polícia faz buscas casa a casa e registra as residências que foram vasculhadas. Watertown, onde foi morto o primeiro suspeito, fica a sete minutos da casa de Denis.

- No parque, ninguém foi. Moro aqui há muitos anos e nunca vi nada igual.

Pelas últimas informações, o suspeito teria fugido em um carro para o Estado de Connecticut.

- Espero que a polícia resolva isso o mais rápido possível para que possamos retomar nossa rotina. São muitos brasileiros que vivem aqui nessas cidades, onde vigora o alerta vermelho. Espero que tudo termine bem.


Terroristas de Boston são irmãos chechenos

19 de abril de 2013 0




Divulgação/FBI



Dzhokhar A. Tsarnaev (E) e Tamerian Tsarnaev (D) são os homens que cometeram os atentados na Maratona de Boston. O primeiro, que aparece nas imagens divulgadas pelo FBI de boné branco, é o que a polícia caça neste momento na região de Watertown. O segundo foi morto mais cedo em confronto com agentes. Dzhokhar tem 19 anos, está sendo chamado de “suspeito número 2″. Seu tio, segundo a agência de notícias AP, confirmou que ambos são irmãos. Eles seriam de origem chechena e teriam visto de residência permanente nos EUA.

A AP informa que os jovens chegaram aos EUA há um ano, provenientes da Turquia. Já a NBC diz que a família chegou ao país em 2002 – e acrescenta que os irmãos teriam experiência militar.

A confirmação de que os dois são chechenos é importante porque derruba a tese do inimigo doméstico. O atentado volta a ser tratado como obra do extremismo islâmico. A região do Cáucaso russo é celeiro de terroristas, que lutam contra o governo central russo. A Chechênia já viveu duas guerras de independência – e seus rebeldes foram massacrados pelo Kremlin. Alguns dos atentados mais terríveis que o mundo já viu foram produzidos por extremistas da região – o ataque à escola de Beslán, o teatro de Moscou, entre outros. Esta é a primeira vez que terroristas chechenos atacam nos EUA. Teriam arquitetado tudo sozinhos? Ou seriam parte de uma célula do Cáucaso nos EUA? Dúvidas que começam a ser esclarecidas com a morte de Tamerian, mais cedo. Ele teria ferimentos de explosões, provavelmente ainda dos atentados de segunda-feria. Neste momento, inteligência americana e russa (que tem grande experiência no combate ao terrorismo no Cáucaso), trabalham certamente de forma cooperada.

Vídeo: suspeitos de ataque a Boston

18 de abril de 2013 0

FBI acaba de divulgar um vídeo no qual aparecem os dois suspeitos dos ataques em Boston. Eles usavam um boné preto e um boné branco e foram identificados como “suspeito 1” e “suspeito 2” -  o segundo foi visto deixando uma bolsa no chão.

Veja o vídeo:

Explosivos podem ter sido colocados em panela de pressão

16 de abril de 2013 1

Até o momento, não há qualquer evidência sobre quem provocou o atentado de segunda-feira em Boston. No entanto, cresce a suspeita de que o ataque NÃO seja obra de grupos extremistas internacionais. Surgiu há pouco a tese da panela de pressão:  a rede CBS está divulgando que a panela estaria em uma sacola de nylon ou em uma mochila preta. Foram encontrados circuitos eletrônicos que indicariam o uso de timer para detonar os explosivos em uma lixeira.

O recurso quase artesanal sugere “terroristas amadores”.

O governo americano tem sido muito cuidadoso nas palavras. Obama tem evitado apontar culpados.

Internamente, há vários inimigos da Casa Branca – a ultradireita é um deles.

O maior atentado terrorista da história americana antes do 11 de setembro foi cometido por um… americano: Timothy McVeigh em Oklahoma City.