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O germe da contradição nos pedágios

12 de junho de 2012 2

Em reunião hoje pela manhã com a bancada do PDT, o governador Tarso Genro admitiu que poderá criar, por meio de projeto de lei, um novo programa estadual de concessões de rodovias. Atualmente, existe um programa idêntico a esse responsável pelas concessões de sete polos rodoviários no Rio Grande do Sul.

Tarso admitiu o cenário porque a lei que cria a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), que está sendo votado neste momento na Assembleia, extingue a possibilidade de concessões e autoriza apenas a instalação de pedágios comunitários.

Como os pedágios comunitários têm menor fôlego para fazer duplicações ou construções de novas rodovias, a criação de um novo programa gaúcho de concessões é a altertnativa. Deputados pedetistas que participaram da reunião dizem que essa alternatiova poderá ser utilizada para algumas rodovias onde os pedágios comunitários não se mostrarem capazes de fazer os investimentos necessários.

O secretário de Infraestrutura, Beto Albuquerque, favorável às concessões, também participou da reunião e deu exemplos de estradas que podem ser incluídas nesse novo programa.

Quando quiser fazer Parcerias Público-Privadas (PPPs) para garantir obras de grande porte com a cobrança de pedágios privados para garantir retorno aos investidores, o governo precisará enviar projetos ao Parlamento para aprovar exceções.

Dessa forma, se desenha um cenário em que o Piratini enviará diversos projetos à Assembleia para contraria a lei da EGR, também criada pelo mesmo governo.

Deputados governistas e oposicionistas seguem discutindo o projeto da EGR na tribuna do Plénário.

(Carlos Rollsing)

Comentários (2)

  • Paulo Bento Bandarra diz: 12 de junho de 2012

    Não seria legal que eles um dia pensassem no contribuinte e não só nos desvios de dinheiro público? Governo gera mal e desvia dinheiro dos impostos. Basta ver o estado lamentável da saúde, da segurança e da educação. Os pedágios já forma privatizados, sem a menor redução de impostos, porque era uma calamidade as estradas gaúchas. Por interesses para financiar políticos e fortunas pessoais voltam ao modelo falido de gestão pública. Um estado enorme, oneroso e corrupto.

  • João Manoel Oliveira diz: 13 de junho de 2012

    Uma medida populista vai reduzir o valor dos pedágios, que já era hora. Só porque é privado não significa que tem que ser caro para os nossos padrões. Mas as estradas serão conservadas com esta nova estatal? E a divida judicial de 1,7 bilhões de Reais que o Olívio deixou? Quem vai pagar? O Tarso, o PT ou o povo gaúcho? Yeda prorrogaria os contratos em troca de redução das tarifas e em troca da divida, mas o PT não deixou. Agora tomem gauchada...

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