Quase trinta anos longe do poder e seis de afastamento completo da vida pública por conta da doença que o matou fizeram do ex-governador Amaral de Souza uma figura praticamente desconhecida dos jovens. O último governador gaúcho da ditadura militar morreu no início da manhã, em casa, onde vivera os últimos anos preso a uma cama, cuidado pela mulher, Miriam, e pelas filhas.
Nas primeiras manifestações de pesar pela morte de Amaral de Souza, um estaque unânime: foi no governo dele que o Rio Grande do Sul superou a síndrome do caranguejo, se uniu e conquistou o Polo Petroquímico de Triunfo. Discreto, Amaral nunca foi um grande orador, como era, por exemplo, o deputado Jarbas Lima. Mas foi ungido por Ernesto Geisel para "destampar a panela de pressão", como o Rio Grande do Sul era visto pelos militares nos estertores do regime. Conseguiu comandar a transição para a democracia sem maiores solavancos, elegeu o sucessor, Jair Soares, mas experimentou dissabores que o fizeram guardar distância da política. O governo do Estado foi seu último cargo público. Morreu como presidente de honra do PP, homenagem feita no ano passado, em uma solenidade à qual não pôde comparecer por estar doença. Dona Miriam e a filha Denise receberam a homenagem por ele.
Foi no governo de Amaral de Souza que os professores descobriram sua força como categoria. Reunidos no Cpers, protagonizaram a primeira grande greve do magistério, tomaram a Praça da Matriz por vários dias e atormentaram o governador com suas sinetas, lutando pelo piso de 2,5 salários mínimos.
No segundo semestre de 1982, ocorreu um episódio que os amigos de Amaral, como o secretário Mauro Knijnik, gostariam de esquecer: a briga com o então todo-poderoso dono da Empresa Jornalística Caldas Jr., Breno Caldas. Endividado em dólares para equipar a TV Guaíba, Breno Caldas sofreu um baque com a maxidesvalorização do cruzeiro e tentou, sem sucesso, obter socorro no Banrisul. Como Amaral não atendeu seu pedido, escreveu no Correio do Povo um editorial com o título "Palmo e Meio". Nele, o velho Breno dizia que quando foi convidado por seis ou sete generais para dar sua opinião sobre o vice-governador Amaral de Souza, que estava para ser indicado governador, respondeu: "Eu não tenho opinião. Não tenho dele um conhecimento que me autorize a ter uma opinião formada a seu respeito. Quando muito posso ter uma impressão... e que não é favorável!" . Na versão de Breno Caldas, os generais teriam se surpreendido e insistido para que expressasse sua opinião. Ele teria respondido: "O Amaralzinho está abaixo do nível necessário... falta-lhe pelo menos um palmo e meio! Em todos os sentidos! Físico, pessoal e moral..." .
O desfecho é conhecido: Amaral, que estava no fim do governo, conseguiu eleger o sucessor em uma eleição repleta de polêmica. Em março de 1983, empossou Jair Soares e foi trabalhar como advogado. O império de Breno Caldas desmoronou, o Correio do Povo foi fechado e só reabriu em 1986, comprado pelo empresário Renato Ribeiro.
Essa não foi a única polêmica envolvendo a biografia de Amaral de Souza. Ele extinguiu o famigerado Dops (Departamento de Ordem Política e Social) e, segundo a versão oficial, mandou incinerar documentos que permitiram montar o quebra-cabeça das perseguições políticas no Rio Grande do Sul. Ficou na História uma lacuna que a Comissão da Verdade, criada pela presidente Dilma Rousseff, não conseguirá preencher.
Para quem conviveu com ele fica a imagem de um conciliador que conseguiu conduzir o Estado sem maiores sobressaltos no período de transição. Era criticado pelas contratações de servidores públicos, mas nunca viu seu nomes envolvido em um escândalo.


Pelego de milico. Inútil que só assinava o que mandavam assinar. Não é porque morreu que vai virar bonzinho. Figurinha que não faz falta na historia do Rio Grande. Existia uma piada na ápoca em que um paulista se vangloriava de um menino sem braços que recebeu braços biônicos e se transformou em campeão de natação. Já um carioca se vangloriava de um menino que perdeu as pernas, recebeu pernas biônicas, cresceu e virou campeão de maratona. Já os gaúchos se vangloriavam de um menino que nasceu sem cabeça, colocaram uma abobra com esterco dentro e ao crescer, ele foi nomeado governador do estado pelos militares no poder...
O mal que a ditadura fez para o Rio Grande e para o Brasil em nada abona este que foi um dos seu legitimos defensores. O que fizeram durante 20 anos durará um século.
Ciclo, não, cara Colunista, último (des)governador imposto pela ditadura militar. E, bem me lembro, nem razoável foi: péssimo administrador.
Alguém que é condescendente com uma situação ou que tenta contemporizar faltas graves, é co-responsável pela situação ou pelas faltas.
Um reacionário a menos.
Com a morte desse senhor o Brasil fica um pouco mais limpo. Um pouco mais democrático e muito menos preocupado com um dos que deviam ser condenados pelos anos de chumbo.
Honestidade não se compra em bolicho. Eis aí a razão para não ter se envolvido em escândalos. Era do tempo que se fazia política séria, com homens sérios da estirpe de um Simon, Guazelli, Lélio Souza, Hugo Mardini, Getulio Marcantonio e tantos outros. Hoje, ao contrário, só jogo de interesses, vantagens, fisiologismo, falcatruas e um grande ETECÉTERA.
Honestidade não se compra em bolicho. Eis aí a razão para não ter se envolvido em escândalos. Era do tempo que se fazia política séria, com homens sérios da estirpe de um Simon, Guazelli, Lélio Souza, Hugo Mardini, Getulio Marcantonio e tantos outros. Hoje, ao contrário, só jogo de interesses, vantagens, fisiologismo, falcatruas e um grande ETECÉTERA.
Conciliador???? Com a oposição sendo calada a balada e a zh fazendo assessoria de imprensa ficava fácil.
Descanse no inferno!!!
O quarto "comunista" da TVE era o Norberto Silveira, secretário gráfico da ZH.
Em memória dos seres bons. Morreu hoje José Augusto de Amaral de Souza, último governador biônico do Rio Grande do Sul - 1979 a 1983. Quando Amaralzinho foi nomeado pela ditadura, sucedendo ao liberal Synval Guazzelli (também ele governador biônico), Pedro Simon comentou comigo: “Agora vocês verão o que é autoritarismo”. Dizem que o Breno Caldas viu. Mas autoritário por autoritário, com o “coronel” da imprensa é que eu não fico.
Mas eu vi outra coisa no Amaralzinho. Demitido da Caldas Júnior, eu trabalhava na TVE quando seu diretor-presidente, José Antônio Daudt, recebeu um ofício do chefe da Casa Militar, determinando que demitisse “quatro comunistas da TV”: Antônio Oliveira, Rosvita Saueressig, Norberto Silveira e eu.
Com o ofício em mãos, Daudt foi ao Piratini e entrou direto no gabinete do governador:
- Foi o senhor quem determinou isso aqui?
- Não sei do que estás falando.
Daudt relatou. Amaralzinho disse que não tinha dado ordem nenhuma. E que confiava plenamente no Daudt. Se ele confiava em nós, que ficasse conosco na TV. Nunca mais fomos incomodados por ninguém, ao contrário das perseguições e demissões que nós e outros colegas havíamos sofrido – e nunca mais cessaram de acontecer – nas redações dos grandes e dos médios meios de comunicação “democráticos”.
Amaral de Souza, o último governador da ditadura, logo após assumir chamou o José Antônio Daudt e lhe entregou a tarefa de fazer da TVE uma emissora de televisão. Zé ficou em dúvida. A TV era um departamento da Secretaria de Educação, lotado de professoras e de esposas de deputados, sucateada, profissionais “do ramo” desmotivados e mal pagos, ocupando uma ala do térreo da Faculdade de Jornalismo da PUC.
A TV subiu para o morro Santa Teresa, fez a transição do filme para o videotape, chegaram os novos equipamentos, criou-se a Fundação Piratini, a rádio e o Quadro funcional, recebíamos os melhores salários de jornalistas e radialistas da cidade.
E nunca, jamais, sofremos qualquer censura, ameaça, “aviso”, repressão. Isso, eu sei, começou a acontecer depois que assumiram os governadores democraticamente eleitos. Os jornalistas petistas foram varridos do Morro (muitos, do estado).
De Amaral de Souza guardo respeito pelo que fez e, principalmente, pelo que não fez e pelo que não deixou fazer.
"Ciclo" este, da ditadura, responsável pela quebra da previdência gaudéria.
olha que lindo amiga!
Morreu pobre. Se fosse petista...
Durante o governo deste senhor foi que estourou o escândalo do adubo papel, que só não foi investigado até o fim por que o mesmo estava envolvido.
É impressionante, nem em um momento desses cessa o chororô da esquerda! Quanto ódio, meu Deus!
aff... já vai tarde..
RBS E ROSANE DE OLIVEIRA SAO RESPONSAVEIS POR TODAS ESTAS BABOSEIRAS AI ESCRITAS. EMBORA EU NAO GOSTASSE DESTE CIDADÃO Q FOI GOVERNADOR...POIS OS ULTIMOS 40 ANOS O RS NAO TEVE NENHHUM SANTO NOS GOVERNOS.- jader martins.-
Esses esquerdistas malinformados, deseducados e idelogistas não querem saber da verdade. Ou simulam não saber. O regime militar ascendeu ao poder a pedido da sociedade brasileira, que não queria ver instaurado no Brasil o regime comunista. Regime esse que matou centenas de milhares de pessoas ao longo da história mundial contemporânea. À época, militantes terroristas assaltavam, sequestravam, detonavam bombas e, também, assassinavam. Tudo isso, visando à tomada do poder pela luta armada. Nenhum deles lutou por democracia. Ao menos isso reconhecem atualmente, como fez Fernando Gabeira. O vídeo, em forma de entrevista, está no youtube, para quem quiser saber da "verdade". O tempo provou que a aventura comunista/socialista seria um fracasso. Em Cuba existe uma Comissão da Verdade, que apura o desaparecimento/morte de mais de 15 mil pessoas que fizeram oposição ao governo ditatorial de Fidel Castro. Sem contar os 90 mil cubanos que deixaram a ilha. Vejo tanta gente criticando o ex-governador Amaral Peixoto, mas se calam sobre os escândalos que dia-a-dia assolam o país. Corrupção, mensalão, propinas, dinheiro em cuecas, aparelhamento do Estado e tantas outras mazelas que nunca na história "destepaís" se viu igual. Desafio a alguém apontar um ex-presidente militar que tenha enriquecido no mandato. Nem mesmo aumentaram seus salários. Lula recebe 7 mil mensais, à titulo de pensão, por ter permanecido preso por 30 dias, onde foi muito bem tratado, conforme ele mesmo declarou. Muitos falam, aqui, sem conhecimento de causa. Repetem frases como se fossem papagaios. Não leem, apenas fazem militância política, defendendo interesses particulares ($$), tendo como pano de fundo uma mentira que se repete mil vezes até virar uma verdade.
Que Deus o tenha em um ótimo lugar! Foi no governo de Amaral de Souza que os professores foram valorizados, além dos salários dignos, com bolsas de estudo para formação em nível superior .Naquela época professores não ficavam 90 dias em greve e nem eram vítimas de estelionato eleitoral.
foi o pior governador para os funcionarios publicos do rs de todos os tempos e para a população em geral nao respeitou professores policias nem ninguem ,alem de mandar os orgãos da BM e PC queimarem todos os documentos relacionados a torturas e investigação , e que depois de morrer as pessoas se tornem boas o que nao e verdade e nao condis com este cidadao.
Basta ter sido biônico para comprometer qualquer biografia. O Rio Grande, teve o triste privilégio de ser pioneiro da tortura militar com seu primeiro mártir,sargento Manuel Raimundo Soares,encontrado com sinais de sevícias,afogado e mãos amarradas à beira do Guaíba. Isso ,Amaralzinho não desconhecia e conviveu com os autores dessa barbárie.Pacificamente.
foi o pior governador do Rs nao respeitou professores policias e nenhum funcionario publico nos viviamos na miseria , alem de mandar queimar na BM e e na PC todos os documentos relacionados a investigaçâo politica e sobre torturas de presos politicos por isto sera impossivel saber o que ouve na epoca da ditadura semdo que presensiei isto pois era PM na epoca deste ditador, infelismente depois de morto as pessoas se tornam boa
Cesare Battisti sendo recebido de braços abertos em Progresso RS: VIVA A IMPUNIDADE E A OMISSÃO DOS GRINGOS E DO POVO BRASILEIRO! VERGONHA MUNDIAL!
Bom dia Rosane!
Mandei um e-mail para o André Machado, e estou pedindo auxilio a você para mostrar o coronealismo que existe em Sapucaia do Sul, Fundamos um movimento no facebook,
"Acorda Sapucaia do Sul" queremos que seja revogado a lei que teve aumento de 77%,
A diretoria da Câmara de vereadores, não nos deu direito a palavra na tribuna popular e informou que até pode mas não ira mudar este valor de 10.021,17... entre no face e nos encontre por favor!
Na noite de ontem juntamos uma média de 200 pessoas na frente da Câmara de Vereadores, a sessão foi até cancelada pelos vereadores que fugiram.... olhe no face e nos ajude!!!!
foi mais um que sempre teve medo de tomar atitudes duras contra as medidas restritivas da argetina aos produtos do rio grande..gagão!no fim agora os que nos governam mostram que, estão indo pelo mesmo caminho.gagões tambem!chute na bunda,tapa na cara,apenas em nos,mostrando que apenas, são valentões contra o povo contra os empresarios. que nojo!
Caro rogério, depois da CF/88 é ilógico (continuar a) ser lambe-botas-de-milico...