De sinônimo da corrupção a cabo eleitoral cobiçado por todos os candidatos a prefeito de São Paulo e conquistado pelo petista Fernando Haddad, Paulo Maluf é hoje um dos personagens mais falados da incipiente campanha eleitoral. E se ufana dessa condição com aquela modéstia que os brasileiros conhecem há mais de três décadas.
- Fui o melhor prefeito que São Paulo já teve e o que mais obras realizou em São Paulo. Das três eleições que disputei para deputado federal, em duas fui o mais votado do Brasil - gabou-se Maluf em entrevista ao Gaúcha Atualidade.
Empolgado com a popularidade conquistada depois da foto com o ex-presidente Lula e com Haddad no jardim de sua mansão em São Paulo, Maluf defendeu aliança e ressaltou sua capacidade de decidir eleição.
- Aliança você faz com os divergentes. Você não faz sanduíche de pão com pão - filosofou Maluf para justificar o casamento com Haddad, a quem definiu como o mais preparado para resolver os problemas de São Paulo, por ser próximo da presidente Dilma Rousseff.
No velho estilo de driblar as perguntas que considera inconveniente, Maluf tergiversou sobre o fato de ser procurado da Interpol e de não poder viajar para vários países. No ar, deu seu endereço residencial em Brasília e disse que, assim como foi localizado pela Rádio Gaúcha, pode ser encontrado por quem estiver querendo falar com ele _ inclusive a polícia. Sobre o título de "persona non grata", dado a ele pelo PP gaúcho, desconversou: disse que tem excelentes relações com os deputados da bancada federal e com a senadora Ana Amélia Lemos.
Ouça a íntegra da entrevista:


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