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Menos choro, mais gestão

02 de novembro de 2013 6
Foto: Fernando Gomes

Foto: Fernando Gomes

Em meio à interminável crise que assola as prefeituras brasileiras devido à queda nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios, o enxugamento da máquina não é mais opcional, mas obrigatório para os gestores. Alguns deles, como os prefeitos de Espumoso, Derly Helder (e), de Santo Ângelo, Valdir Andres (c), e de Tapera, Ireneu Orth, se valeram da experiência de terem governado os seus municípios por mais de uma vez para antecipar pagamentos e cortar gastos. Exemplo para os mais de 300 prefeitos que vieram a Porto Alegre nesta semana pedir ajuda financeira ao governo do Estado.

Alguns gestores se anteciparam à crise e cortaram CCs, horas extras, diárias e outros gastos para garantir o funcionamento da prefeitura. Em Rolante, o prefeito Ademir Gonçalves (PDT) cortou na própria carne e reduziu o seu salário para colaborar. Ele projeta encerrar a gestão de quatro anos com uma economia de R$ 4 milhões.

Enquanto mais de 100 prefeituras, segundo a Famurs, não têm condições de pagar o 13º em dezembro, o bônus salarial já foi pago para a maioria dos funcionários de Tapera e Espumoso. Em Santo Ângelo, o salário será quitado sem necessidade de ajuda do Estado.

— A crise não vai terminar. Estamos orientando que os prefeitos economizem até palito para não deixar de pagar a folha. Tem de pensar no 13º desde o início do ano, guardando para isso — afirma Andres, que é presidente da Famurs.

Em Arvorezinha, o prefeito Luizinho Fontana economizou e está podendo, inclusive, fazer obras.

— Meu nono sempre me dizia quando eu era criança: deixa um cantinho da carteira com o dinheirinho quieto, guri. É isso que eu faço e está dando resultado.

A redução da máquina nessas prefeituras não só ajudou a manter o salário em dia como mostrou aos prefeitos que uma administração inchada não compensa.

— Quanto tem muita gente, um acaba deixando para o outro — afirma Ireneu, de Tapera.

Comentários (6)

  • Araujo diz: 2 de novembro de 2013

    Este é um exemplo do que deveria ser obrigatório para todos, inclusive estados e própria união que na maioria das vêzes gastam mais do que o necessário, sempre dando um jeitinho para inchar a máquina pública, e o que é pior os TCs aprovam as contas dos goverantes.

  • Sergio diz: 3 de novembro de 2013

    Enquanto candidatos,fazem de tudo para se eleger,promessas que sabidamente não podem ser cumpridas.Depois que estão lá e só choradeira e falta de ação concreta.O Brasil tem ao redor de 5.570 municípios.As principasis fontes de receita próprias são o IPTU,ISS,ITBI,parte do IPVA e do ICMS.Recebem também o FPM(Fundo de participação do Municipios que é repassado pelo governo federal).A choradeira dos prefeitos é interminável e eles deviam administrar seus municipios com mais rigor e parar co esta politicagem de falta de dinheiro.Conforme levantamento do IBGE,entre 2008 e 2012,ps prefeitos de todo o Brasil criaram 64.000 novos cargos comissionados,ou seja sem concurso e regido por indicação política,inchando a ma´quina dos municípios em 14%.O total de cargos municipais no País,para os quais não necessário fazer concurso público é de 508.000 funcionários.Em vez da eterna choradeira os prefeitos deveriam começar em reduzir estes cargos comissionados que abriga amigos e parentes.

  • Leonardo Goulart diz: 3 de novembro de 2013

    Na verdade acho um absurdo os Prefeitos terem de vir mendigar mais recurso, sendo que a maioria desses Recursos não são pagos na sua integridade pelos governos tanto federal como estadual e assim vai inviabilizando as administrações, em sendo que é na Prefeitura que os problemas chegam praticamente na hora que estes acontecem, por certo, porque é a onde a população tem o acesso mais rápido. São vários fatores que vem ocasionando a falência dos municípios, no Governo Federal que lança Programas maravilhosos, mas que oneram o município numa grande proporção, algumas políticas públicas do Governo Federal como a criação de Creches, por exemplo, uma realização maravilhosa, mas imaginem um município de 3 mil habitantes, ao se criar uma Creche que lembrando não é apenas a estrutura física (Prédio), mas sim vários profissionais que são envolvidos e isso como iram arrumar na folha de pagamento? Quanto custa uma criança na creche e quanto o Governo Federal envia pra manter essa criança na Creche? É certo que o valor que enviam não cobre nem terça parte de todos os custos (…) E onde a Prefeitura vai buscar mais recursos? Ai chega no problema não se tem mais recursos, mas o Programa é lindo de ver no noticiário, o Ministério Público fica em cima cobrando do Prefeito o porque não se ter a creche ainda! Mas este o Promotor será que vai no Município de 3 mil Hab. pra ver a real situação? Outro grande exemplo é a ConsulTA Popular que temos aqui no RS, o Governo disponibiliza um valor para as regiões que se organizam via COREDES e ai o Prefeito faz um grande ato no Município no dia da votação das prioridades, bom ao meu ver Educação, Saúde, Segurança é garantido na Constituição portanto é direito de todo o gaúcho e nem deveríamos estar escolhendo como prioridade de orçamento do Estado, mas como temos que escolher, escolhemos e não é cumprida, a um grande passivo no cumprimento dessas consultas populares, governo a governo, anos e anos. Então, ah falácias em cima das Prefeituras e dos Prefeitos, esse Programa que citei da criação de Creches e da Consulta Popular são apenas dois exemplos da oneração irracional que o Governo Federal e Estadual impõe quando cria Programas lindos, eficientes (no papel) e não nego que maravilhosos, mas o Município aquele que vem aqui em Porto Alegre mendigar mais um pouquinho de verba ou aquele que vai em Brasília todo o ano na Marcha dos Prefeitos realizada pela CNM, pedir um pouco mais no FPM (…) Precisamos urgentemente discutir um novo Pacto Federativo, assim teremos realização plena das políticas públicas que vem “destruindo” aos poucos os municípios em todo o Brasil.

  • Angelo G.Frizzo diz: 3 de novembro de 2013

    Você tem toda a razão Rosane. Essa história de que os municípios tem pouco dinheiro é uma grande farsa. A maioria deles tem dinheiro até demais. Realmente o problema é gestão.
    Tem Prefeitos que até SERIAM bons gestores, porém, estão sujeitos a IMPOSIÇÕES de PARTIDOS, DE CHEFES REGIONAIS, DE ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS E RELIGIOSAS, ETC.ETC. Estamos vivendo isso aqui em minha cidade.
    Essas IMPOSIÇÕES não são negociáveis e os maiores absurdos são praticados em quase todos os municípios.
    Essa tradição antiga de que os “partidários, apoiadores e cabos eleitorais” tem que ser recompensados é um grande absurdo. QUEM APOIA um partido ou um candidato, tem que o fazer por CONVICÇÃO, os que pedem algo em troca são só SAFADOS.

  • Dantes diz: 5 de novembro de 2013

    Tem muita prefeitura do interior, principalmente nas cidades pequenas, que está inchando os gastos com folha de pagamento com o objetivo de garantir votos nas próximas eleições.

    Pegue-se uma cidade de até 10.000 habitantes, por exemplo. Na melhor das hipóteses, são 6.000 eleitores. Se a prefeitura tem na sua folha de pagamento 10% desse eleitorado, o governante se reelege, pelo efeito em cascata, pois 600 eleitores representam famílias que totalizam, por baixo, quase 3.000 eleitores.

  • Moisés Pedone diz: 5 de novembro de 2013

    E gestão pode ser feita por qualquer Prefeito, ou seja, não precisa ser técnico ou de nível superior, basta ter apenas visão e responsabilidade. O grande problema ainda são as promessas absurdas e os tais “acertos” políticos para chegar ao poder, o que fazem as prefeituras incharem a tal ponto de comprometer um mandato. Eu ainda acredito que no futuro as coisas melhorem.

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