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Sintomas de falência dos partidos

29 de abril de 2014 7

ABERTURA DA PÁGINA 10

Se o eleitor anda descrente da política e quer distância dos partidos, a culpa não é dele. Tampouco é falta de informação. Pode ser justamente o contrário: quem acompanha o vaivém das alianças e as negociatas em curso para garantir alguns segundos a mais na TV tem bons motivos para estar desencantado. Os partidos, de um modo geral, perderam a identidade e raros são os que fazem alguma restrição na hora de buscar parceiros.
Há algo de estranho no ar quando uma mesma sigla é disputada por três candidatos e seus dirigentes dizem que é possível apoiar qualquer um dos três. Não é preciso atravessar o Mampituba para buscar exemplos de coligações esdrúxulas, que desrespeitam a história dos partidos. Ou de dirigentes partidários que negociam com dois ou três candidatos, esperando para ver quem dá mais (cargos ou dinheiro) ou quem tem maior viabilidade. Esse pragmatismo levado aos extremos produziu as distorções que tornam os vencedores de uma eleição reféns dos próprios aliados. Um dia a conta vem e, se não for paga, começa a chantagem.
Articuladores experientes reclamam dos “nanicos” que já não aceitam promessas de cargos. Querem dinheiro e exigem até pagamento antecipado. Seria muito simples acabar com essa prática: bastaria que ninguém pagasse e que qualquer proposta indecorosa fosse denunciada à Justiça Eleitoral, mas não. Quem conta essas obscenidades pede sigilo. E, sem prova, não há o que denunciar.
O Brasil tem 32 legendas legalizadas, recebendo verbas do fundo partidário. Dinheiro público, portanto, para financiar campanhas eleitorais ou a simples manutenção de estruturas. Há casos notórios de partidos que servem apenas à vaidade dos seus donos, candidatos eternos que não têm voto nem representatividade, mas adoram contemplar a própria imagem na propaganda de TV.

ALIÁS: Só nos primeiros quatro meses deste ano, o fundo partidário distribuiu mais de R$ 100 milhões. Os partidos que menos receberam já levaram R$ 164 mil.

Comentários (7)

  • Marco Antônio Silva diz: 29 de abril de 2014

    Ser um político, deveria ser um orgulho para um cidadão.Não interessa qual partido. Ter o seu nome aprovado por milhares de pessoas, muitas desconhecidas, deveria ser o estímulo para trabalhar para a comunidade.No Brasil, cidadãos mau caráter desvirtuaram a missão do político.Muitos querem ser políticos para roubar do erário.É este o termo, roubar.São diversas as artimanhas.Vão desde a transformação de distritos em municípios, criação de novos estados, criação de novos ministérios, criação de novas secretarias municipais e criação de empresas estatais.A onde estão os bons políticos? Ninguém os houve ou os enxergam. Os bons políticos deveriam ser manifestar, nos aumentos abusivos de salários nas câmaras municipais, nas estaduais, federal e Senado. Porque ser político, é não ter a profissão de político. O Brasil virou a nação de políticos profissionais, sem ideais.

  • Emir Oliveira dornelles diz: 29 de abril de 2014

    Parabéns pela matéria Rosane de Oliveira,são verdadeiros donos de partido,não tem representação alguma mais jamais querem largar esta teta porque colocam dinheiro no bolço e ficam de donos de partido somente eles que mandam chega deste caciques que se tornam presidente e nunca mais largam esta mamata!

  • Bossoroca & Bororé diz: 29 de abril de 2014

    Esse “chapéu” serve ao Vieira da Cunha e ao Beto Albuquerque. Afinal, o projeto deles não passa de negociatas e clientelismos para garantir alguns segundos a mais na TV.

  • Joao diz: 29 de abril de 2014

    Depois de ver uma patricinha, um pastor e um jornalista filiados num partido comunista, chego a conclusão que teremos que mudar o conceito de “Partidos politicos”.

  • luiz patricio basso salgueiro diz: 29 de abril de 2014

    Quanto o ex-sec.Ambiental Niedersberg/PCdB o Berfran Rosado/PPS e o Zachia/PMDB já não levaram/arrecadaram ? Hoje faz um ano da operação Concutare. Como esta o Inquerito ? Onde andam essas figurinhas ?

  • CLOVIS BARBOSA diz: 30 de abril de 2014

    O que faz toda essa lambança na nossa política é a fortuna, dinheiro gordo que corre solta para os partidos e candidatos. Tem que haver uma reforma política neste País, cortando o salário dos políticos pela metade e as mordomias também, cortando as verbas aos partidos pela metade, quero ver se não freia toda essa gana de gente safada querendo enriquecer do dia pra noite. Pra acontecer esse milagre tem que haver muita pressão da sociedade civil.

  • marcelo diz: 24 de setembro de 2014

    De todos comentários que já vi o melhor até agora foi o do Marco Antônio falou tudo e bem verdadeiro.

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