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Cunha se diz vítima de perseguição. Então, tá

16 de outubro de 2015 4

Depois da apresentação de um conjunto de provas levantadas pelo Ministério Público federal, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, resolveu se manifestar para dizer está sendo vítima de perseguição política por parte do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Cunha não deu entrevista: optou por defender-se em uma nota assinada por sua Assessoria de Imprensa.
Na nota, estranha que o vazamento de informações tenha ocorrido às vésperas da divulgação de decisões sobre o pedido de abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. E insinua que o objetivo do procurador é desqualificá-lo.

A nota reafirma que Cunha reafirma que não tem contas no Exterior, nem recebeu dinheiro relacionado ao esquema de corrupção na Petrobras investigado pela operação Lava Jato.

Confira a íntegra da nota:

“Tendo em vista a estratégia ardilosa adotada pelo procurador-geral da República de vazar maciçamente supostos trechos de investigação e movimentações financeiras, atribuídas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, com o único objetivo de desestabilizar sua gestão e atingir sua imagem de homem público;

Considerando ainda que há uma omissão proposital sobre outros personagens da investigação em curso;
Considerando que a espetacularização adotada pelo procurador-geral da República coloca em xeque a respeitabilidade de um processo que deveria ser sério _ de combate à corrupção _, denigre as instituições e seus líderes e evidencia a perseguição política contra o presidente da Câmara dos Deputados;

Considerando ainda o objetivo maldoso de desviar o interesse geral dos reais responsáveis pelos malfeitos e tornar o Presidente da Câmara o foco principal de todo o noticiário a respeito da operação sobre os desvios na Petrobras, destacamos:

1) O presidente da Câmara nunca recebeu qualquer vantagem de qualquer natureza, de quem quer que seja, referente à Petrobras ou a qualquer outra empresa, órgão público ou instituição do gênero. Ele refuta com veemência a declaração de que compartilhou qualquer vantagem, com quem quer que seja, e tampouco se utilizou de benefícios para cobrir gasto de qualquer natureza, incluindo pessoal.

2) Os seus advogados terão agora, finalmente, a oportunidade de conhecer os supostos dados e documentos alardeados pela mídia ao longo das duas últimas semanas, em uma tentativa de constranger e desgastar politicamente o presidente da Câmara. Trata-se de uma clara perseguição movida pelo procurador-geral da República. É muito estranha essa aceleração de procedimentos às vésperas da divulgação de decisões sobre pedidos de abertura de processo de impeachment, procurando desqualificar eventuais decisões, seja de aceitação ou de rejeição, do presidente da Câmara.

3) Os seus advogados, tão logo tenham acesso aos documentos e ao inquérito, darão resposta precisa aos fatos existentes.

4) Durante esse período, foram divulgados dados que deveriam, em tese, ser protegidos por sigilo, sem permitir ao presidente da Câmara o direito de ampla defesa e ao contraditório, garantido pela nossa Constituição. Essa divulgação foi feita, estranhamente, de forma ostensiva e fatiada em dias diferentes e para veículos de imprensa variados. O fato de esses vazamentos, costumeiramente, ocorrerem às vésperas de finais de semanas ou feriados é outro indicativo de seus objetivos persecutórios.

5) A propositura de inquérito sem preservação de sigilo, em oposição a outros que contenham dados que a lei protege o sigilo, evidencia a diferenciação do tratamento dispensado ao presidente da Câmara. Provavelmente, essa forma busca dar um verniz de legalidade aos vazamentos ocorridos, preservando-os de possíveis consequências. Por exemplo: os inquéritos propostos contra os ministros Aloizio Mercadante e Edinho Silva foram, a pedido do PGR, com sigilo. Por que a diferença?

6) O presidente da Câmara reitera o que disse, de forma espontânea, à CPI da Petrobras, e está seguro de que o curso do inquérito o provará.

7) Por várias vezes, desde o início desse processo, o presidente da Câmara tem alertado para a atuação política do PGR, que o escolheu para investigar, depois o escolheu para denunciar e, agora, o escolhe como alvo de vazamentos absurdos e ilegais, que impõem o constrangimento de ser incluído em tudo que se refere à apuração de responsabilidades nesse processo de corrupção na Petrobras, que tanto envergonha o Brasil e está muito distante dele. Parece que a única atribuição que resta ao PGR é acusar o presidente da Câmara.

8) Em relação ao aditamento da denúncia já existente, o presidente e seus advogados ainda não tiveram acesso ao conteúdo, que será contestado nos autos, dentro do novo prazo legal. É de se estranhar, novamente, que passados 60 dias da primeira denúncia, ela precisasse ser aditada, reiterando que aquela denúncia foi mais uma escolha do PGR.

9) O presidente volta a formular as perguntas que não querem calar: onde estão as demais denúncias? Cadê os dados dos demais investigados? Como estão os demais inquéritos? Por que o PGR tem essa obstinação pelo presidente da Câmara, agora, covardemente, extensiva a sua família? Alguma vez na história do Ministério Público um procurador-geral respondeu a ofício de partido político da forma como foi respondido com relação ao presidente da Câmara, em tempo recorde para ser usado em uma representação ao Conselho de Ética? A quem interessa essa atuação parcial do PGR? Onde está a responsabilização dos verdadeiros culpados pela corrupção da Petrobras?  A sociedade brasileira gostaria de conhecer essas respostas.

10) A Constituição assegura o amplo direito de defesa e a presunção da inocência, e o presidente pede que esse seu direito, como o de todo cidadão, seja respeitado. Não se pode cobrar explicação sobre supostos fatos aos quais não lhe foi dado o acesso para uma digna contestação, já que a ele, até o momento, só restava acompanhar o noticiário para conhecer as acusações.

11) O presidente da Câmara reitera sua confiança no Supremo Tribunal Federal, que certamente fará justiça ao apreciar os fatos imparcialmente e anulando essa perseguição ao presidente da Câmara.

Assessoria de Imprensa

Presidência da Câmara dos Deputados”

Comentários (4)

  • Graxaim diz: 16 de outubro de 2015

    Cunha não é flor que se cheira. Todo mundo sabe.
    E como ele, o Congresso e o Governo está repleto. Todo mundo também sabe.
    Mas o que continua intrigando é como documentos que IRÃO (futuro) são repassados à imprensa de FORMA EXCLUSIVA.
    Esse fato é tão grave como seu próprio conteúdo.
    Ora, tais documentos SE pudessem ser revelado, não teria que ser oferecido à toda imprensa?
    Como servidores públicos (PF, MPF, etc) revela esses documentos apenas à uma empresa de mídia?
    Isso é republicano? Se não é, quais critérios usados para dar EXCLUSIVIDADE à somente uma empresa de comunicação?
    Isso sempre me intrigou. Essas revelações exclusivas tem um preço? Se tem, quem recebe por isso? E de que forma é pago (dinheiro, divulgação somente de noticias favoráveis à classe de servidores que deu exclusividade)?
    Quem ganha e quem perde por tais “exclusividades”?
    Como criticar a falta de moral, corrupção, etc, pela mesma empresa beneficiada com essas “exclusividades” – que, repito, não parecem NADA REPUBLICANAS?
    E não poucas as vezes que tais “matérias”, “documentos” são divulgados antes até mesmo da defesa dos acusados terem acesso.
    Não que tais assuntos não merecem ser divulgados, mas essas “exclusividades” não parecem legais, legítimas e morais.

  • Éder diz: 16 de outubro de 2015

    “Somos todos Cunha”. Eu vi em Porto Alegre, alguns indivíduos com a faixa, “somos todos Cunha”. Com patrimônio de cerca de 200 milhões de R$ e contas no Estados Unidos, inclusive, esse é o homem quer quer retirar Dilma? Cade os moralistas de plantão? aliás Cunha, andava de braços dados COM O AÉCIO, no Rio de Janeiro é só olhar as fotos da campanha eleitoral 2014, ou não? e aí direita, é um país onde se combate as falcatruas ou não? como seria com FHC?

  • Sergio diz: 16 de outubro de 2015

    NÃO CUSTA REPETIR O COMENTÁRIO:

    E os “milhões de Cunhas“ ?
    A direita pariu Cunha e agora não sabe o que fazer com ele. Cunha foi eleito Presidente da Câmara com 267 votos. Havia outras opções como Chinaglia do PT, Júlio Delgado do PSB e Chico Alencar do PSOL. E porque votaram em Cunha? Para desgastar o governo Dilma e porque Cunha prometeu várias vantagens, como a equiparação do salário do deputados ao dos ministros do STF. Sabiam que tinham nele um ”conspirador “ contra o Dilma, o que se confirmou pela agenda e “derrotas” impostas ao governo. O mais triste é que muitos cidadãos também o apoiavam. Durante as manifestações contra Dilma, muitos batiam no peito, gritando: “Cunha guerreiro, do povo brasileiro”. Outros exibiam cartazes que diziam : “Não adianta calar e isolar Cunha. Somos milhões de Cunhas“. Imagina abrir conta na Suiça para milhões de Cunhas? Agora que saiu a verdade, onde estão os milhões de fãs do guerreiro? Falta ainda tirar das gavetas e revelar a verdade sobre outros políticos que blindados, posam como paladinos da moral e da ética, como: Paulinho Pereira, Aécio Neves, Aluysio Nunes, Agripino Maia, Ronaldo Caiado, Eduardo Azeredo, José Roberto Arruda, etc. A verdade pode machucar, mas é sempre mais digna.
    Outro que está se escapando com blindagem da mídia partidarizada ,e o augusto Nardes,aquele q sob aplausos da mídia e dosrtucanos,rejeitou as contas da Dilma,por causa de pedaladas fiscais que não deram nenhum prejuizo . NARDES É ACUSADO DE RECEBER 1.650.000,00 NA OPERAÇAO ZELOTES QUE VEM SENDO ABAFADA DE FORMA CRIMINOSA.

  • Otimista Gaudério diz: 18 de outubro de 2015

    Eu acho que o Cunha, como todos os ladrões, deve ser investigado e que, se tiver dinheiro ilícito, deverá ser confiscado. Quero que o Lula, também, volte ao par de botas Sete Léguas , ao macacão de brim Coringa e à residência de menos de 40 metros quadrados, segundo relato do ex-petista, jurista Hélio Bicudo, que conhece a turma em sua origem. O Lulinha, que limpava esterco de elefante do Zoo de São Paulo, também deve ser investigado. Temos que saber se as despesas com as viagens da segunda-dama, Rosimary Noronha, em aeronave oficial e hospedagens em hotéis de luxo, já foram devolvidas ao Erário. Não importa a “figura”. Lula, FHC, Aécio, Pimentel, Palocci, Renan, Sarney, roubou, Papuda neles, a pão e água, com a volta do dinheiro, mesmo em Paraídss Fiscais…

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