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Pesquisa revela desencanto do eleitor

26 de outubro de 2015 7

Um ano depois da turbulenta eleição que deu o segundo mandato à presidente Dilma Rousseff, o eleitor brasileiro revela profunda aversão aos políticos que poderão disputar o Palácio do Planalto em 2018. Uma pesquisa do Ibope divulgada pelo portal UOL mostra que nenhum dos possíveis candidatos empolga os eleitores. O campeão de rejeição é o ex-presidente Lula (PT), com 55%, paradoxalmente o que tem os melhores índices de intenção de voto (23%).
Os outros potenciais candidatos não têm o que comemorar. José Serra (PSDB) é rejeitado por 54% dos eleitores, Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) por 52%, o que deixa os quatro em situação de empate técnico, já que a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Metade dos eleitores respondeu que não votaria de jeito nenhum em Marina Silva (Rede) e 47% descartaram a possibilidade de escolher Aécio Neves (PSDB).
Realizada entre 17 e 21 de outubro, a pesquisa mede o potencial de voto nos possíveis candidatos, a partir da resposta à pergunta “qual frase descreve melhor sua opinião” sobre a pessoa. No enunciado “com certeza votaria”, 23% apontaram Lula, 15% escolheram Aécio e 11%, Marina. Serra teve 8%, Alckmin, 7% e Ciro, 4%.
Como o eleitor poderia indicar mais de um candidato para cada hipótese, a soma dos índices ultrapassa 100%. Foram entrevistadas 2.002 pessoas maiores de 16 anos, ou seja, com idade para votar nas eleições, em 140 municípios.
A soma das respostas “com certeza votaria” e “poderia votar” mostra um empate técnico no potencial de voto entre Aécio (42%), Lula (41%) e Marina (39%). Serra e Alckmin têm potencial de voto na mesma faixa, com 32% e 30%, respectivamente. Ciro, que recém se filiou ao PDT, aparece com 20%.
O resultado da pesquisa não é bom para nenhum deles. Lula tinha 33% de preferência em maio de 2014, quando o Ibope fez as mesmas perguntas. Aécio e Marina, mesmo com toda a exposição na campanha passada e com o desgaste da presidente Dilma Rousseff, estão praticamente estacionados no patamar de maio de 2014: subiram apenas dois pontos cada um, o que, considerada a margem de erro, significa estagnação.
Os números de Marina podem ser explicados pela sua discrição: sem mandato, ela pouco se expõe. Aécio, ao contrário, é senador e um dos principais líderes da oposição. Dá entrevistas quase diárias e trabalha abertamente pelo impeachment de Dilma. No primeiro turno da eleição passada, Aécio fez 33,55% dos votos válidos e Marina, 21,32%. No segundo, Aécio chegou a 48,36%.

Comentários (7)

  • Pagador de Impostos diz: 27 de outubro de 2015

    É, mas o PSOL é um partido necessário. E a Lulu Genro é honesta. E o Tarsinho também é honesto. E o Olívio é honesto. E o Stédile, mesmo agindo contra a lei, também é honesto. E pobre. Tão pobre quanto a Lulu, o Tarsinho, o Olívio, o Pavan, o Pont e o Rosseto.
    Eu também sou pobre. E honesto.
    Mas não sou necessário, pois não tenho trabalho. Se não sou necessário não sou psolista.
    Só sou pobre e honesto.
    Meu deus, descobri que sou petista!!!

  • Alberto diz: 27 de outubro de 2015

    A próxima eleição na ‘democracia’ Tupiniquim será uma das que terá mais votos brancos e nulos. Ninguém suporta mais conchavos e roubalheiras.

  • Pagador de Impostos diz: 28 de outubro de 2015

    Hoje eu vi uma manchete. E não era na Manchete.
    Vi uma manchete hoje sobre a operação Zelotes.
    Não entendi nada.
    Ué, não era para acabar com a mídia golpista e com os empresários ladrões?
    Que falta que me faz não ter os dez dedos da mão;
    Se fossem só nove, continuaria a desenhar e projetar.

    Mas no sindicato…
    Sindicato?
    .
    Sindicaro
    ..
    Sem recato!

    Somente os gatos!
    E
    de muitos dedos.
    $
    Mas que eu não falo da Zelotes eu não falo.
    Jamais falarei…
    Vai que a RBS golpista me censura…

  • Rogério Maestri diz: 28 de outubro de 2015

    Há vários desdobramentos que se pode fazer desta reportagem, desde o mais simples a partir do ditado que o Falecido Tancredo Neves utilizava, que político é que nem feijão, se joga na água e só os ruins vem para cima até o mais sofisticado e pertinente que envolve o que vem a ser os Partidos, os Governos e os Estados.
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    Os Estados precedem a democracia representativa como a conhecemos, eles podem ser e são ou já foram governados por reis absolutistas, ditadores, oligarquias ou plutocracias ou até por teocracias. Quaisquer uns destes sistemas não necessitam de partidos, porém excetuando uma fração mínima de grandes monarcas que trabalharam para o Estado e não o Estado para ele, todos estes sistemas e suas variantes foram altamente perniciosos para a população em geral. Desta forma ainda a democracia representativa ou direta é a melhor solução.
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    A democracia direta, típica de sociedades com um número muito limitado de pessoas não é viável para países como se tem nos dias atuais, logo nos sobra somente a democracia representativa.
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    Dentro da concepção de democracia participativa temos as organizações de Governo das formas mais diversas possíveis, pois tanto o parlamentarismo como o presidencialismo apresenta nuances significativas principalmente na representação legislativa e judiciária e como diz outro ditado: “O diabo mora nos detalhes”.
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    A existência de partidos e de eleições não determina “a priori” a existência de uma democracia real, democracia definida como um governo do povo para o povo. Isto ocorre porque existem superestruturas que interferem diretamente na governança.
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    Até as décadas de 60 e 70 achava-se que com partidos instituídos, sindicato e com uma imprensa atuante naturalmente ter-se-ia um governo democrático, porém como a transparência das ações dos poderes executivo e legislativo era pequena e a ação da imprensa era partidária, começou-se a dar ênfase ao “terceiro setor”, ou seja, a ação de grupos organizados de pressão que passaram a ser denominados Organizações não Governamentais (ONG).
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    As ONGs, restritas a ações mais limitadas ou pontuais, como meio ambiente e associações de consumidores, se mostraram no início efetivas na proposição de novas políticas que não faziam parte das políticas tradicionais dos partidos. Porém com o tempo estas ONGs foram ocupando espaços que correspondiam as ações do Primeiro Setor (governo) e dos sindicatos, dentro de uma visão parcial e segmentada da sociedade. Com o aumento da influência das ONGs elas passaram a ser assediadas e dominadas por grupos de pressão e setores governamentais e privados se transformando mais uma extensão do poder de grupos existentes do que uma manifestação legítima de anseios da maior parte da população.
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    Ao mesmo tempo em que as ONGs assumiam papeis que transcendiam sua proposta inicial, os sindicatos eram esvaziados pela pluralidade de ações e tarefas e mesmo por mecanismos de controle impingidos pelo Governo e Iniciativa Privada.
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    Também é de se notar que nesta época começa a surgir algo mais danoso que pretende substituir a forma plutocrática de governar, a chamada meritocracia associada com a imprensa e com superestruturas burocráticas.
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    Esta tendência burocratizante se vê marchando a passos largos através na normatização internacional das relações comerciais e financeiras, os Estados vão abrindo mão de sua independência para se sujeitar a normas estritas de organizações internacionais de crédito e controle do comércio. Chamo a atenção que na União Europeia o tratado de livre comércio que está sendo negociado com os Estados Unidos (Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento, TTIP na sigla em inglês), não dá acesso aos parlamentares dos países nem aos membros do Parlamento Europeu a sua negociação (nem mesmo aos termos firmados).
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    Esta influência das burocracias supra-nacionais vem junto com a participação ativa e efetiva das grandes empresas internacionais. Chega-se ao absurdo de mais de 100 grandes empresas terem acesso aos termos e negociações deste tratado sem que os parlamentares dos países que estão negociando tenham nem conhecimento das negociações.
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    Todo o descrédito que a grande imprensa tenta colar aos sistemas partidários tem por objetivo deixar livres as mãos de burocratas e CEOs de multinacionais negociarem acordos que transformarão estas multinacionais os verdadeiros partidos do futuro. Partidos que diferentemente dos partidos tradicionais não terão que ser sujeitos aos votos dos governados.
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    O TTIP, assim como o Tratado Trans-Pacífico (TPP) a pouco firmado exige que os governos abram mão de sua soberania interna deixando para que o julgamento de ações contra multinacionais dentro de seus países sejam julgadas por cortes de arbitragem que ainda não tem uma definição como serão constituídas.
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    Todo o descrédito que é acalentado e divulgado na grande imprensa sobre a capacidade de se ter os três poderes funcionando de forma correta e transparente, é uma verdadeira cortina de fumaça para envolver os países em Tratados de Livre Comércio que na realidade não tem como objetivo principal o Livre Comércio.
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    Tratados como o TTIP e o TPP obrigam os Estados abrirem mão de suas legislações sobre propriedade intelectual, leis trabalhistas, ambientais e comerciais e demais legislações vinculadas a estas, ou seja, vai se substituir a corrupção localizada nas estruturas nacionais, pela imposição de normas internacionais ditadas pelos países que comercializam internacionalmente. Voltaremos a ter via Cortes Arbitrais ações de intervenção como, por exemplo, a Guerra do Ópio entre a Inglaterra e a China no século XIX.
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    Um exemplo mais condizente com a realidade brasileira, a política dos remédios genéricos seria extinta na assinatura de um tratado como este, e, pois a legislação sobre propriedade intelectual sujeitará as empresas dos países que desenvolvem algum produto a lutarem contra poderosos escritórios de advocacia das transnacionais numa corte arbitral que será composta por três advogados coorporativos de grandes empresas.
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    O que estou tentando chamar atenção, que toda a divulgação intensa dos atos de corrupção que são useiros e vezeiros de ocorrer em qualquer país, e que pela primeira vez estão sendo investigados e punidos, tem um único e principal objetivo: Levar ao descrédito toda e qualquer organização democrática presente ou futura de nosso país para abrir caminho ao mais pérfido e sorrateiro objetivo, transformar tanto o nosso país como os demais em reféns de grandes conglomerados econômicos e financeiros que não respeitarão nada que não seja o seu lucro, mesmo que este contrarie qualquer legislação nacional.

  • Araujo diz: 28 de outubro de 2015

    Isto é reflexo da falta de liderança, aliado a um sistema (coalisão) em que partidos e políticos estão preocupados com seus interesses.

  • pedro de lara diz: 28 de outubro de 2015

    Rosane. Lendo a absurda proposta de um vereador em minha cidade, querendo aumentar de 23 para 25 o numero de (inuteis) vereadores, alegando a necessidade de mais representatividade, acho que tive uma boa ideia. Se também achares, por favor, peço que tu amplies e leves adiante por conta do teu alcance.

    Lá vai. Trata-se de uma prestação de contas por parte dos eleitos a seus eleitores de forma compulsória. Não deve haver dificuldades graças as facilidades do mundo digital.
    Consiste em, através do salvamento do voto no momento da eleição, nos anos de mandato, o eleitor recebe um relatório (mensal, semestral ou anual) das ações de seus eleitos. Votações, apresentação de projetos, participações em comitês, viagens, gastos etc, toda a atividade parlamentar transparentemente passada aos responsáveis pelo seu mandato (seus eleitores), via web.
    Fiscaliza-se o eleito e responsabiliza (ou melhor, conscientiza) o eleitor.

    Eu sei que já existe um portal da transparencia, mas quantos o acessam?? Outra: as informações de cada parlamentar são fragmentadas, impossíveis de uma avaliação para desacostumados.

    Que que ‘ocê acha???

  • Angelo Frizzo diz: 30 de outubro de 2015

    Que bom heim? A imprensa GOLPISTA está próxima a vitória total. Em pouco tempo teremos “jornalistas” da globo & cia. dizendo ONDE deverá ser gasto o dinheiro público. E não será com o Povo é claro.
    Os 160 milhões de Trabalhadores e Pobres deste País terão que se virar para COMER, outra vez. Ou, assaltar a classe média/alta, que “protege” os ricos e bilionários, patrocinando a disney e fornecendo drogas pesadas.
    Seria bom que todos lessem o comentário acima do Sr.Rogério Maestri, que denuncia uma das próximas REALIDADES a se concretizarem na política mundial.
    Mas no meio de tanto analfabetismo político, é muito difícil mudar as coisas.

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