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Situação vai piorar até o final do ano

26 de outubro de 2015 12

Agora ficam mais claros os motivos pelos quais o governo Sartori demorou para enviar à Assembleia o projeto que ampliou o uso dos depósitos judiciais para 95% do saldo: aquele R$ 1 bilhão já acabou. Havia a convicção de que, se aprovasse antes o projeto dos depósitos, colocando os salários em dia, a Assembleia  rejeitaria o aumento do ICMS que, afinal, acabou passando por apenas um voto. Amanhã, o governo dirá se o salário de outubro será pago em dia para todos ou se os maiores serão parcelados.
Se a situação já é difícil hoje, pior ficará em novembro e dezembro, com a combinação de três variáveis: arrecadação em queda, aumento dos gastos com pessoal, pela entrada em vigor de mais uma parcela de reajuste aos servidores da segurança pública, e pagamento do 13º salário do funcionalismo. Sem dinheiro para o 13º, o governo já definiu que repetirá a fórmula usada no governo de germano Rigotto, de pagar com um empréstimo do Banrisul feito em nome do funcionário. O problema é que, se “pedalar” apenas o 13º dos servidores do Executivo, faltará dinheiro para os salários de dezembro.
O governador está tentando convencer os chefes dos outros poderes a aceitarem a fórmula do empréstimo do Banrisul também para os servidores e membros do Judiciário, do Ministério Público, da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas e da Defensoria Pública. Como estes têm autonomia financeira garantida na Constituição, o pagamento por empréstimo que o Tesouro do Estado se compromete a quitar no futuro só pode ser feito por acordo. Depois, será preciso encaminhar projeto de lei à Assembleia.
O empréstimo do Banrisul para o 13º salário resolve um problema e cria outro: como terá de pagar a conta em 2016, o governo comprometerá com despesas de 2015 todo o excedente de arrecadação decorrente do aumento do ICMS (cerca de R$ 1,8 bilhão). Com a economia em recessão, não resta ao governo outro caminho que não seja o aperto na cobrança dos devedores. Da União, pouco ou nada se pode esperar.

Comentários (12)

  • Renate E Schmidt diz: 26 de outubro de 2015

    Jesus foi traído com um beijo e trinta moedas de prata.
    Os gaúchos foram traídos pelo preço de 10kg de bacalhau, queijo e mais algumas especiarias sofisticadas.
    Rosane, o que escreveste não foi exatamente uma novidade. Com uma mastodôntica demanda reprimida, o bilhão fez apenas cócegas.
    Mais uma vez e SE o salário for parcelado, sobrará para as vítimas contumazes: os funcionários do Executivo que também engoliu tipo goela abaixo, o tal genial empréstimo.
    Os demais poderes são consultados com ‘luvas de pelica’, “o governador está tentando convencer os chefes”.
    E como anda a operação rede das “filhas solteiras” (um anacronismo bestial)?
    Foram pegas mais algumas espertinhas?

  • Sergio diz: 26 de outubro de 2015

    ” O MEU PARTIDO É O RIO GRANDE” ,LEMBRAM?
    “SE QUEREM PISO,VÃO PARA A TUMELERO “, LEMBRAM ?
    ” NÃO VOU AUMENTAR IMPOSTOS” ,LEMBRAM?

    Que partido e que Rio Grande é este?
    O desgoverno do Gringo não tinha a mínima noção do que estava fazendo durante campanha. NÃO SABIA DE NADA E ESTAVA MAIS POR FORA DO QUE CASCA DE BANANA.
    TUDO O QUE ELE E SEUS ALIADOS CRITICARAM NO GOVERNO TARSO,AGORA ESTAO FAZENDO E MUITO PIOR. USOU DEPÓSSITOS JUDICIAIS,USOU OS PRECATÓRIOS
    E AGORA O GINGOCALOTEIRO QUER INSTITUCINALIZR E OFICIALIZAR O CALOTE EM NOSSO ESTADO.

    O GRINGO CALOTEIRO VAI PASSAR A MÃO NOS PRECATÓRIOS DE PEQUENOS VALORES. ISSO É UM CRIME CONTRA O POVO GAUHCO,MAS COMO O GRINGO NÃO É DO PT, ELE PODE TUDO E VAI FAZER OUTRO CAMBALACHO COM SEUS ALIADOS E VAIS OFICIALIZAR R O CALOTES NO RIO GRANDE.QUE VERGONHA
    É muito estranho como o Jornal do,Almoço isenta o gringo da todas as responsabilidades com os problemas gauchos.Agora tudo depende do governo federal ou da solidariedade dos gauchos.
    A DONA RANZOLIN NÃO COBRA NADA DO GOVERNADOR,SEU GRANDE ALIADO. TUDO É CULPA DA CHUVA,DE SÃO PEDRO ,DO GOVERNO FEDERAL,ETC.
    EU GOSTARIA DE PERGUNTAR Á RBS,QUAL É AFINAL A FUNÇÃO DESSE GOVERNADOR,SE ELE NÃO É COBRADO DE NADA,SE NADA É RESPONSABILIDADE DELE E TUDO DEPENDE DA SOLIDARIEDADE DOS GAUCHOS?
    PORQUE ELEGEMOS ESTE GOVERNADOR? PARA RAINHA DA INGLATERRA ELE NÃO SERVE….

  • ricardo bevilacqua diz: 26 de outubro de 2015

    Cara jornalista: mais uma vez venho a usar o espaço que generosamente a senhora dá para os seu leitores se expressarem e lembrá-la, acho que é a terceira ou quarta vez, que a Constituição no seu artigo 2º diz: “são poderes da União, independentes e HARMÔNICOS entre si, o LEGISLATIVO, o Executivo e o JUDICIÁRIO”. A não ser que o Rio Grande do Sul seja outro pais, o governador Sartori (PMDB-15) “esquece” de respeitar a tal de HARMÕNIA entre os poderes.

  • Éder diz: 26 de outubro de 2015

    A gauchada, queria rebentar com o PT, conseguiram. Só que agora, estão vendo quem é o Sartori, um neoliberal, nada alem disso. E quem sofre, como sempre o povão. Deem uma olhada na estrada Canguçu Piratini, RS 265. Queriam fazer gracinha, agora aguentem.

  • Pagador de Impostos diz: 26 de outubro de 2015

    Minha falta de modéstia me impede de não comentar o que aconteceu na Operação Zelotes. Ao contrário disso! Não vou dizer nada!
    Prefiro gritar fora PT!
    FOOOORA PT!!!!!

  • Renate E Schmidt diz: 26 de outubro de 2015

    Não há HARMONIA entre os poderes se SOMENTE UM DELES vai para o sacrifício. Match Point!

  • olavio kleinert diz: 26 de outubro de 2015

    O pagador e impostos falou em zelotes, tem um tal de juremir “canivete”, o s zelotes no rs, sabe tudo sobre zelotes, achei que ele iria comentar algo sobre a policia federal e o filho do “nove dedos”, mas aí é golpe,kkkk, durma-se com um barulho destes.

  • Francisco diz: 26 de outubro de 2015

    É prezada Rosane………..o Governador Sartori é o único mandatário que teve a coragem de colocar, “friamente”, divulgando a devastadora situação econômico/financeira do Estado do Rio Grande do Sul.

    O nosso Estado chegou a este caos, através da irresponsabilidade de Governadores anteriores que proporcionaram benesses, através de aumentos escalonados, totalmente dissociados da realidade presente, ou seja, completamente alienados dos rumos da economia.

    Junto a isso, temos uma Assembléia Legislativa, que se rendeu ao Corporativismo dos Poderes, baseados em uma autonomia fantasiosa, proporcionando Orçamentos irreais , porquanto quem paga tudo e todos , é o Caixa Geral do Estado.

    Alguém de sã consciência acredita no bom senso e solidiariedade dos outros Poderes , com o Executivo?
    Não existe solidariedade de harmonia entre Poderes, apenas grandes interesses Corporativos.
    É aquela “estória”, no campo do neologismo; ah…………eu estou bem, a minha família está bem…………”os outros que se virem”.
    Espero estar enganado……………!

    Empréstimos a funcionários´, junto ao Banrisul, para quitar o 13o. salário , nada mais é , do que uma desobediência……… escancarada e disfarçada, da Lei de Responsabilidade Fiscal. As Pedaladas irão continuar existindo?……….Quem irá responder por isso? Com a palavra o Tribunal de Contas do Estado!

    A queda brutal do consumo que se revela, vai se aprofundar no Final de Ano de 2015. E não adianta nada aumentar impostos, pois a Sociedade e o Povo Trabalhador, já está “com as calças na mão”.

    Sinto pela Indústria e o Comércio, que estarão lutando pela Sobrevivência e, consequentemente, demitindo milhares de trabalhadores, bem no final do Ano………..isso é o que é mais triste.

    Por enquanto, é isso que se vislumbra em 2015 , aguardem 2016 , será pior, pois ainda não chegamos ao “Fundo do Poço”…….!
    Portanto, paguem as contas atrasadas principalmente Cartão de Crédito e Cheque Especial, economizem o que puderem, controlem Natal e Férias, o próximo ano está “batendo à porta”, com novos Impostos, anuidades Escolares, aumento de preços de bens de consumo, etc. etc. e etc…………..!

  • Éder diz: 26 de outubro de 2015

    Primeiro, Kleinert o respeito é bom. Mas dos senhores, eu não espero nada. O nosso eterno Lula, é o melhor presidente da história brasileira. Queiram ou não, nós que tivemos a oportunidade de estudarmos graças a esse governo, não ficaremos quietos, frente a esses desaforos.

  • Pagador de Impostos diz: 27 de outubro de 2015

    Quá, quá, quá! Sim Olavio, falar do Deus Lula ou do Jesus Cristo Stedile provoca alguns instintos primitivos de pessoas primitivas.
    Há uns 6 meses, publiquei um post aqui mesmo dizendo que essa história de Zelotes tinha cheiro de petista. Sou pequeno empresário, sei como a máquina funciona. Nada acontece sem o conhecimento do governante federal. Haviam descoberto os corruptores, mas não se conheciam todos os corruptos. E estava na cara que tinha rolo com a administração federal. Naquela época, a cada 5 posts, 4 falavam dessa Zelotes. A Rosane escrevia algo sobre a Festa da Uva por exemplo, e lá vinham os walking deads do PT falando em Zelotes.
    Como não sou um chato de galochas, disse no post anterior que não falaria sobre o assunto. Mesmo sabendo que o nove dedos estará com a prole na jaula logo, logo. Hehehehe. Superdivertido!

  • Rogério Maestri diz: 27 de outubro de 2015

    Crise e o reforço deliberado da CRISE.
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    Vivemos no país uma crise econômica que é um reflexo tardio da crise internacional de 2008 que escapamos devido a medidas anti-cíclicas tomadas na época e um posterior aumento dos valores das commodities.
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    A falência do estado do Rio Grande do Sul dentro de um contexto recessivo não é nenhuma novidade nas últimas décadas de política gaúcha, logo o se tem ou não tem dinheiro para pagar o funcionalismo não é mais novidade.
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    Porém a grande novidade inaugurada pelo governo Sartori é o permanente discurso da falência do Estado e talvez aí esteja a IMENSA BURRICE DO MESMO GOVERNO. Ha quase um século Keynes relacionou Investimentos com Expectativas do mercado em termos de macroeconomia, e aquele discurso estúpido de comparar o Estado com a Dona de Casa, que deve economizar o máximo possível em momentos de crise, leva a uma crise cíclica na economia em que esta realimenta a futura crise.
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    O discurso do Governo Sartori reforça cada vez mais a recessão no nosso Estado, mais que outros estados brasileiros, certamente neste fim de ano veremos que o PIB gaúcho, principalmente o da indústria, será menor do que em outros estados.
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    Temos uma matriz exportadora que no momento com a depreciação do Real torna o Estado mais competitivo em termos internacionais, e não vejo nenhuma ação pública de incentivo a exportação. Muito ao contrário, vejo uma ação pública de desincentivo a qualquer ação.
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    O governo Sartori não deve ser criticado por não ter dinheiro, mas sim por não fazer nada (exceto o aumento do ICMS) para ter mais dinheiro.
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    Alguns falam que Sartori é um neo-liberal, mas na realidade ele é um neo-burro, pois a sua política é uma anti-política, é a mais clara e inequívoca expressão de uma ausência de qualquer política, desenvolvimentistas, neo-liberal, monetarista ou qualquer tipo de política econômica.
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    Em quase um ano de governo o que vemos no governo Sartori não é um movimento em qualquer direção, certa ou errada, mas sim uma ausência de qualquer movimento.
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    Para classificar o governo Sartori em uma linha econômica poderíamos classificá-lo como um neo-imobilista, e este neo-imobilismo é produto de um governador sem o mínimo conhecimento econômico cercado por assessores que até o momento são meros caixas do governo.
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    Sartori, por mais incrível que pareça está ganhando a unanimidade dos gaúchos, a unanimidade da desaprovação, pois somente pessoas sem o mínimo conhecimento de economia identificam algo de positivo no seu governo.
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    Um dos problemas mais sérios de curto, médio e longo prazo do governo gaúcho não está nos servidores ativos, mas sim nos inativos, é fácil detectar que com a mesma política de aposentadoria que era utilizada quando a expectativa de vida do gaúcho rodeava os 60 anos não é a mesma que deve ser utilizada quando esta expectativa aproxima-se dos 80 anos, ou seja, as pessoas trabalham o mesmo tempo que trabalhavam há várias décadas e vivem de aposentadoria a mais o equivalente ao tempo que trabalhavam. Estou falando a mais, ou seja, há três ou quatro décadas o servidor trabalhava trinta anos, e gozava mais vinte anos de aposentadoria. Nos dias atuais o mesmo servidor trabalha os mesmos trinta anos e goza de aposentadoria quarenta anos. Não há cálculo atuarial que aguente isto.
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    A própria concepção de criar um fundo para os novos servidores não adiantará nada nos próximos trinta anos, pois até lá o número de inativos no regime tradicional continuará a crescer.
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    O que o Rio Grande do Sul deveria fazer foi o que o governo federal já o fez, aumentar o tempo de contribuição dos servidores retardando a aposentadoria.
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    Se Sartori pensou ou pensa em fazer isto após deixar claro que o governo não tem dinheiro, ele errou e errou feio, pois isto é uma política que deve ser feita no primeiro ano de governo não no segundo (eleições municipais) e muito menos no terceiro e no quarto ano de governo. Maquiavel já ensinou há séculos que o príncipe deve tomar as medidas antipopulares o mais rápido possível e de preferência logo no início de seu reinado.
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    Pelo visto a cultura política de Sartori e de seus assessores é quase nula, pois nem o básico eles conhecem.

  • Alessandro Matos diz: 29 de outubro de 2015

    Apertar os devedores!!! Já estão sendo cobrados muitas empresas fecharam ou não existem mais. Apertar mais só, se apontar uma arma na cabeça de todos, quem sabe deveriam apertar lá em brasília também!

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