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O mundo mágico dos ministros do Supremo

30 de agosto de 2014 0

ABERTURA DE POLÍTICA+, SÁBADO

O Brasil entrou em recessão técnica com dois trimestres consecutivos de queda no PIB. A indústria reclama da retração e propõe redução de jornada de trabalho, com corte de salários, para evitar o desemprego. A propaganda dos adversários do governo não cansa de mostrar a deterioração das contas públicas, mas a crise passa longe, muito longe das cabeças coroadas dos ministros do
Supremo Tribunal Federal.
Só no mundo mágico em que vivem Suas Excelências, é razoável propor um aumento de 22%, que eleva os subsídios de R$ 29.462 para R$ 35.919 em janeiro de 2015. O projeto foi aprovado na quinta-feira, em sessão administrativa, sem transmissão pela TV Justiça, no mesmo dia em que o governo enviou para o Congresso a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias, prevendo reajuste de R$ 8,8% para o salário mínimo, que subiria de R$ 724 para R$ 788.
Os ministros incluíram na conta as perdas inflacionárias de 2009 a 2013. Por uma lei aprovada em 2012, em janeiro de 2015 o subsídio do STF subirá para R$ 30.935, mas os ministros querem mais 16,11%.
O problema não é os 11 integrantes do Supremo ganharem R$ 35 mil por mês. É o efeito cascata em todo o setor público. Se o Congresso aprovar, também os salários de deputados e senadores e do presidente da República subirão no mesmo patamar. E os aumentos seguirão se reproduzindo em todas as instâncias do Judiciário, levando na carona o Ministério Público, os tribunais de Contas, as Assembleias Legislativas, os governos estaduais.
Os candidatos a governar o falido Rio Grande do Sul que se preparem: se passar o projeto do STF, logo desembarcarão na Assembleia propostas estendendo o índice  para membros do Tribunal de Justiça e do Ministério Público. Menos mal que não prosperou a proposta de vinculação automática dos reajustes: eles terão de ser negociados. E a Assembleia terá de levar em conta a situação financeira do Estado.

Não será surpresa se Marina ganhar no primeiro turno

29 de agosto de 2014 4

Depois da pesquisa do Datafolha divulgada no Jornal Nacional, os adversários terão de trabalhar com a possibilidade de Marina Silva (PSB) vencer a eleição no primeiro turno, embora a tendência seja de segundo turno entre ela e a presidente Dilma Rousseff. Marina subiu 13 pontos em 10 dias, alcançou Dilma – as duas estão com 34% – e derrubou o tucano Aécio Neves para 15%. A queda de cinco pontos de Aécio é tão ou mais preocupante para Dilma do que o empate com Marina, porque os três são os únicos candidatos competitivos. Como todos os outros oito juntos somam 3%, o segundo turno depende de Dilma e Aécio estancarem a sangria.

A estratégia de Aécio de desconstruir a candidatura de Dilma está funcionando, mas ele não obteve qualquer vantagem dos ataques. Pelo contrário, perdeu pontos para Marina e corre o risco de se tornar vítima do voto útil: o antipetismo alimentado pelos tucanos nos últimos 20 anos ajuda Marina.

Na simulação de segundo turno, a vantagem também é de Marina, com 50%, 10 pontos à frente de Dilma. Em um cenário de segundo turno entre Dilma e Aécio, a presidente teria 48% e o tucano, 40%.

A pesquisa do Datafolha reflete os primeiros dias do horário eleitoral e o primeiro debate entre os candidatos. Atacada por todos os adversários, Dilma também viu piorar sua avaliação. O índice bom e ótimo caiu de 38% para 35% em 10 dias, enquanto o de ruim e péssimo subiu de 23% para 26%.

A notícia de que o Brasil entrou em recessão técnica, com o segundo trimestre consecutivo de queda no PIB, complica ainda mais a situação da presidente.

A situação de Aécio é ainda mais delicada: ele vem perdendo terreno para Marina em todos os Estados, incluindo São Paulo e Minas Gerais, dois colégios eleitorais dominados pelo PSDB. Em São Paulo, as pesquisas indicam a reeleição do governador Geraldo Alckmin, mas a campanha dos dois está descasada. Em Minas, o petista Fernando Pimentel abriu larga vantagem sobre o tucano Pimenta da Veiga.

Santa Catarina é outro exemplo de derrocada do PSDB. Em 2010, o tucano José Serra venceu a eleição em Santa Catarina. Fez 45% no primeiro turno e 56,6% contra 43,4% de Dilma Rousseff no segundo.

Neste ano, o quadro se alterou radicalmente. A pesquisa do Ibope divulgada hoje no Diário Catarinense mostra que Aécio tem 20%, dois a menos do que Marina Silva, o que configura empate técnico. Marina, que nunca digeriu o acordo de Eduardo Campos com a família Bornhausen, cresceu por conta própria em Santa Catarina e, na simulação de segundo turno, está tecnicamente empatada com a presidente Dilma Rousseff.

Racismo é crime e tem de ser punido

29 de agosto de 2014 77

De novo, a vergonha por mais uma manifestação racista no meu Estado. Vergonha maior porque essa manifestação nojenta veio da torcida do Grêmio, o time pelo qual tenho simpatia desde criança. Vergonha porque não é a primeira, nem a segunda, nem a última vez. Enquanto não houver punição para esses idiotas que se dizem torcedores, continuaremos a lamentar o que aconteceu com Aranha, com Márcio Chagas, com Dani Alves e com tantos outros negros ofendidos em estádios. Aliás, o torcedor que chamou Dani Alves de macaco foi banido para a vida inteira dos estádios. Mas isso foi na Europa. Aqui o Grêmio emitiu uma nota de repúdio e muita gente vai achar que é suficiente. Não é!
Eu quero ver o que a justiça desportiva vai fazer. Aplicar multa? Banir o Grêmio da Copa do Brasil? Tirar o mando de campo por alguns jogos?

O que tem na cabeça essa mulher que aparece no vídeo xingando o jogador do Santos? Essa dona _ e os outros babacas que chamam adversários de “macaco imundo” ou fazem gestos que lembram os primatas _ devem achar que vieram ao mundo trazidos pela cegonha. Esquecem que somos todos descendentes de macacos e temos uma dívida histórica com os negros, por conta da escravidão.
Eu quero ver esses torcedores prestando serviços comunitários, lavando chão, pagando cestas básicas, sendo impedidos de ir aos estádios. Eu quero ver o Grêmio ajudando a polícia a identificar os criminosos. Sim, porque racismo é crime e está tipificado no Código Penal. Eu sei que os justos não podem pagar pelos pecadores, mas se os não-racistas ficam de braços cruzados diante de uma manifestação racista, e isso tem sido recorrente na Arena, merecem a punição de passar algum tempo sem poder ver seu time jogar. Defendi a puniçãopara o Esportivo, quando ocorreu com Márcio Chagas, reafirmo agora quando se trata do meu time do coração.
Estamos na Era das selfies e dos vídeos para tudo. Que cada um faça a sua parte e denuncie os criminosos que fazem manifestações racistas, para que um dia tenhamos respeito nos estádios de futebol.

O 11 de setembro da campanha eleitoral

29 de agosto de 2014 12

ABERTURA DE POLÍTICA+, SEXTA-FEIRA

O crescimento de Marina Silva nas pesquisas já começou a produzir mudanças no horário eleitoral dos adversários. Não por coincidência, Dilma Rousseff e Aécio Neves usaram a mesma palavra para tentar subtrair eleitores da candidata do PSB: aventura. Sem citar o nome de Marina, os programas de Aécio e Dilma afirmaram que o Brasil precisa votar em alguém com experiência e não pode correr o risco de se jogar “em uma aventura”.
Aécio ressaltou o que fez em Minas, Dilma, o que fez no Brasil. No rádio e na TV, nenhum fez ataques diretos a Marina, mas as indiretas pontuaram o programa de ontem, com reproduções de trechos do debate na Rede Bandeirantes. Em uma das partes, Dilma diz que “mais médicos não é um paliativo”. No debate, Marina disse que o programa Mais Médicos era um paliativo.
O discurso oficial das duas campanhas é de que os números de Marina ainda estão inflados pela comoção da morte de Eduardo Campos, mas nos bastidores a avaliação é de que, se ela não cair até o dia 10 de setembro, será muito difícil derrotá-la. O pesadelo dos aliados de Dilma é chegar a 11 de setembro com um quadro favorável à eleição de Marina no primeiro turno.
Como Aécio mantém a estratégia de atacar o governo do PT sem trégua e ainda está poupando a ex-ministra, não se pode descartar a possibilidade de ela se beneficiar do embate entre os dois e até vencer no primeiro turno.
A campanha de Dilma vai reservar um terço do tempo para tratar do passado e dois terços para as promessas de futuro. No programa de ontem, a candidata reconheceu os problemas na área da saúde e prometeu aumentar a oferta de especialistas e de exames no segundo mandato.
Em outra frente, os aliados de Dilma foram convocados a colocar o bloco na rua.
– Temos o dobro do exército de Aécio e cinco vezes mais soldados do que Marina. Não podemos ficar parados, vendo a banda passar – compara um dos estrategistas.

Com a palavra, Pedro Ruas, o autor do projeto

27 de agosto de 2014 26

Recebo do vereador Ruas uma longa carta justificando o projeto de sua autoria, que muda o nome da Castelo Branco para Avenida da Legalidade e da Democracia. Colo aqui, na íntegra, como contraponto ao questionamento que fiz em outro post:

“Acho que a população deve saber como foi “criado” o nome da (até hoje) chamada Av. Castelo Branco. Em 1973, logo após a inauguração da Free Way, numa churrascada em Porto Alegre, o General e Presidente Médici falou mais ou menos o seguinte: “Esta gente (gaúchos da capital) não gostam de nós (os militares). Nunca homenagearam o Castelo(Branco) e até inauguraram uma estrada com nome estrangeiro”.

Imediatamente, os puxa-sacos de plantão tiveram a ideia de dar o nome da avenida de ligação de Porto Alegre com a Free Way ao ditador morto, para agradar ao ditador vivo e poderoso Médici. Providenciaram, então, uma carta dos Correios e Telégrafos informando ao Médici que o nome do trecho seria Presidente Castelo Branco.

NUNCA HOUVE PROJETO DO EXECUTIVO MUNICIPAL, NUNCA PASSOU NADA PELA CÂMARA, tudo num completo absurdo sem legislação. Nós estamos no cinqüentenário do golpe de 64, que instaurou uma Ditadura Militar cruel e sanguinária, com prisões, cassações, exílios, tortura e morte. Os símbolos de tal período não merecem homenagem alguma, na mesma linha internacional de respeito aos direitos humanos que os países têm seguido, tanto que não há mais homenagens aos ditadores na Argentina, no Chile, e não existem ruas Adolf Hitler na Alemanha ou Mussolini na Itália.

Em 1976, o chamado general civil Petrônio Portella manifestou-se dizendo que a ‘homenagem ao Castelo era pequena”. De novo se mobilizaram forças subservientes para buscar “reparar” a pequenez da homenagem. Em 1977/78, Petrônio Portella era Ministro da Justiça do Governo Figueiredo e voltou ao tema. Foi então que fizeram aquelas toneladas do Parcão de homenagem ao Castelo Branco, tudo sempre ao arrepio da lei e com base no servilismo.

Ora, porque manter tudo isto? E os presos, torturados, mortos, não merecem nossa consideração agora? E, se nada disto for considerado, como ter uma avenida tão importante que sequer foi apreciada pela Câmara Municipal, o que aconteceu agora pela primeira vez?

Sabes que respeito – e muito – tuas opiniões, já que, independentemente de nossa amizade, és a jornalística política mais importante do estado. Mas quero registrar a importância que a história e o combate à Ditadura Militar têm na minha vida, até para que nada parecido aconteça de novo. Eu sou um militante dos direitos humanos e me orgulho disto. Á propósito, estou no meu quinto mandato, com a honra de ser o mais votado da cidade, e NUNCA DEI UM NOME DE RUA EM PORTO ALEGRE, mesmo que não tenha nada contra quem o faça.

Um abraço fraterno,

Pedro Ruas”

Troca de nome da Castelo Branco não apaga a História

27 de agosto de 2014 46
Foto: Leonardo Contursi, Divulgação

Foto: Leonardo Contursi, Divulgação

A aprovação da troca de nome da Castelo Branco para Avenida da Legalidade e da Democracia, aprovada agora à tarde pela Câmara de Vereadores com 21 votos favoráveis, cinco contrários, cinco abstenções e quatro ausências, reabre uma polêmica antiga na cidade: qual é o sentido da mudança? Autor do projeto assinado também por Fernanda Melchionna (PSOL), o vereador Pedro Ruas (PSOL) diz que nome de rua é homenagem e que um ícone da ditadura não poderia ser contemplado com esse galardão.

Leia mais:

>>> Vereadores aprovam projeto que altera nome da Avenida Presidente Castelo Branco

Por essa ótica, as escolas que se chamam Costa e Silva, Emílio Garastazu Médici e Castelo Branco mesmo deveriam rebatizadas. Um revisionismo mais radical poderia propor a troca de nome da Avenida Getúlio Vargas, argumentando que, apesar do legado que deixou, o presidente apelidado de “pai dos pobres” também foi um ditador e entregou Olga Benário para morrer nas mãos dos carrascos nazistas. O risco é a cidade se transformar numa espécie de Sucupira. Para corrigir equívocos históricos, um vereador obsessivo mergulharia na nomenclatura das ruas de Porto Alegre ou de qualquer outra cidade em busca de personagens que não deveriam merecer a homenagem. Para isso seria preciso criar uma classificação para as máculas e definir a partir de que grau o homenageado perderia o título.

Não há dúvida de que Avenida da Legalidade é mais bonito do que Castelo Branco, mas será que o nome pega? Essa via de acesso a Porto Alegre tem o nome do marechal  desde 1973. Será difícil para os repórteres de trânsito se acostumarem a chamá-la pelo novo nome quando o prefeito José Fortunati sancionar a lei. Assim como ninguém chama da Praça da Alfândega de Senado Florêncio nem a a Rua da Praia de Andradas, é grande a possibilidade de a troca ficar apenas nos papéis.

A assessoria de Fortunati diz que ele não tem pressa e que antes de sancionar vai fazer os estudos técnicos necessários, mas é improvável que vete. Primeiro, porque não há ilegalidade nem inconstitucionalidade no projeto de Ruas. Segundo, porque sendo um dos principais líderes do PDT, não será ele a dizer não a um projeto que homenageia o movimento liderado por Leonel Brizola e que, hoje, é nome de um espaço mínimo — o Largo da Legalidade — em frente ao Piratini.

Do ponto de vista prático, a troca de nome da Castelo Branco não tem os mesmos transtornos que produziria uma mudança em rua ou avenida repleta de casas e escritórios. Ninguém mora nem trabalha na Castelo Branco: ela é uma das portas de entrada de Porto Alegre. Basta avisar o Google e outros fornecedores de mapas e de serviços de localização por satélite e tudo se resolve.

A intenção de Ruas é respeitável, mas não apaga a História: a ditadura deixou marcas pelo Brasil inteiro. O cearense Castelo Branco é nome de rua em outras cidades e até do principal estádio de Fortaleza, carinhosamente apelidado de Castelão.

Marina, um tsunami na campanha

26 de agosto de 2014 84

Uma das frases mais repetidas desde a morte de Eduardo Campos está sendo confirmada na pesquisa do Ibope que acaba de ser divulgada: com a entrada de Marina Silva, temos outra eleição. O cenário anterior a 13 de agosto se esboroou na queda do Cessna PR-AFA em que viajava o candidato do PSB: Marina deixou o tucano Aécio Neves para trás e derrotaria a presidente Dilma Rousseff no segundo turno, se a eleição fosse hoje.

>>> Confira aqui a pesquisa completa

A pesquisa ainda não reflete o horário eleitoral gratuito, que começou na semana passada, mas confirma o que o Datafolha já indicava: Marina é competitiva, tem baixíssima rejeição e atrai um eleitorado desencantado, que estava indeciso ou pretendia votar nulo ou em branco. Candidata da Rede, que concorre pelo PSB, herdou os nove pontos que Campos tinha na última pesquisa do Ibope, tirou quatro pontos de Dilma, quatro de Aécio e dois do Pastor Everaldo, seu concorrente no eleitorado evangélico. Conquistou seis dos brancos e nulos e mais três dos indecisos.

Mesmo que a pesquisa ainda esteja contaminada pela comoção da morte de Campos e pela avalanche de notícias sobre a escolha de Marina como candidata a presidente de Beto Albuquerque como vice, o conjunto de dados tem consistência para semear pânico nas campanhas de Dilma e Aécio. A presidente tem 34% de intenções de voto e 36% de rejeição. Aécio tem 19% de intenção de voto e 18% de rejeição. Marina tem três vezes mais votos (29%) do que rejeição (10%).

Os números esquentam o debate de hoje à noite na Bandeirantes e aumentam a expectativa pela entrevista que Marina dará amanhã ao Jornal Nacional. Faltam seis semanas para a eleição, Dilma e Aécio têm mais tempo do que ela na propaganda de rádio e TV, mas Marina é um fenômeno e tem, além da força pessoal, o patrimônio político de Eduardo Campos, que se valorizou com sua morte trágica.

PP de Canoas discutirá expulsão de vereador suspeito de extorquir funcionários

26 de agosto de 2014 8

O presidente do diretório municipal do PP de Canoas, Francisco Biazus, convocou a executiva da sigla para uma reunião na quarta-feira, na qual será discutida a situação do vereador Cláudio Jancke, preso em operação do Ministério Público na segunda-feira. Jancke é suspeito de exigir parte dos salários de servidores do seu gabinete.

Em uma das gravações feitas durante a investigação, o vereador fala em receber metade dos vencimentos dos funcionários.

Ouça:

Apesar da prisão e das provas divulgadas pelo Ministério Público, o presidente do PP de Canoas ainda é reticente sobre o que poderá ocorrer com o vereador. Biazus afirma que “tem de ter calma para lidar com a situação”.

— Acompanhei a coisa por alto e não faço julgamento. Não sei se fica muito claro (a exigência de parte do salário), tenho de ouvir os dois lados.

Já o presidente estadual da sigla, Celso Bernardi, afirma que vai acionar o diretório municipal para cobrar explicações.

— É responsabilidade do diretório municipal julgar o vereador, mas não podemos ter compromisso com o erro. É uma situação muito grave — explica.

"Só ficar no Facebook reclamando não adianta"

25 de agosto de 2014 15

O HORÁRIO ELEITORAL EM 140 TOQUES

Síntese despretensiosa do programa desta segunda-feira: governador, deputado estadual e senador. São as notinhas que postei no Twitter durante o programa. A partir de hoje, pretendo extrair o título do post das falas dos candidatos. “Só ficar no Facebook não adianta” foi dita pelo jovem Marcel Van Haten, candidato do PP a deputado estadual. Eis os tuítes de hoje:

Pretensão pouca é bobagem nesse horário eleitoral. Quanto menor o partido, mais enfeitado o cacique.

Tarso exibe depoimento de Walter Lídio Nunes, da Celulose Riograndense e de Victor Park, da Hyundai para avalizar política do governo.

Comício do PT no Gigantinho vai render muitos e muitos takes no horário eleitoral. Hoje foi Dilma falando sobre crescimento do PIB gaúcho.

Vieira da Cunha mostra Leonel Brizola, seu inspirador. E o depoimento de Luciane, sua mulher e mãe dos quatro filhos. Bem família.

Acertada a estratégia da campanha de Sartori de apresentá-lo como um gringo simples. Ficou simpático.

Repeteco nos programas tem explicação: falta de dinheiro para a produção. PMDB nacional não dá nada para Sartori. E doadores andam escassos.

No rádio, Sartori disse que a única coisa que ele decidiu sozinho foi que não decidiria nada sozinho. Dá o que pensar.

Depoimento de Beatriz, que teve câncer e fez a reconstrução de mama graças a projeto de Ana Amélia, ocupa boa parte do programa da senadora.

Ana Amélia usa depoimento de Beatriz como um mote para falar de projetos para a área da saúde e de proteção da mulher.

“Bico comprido, rabo curto e as mãos limpas”. É o slogan de um certo Bolzan, candidato do PSDB a deputado estadual.

Hoje no rádio um candidato a deputado pelo PV se apresentou como “Paim, defensor da previdência e dos aposentados”. Sacou a sutileza (sic)?

Any Ortiz (PPS) e Tâmara Biolo Soares (PT) são fisicamente parecidas. Mas estão em Campos opostos na política.

Pedro Simon apresenta o filho Tiago como sucessor. Nos próximos dias, estará no ar como candidato ao Senado.

Bernadete Vidal é outra que não desiste nunca. Concorre outra vez à Assembleia. Agora pelo DEM.

Duas primeiras-damas disputam vaga na Assembleia: Regina Becker, de Porto Alegre, e Fátima Schirmer, de Santa Maria. Mais alguma?

“Só ficar no Facebook reclamando não adianta… ” É isso aí, Marcel Van Hatten. Bem pensado.

Luis Augusto Lara diz que implantou o Pronatec e os albergues da solidariedade. Onde estão os albergues que eu ainda não vi?

Achei que era o João Luiz Vargas voltando, mas é o cantor nativista Luiz Marenco o candidato com barba de Marechal Deodoro.

Manuela usa o espaço na TV com muita competência. Foi assim que se elegeu vereadora pela primeira vez. É uma comunicadora nata.

Espaço do PMDB-PSB na campanha do Senado ficou bizarro. Diz que sucessor de Beto será escolhido nos próximos dias. Já foi: é Pedro Simon.

Olívio propõe assembleia Constituinte exclusiva. Será que tem clima para isso? Não vejo muita chance de essa ideia prosperar.

Agora temos Simon e Simone disputando o Senado. Parece nome de dupla sertaneja, mas juntos tiram o sono de adversários.

Lasier Martins foca na educação, a bandeira de Leonel Brizola. Mas seu tempo é mínimo perto dos que têm os três principais adversários.

Enquanto escrevo, perco algumas pérolas. O candidato a deputado estadual que quer vaga na câmara é um visionário. Já pensa em 2018.

Simon será o candidato do PMDB ao Senado

24 de agosto de 2014 56

O senador Pedro Simon resistiu, reclamou de quem dizia que ele seria candidato, mas sucumbiu diante da pressão do PMDB e concorrerá novamente ao Senado, na vaga aberta com a saída de Beto Albuquerque da chapa para disputar a vice-presidência da República. A reunião que sacramentou a candidatura terminou agora há pouco, com o sim do senador, que pretendia se aposentar em 31 de janeiro, quando termina seu mandato.

Além da pressão do PMDB, pesou na decisão do senador sua amizade com Marina Silva, candidata do PSB a presidente. O senador foi convencido de que não está apenas entrando atrasado numa disputa polarizada entre Lasier Martins e Olívio Dutra: há um papel maior reservado a ele, como avalista da dupla Marina-Beto, que sofre resistência no PMDB. Hoje, uma ala do partido está com Dilma Rousseff e Michel Temer (a aliança oficial), outra com Marina e uma terceira com Aécio Neves.

Logo depois da morte de Eduardo Campos, quando começou a ganhar força a indicação de Beto como vice, os líderes do PMDB passaram a citar Simon como o favorito para substituí-lo. O vice-prefeito Sebastião Melo disse que se Beto fosse candidato a vice, o PMDB resolveria a substituição em 10 minutos, com um telefonema. Ao ler a noticia no blog, a assessoria de Simon ligou para desautorizar Melo. No mesmo dia, falei com o senador e ele reafirmou que não havia hipótese de ser candidato. E citou três nomes que considerava prontos para concorrer à cadeira que hoje ocupa: Ibsen Pinheiro, José Fogaça e Germano Rigotto. Os três, que em outro momento sonharam com a candidatura, declinaram.

Na semana passada, Simon chegou a dizer que estava proibido por seu médico de concorrer. Consultado, o cardiologista Fernando Lucchese confirmou que  aconselhara o paciente a nao disputar a eleição, por conta da idade avançada. Lembrou que uma campanha é muito desgastante e que não seria adequado para um homem de 85 anos correr o Estado em busca de votos. Lucchese disse que não via impedimento para Simon ser senador, mas apenas para ser candidato.

Como faltam 40 dias para a eleição, Simon deve se concentrar na gravação dos programas de TV, nas entrevistas e debates, e limitar as viagens ao Interior.

Primeira crise expõe dificuldades de Marina

22 de agosto de 2014 11

ABERTURA DE POLÍTICA+, SEXTA-FEIRA

Antes mesmo do registro da candidatura, prevista para hoje, começaram a aparecer as dificuldades de relacionamento de Marina Silva com os líderes do PSB. A saída de Carlos Siqueira da coordenação-geral da campanha e o que ele disse sobre a candidata colocam em dúvida a capacidade de Marina de montar uma equipe de governo minimamente plural.
– Quero distância de Marina. Ela não representa o legado de Eduardo Campos – disse Siqueira, incomodado com a forma como Marina impôs um tesoureiro e um coordenador adjunto para a campanha.
Siqueira não é um militante qualquer. Secretário-geral do PSB, trabalhou com Miguel Arraes e era o braço direito de Campos. Tinha nas mãos o mapa dos acordos firmados com Campos e das promessas de apoio financeiro para a campanha. O estrondoso rompimento de Siqueira pode afastar doadores que contribuiriam para a campanha de Campos. Sem dinheiro, é difícil levar adiante uma eleição cara como é a presidencial.
É legítimo que Marina queira cercar-se de pessoas de sua confiança, como Walter Feldmann, no comando da campanha. O problema é que ela será candidata pelo partido que a hospedou e sairá tão logo consiga formar a Rede. Essa circunstância, por si só, torna a convivência complicada. Ontem, ao responder a questões sobre a saída de Siqueira, Marina falou como quem não tem qualquer vínculo com o PSB, criando uma linha imaginária entre “nós” (da Rede) e “eles” (do PSB).
Apesar da tentativa de minimizar as divergências, nos bastidores os líderes do PSB sempre trataram a aliança com Marina como um casamento de conveniência, fadado a terminar em divórcio amigável depois da eleição. Dizia-se que a Rede não era um partido, mas uma ONG ou uma seita, e que Marina se perdia “no ritualismo”. A morte de Campos mudou tudo. No papel, Marina é candidata do PSB. Na prática, concorre pela Rede Sustentabilidade, que cedo ou tarde conseguirá as assinaturas necessárias para se viabilizar como partido. E o PSB terá de se contentar com o papel de coadjuvante.

Vereadora sugere Cecchim para o Senado

21 de agosto de 2014 3

Diante da falta de interessados na vaga de candidato ao Senado pelo PMDB, a vereadora Lourdes Sprenger está lançando o nome do vereador Idenir Cecchim. Lourdes conversou com o colega e sugeriu que ele dispute a vaga com eventuais pretendentes.

Desabafo de Fogaça surpreende presidente do PMDB

21 de agosto de 2014 2

Ao ler aqui no blog o desabafo do ex-prefeito José Fogaça, que se sente desprestigiado pelo PMDB, o presidente do partido, deputado Edson Brum, levou um susto.
_ Como ele pode se sentir desprestigiado se integrou a comissão que acertou a coligação com o PSB e foi ouvido em todas as decisões? _ questiona Bum.
Brum lembrou que a comissão encarregada de negociar a aliança tinha, além de Fogaça, Ibsen Pinheiro e Luis Roberto Ponte.
_ Estranhei mais ainda porque hoje pela manhã liguei para ele, convidei para a coletiva do Beto e ele não reclamou de nada _ completou.
O deputado diz que o senador Pedro Simon, como avalista de Marina Silva junto ao PMDB gaúcho, tem de ajudar a desatar o nó criado com a saída de Beto Albuquerque da chapa.
Brum não participa da articulação para pressionar Germano Rigotto a ser candidato ao Senado porque sabe que o ex-governador, preterido em um primeiro momento, não aceitaria agora que a a eleição está polarizada entre Lasier Martins e Olívio Dutra.

Comício do PT será ao ar livre

21 de agosto de 2014 23

Com a confirmação da meteorologia de que o tempo amanhã à noite será bom e de temperatura agradável, a coordenação da campanha de Tarso Genro decidiu transferir o comício do Gigantinho para o estacionamento que fica ao lado do ginásio. O comício terá a presença da presidente Dilma Rousseff, mas ainda não há certeza se o ex-presidente Lula virá. O coordenador da campanha de Tarso, Carlos Pestana, informa que Lula está com problemas de agenda, mas ainda poderá participar.
Como os bombeiros só autorizam a entrada de cerca de 5 mil pessoas no Gigantinho, o comando da campanha avaliou que mais da metade do público esperado ficaria do lado de fora, assistindo aos discursos em um telão. Com a montagem do palco ao ar livre, a expectativa é de que 12 mil a 13 mil pessoas assistam aos discursos dos candidatos. Mais de 130 ônibus lotados de militantes são esperados para a concentração, que começa às 18h.
Contra o Gigantinho pesou, também, a limitação do espaço para a circulação de militantes com bandeiras. Como o principal objetivo de um comício não conquistar votos, mas estimular os militantes e gravar imagens para a propaganda de rádio e TV, o estacionamento acabou sendo escolhido. O palco do lado de fora do Gigantinho já está sendo montado.
A intenção do PT é realizar  no mesmo local o comício de encerramento da campanha, provavelmente no dia 27 de setembro, um sábado.

140 toques: programa eleitoral da tarde de quinta-feira na TV

21 de agosto de 2014 3

Como estou fazendo desde o início da propaganda eleitoral, posto aqui os tuítes referentes ao programa desta quinta-feira. À noite não consigo fazer isso porque coincide com o fechamento da coluna:

 

Prontos para o horário eleitoral? Hoje é dia de presidente e deputado federal. Vou tentar captar os momentos mais interessantes.

Marina começa lendo texto sobre Eduardo Campos e mostrando fotos dele. A cara do Roberto Amaral (ao lado dela) é de poucos amigos. De ontem.

Marina se emociona falando de Eduardo. Propaganda termina com imagem dela e de Beto Albuquerque, de braços erguidos.

Incrível, como o Zé Maria envelheceu desde a primeira campanha. Mas o discurso ainda é o mesmo.

Equipe de Aécio vai ter que melhorar muito o programa. A ideia de colocar as pessoas vendo ele falar na TV não funcionou. Ou estou enganada?

Parece, pelo programa de Aécio, que todo mundo pára tudo o que está fazendo para ouvir um discurso político.

Agora ficou mais interessante o programa do Aécio, com imagens dele no passado, dados e esse pinga-fogo com perguntas e respostas curtas.

Dilma está muito professoral. Discurso lido no teleprompter é chato. No horário eleitoral é mais chato ainda.

Agora programa de Dilma mostra obras grandiosas, como a de integração do rio São Francisco. A imagem é real ou maquete eletrônica?

Viagens de Dilma pelo país em quatro anos rendem imagens riquíssimas para o horário eleitoral. Vantagem de quem disputa a reeleição.

Foco de Dilma nas usinas hidrelétricas tem endereço certo: Marina, que é contra. No ministério, as duas brigaram por causa das usinas.

Esse João Santana, marqueteiro de Dilma, é um craque. Uso de recursos gráficos dá agilidade ao programa.

Lula arremata o programa de Dilma fazendo pregação a favor da reeleição e criticando “uma certa imprensa”.

Lula está com um hematoma no rosto, perto do olho?

Fidelix e Eymael em sequência. A vaidade ao quadrado. Imagino o que esses dois pensam assistindo à própria performance.

Pastor Everaldo esbanja sinceridade: se eleito vai privatizar tudo. Inclusive a Petrobras e o Banco do Brasil. Disse no JN.

Se os candidatos soubessem o que uma fonoaudióloga pode fazer por eles, investiriam em melhorar a voz. Faz toda a diferença.

PT fez uma opção clara: poucos candidatos a deputado federal, para cada um ter mais tempo na TV. Reduz as chances de renovação.

Política de resultado é o lema dos candidatos do PTB a deputado federal. Vi na TV.

“Meu partido é o Rio Grande”, dizem candidatos do PMDB. Seria a negação dos partidos? Ou o retrato do racha no PMDB?

Quanto coitadismo nesse discurso de Berna Menezes, do PSOL! Parece que todas as mulheres são discriminadas.

Uma das coisas mais interessantes do horário eleitoral é o que alguns candidatos fazem com as mãos. Parecem desconectadas do discurso.

Bizarro um candidato que tem como como bandeira defender os interesses dos descendentes de ucranianos. Quantos seriam?

Leudo Costa, do PSDB, é um caso raro de candidato que se assume como de direita. “Nós, homens e mulheres de direita…”, diz na propaganda.

Jussara Gauto é a Vera Guasso do PP: não desiste nunca. Foi vereadora nos anos 1980, se não me falha a memória.

Não estranharei aparecer uma propaganda da Dudalina, estrelada pelas candidatas. É a camisa mais vista no horário eleitoral.

Amanhã não tem crônica do horário eleitoral no Twitter. Vou fazer uma palestra em Cruz Alta e nessa hora estarei na estrada. Façam vocês!