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Vendem-se cadeiras cativas no paraíso

18 de setembro de 2014 7

ABERTURA DE POLÍTICA+, QUARTA-FEIRA

Na propaganda eleitoral, nas entrevistas  e nos debates entre os candidatos, o céu é o limite em matéria de promessas. Os que estão no poder ou já passaram por algum cargo público apresentam suas realizações amplificadas por efeitos especiais. Ignorando restrições orçamentárias, acenam com obras, programas, serviços e vantagens impagáveis. Vendem para o eleitor a ilusão de que, com vontade política, tudo
é possível.
Quem se candidata a algum cargo precisa dizer às pessoas o que pretende fazer, mas o exagero leva ao descrédito. Uma das tarefas mais árduas de quem entrevista candidatos é arrancar respostas objetivas para as perguntas “como fazer” ou “com que dinheiro” será possível cumprir esta ou aquela promessa.
Depois do Mais Médicos, Dilma Rousseff, por exemplo, acena com o “Mais Especialidades”, um programa para oferecer consultas com especialistas e exames pelos quais hoje os usuários do SUS esperam meses ou até anos para conseguir. De onde sairão os especialistas e os recursos, não se sabe. No pacote de um próximo mandato, a presidente insere todas as mudanças que o PT não fez em 12 anos, incluindo a reforma política.
Quase todos os dias, Aécio Neves apresenta uma nova promessa, invoca os exemplos de Minas Gerais e diz que será possível cumpri-la com a gestão competente dos recursos. Promete, por exemplo, criar a carreira de médico federal, mas não dá detalhes de como funcionará, muito menos de quanto custará para os cofres públicos.
Marina Silva promete escolas de turno integral e ampliação dos investimentos na área social. Questionada sobre a origem do dinheiro para pagar a conta, cita a “redução de dois pontos na taxa Selic”, como se baixar juro por decreto não fosse uma contradição com a promessa de independência do Banco Central.
Na eleição para o governo do Estado não é diferente, mas a crise das finanças torna mais fácil a identificação das fantasias.

Novo vídeo de campanha do Detran mostra riscos de não utilizar cinto de segurança

17 de setembro de 2014 1

Começará a ser veiculado nesta quinta-feira o novo vídeo da campanha Viagem Segura, do Detran, para a conscientização dos motoristas sobre os perigos do trânsito. A peça publicitária aborda os riscos da não utilização de cinto de segurança.

Veja o vídeo abaixo:

Os outros vídeos elaborados para a campanha do Detran abordaram excesso de velocidade e ultrapassagem proibida. A exemplo das peças veiculadas anteriormente, nos feriados de Páscoa e Dia do Trabalho, as imagens são impactantes. O Detran apresentará mais duas peças até o final do ano, tratando da distância segura entre veículos e do uso de iluminação adequada.

Uma pesquisa encomendada pela autarquia para medir o impacto da campanha mostrou que 84% dos entrevistados consideram que os vídeos com imagens de acidentes são mais eficientes para conscientizar os condutores.

Na quinta-feira, o vídeo será veiculado nos telões da Arena do Grêmio antes do jogo do time gaúcho contra o Santos.

Mudança à vista na lei do piso

17 de setembro de 2014 19

ABERTURA DE POLÍTICA+, QUARTA-FEIRA

De quanto será o reajuste do piso do magistério em 2015, se a correção for pelo critério de hoje, que usa o Fundeb como parâmetro? A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) projeta um aumento de 22,7%, considerado impagável por prefeitos e governadores que defendem a correção pelo INPC.
Diante desse quadro, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, está convencido de que, passada a eleição, o governo mobilizará sua base para aprovar o projeto de lei número 3.776, que tramita no Congresso desde 2008, quando a lei do piso foi sancionada. Como a elevada correção é um pesadelo para prefeitos e governadores de diferentes partidos, não será difícil que a mudança seja efetivada, acredita Ziulkoski.
A correção pelo INPC estava prevista no projeto original encaminhado ao Congresso em 2007 pelo então presidente Lula. Foi alterado no Senado graças a um movimento encabeçado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF). Lula não quis vetar o artigo e sancionou na íntegra a lei que leva a assinatura dos ministros da Justiça e da Educação à época, Tarso Genro e Fernando Haddad. No mesmo dia, encaminhou o projeto alterando a lei do piso, mas nem ele nem a presidente Dilma Rousseff fizeram qualquer esforço para aprovar a mudança.
Por esta época, no ano passado, a previsão era de que o reajuste do piso, pelo Fundeb, seria de 18%. Em dezembro, o Ministério da Educação refez as contas e, num canetaço, o ministro Aloizio Mercadante fixou o índice de correção em 8,32%. Como a redução sofreu contestação na Justiça, Ziulkoski acredita que a única forma de o governo adotar um reajuste aceitável para prefeitos e governadores é aprovar o projeto que consagra o INPC como indexador.
O governador Tarso Genro é um dos principais defensores da mudança do índice de correção e usa a alteração feita no Congresso como justificativa sempre que é acusado de não cumprir uma lei que ele próprio assinou.

Na gangorra das pesquisas

16 de setembro de 2014 59

Divulgada no Jornal Nacional agora à noite, a mais recente pesquisa do Ibope aponta queda de três pontos na intenção de voto em Dilma Rousseff, estabilidade de Marina Silva e sinais de recuperação de Aécio Neves no primeiro turno. Comparada com o levantamento anterior do Ibope, divulgado na sexta-feira passada, Dilma caiu de 39% para 36%, Marina passou de 31% para 30% e Aécio subiu de 15% para 19%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Dilma é líder no primeiro turno, mas segue empatada com Marina no segundo turno: a ex-senadora, tem 43% e a presidente, 40%. O Ibope ouviu 3.010 eleitores no sábado, 13 de setembro.
Os indícios de recuperação de Aécio também aparecem nas simulações de segundo turno. Na semana passada, o Ibope mostrava Aécio 11 pontos atrás de Dilma (44% a 33%). Na de hoje, a diferença caiu para sete pontos (44% a 37%). No confronto entre Marina e Aécio, ela tinha 51% e ele, 27%. Agora, a ex-ministra tem 48% e o senador, 30%.
A pesquisa captou um momento em que Dilma intensificou os ataques a Marina na propaganda de rádio e TV e Aécio passou a questionar com mais veemência a candidata do PSB. De sábado para cá, o programa de Dilma voltou a se focar nas realizações do governo e nas promessas para o segundo mandato. A estratégia de atacar Marina foi alvo de críticas e de reclamações da ex-ministra do Meio Ambiente.
O resultado do Ibope difere pouco do Vox Populi realizado sábado e domingo, que mostrou Dilma com 36% e Marina com 27%, uma vantagem de nove pontos para a presidente. No segundo turno, Marina tinha 42% e Dilma, 42% no Vox Populi. Em uma eventual disputa com Aécio, o Vox Populi apontou vantagem de 11 pontos para Dilma (47% a 36%).

Orçamento de 2015 prevê receita 12,5% maior

15 de setembro de 2014 44

A proposta de orçamento para 2015, encaminhada hoje à Assembleia Legislativa, deveria ter a capa cor de rosa, tal o otimismo embutido nos números. O valor global, de R$ 57,4 bilhões, é 12,5% superior ao deste ano. Mesmo com a economia brasileira em recessão técnica, o governo do Rio Grande do Sul trabalha com uma perspectiva de crescimento da arrecadação de ICMS em 12,4% e investimentos no valor total de R$ 2,5 bilhões.
Do total de investimentos, apenas uma parcela ínfima é de recursos próprios. Pelo menos
R$ 1 bilhão vêm de empréstimos já contratados para projetos que estão em andamento. A outra parte depende de novos financiamentos. Não estão contabilizados na proposta os empréstimos que o governo pretende tomar se for aprovada a renegociação da dívida, prometida para novembro, e que devem passar de R$ 3 bilhões.
Mesmo que as previsões otimistas se confirmem, e que a receita cresça acima de 12% (descontada a inflação, seria um crescimento real de cerca de 6%), o próximo governo terá de buscar receitas extraordinárias para cobrir as despesas. Só a folha de pagamento dos servidores terá um aumento de 14,5%. Além dos reajustes já aprovados, esse índice contempla o crescimento vegetativo da folha e aumento do completivo para que nenhum professor receba abaixo do piso.
Descontados os repasses para os municípios, a receita corrente líquida é de R$ 34,5 bilhões. O secretário da Fazenda, Odir Tonollier, garante que o orçamento é realista e que estão assegurados os 12% para a saúde e os 25% para a educação. Esse percentual é calculado sobre
R$ 27,6 bilhões, que vêm a ser a receita líquida
de impostos e transferências.
Não há, no orçamento de 2015, previsão para o efeito cascata da eventual aprovação, pelo Congresso, do reajuste de 22% pleiteado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Virou moda pregar o fim da reeleição

15 de setembro de 2014 44

ABERTURA DE POLÍTICA+, SEGUNDA-FEIRA

De tempos em tempos, quando as coisas por algum motivo não vão bem na política, os brasileiros se agarram a uma panaceia. Depois dos protestos de junho, o PT e a presidente Dilma Rousseff cismaram que o caminho seria um plebiscito para fazer a reforma política que o Congresso se recusa a levar adiante. O PT ainda não desistiu da ideia. Agora, a moda é o fim da reeleição para cargos executivos e a volta do mandato de cinco anos. Entre seus defensores, estão os candidatos Marina Silva e Aécio Neves.
O problema do Brasil não é o instituto da reeleição, que funciona muito bem nas democracias maduras. É o abuso do poder político e econômico, com um sistema indecente de financiamento de campanhas, e isso não acaba se o prefeito, governador ou presidente for impedido de concorrer a um segundo mandato. Sem mecanismos de controle, para continuar no poder os partidos seguirão usando a máquina, seja o candidato o sucessor natural ou um poste.
Diante dessa onda, que envolve líderes que trabalharam para aprovar o direito de Fernando Henrique Cardoso disputar um segundo mandato, cabe a pergunta: quem garante que, daqui a alguns anos, por conveniência eleitoral, não se tentará uma nova mudança?
Se Fernando Henrique não tivesse podido disputar a reeleição, será que o Plano Real teria sobrevivido? Convém lembrar que seus dois principais adversários à época, Luiz Inácio Lula da Silva e Leonel Brizola, eram críticos do Plano Real. Brizola foi vice de Lula, e FH os derrotou no primeiro turno.
A reeleição não é um problema em si. Pelo contrário, é a oportunidade que os eleitores têm de mandar para casa um governante com o qual não estejam satisfeitos, em vez de aturá-lo por mais um ano como ocorreu com José Sarney. Alguém acredita que Sarney teria sido reeleito?

Nepotismo entra na campanha

13 de setembro de 2014 47

A pergunta mais ouvida ontem nas discussões sobre a eleição era sobre o efeito da notícia de que Ana Amélia Lemos (PP) ocupou um cargo em comissão no gabinete do marido, o então senador Octávio Cardoso, de abril de 1986 a março de 1987. Divulgada inicialmente no site Sul21, a história movimentou as redes sociais e deverá ser abordada na propaganda de rádio e TV de Tarso Genro na próxima semana, com o enfoque de que Ana Amélia era “funcionária fantasma do gabinete do marido”.
A senadora definiu a nomeação como “um erro de quase 30 anos atrás”, que estaria sendo explorado politicamente pelo PT. Refutou a acusação de que era “funcionária fantasma” e disse que ajudava Cardoso na elaboração de discursos e na seleção de notícias que mereciam ser lidas, a chamada “clipagem”.
A acusação dificilmente produzirá efeito entre os eleitores cativos de Ana Amélia. O PT vai tentar atingir os que votam nela impactados pela ideia de novidade e pela imagem construída em mais de três décadas como jornalista. Outro subproduto da denúncia é enfraquecer o discurso da senadora contra os cargos em comissão e desconcertá-la nos debates.
Até os anos 1990, era prática corriqueira no Congresso os deputados e senadores nomearem mulheres e filhos para cargos em comissão. O nepotismo vicejava no Legislativo, no Executivo e no Judiciário. Também era comum os jornalistas terem um emprego na iniciativa privada e outro no setor público. Hoje, essas práticas são inaceitáveis.
Uma das primeiras reações dos aliados de Ana Amélia foi resgatar uma reportagem da Folha de S.Paulo mostrando que, quando foi prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro nomeou para um cargo em comissão a cunhada Silvia Lemos, que era sua secretária no escritório de advocacia em que trabalhava.

No Estado da intolerância

12 de setembro de 2014 22

Por que no Rio Grande do Sul tudo tem de ser assim, na ponta da faca? Será a herança da Revolução Farroupilha, das degolas, da construção do mito de uma terra de homens valentes? A intolerância se materializa em atos como o incêndio ao CTG de Santana de Livramento que abrigaria um casamento coletivo e foi semidestruído porque um dos casais é formado por duas mulheres. A intolerância se manifesta em gestos como o do imbecil que tentou incendiar a casa de Patrícia Moreira, a jovem que cometeu injúria racial contra o goleiro Aranha. E o nosso hino tão cantado neste setembro ainda sugere que “sirvam nossas façanhas de modelo a toda a terra”.
Nesse mar de intolerância, um texto publicado no Facebook por uma jovem universitária foi a gota d’água que fez transbordar o copo da minha indignação. Diz a menina: “OBRIGADA ao querido que me atirou no chão e disse as seguinte palavras: ‘sapatão tem que apanhar mesmo’. Não pela dor física, mas a psicológica, o lado que me faz pensar que essa merda de mundo não tem jeito mesmo. Espero estar errada, mas até o momento não vejo como isso seria possível. Isso tudo porque eu cortei meu cabelo? Isso seria então um bom motivo para me julgarem?
Obrigada, mas esse julgamento preconceituoso eu dispenso.”
Essa menina, cujo nome não vou revelar porque não tenho autorização, havia cortado o cabelo por uma causa muito nobre: para ajudar crianças com câncer. Doou um pedaço do seu cabelo para que se transformasse em peruca para uma criança que ficou carequinha em consequência da quimioterapia. Na rua, encontra um monstro que cisma de agredi-la por desconfiar que uma menina de cabelo cortado tipo “joãozinho” é obrigatoriamente lésbica. “Sapatão” foi a palavra usada pelo brutamontes que jogou a garota no chão. E se ela fosse homossexual, qual o problema?
É por essas e por outras manifestações insanas surgidas nas redes sociais nos últimos dias, somada à fúria de pastores e devotos contra os gays, que considero chegada a hora de desengavetar o projeto que criminaliza a homofobia. Esse assunto não pode ser discutido somente em véspera de eleição, na guerra entre candidatos.

Sartori surpreende pela sinceridade

12 de setembro de 2014 43

ABERTURA DE POLÍTICA+, SEXTA-FEIRA

Bem que o Cpers tentou colocar os candidatos a governador contra a parede e arrancar de todos um  compromisso assinado com 11 reivindicações dos professores, entre as quais o pagamento do piso do magistério como básico do plano de carreira. Líder nas pesquisas de intenção de voto, a senadora Ana Amélia Lemos (PP) foi a primeira a participar da sabatina e assinou o documento, mas fez uma ressalva verbal: fará “o esforço máximo para pagar o piso”.
Ontem, José Ivo Sartori (PMDB) teve uma atitude incomum para um candidato em véspera de eleição: recusou-se a assinar o documento e admitiu propor alterações no plano de carreira para cumprir a lei do piso.
– Quando fui prefeito, cumpri meu papel sem assinar qualquer papel. Nunca fiz isso, não seria agora que eu iria fazer, porque não é da minha conduta. Quem assinou a lei do piso não cumpriu. O que frustra a população é a promessa e as assinaturas indevidas de protocolos que depois não se executam.
Questionado pela presidente do Cpers, Helenir Oliveira, se planeja mexer no plano de carreira, Sartori surpreendeu novamente por falar a verdade, mesmo correndo o risco de perder votos. Admitiu propor a mudança do plano, apesar de saber que os professores não querem ouvir falar de alterações.
– Os professores têm de oferecer uma contrapartida. Não podem ter só exigências. Isso vai fazer parte da conversa. Onde vamos arrumar o dinheiro? Ou temos todos boa vontade ou vamos ficar nessa postura antiga de continuar com o conflito.
Ontem à tarde, Vieira da Cunha (PDT) passou pela mesma sabatina. Disse que vai fazer o possível e o impossível para pagar o piso e assinou a carta apresentada pelo Cpers. Por questões de agenda, Tarso Genro marcou a conversa com o sindicato para o dia 25. A dúvida é: assinará o documento, como Ana Amélia e Vieira, ou seguirá o exemplo de Sartori?

Confira a íntegra do documento do Cpers

Ibope, Datafolha e Vox Populi na mesma linha

10 de setembro de 2014 64

Com pequenas variações, dentro da margem de erro de três pontos para mais ou para menos, as pesquisas do Ibope e do Datafolha são coerentes entre si e com o levantamento do Vox Populi, divulgado na terça-feira pelo site Sul21. Todos mostram Ana Amélia Lemos em primeiro lugar, com vantagem de 8 a 10 pontos. Nas simulações de segundo turno, os três institutos indicam a vitória de Ana Amélia, com vantagem de 13 pontos no Datafolha, 15% no Vox Populi e 16% no Ibope.
Nas últimas três semanas, os índices dos candidatos a governador só se mexeram dentro da margem de erro. A pesquisa anterior do Ibope era da metade de agosto, quando Ana Amélia e Tarso ainda estavam empatados. Os números de José Ivo Sartori também são idênticos nos três institutos: 11% no Ibope e no Datafolha e 12% no Vox Populi. Vieira da Cunha não decolou: tem 2% no Ibope e no Datafolha e 3% no Vox Populi.
O quadro de estabilidade na eleição para governador pode ser explicado pelo aumento do interesse na eleição para presidente, que deixou em segundo plano a disputa do Piratini. Os números indicam, também, que o eleitor não está dando a mínima atenção para a propaganda de rádio e TV, item responsável pela maior parte dos gastos de campanha. Com a popularização da TV a cabo e da internet, o eleitor foge do horário eleitoral e a influência das produções torna-se quase nula.
A principal movimentação ocorreu na eleição para o Senado. No Ibope, Lasier Martins abriu vantagem de seis pontos sobre Olívio Dutra (30% a 24%). O senador Pedro Simon, último a entrar na disputa, está com 14%. No Vox Populi, Lasier tem 28%, Olívio, 27% e Simon, 14%. O Datafolha só vai divulgar hoje o resultado da pesquisa para o Senado.

Datafolha cristaliza empate entre Dilma e Marina

10 de setembro de 2014 2

A nova pesquisa do Datafolha sobre a sucessão presidencial reforça o cenário desenhado no levantamento do MDA, divulgado ontem pela Confederação Nacional dos Transportes: consolidação do empate técnico entre Dilma Rousseff e Marina Silva no primeiro turno e no segundo turnos, com variações dentro da margem de erro.
A situação de Dilma teve leve melhora em relação à semana passada, mas o quadro pode ser considerado indefinido.
Relembrando, na pesquisa do Datafolha divulgada em 3 de setembro Dilma tinha 35% e Marina, 34%. Agora, a presidente tem 36% e a ex-ministra, 33%. No segundo turno, Marina levava uma vantagem de sete pontos na semana passada (48% a 41%). Agora, a diferença caiu para quatro pontos (47% a 43%), o que significa empate técnico.
Pelos números do Datafolha, a delação premiada do ex-diretor da Petrobras, com a revelação de nome de aliados do governo que teriam recebido propina, não produziu qualquer efeito nas intenções de voto dos eleitores. Aécio Neves, o candidato que mais bateu no governo por conta das denúncias de corrupção na Petrobras, não conseguiu sair dos 15% (em 18 de agosto ele tinha 20%).
A situação pode mudar com a decisão judicial que mandou entregar às CPIs da Petrobras os documentos relativos à delação premiada de Costa. Mesmo que a CPI tenha compromisso com o sigilo, esse tipo de informação sempre acaba vazando. Os próximos dias serão tensos nos comandos de campanha.

Indícios de uma disputa apertada

10 de setembro de 2014 35

ABERTURA DE POLÍTICA+, QUARTA-FEIRA

Na enxurrada de pesquisas divulgadas nos últimos dias sobre a sucessão presidencial, há uma convergência em relação a três pontos: empate técnico entre Dilma Rousseff e Marina Silva no primeiro turno, estabilidade de Aécio Neves em um distante terceiro lugar e leve melhora na avaliação do governo. O que destoa na sondagem do MDA, divulgada ontem pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), é o cenário de segundo turno. Os últimos levantamentos do Ibope e do Datafolha indicavam vitória de Marina, com sete pontos de vantagem. No MDA, as duas estão empatadas. Marina tem 45,5% e Dilma, 42,7% (a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais).
A pesquisa foi feita em um momento de inflexão nas campanhas de Dilma e Aécio: na propaganda, os dois começaram a questionar a capacidade de Marina. Aécio tem feito cobranças discretas, lembrando a falta de experiência da adversária, mas Dilma não poupa a antiga colega de ministério. Aponta contradições entre o discurso e o plano de governo e semeia pânico ao alertar para as consequências de medidas defendidas pelos assessores econômicos de Marina e pela própria candidata. Diz, por exemplo, que programas como o Minha Casa, Minha Vida estariam ameaçados.
Além de ter estancado o crescimento de Marina, a coordenação da campanha de Dilma celebra a  recuperação de pontos perdidos e a melhora da avaliação do governo. Não chega a ser um crescimento extraordinário, mas ajuda a afastar o fantasma da vitória de Marina no primeiro turno, que chegou a ser temida pelos petistas quando só ela subia nas pesquisas.
O aumento dos índices de bom e ótimo, a queda do ruim e péssimo e o crescimento de Dilma podem ser atribuídos ao programa eleitoral. Além de ter mais tempo do que os adversários, a qualidade da produção é melhor.

Disputa pela Assembleia: veja quem arrecadou mais dinheiro até agora

09 de setembro de 2014 4

Por Juliano Rodrigues

Confira abaixo a lista dos candidatos a deputado estadual que mais arrecadaram recursos até agora na campanha. Veja também quem são os principais doadores.

1 – Mainardi (PT) R$ 449,5 mil
Três principais doadores:
* JBS S/A – R$ 350 mil
* Gerdau Aços Especiais – R$ 38 mil
* Chalet Agropecuária – R$ 10 mil

2 – Regina Becker (PDT) R$ 377,5 mil
Três principais doadores:
* Alexandre Grendene – R$ 250 mil
* Comitê Nacional do PDT – R$ 60 mil
* Itau Unibanco – R$ 37,5 mil

3 – Tarcisio Zimmermann (PT) R$ 367,2 mil
Três principais doadores:
* Pavicon Construtura – R$ 110 mil
* Ronaldo Zulke – R$ 65 mil
* Habitasinos Urbanizadora e Incorporadora LTDA – R$ 52,5 mil

4 – Sérgio Turra (PP) R$ 344,3 mil
Três principais doadores:
* Recursos próprios – R$ 80,5 mil
* BRF S/A – R$ 78,4 mil
* Francisco Turra – R$ 71,5 mil

5 – Pedro Westphalen (PP) R$ 290,5 mil
Três principais doadores:
* Unimed – R$ 75 mil
* Braskem – R$ 29,4 mil
* Gerdau Aços Especiais – R$ 29,4 mil

6 – Frederico Antunes (PP) R$ 275 mil
Três principais doadores:
* PP – R$ 127,4 mil
* Vonpar – R$ 20 mil
* Goldsztein – R$ 10 mil

7 – Gilmar Sossella (PDT) R$ 254 mil
Três principais doadores:
* Recursos próprios – R$ 65 mil
* Agropecuária Schio – R$ 20 mil
* Jair Muller – R$ 20 mil

8 – Mauricio Dziedricki (PTB) R$ 243,6 mil
Três principais doadores:
* Direção municipal do PTB – R$ 110 mil
* JBS S/A – R$ 56,4 mil
* Companhia Zaffari – R$ 30 mil

9 – Mauro Zacher (PDT) R$ 237,7 mil
Três principais doadores:
* MJRE Construtora – R$ 80 mil
* Condomínio DC Navegantes – R$ 45 mil
* Companhia Zaffari – R$ 25 mil

10 – Ronaldo Santini (PTB) R$ 226 mil
Três principais doadores:
* Direção do PTB – R$ 55,6 mil
* JBS S/A – R$ 38,5 mil
* Recursos próprios – R$ 36 mil

11 – Kevin Krieger (PP) R$ 223 mil
Três principais doadores:
* JBS S/A – R$ 30 mil
* Companhia Zaffari – R$ 20 mil
* Braskem – R$ 29,8 mil

12 – Adão Villaverde (PT) R$ 219,5 mil
Três principais doadores:
* Companhia Zaffari – R$ 25 mil
* Vonpar – R$ 20 mil
* Braskem – R$ 20 mil

13 – Matteo Chiarelli (DEM) R$ 216 mil
Três principais doadores:
* Onyx Lorenzoni – R$ 211,1 mil
* Rima Industriais – R$ 2 mil
* Andrade Gutierrez – R$ 2 mil

14 – Valter Nagelstein (PMDB) R$ 214 mil
Três principais doadores:
* Mathias Nagelstein – R$ 30 mil
* IBI Participações e Negócios – R$ 30 mil
* Multiplan – R$ 30 mil

15 – Márcio Bins Ely (PDT) R$ 201 mil
Três principais doadores:
* Comitê financeiro nacional – R$ 90 mil
* Rossi Residencial – R$ 30 mil
* Vonpar – R$ 20 mil

Veja abaixo o ranking dos gastos:

1 – Mainardi (PT) R$ 464,7 mil
2 – Tarcisio Zimmermann (PT) R$ 355 mil
3 – Mauro Zacher (PDT) R$ 261,5 mil
4 – Mauricio Dziedricki (PTB) R$ 243,4 mil
5 – Adão Villaverde (PT) R$ 238,5 mil
6 – Ernani Polo (PP) R$ 233,8 mil
7 – Pedro Westphalen (PP) R$ 230,5 mil
8 – Frederico Antunes (PP) R$ 226 mil
9 – Regina Becker (PDT) R$ 205 mil
10 – Sérgio Turra (PP) R$ 204,6 mil
11 – Kevin Krieger (PP) R$ 200,5 mil
12 – Gilmar Sossella (PDT) R$ 195,1 mil
13 – Ronaldo Santini (PTB) R$ 194,7 mil
14 – Márcio Bins Ely (PDT) R$ 177 mil
15 – Matteo Chiarelli (DEM) R$ 175,6 mil

Com a bênção do poder econômico

09 de setembro de 2014 42

ABERTURA DE POLÍTICA+, TERÇA-FEIRA

A prestação parcial de contas dos candidatos a deputado federal é a maior expressão do peso do poder econômico em uma eleição. Dos 15 candidatos que mais receberam contribuições de campanha até agora, 13 estão no exercício do mandato (confira no post anterior a lista e os maiores doadores). As exceções são o oitavo colocado, Flávio Zacher, ex-assessor do Ministério do Trabalho, com R$ 606,9 mil, e o 14º, Afonso Motta, com R$ 445 mil. Outro sem mandato, Luiz Antônio Covatti, filho do deputado Vilson Covatti (PP), não aparece entre os que mais doações receberam, mas é o sétimo em despesas (R$ 470,6 mil).
O campeão de doações é Onyx Lorenzoni (DEM), que já arrecadou R$ 1,25 milhão e gastou R$ 1,08 milhão. Em segundo lugar em receita vem o campeão de gastos, José Otávio Germano (PP), com R$ 1,2 milhão. Na casa do milhão aparece ainda Jerônimo Goergen (PP, com R$ 1,06 milhão). São doações legais, devidamente contabilizadas, que devem crescer até o final da campanha, porque
essa é uma prestação parcial de contas.
A lista de doadores para candidatos a todos os cargos chama a atenção para o peso das empreiteiras, dos bancos e dos frigoríficos. Será apenas por apreço à democracia que despejam volumosas somas na conta deste ou daquele concorrente?
No preço que você paga pelo bife da Friboi não estão embutidos apenas os milionários cachês do ator Tony Ramos e do cantor Roberto Carlos. Estão, no mínimo, mais R$ 14,5 milhões para Dilma Rousseff, R$ 6 milhões para Marina Silva e R$ 5 milhões para Aécio Neves, sem contar os deputados agraciados Brasil afora. Na área das carnes, também aparece entre os doadores generosos a sigla BRF (leia-se Sadia e Perdigão).
O eleitor tem o direito de se perguntar onde vai parar todo esse dinheiro, qual é a retribuição esperada pelos financiadores e por que não se pode fazer campanhas mais econômicas.

Candidatos a deputado federal superam arrecadação e gastos de concorrentes ao Senado

08 de setembro de 2014 10

Por Juliano Rodrigues

A eleição para o Senado parece não empolgar tanto os empresários quanto a disputa para a Câmara de Deputados. Segundo levantamento do blog a partir da segunda parcial da prestação de contas dos candidatos, pelo menos 15 concorrentes à Câmara superaram a arrecadação dos aspirantes ao Senado.

Veja quanto os candidatos ao Senado arrecadaram até agora:

Simone Leite (PP) – R$ 497,6 mil
Os três principais doadores:
* BRF S/A – R$ 290 mil
* Itau Unibanco – R$ 50 mil
* Alessandro Fernandes Ghedin – R$ 40,5 mil

Olívio Dutra (PT) – R$ 304,3 mil
Os três principais doadores:
* Braskem S/A – R$ 150 mil
* Construtora Giovanella – R$ 50 mil
* Focal Produções – R$ 28 mil

Lasier Martins (PDT) – R$ 267,1 mil
Os três principais doadores:
* Gerdau Aços Especiais – R$ 99 mil
* Crown Embalagens – R$ 40 mil
* Companhia Zaffari – R$ 40 mil

Pedro Simon (PMDB) – não informou

Abaixo, a relação dos 15 concorrentes a vagas na Câmara que mais receberam doações:

1 – Onyx Lorenzoni (DEM) – R$ 1,25 milhão
Os três principais doadores:
* Andrade Gutierrez – R$ 200 mil
* Rima Industrial – R$ 150 mil
* Iguatemi – R$ 150 mil 

2 – José Otávio Germano (PP) – R$ 1,22 milhão
Os três principais doadores:
* Vale Energia – R$ 200 mil
* Salobo Metais S/A – R$ 200 mil
* Braskem S/A – R$ 166,6 mil

3 – Jerônimo Goergen (PP) – R$ 1,06 milhão
Os três principais doadores:
* JBS S/A – R$ 300 mil
* Andrade Gutierrez – R$ 100 mil
* CRBS S/A – R$ 100 mil 

4 – Luis Carlos Heinze (PP) – R$ 713,5 mil
Os três principais doadores:
* SLC Agricola – R$ 200 mil
* Flora Produtos de Higiene – R$ 100 mil
* BRF S/A – R$ 98 mil

5 – Renato Molling (PP) – R$ 692 mil
Os três principais doadores:
* JBS S/A – R$ 220 mil
* Flora Produtos de Higiene – R$ 100 mil
* Londrina Bebidas – R$ 78,4 mil

6 – Henrique Fontana (PT) – R$ 656,4 mil
Os três principais doadores:
* BRF S/A – R$ 95 mil
* Associação Prof. Lib. Univ. APLUB – R$ 75 mil
* Companhia Brasileira Corret. Seguros e Prev. – R$ 75 mil

7 – Paulo Pimenta (PT) – R$ 625 mil
Os três principais doadores:
* Construtora Queiroz Galvão – R$ 285 mil
* Braskem – R$ 68 mil
* CRBS S/A – R$ 47,5 mil

8 – Flávio Zacher (PDT) – R$ 606,9 mil
Os três principais doadores:
* Direção nacional – R$ 155 mil
* JBS S/A – R$ 150 mil
* Celulose Riograndense – R$ 100 mil

9 – Alceu Moreira (PMDB) – R$ 555,4 mil
Os três principais doadores:
* BRF S/A – R$ 200 mil
* Philip Morris do Brasil – R$ 100 mil
* Gerdau Aços Especiais – R$ 57 mil

10 – Darcísio Perondi (PMDB) – R$ 511,2 mil
Os três principais doadores:
* Recofarma Indústria do Amazonas LTDA – R$ 266 mil
* Arosuco Aromas e Sucos LTDA – R$ 171 mil
* Saepar Serviços e Participações – R$ 71,2 mil 

11 – Afonso Hahm (PP) – R$ 452,1 mil
Os três principais doadores:
* JBS S/A – R$ 230 mil
* Prestaserv – R$ 75 mil
* Fibria Celulose – R$ 40 mil

12 – Giovani Cherini (PDT) – R$ 449,1 mil
Os três principais doadores:
* Construtora Queiroz Galvão – R$ 100 mil
* Sama S/A – R$ 100 mil
* Gerdau Aços Especiais – R$ 40 mil

13 – Ronaldo Zulke (PT) – R$ 446,7 mil
Os três principais doadores:
* Braskem S/A – R$ 191,5 mil
* Tractebel Energia – R$ 40 mil
* Construtora Cidade – R$ 28,5 mil

14 – Afonso Motta (PDT) – R$ 445 mil
Os três principais doadores:
* OAS – R$ 100 mil
* Competence Comunicação – R$ 30 mil
* Vompar – R$ 20 mil

15 – Maria do Rosário (PT) – R$ 341 mil
Os três principais doadores:
* Engemix – R$ 145 mil
* Construtora Queiroz Galvão – R$ 37,5 mil
* Marcopolo S/A – R$ 30 mil
O mesmo ocorre em relação aos gastos de campanha.

Veja quanto os candidatos ao Senado gastaram:

Simone Leite (PP) – R$ 389,5 mil
Lasier Martins (PDT) – R$ 260,3 mil
Olívio Dutra (PT) – R$ 174 mil
Pedro Simon (PMDB) – não informou

Abaixo, a relação de despesas dos candidatos a deputado:

1 – José Otávio Germano (PP) – R$ 1,2 milhão
2 – Onyx Lorenzoni (DEM) – R$ 1,08 milhão
3 – Jerônimo Goergen (PP) – R$ 882,7 mil
4 – Flávio Zacher (PDT) – R$ 615,8 mil
5 – Luis Carlos Heinze (PP) – R$ 536,8 mil
6 – Henrique Fontana (PT) – R$ 515,6 mil
7 – Luis Antonio Covatti (PP) – R$ 470,6 mil
8 – Afonso Motta (PDT) – R$ 453,9 mil
9 – Ronaldo Zulke (PT) – R$ 450,5 mil
10 – Renato Molling (PP) – R$ 427,4 mil
11 – Paulo Pimenta (PT) – R$ 402,4 mil
12 – Fabiano Pereira (PT) – R$ 399,9 mil
13 – Luis Busato (PTB) – R$ 370,2 mil
14 – Maria do Rosário (PT) – R$ 356,7 mil
15 – Afonso Hahm (PP) – R$ 331,2 mil