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Agenda dos candidatos - Segunda-feira, 28 de julho

27 de julho de 2014 2

Confira o que os candidatos a governador farão nesta segunda-feira:

 

ROBERTO ROBAINA (PSOL)

 

9hDebate da AGERT.
16h30minReunião com a coordenação de campanha

VIEIRA DA CUNHA (PDT)

9h – Debate Agert
14h Reunião com a Grampal
17h – Inauguração do Comitê Central

ANA AMÉLIA (PP)

Assessoria não enviou a agenda.

JOSÉ IVO SARTORI  (PMDB)

8h30 Debate de candidatos ao governo do Estado promovido pela AGERT
12 horas Reunião-almoço com a diretoria do Sinduscon-RS (Sindicato da Indústria da Construção Civil).
15h Encontro e caminhada com candidatos da coligação O Novo Caminho para o Rio Grande, em Gravataí.
17h Encontro na Praça do Quiosque e caminhada com candidatos da coligação.
18h30 Encontro com candidatos da coligação. Local: Sede do Diretório Municipal do PMDB.
20h30 Jantar comemorativo dos 101 anos do Esporte Clube Cruzeiro, em Cachoeirinha.

TARSO GENRO (PT)

7h45 – Concede entrevistas para o a TV Band e o Jornal Gente, da rádio Bandeirantes AM
9h – Participa de debate promovido pela Agert
17h – Entrevista coletiva para imprensa em São Leopoldo
18h - Participa de caminhada com militância pelo Centro
18h30 - Conduz ato político e plenária de campanha

Conquistadores alemães

27 de julho de 2014 13

CRÔNICA DE DOMINGO

Eu tinha prometido a mim mesma que só voltaria a falar de Copa em 2018, mas a generosidade dos campeões me fez mudar de ideia. Já absorvi o impacto daqueles 7 a 1 e virei uma torcedora tardia da seleção da Alemanha. Pelo que fez dentro e fora de campo, a Alemanha não para de me conquistar. Justo eu que torci pela Argentina em nome da afinidade que tenho com os vizinhos.
O último golaço dos alemães foi a doação de R$ 100 mil em itens de primeira necessidade para as vítimas da enchente no Rio Grande do Sul. Doação do governo alemão, mas que teria sido uma forma de retribuir o carinho com que a Seleção foi tratada quando jogou em Porto Alegre.
Os alemães foram gentis com a nossa torcida. Não tripudiaram naquela goleada, não fizeram todos os gols que poderiam,
demonstração inequívoca de generosidade. Antes daquela tarde no Mineirão, deram show de bola em Porto Alegre. Que o diga o Getulinho, que entrou em campo segurando a mão do goleiro Neuer.
Eu já andava encantada com a forma como os alemães se integraram com a comunidade de Santa Cruz Cabrália, na Bahia, onde ficaram hospedados. Com a dança dos pataxós, eles mostraram que, além de gentis, são divertidos. E ainda teve o Podolski, de todos o mais popular, com suas demonstrações de apreço pelo Brasil. Domingo passado estava vendo o Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula-1 e quem aparece na Globo? Podolski, pedindo para fazer uma selfie com o Rubinho Barichello e mandando abraço para os brasileiros.
Minha admiração chegou ápice com o gesto do Özil, que depois de financiar cirurgias para 11 crianças brasileiras resolveu pagar o tratamento para mais 23. Qual dos nossos milionários jogadores fez alguma coisa parecida? OK, é possível que tenham feito mais do que isso e não queiram alardear para não parecer oportunismo, mas adoraria trocar o nome de Özil nesse comentário pelo de um dos nossos rapazes.
Estive uma única vez na Alemanha. Foi em 1999, pouco tempo depois da queda do muro, uma viagem que incluiu Bonn, Munique, Berlim, Dresden, Weimar e Frankfurt. Voltei fascinada pelo cuidado com a História, a arte e o meio ambiente. Impactada com a diferença entre o lado ocidental desenvolvido e o lado oriental empobrecido. Conheci a catedral de Colônia, uma das mais lindas do mundo, Buchenwald, o lugar mais triste de todos em que já estive, e a casa de Goethe, o gênio.
Relembro essa viagem no momento em que celebramos os 190 anos da imigração alemã. Os colonos que aqui chegaram há quase dois séculos trouxeram a cultura do trabalho, construíram cidades, nos legaram tradições que estão incorporadas à vida do Rio Grande do Sul. Parte das raízes da minha árvore genealógica está por lá. Quem garante que eu não sou prima distante do Müller, do Hummels, do Lahn ou da Angela Merkel?

Agenda dos candidatos - Sábado, 26 de julho

25 de julho de 2014 1

Confira o que os candidatos a governador farão neste sábado:

VIEIRA DA CUNHA (PDT)
12h – Almoço de lançamento da candidatura a deputado estadual de Mauro Zacher, em Minas do Leão
15h30min – Encontro com eleitores nos bairros Humaitá, Navegantes e Ilhas
20h – Lançamento das candidaturas a deputado estadual e federal de Diego Picucha e Pompeo de Mattos, em Parobé

ANA AMÉLIA (PP)
9h -  Inauguração da primeira Casa de Ana Amélia em Sapucaia do Sul (Rua João de Vargas, 1014)
10h30 – Inauguração de Comitê em Portão (Avenida Brasil, 1002)
11h45min – Caminhada em Novo Hamburgo, com saída da Avenida Pedro Adams Filho. Almoço nor estaurante Bifão
17h30min  -  Inauguração da Casa de Ana Amélia em Canoas (Av. Rio Grande do Sul, 1261)
19h30min – IInauguração da Sede do Diretório Municipal de Esteio (Rua Rio Pardo, 75).

JOSÉ IVO SARTORI  (PMDB)
10h – Lançamento da campanha Sartori Governador e de candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal no Centro Recreativo Terceira Idade, em São Sebastião do Caí
12h -  Encontro regional da coligação O Novo Caminho para o Rio Grande nas coordenadorias das regiões Campos de Cima da Serra, Encosta Superior do Nordeste, Vinhedos e Serra no Salão Nossa Senhora da Saúde, em Caxias do Sul.

ROBERTO ROBAINA (PSOL)
15h30min – Plenária de mobilização da campanha de Luciana Genro (PSOL) à Presidência da Repúblicano Salão da Paróquia Pompeia (Rua Doutor Barros Cassal, 220), em Porto Alegre

TARSO GENRO (PT)
10h – Caminhada no centro de Santa Cruz, com saída da Praça da Bandeira
11h – Plenária com militantes do PTB, na Rua 28 de Setembro, esquina com a Assis Brasil
12h – Visita o Grupo Gazeta de Santa Cruz (Ramiro Barcelos, 1206).

Os demais candidatos não encaminharam a agenda.

Coligações e seus nomes de batismo

25 de julho de 2014 0

Batizar uma aliança política é tarefa que desafia a criatividade dos partidos e dos seus marqueteiros. Como nem sempre a coligação para governador e senador é a mesma para deputado estadual e federal, o blog apresenta aqui a lista de nomes de alianças, com os respectivos candidatos e partidos, com uma recomendação: cuidado para não ficar mareado diante dessa mistura de letrinhas.

ALIANÇAS PARA GOVERNADOR E SENADOR

Nome: Esperança que une o Rio Grande
Partidos: PP, PSDB, PRB e SD
Candidata ao Piratini: Ana Amélia Lemos (PP)
Candidato a vice: Cassiá Carpes (SD)
Candidato ao Senado: Simone Leite (PP)
Assembleia Legislativa:
- PP (sozinho)
- Esperança por um Rio Grande melhor: PSDB, PRB e SD
Câmara dos Deputados
- Unidos pela esperança: PP, PSDB, PRB e SD

Nome: Unidade Popular pelo Rio Grande
Partidos: PT, PC do B, PTB, PR, PROS, PPL e PTC
Candidato ao Piratini: Tarso Genro (PT)
Candidato a vice: Abgail Pereira (PC do B)
Candidato ao Senado: Olívio Dutra (PT)
Assembleia Legislativa:
- PT (sozinho)
- PTB (sozinho)
- Avançar nas mudanças: PC do B, PPL, PR, PTC e PROS
Câmara dos Deputados:
PT (sozinho)
- Mais desenvolvimento, mais conquistas: PTB, PC do B, PPL, PR, PTC e PROS

Nome: O novo caminho para o Rio Grande
Partidos: PMDB, PSD, PSB, PPS, PHS, PTdoB, PSL e PSDC
Candidato ao Piratini: José Ivo Sartori (PMDB)
Candidato a vice: José Paulo Cairoli (PSD)
Candidato ao Senado: Beto Albuquerque (PSB)
Deputado estadual:
- Juntos pelo Rio Grande (PSB-PPS)
- PMDB (sozinho)
- Rio Grande unido pode mais: PSD, PHS, PT do B, PSDC e PSL
Deputado federal
- PMDB (sozinho)
- Unidos pelo Rio Grande: PSB, PPS, PSD, PHS, PT do B, PSDC e PSL

Nome: Unidade Popular pelo Rio Grande
Partidos: PT, PC do B, PTB, PR, PROS, PPL e PTC
Candidato ao Piratini: Tarso Genro (PT)
Candidato a vice: Abgail Pereira (PC do B)
Candidato ao Senado: Olívio Dutra (PT)
Assembleia Legislativa:
- PT (sozinho)
- PTB (sozinho)
- Avançar nas mudanças: PC do B, PPL, PR, PTC e PROS
Câmara dos Deputados
- PT (sozinho)
- Mais desenvolvimento, mais conquistas: PTB, PC do B, PPL, PR, PTC e PROS

Nome: O Rio Grande merece mais
Partidos: PDT, PSC, DEM, PV e PEN
Candidato ao Piratini: Vieira da Cunha (PDT)
Candidato a vice: José Flávio Gomes (PSC)
Candidato ao Senado: Lasier Martins (PDT)
Assembleia Legislativa:
- Unidade Democrata Trabalhista: PDT e DEM
- União Verde Ecológica Cristã: PSC, PV e PEN
Câmara dos Deputados:
- A força do Rio Grande: PDT, PSC, DEM, PV e PEN

Nome: Frente de Esquerda
Partidos: PSOL e PSTU
Candidato ao Piratini: Roberto Robaina (PSOL)
Candidato a vice: Gabi Tolotti (PSOL)
Candidato ao Senado: Júlio Flores (PSTU)
Assembleia Legislativa:
- Frente de Esquerda: PSOL e PSTU
Câmara dos Deputados
- Frente de Esquerda: PSOL e PSTU

Nome: PRTB
Partidos: PRTB
Candidato ao Piratini: Edison Estivalete Bilhalva (PRTB)
Candidato a vice: Hermes Souza (PRTB)
Candidato ao Senado: não tem
Assembleia Legislativa: PRTB
Câmara dos Deputados: PRTB

Nome: PMN
Partidos: PMN
Candidato ao Piratini: João Carlos Rodrigues (PMN)
Candidato a vice: Roberto Wilodre (PMN)
Candidato ao Senado: Ciro Machado (PMN)
Assembleia Legislativa: PMN
Câmara dos Deputados: PMN

Nome:PCB
Partidos: PCB
Candidato ao Piratini: Humberto Carvalho (PCB)
Candidato a vice: Nubem Medeiros (PCB)
Candidato ao Senado: não tem
Assembleia Legislativa: PCB
Câmara dos Deputados: PCB

Nome: PRP
Candidato ao Piratini: não tem
Candidato a vice: não tem
Candidato ao Senado: Rubens Goldberg
Assembleia Legislativa: PRP
Câmara dos Deputados: PRP

Ana Amélia e Tarso partem para o confronto

25 de julho de 2014 13

ABERTURA DE POLÍTICA+, SEXTA-FEIRA
Apesar da preocupação em não repetir 2002, quando Antônio Britto e Tarso Genro se atacaram tanto que abriram caminho para a vitória de Germano Rigotto, estão delineadas as estratégias do PT e do PP de tentar antecipar o segundo turno. No debate de ontem, na Rádio Guaíba, o governador Tarso Genro e a senadora Ana Amélia Lemos protagonizaram um confronto particular, com cobranças mútuas.
Ao questionar Ana Amélia, Tarso disse que ela prometeu fazer um “choque de gestão”. Antes que completasse a pergunta, a senadora interrompeu para dizer que nunca falou em choque de gestão. Tarso reformulou a questão e propôs uma discussão sobre as funções do Estado, lembrando que os governos anteriores, dos quais o PP participou, arrocharam salários.
Ana Amélia reagia indignada cada vez que Tarso falava “o seu governo” e insistia que nunca foi governo.
A senadora questionou a política de Tarso, de usar os depósitos judiciais e de tomar empréstimos externos. Mais de uma vez, disse que Tarso está financiando o desenvolvimento com “cheque especial” e que as próximas gerações terão de pagar a conta. Também ressuscitou o debate sobre a perda da Ford, lembrando que, no confronto entre os candidatos ao Senado, Olívio Dutra disse que não se arrependia da forma como seu governo tratou a montadora. Tarso rebateu, falando do investimento da Celulose Riograndense, que trouxe mais dinheiro e mais empregos para Guaíba do que a Ford.
Tarso também foi alvo de críticas duras de Vieira da Cunha, que reafirmou sua contrariedade com a participação do PDT no governo. Vieira cobrou o petista por não tentar mudar a lei que impede o Rio Grande do Sul de buscar socorro federal para pagar o piso do magistério.
José Ivo Sartori (PMDB), que sonha repetir o fenômeno Rigotto, teve uma atuação tão discreta quanto a do primeiro debate, na Rádio Gaúcha, no dia 6 de julho.

Agenda dos candidatos - Sexta-feira, 25 de julho

24 de julho de 2014 1

Confira o que os candidatos a governador farão nesta sexta-feira:

ANA AMÉLIA LEMOS (PP)
12h – Mobilização na Esquina Democrática, em Porto Alegre
13h30min -  Encontro com candidatas a deputadas estaduais e federais no Hotel Laghetto, em Porto Alegre

JOSÉ IVO SARTORI (PMDB)
12h – Encontro com líderes da coligação O Novo Caminho para o Rio Grande, juntamente com o candidato ao Senado, Beto Albuquerque, em homenagem ao Dia do Colono e do Motorista, no distrito de Nove Colônias, em Nova Petrópolis.
17h – Caminhada no Centro de Guaíba
19h30min – Jantar no CTG Porteira da Tradição em Eldorado do Sul

ROBERTO ROBAINA (PSOL)
8h30min – Entrevista ao Jornal Gente, da rádio Band AM.
9h30min – Reunião com a equipe de comunicação da campanha.
12h30min – Reunião com a candidata a vice-governadora, Gabi Tolotti.

TARSO GENRO (PT)
13h45min – Encontro com Leonardo Boff na Ulbra, em Torres
16h30min – Entrevista coletiva
18h – Entrevista às rádios Tramandaí AM e Itaramã FM
18h30min – Plenária de campanha no restaurante Twister, em Tramandaí

VIEIRA DA CUNHA (PDT)
10h às 14h – Caminhada e almoço em Guaíba
20h – Jantar em Taquari

Observação: os demais candidatos não encaminharam agenda

Encontro no velório

24 de julho de 2014 6

Rivais nas eleições presidenciais, Dilma Rousseff (PT) e o ex-governador de Pernambuco, encontraram-se nesta quinta-feira durante o velório do escritor Ariano Suassuna, em Recife. Dilma ficou cerca de meia hora no local e assim que sentou-se ao lado da viúva, Zélia Suassuna, ouviu parte do público cantar a música Madeira do Rosarinho. A canção costumava ser entoada por Suassuna nos comícios de Campos desde a eleição de 2006, quando o socialista foi eleito governador pela primeira vez.

“E se aqui estamos cantando esta canção. Viemos defender a nossa tradição e cantar bem alto que a injustiça dói. Nós somos madeira de lei que cupim não rói”, diz o refrão.

Veja abaixo um dos momentos em que Suassuna cantou a música ao lado de Campos:

Antes de deixar o velório, Dilma cumprimentou Campos e eles trocaram algumas palavras. A presidente voltou para Brasília sem falar com a imprensa. Campos também não falou com os jornalistas antes de seguir para o Cemitério Morada da Paz, que fica na cidade de Paulista, região metropolitana do Recife, onde o corpo de Suassuna foi enterrado.

Cante com o seu candidato

24 de julho de 2014 2

Alguns dos candidatos nas eleições de outubro já divulgaram os seus primeiros jingles para a campanha. Confira abaixo as apostas dos marqueteiros para conquistar os eleitores:

Obs.: O post será atualizado conforme os candidatos lançarem os seus jingles.

Candidatos à Presidência:

- Dilma Rousseff (PT)

- Aécio Neves (PSDB)

- Eduardo Campos (PSB)

Candidatos ao Piratini:

- Ana Amélia Lemos (PP)

- Tarso Genro (PT)

As duas versões do jingle de campanha do governador estão no perfil da sua equipe no SoundCloud. Para ouvir, clique aqui.

Candidatos ao Senado:

- Lasier Martins (PDT)

Para ouvir o jingle, clique aqui.

Como assim, governador?

24 de julho de 2014 21
Foto: Caco Argemi, Divulgação

Foto: Caco Argemi, Divulgação

Causou surpresa uma frase dita pelo governador Tarso Genro durante ato de campanha em Gravataí (foto), na terça-feira. Ao falar sobre investimentos em saúde, o petista disse que o Estado aumentou tanto os repasse aos municípios, que alguns prefeitos estão rejeitando dinheiro. A declaração foi enviada à imprensa pela assessoria da campanha da coligação liderada por Tarso.

– Hoje falamos com os prefeitos e eles nos dizem “não quero mais recursos para a saúde, o que eu tenho eu não estou conseguindo mais aplicar”. Isso acontece porque nós estamos distribuindo os recursos de maneira republicana, sem olhar para o partido do prefeito, e também porque chegamos ao objetivo histórico de investir 12% em saúde.

A assessoria de imprensa de Tarso afirma que a declaração do governador sobre os prefeitos foi feita em “tom de brincadeira”. No entanto, o material enviado aos veículos jornalísticos não deixa isso claro, como mostra a reprodução abaixo:

blog
Segundo a coordenação da campanha de Tarso, o Estado triplicou os repasses para as prefeituras nos últimos anos. Em 2010, foram repassados R$ 169 milhões. O valor subiu para R$ 520 milhões em 2013, e a previsão é que alcance R$ 630 milhões em 2014.

Em nota, a Famurs contestou a afirmação do governador:

“A Famurs contesta a afirmação do governador Tarso Genro de que os prefeitos “não querem mais recursos para a saúde”. São insuficientes os repasses financeiros de todos os programas do Ministério da Saúde, cabendo às prefeituras bancar a maior parte dos valores restantes. Os municípios também carecem de investimentos do Estado em média e alta complexidade hospitalar, em assistência farmacêutica, na contratação de médicos especialistas para cidades do interior e no pagamento do Piso dos Agentes Comunitários, que depende de contrapartida estadual para se tornar realidade. Estudo do Tribunal de Contas (TCE) comprovou que as 497 prefeituras gaúchas destinam, em média, 21% dos seus orçamentos em saúde, mais do que os 15% exigidos por lei. Por outro lado, o governo do Estado descumpriu em 2013 a exigência de gastar 12% das receitas no setor, assim como a União, que sequer aprovou cota fixa de 10% do PIB, conforme solicita projeto de lei de iniciativa popular que recolheu duas milhões de assinaturas.”

 

Declaração de bens para inglês ver

23 de julho de 2014 9

ABERTURA DE POLÍTICA+, QUARTA-FEIRA

Por exigência legal, os candidatos têm de declarar seu patrimônio à Justiça Eleitoral no momento de solicitar o registro. Qualquer eleitor pode entrar no site do TSE e conferir os bens de quem disputa seu voto, mas essa informação nem sempre será precisa. E não é culpa dos políticos.
Como a Justiça Eleitoral não exige que os bens sejam atualizados pelo valor de mercado, a maioria informa o patrimônio da forma como está no Imposto de Renda. O problema é a legislação do IR, que não prevê a correção do valor dos imóveis, exceto quando sofrem alguma reforma. Como a Receita manda declarar pelo valor da compra, desconsiderando a correção monetária, na hora de vender, a diferença é considerada ganho de capital, mesmo que seja apenas a inflação. Essa anomalia resulta em desconfiança, por parte do eleitor, de que os candidatos estão sonegando informações, quando apenas reproduzem o que está no IR.
Com os carros ocorre o contrário. Todos os anos, o veículo deve ser declarado pelo valor de compra. Ignora-se a depreciação. Se o candidato reproduz o que está na sua declaração de renda, o carro estará superfaturado. E o eleitor, desconfiado, não entende por que um carro de cinco anos vale o mesmo que um zero quilômetro.
Como não existe um padrão de declaração, cada um faz do seu jeito. Ao declarar um apartamento, por exemplo, os detalhistas informam endereço, metragem, data de aquisição e valor. Outros simplesmente escrevem imóvel na cidade tal e valor, sem dizer se é casa, terreno, escritório ou apartamento.
Mesmo com essas falhas, a declaração tem lá sua utilidade para se conhecer os candidatos. Uma das curiosidades do site do TSE é a quantidade de políticos que guardam dinheiro em casa ou em conta corrente, quando o natural seria manter aplicado para ter rendimento.

Comitê de Dilma no RS tem líderes de PMDB, PDT e PP

22 de julho de 2014 14
Foto: Guilherme Santos, PT, Divulgação

Foto: Guilherme Santos, PT, Divulgação

O lançamento do comitê suprapartidário da campanha de Dilma Rousseff (PT) no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira, contou com líderes das mais diversas siglas, incluindo de partidos adversários do PT no Estado, como o PMDB, o PDT e o PP. Apesar das legendas terem orientações regionais diferentes do que foi acordado em nível nacional (PMDB, PDT e PP apoiam Dilma, mas, no RS, os partidos têm outros palanques), dissidentes foram ao almoço no Restaurante Copacabana para defender a reeleição da petista. A maioria da base de apoio a Dilma entre os partidos rivais é formada por prefeitos. Entre eles, José Fortunati (PDT), de Porto Alegre, e Alceu Barbosa Velho (PDT), de Caxias do Sul. Um dos casos mais curiosos é o da vice-prefeita de Canoas, Beth Colombo (PP). Beth, aliada de Jairo Jorge (PT) desde o seu primeiro mandato, é presidente estadual das Mulheres do PP, e uma das principais articuladoras da campanha de Ana Amélia Lemos – aliada a Aécio Neves (PSDB) – na Região Metropolitana. — O meu apoio a Dilma é um reconhecimento a tudo que ela fez por Canoas. É uma atitude de gratidão. A Dilma fez campanha conosco (ela e Jairo) quando ainda era ministra. Conversei com a minha governadora e ela entendeu a minha posição — explica. O local onde será instalado o comitê ainda não foi definido. O presidente estadual do PT, Ary Vanazzi, espera resolver a questão nesta semana. A expectativa da coordenação de campanha de Dilma é de que a presidente venha ao Estado em ao menos duas datas para comícios ao lado de Tarso Genro. Uma terceira data seria utilizada para um ato com a presença de todos os apoiadores.

Pesquisa é só um retrato do momento

22 de julho de 2014 4

ABERTURA DE POLÍTICA+ DE TERÇA-FEIRA

A cada eleição, é a mesma coisa: simpatizantes dos candidatos que estão na frente tratam as pesquisas como definitivas, exaltam os resultados e amplificam os números nas suas redes. Concorrentes em desvantagem tratam de desqualificar a sondagem, até para não desanimar os militantes. Quando o levantamento mostra dados favoráveis e desfavoráveis, fazem malabarismos para destacar o que é bom e questionar o que é ruim.
Não foi diferente com a pesquisa do Ibope divulgada no fim de semana. As redes sociais foram inundadas por comentários favoráveis e contrários ao levantamento, como se ele tivesse poder para decidir a eleição. Já tinha sido assim com o último Datafolha da sucessão presidencial: os petistas comemoraram a liderança da presidente Dilma Rousseff, 16 pontos à frente de Aécio Neves, mas se recusaram a aceitar a simulação de segundo turno, que aponta empate técnico.
Com mais de dois meses de campanha pela frente, não é uma pesquisa que vai decidir a eleição. A sondagem mostra o quadro de hoje, em que pesa – e muito – o grau de conhecimento do eleitor sobre os candidatos. Todos os que aparecem nos primeiros lugares são velhos conhecidos dos gaúchos. Ana Amélia Lemos e Tarso Genro disputaram uma eleição majoritária em 2010, têm mandato e, portanto, estão presentes na memória do eleitor.
A influência desses levantamentos sobre os eleitores é relativa. Se largar na frente garantisse a vitória, Germano Rigotto (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB) não teriam sido governadores.
A preocupação dos candidatos que estão mal nas pesquisas é com os financiadores de campanha e com os militantes. Os primeiros, de fato, investem mais em quem está na frente. E os militantes precisam de combustível para aguentar as agruras da campanha. O bom resultado em uma sondagem tem efeito energético.

Mais respeito nos comentários

21 de julho de 2014 17

Por favor, caros leitores, não me obriguem a fechar este blog para comentários. A cada dia é crescente o número de comentários que eu tenho de bloquear porque são feitos no anonimato, com grosserias dirigidas aos candidatos, especialmente à presidente Dilma Rousseff e ao senador Aécio Neves. Serei cada vez mais rigorosa no bloqueio de acusações sem prova e da adjetivação grotesca feita por pessoas que não ousam sequer assumir a verdadeira identidade. Este é um espaço democrático, não uma destilaria de ódio.

 

Eleitor ainda não vincula voto a alianças

21 de julho de 2014 1

ABERTURA DE POLÍTICA+, SEGUNDA-FEIRA

Pela primeira pesquisa do Ibope depois do início da campanha, no Rio Grande do Sul Dilma Rousseff tem mais eleitores do que o governador Tarso Genro, e a senadora Ana Amélia Lemos (PP) é bem maior do que seu candidato a presidente, o tucano Aécio Neves. Dilma tem 41% das intenções de voto, e Tarso, 31%. Ana Amélia lidera a pesquisa, com 37%, e Aécio tem 23%. Eduardo Campos (PSB) fez 6% no RS, dois pontos a mais do que o concorrente do PMDB ao Piratini, José Ivo Sartori, mas é menor do que o deputado Beto Albuquerque, candidato ao Senado, com 10%.
Dilma tem no Rio Grande do Sul um desempenho bem superior à média no país. A vantagem de 18 pontos sobre Aécio pode ser explicada pelo fato de ter vivido e feito carreira no Rio Grande do Sul. Aécio ainda está sendo apresentado à maioria dos eleitores gaúchos. Além disso, as únicas obras de vulto em execução no Rio Grande do Sul são federais, e isso ajuda a alavancar a candidatura da presidente à reeleição.
A diferença na avaliação dos dois governos não é suficiente para explicar por que Dilma tem 10  pontos a mais do que Tarso. Enquanto 32% dos eleitores responderam que o governo Tarso é bom ou ótimo, 36% disseram o mesmo de Dilma. A soma de ruim e péssimo é de 28% para os dois. A nota do governador é 5,5, e a da presidente, 5,6.
A justificativa para a diferença é a existência de uma candidata competitiva ao governo do Estado, enquanto os concorrentes de Dilma ainda não conquistaram os gaúchos. Por essa época, em 2010, o tucano José Serra tinha 46% no Rio Grande do Sul, o dobro de Aécio  hoje, contra 37% de Dilma. No primeiro turno, Dilma fez 406.874 votos a mais do que Serra no Estado. No segundo, Serra virou e fez 119.446 votos a mais do que Dilma.
O resultado da pesquisa deve levar o PT a reforçar a identificação de Tarso com Dilma e o PSDB a ampliar a presença de Aécio no Estado e destacar o vínculo com Ana Amélia. No dia 2 de agosto, no Gigantinho, o tucano participará do primeiro comício ao lado dela.

Disputas de tirar o fôlego

19 de julho de 2014 11

Com uma tradição de disputas acirradas, o Rio Grande do Sul se encaminha para mais uma eleição de tirar o fôlego dos militantes. Duas, no caso: a de governador e a de senador. A primeira pesquisa do Ibope depois da oficialização das candidaturas e do primeiro debate entre os candidatos a governador reforça o cenário de polarização desenhado nos levantamentos anteriores. Tanto na pesquisa espontânea como na estimulada, Ana Amélia Lemos (PP) e Tarso Genro (PT) estão bem à frente dos demais concorrentes.
A vantagem de Ana Amélia sobre Tarso é de seis pontos percentuais (37% a 31%). Esticando-se até o limite a margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos, o Ibope considera a situação como de empate técnico. Se a eleição fosse hoje, Ana Amélia e Tarso disputariam o segundo turno. José Ivo Sartori (PMDB) e Vieira da Cunha (PDT) também estão empatados, mas tão distantes dos líderes que, para ter alguma chance de chegar ao segundo turno, não bastaria conquistar 100% dos indecisos e dos que estão dispostos a votar nulo ou em branco: teriam de virar o voto de eleitores de Ana Amélia e Tarso.
Mais acirrada ainda é a disputa para o Senado. A entrada de Olívio Dutra (PT) em substituição a Emília Fernandes (PC do B) alterou radicalmente o cenário que, nas pesquisas anteriores, apontava o favoritismo de Lasier Martins (PDT). Agora, os dois estão empatados. Lasier tem 31% e Olívio, 28%. E a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa mostra que o eleitor ainda não entrou no clima da eleição. Além 60% dizerem que têm pouco ou nenhum interesse na eleição, 59% não souberam indicar seu candidato a governador quando a pergunta foi feita sem mostrar um cartão com o nome dos candidatos. No Senado, esse índice vai a 66%.

DESCOMPASSO NOS ÍNDICES

A única chapa que mostra sintonia entre os índices do candidato a governador e a senador é a de Tarso Genro (31%) e Olívio Dutra (28%).  Líder na disputa pelo Piratini, Ana Amélia Lemos tem 37%, mas a candidata do Senado, Simone Leite, não passa de 3%.
No PDT, o candidato ao Senado, Lasier Martins, tem 31% e Vieira da Cunha, que disputa o Piratini, apenas 2%. A distorção se repete no terceiro lugar: Beto Albuquerque (PSB), aspirante ao Senado, tem 10%, e José Ivo Sartori (PMDB), 4%.

POUCO MUDOU DESDE ABRIL

O quadro da disputa para o governo do Estado praticamente não se alterou desde abril. Seis meses antes
da eleição, Ana Amélia tinha 38% e Tarso, 31%.
O que mudou foi o cenário do Senado, por conta da entrada de Olívio Dutra. Em abril, Lasier era líder isolado, com percentuais que variavam de 38% a 45%, dependendo de quem fossem os adversários.

O QUADRO EM JULHO DE  2010

Há quatro anos, a primeira pesquisa feita depois do início da campanha mostrava Tarso Genro (PT) na liderança, com 39%, seguido de  José Fogaça (PMDB), com 29%, e de Yeda Crusius (PSDB), com 15%.
A vantagem de Tarso se ampliou com a propaganda de rádio e TV e ele foi eleito no primeiro turno, com 54,35% dos votos válidos. Fogaça teve 24,73% e Yeda, 18,39%.