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Comitê de Dilma no RS tem líderes de PMDB, PDT e PP

22 de julho de 2014 1
Foto: Guilherme Santos, PT, Divulgação

Foto: Guilherme Santos, PT, Divulgação

O lançamento do comitê suprapartidário da campanha de Dilma Rousseff (PT) no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira, contou com líderes das mais diversas siglas, incluindo de partidos adversários do PT no Estado, como o PMDB, o PDT e o PP. Apesar das legendas terem orientações regionais diferentes do que foi acordado em nível nacional (PMDB, PDT e PP apoiam Dilma, mas, no RS, os partidos têm outros palanques), dissidentes foram ao almoço no Restaurante Copacabana para defender a reeleição da petista. A maioria da base de apoio a Dilma entre os partidos rivais é formada por prefeitos. Entre eles, José Fortunati (PDT), de Porto Alegre, e Alceu Barbosa Velho (PDT), de Caxias do Sul. Um dos casos mais curiosos é o da vice-prefeita de Canoas, Beth Colombo (PP). Beth, aliada de Jairo Jorge (PT) desde o seu primeiro mandato, é presidente estadual das Mulheres do PP, e uma das principais articuladoras da campanha de Ana Amélia Lemos – aliada a Aécio Neves (PSDB) – na Região Metropolitana. — O meu apoio a Dilma é um reconhecimento a tudo que ela fez por Canoas. É uma atitude de gratidão. A Dilma fez campanha conosco (ela e Jairo) quando ainda era ministra. Conversei com a minha governadora e ela entendeu a minha posição — explica. O local onde será instalado o comitê ainda não foi definido. O presidente estadual do PT, Ary Vanazzi, espera resolver a questão nesta semana. A expectativa da coordenação de campanha de Dilma é de que a presidente venha ao Estado em ao menos duas datas para comícios ao lado de Tarso Genro. Uma terceira data seria utilizada para um ato com a presença de todos os apoiadores.

Pesquisa é só um retrato do momento

22 de julho de 2014 4

ABERTURA DE POLÍTICA+ DE TERÇA-FEIRA

A cada eleição, é a mesma coisa: simpatizantes dos candidatos que estão na frente tratam as pesquisas como definitivas, exaltam os resultados e amplificam os números nas suas redes. Concorrentes em desvantagem tratam de desqualificar a sondagem, até para não desanimar os militantes. Quando o levantamento mostra dados favoráveis e desfavoráveis, fazem malabarismos para destacar o que é bom e questionar o que é ruim.
Não foi diferente com a pesquisa do Ibope divulgada no fim de semana. As redes sociais foram inundadas por comentários favoráveis e contrários ao levantamento, como se ele tivesse poder para decidir a eleição. Já tinha sido assim com o último Datafolha da sucessão presidencial: os petistas comemoraram a liderança da presidente Dilma Rousseff, 16 pontos à frente de Aécio Neves, mas se recusaram a aceitar a simulação de segundo turno, que aponta empate técnico.
Com mais de dois meses de campanha pela frente, não é uma pesquisa que vai decidir a eleição. A sondagem mostra o quadro de hoje, em que pesa – e muito – o grau de conhecimento do eleitor sobre os candidatos. Todos os que aparecem nos primeiros lugares são velhos conhecidos dos gaúchos. Ana Amélia Lemos e Tarso Genro disputaram uma eleição majoritária em 2010, têm mandato e, portanto, estão presentes na memória do eleitor.
A influência desses levantamentos sobre os eleitores é relativa. Se largar na frente garantisse a vitória, Germano Rigotto (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB) não teriam sido governadores.
A preocupação dos candidatos que estão mal nas pesquisas é com os financiadores de campanha e com os militantes. Os primeiros, de fato, investem mais em quem está na frente. E os militantes precisam de combustível para aguentar as agruras da campanha. O bom resultado em uma sondagem tem efeito energético.

Mais respeito nos comentários

21 de julho de 2014 17

Por favor, caros leitores, não me obriguem a fechar este blog para comentários. A cada dia é crescente o número de comentários que eu tenho de bloquear porque são feitos no anonimato, com grosserias dirigidas aos candidatos, especialmente à presidente Dilma Rousseff e ao senador Aécio Neves. Serei cada vez mais rigorosa no bloqueio de acusações sem prova e da adjetivação grotesca feita por pessoas que não ousam sequer assumir a verdadeira identidade. Este é um espaço democrático, não uma destilaria de ódio.

 

Eleitor ainda não vincula voto a alianças

21 de julho de 2014 1

ABERTURA DE POLÍTICA+, SEGUNDA-FEIRA

Pela primeira pesquisa do Ibope depois do início da campanha, no Rio Grande do Sul Dilma Rousseff tem mais eleitores do que o governador Tarso Genro, e a senadora Ana Amélia Lemos (PP) é bem maior do que seu candidato a presidente, o tucano Aécio Neves. Dilma tem 41% das intenções de voto, e Tarso, 31%. Ana Amélia lidera a pesquisa, com 37%, e Aécio tem 23%. Eduardo Campos (PSB) fez 6% no RS, dois pontos a mais do que o concorrente do PMDB ao Piratini, José Ivo Sartori, mas é menor do que o deputado Beto Albuquerque, candidato ao Senado, com 10%.
Dilma tem no Rio Grande do Sul um desempenho bem superior à média no país. A vantagem de 18 pontos sobre Aécio pode ser explicada pelo fato de ter vivido e feito carreira no Rio Grande do Sul. Aécio ainda está sendo apresentado à maioria dos eleitores gaúchos. Além disso, as únicas obras de vulto em execução no Rio Grande do Sul são federais, e isso ajuda a alavancar a candidatura da presidente à reeleição.
A diferença na avaliação dos dois governos não é suficiente para explicar por que Dilma tem 10  pontos a mais do que Tarso. Enquanto 32% dos eleitores responderam que o governo Tarso é bom ou ótimo, 36% disseram o mesmo de Dilma. A soma de ruim e péssimo é de 28% para os dois. A nota do governador é 5,5, e a da presidente, 5,6.
A justificativa para a diferença é a existência de uma candidata competitiva ao governo do Estado, enquanto os concorrentes de Dilma ainda não conquistaram os gaúchos. Por essa época, em 2010, o tucano José Serra tinha 46% no Rio Grande do Sul, o dobro de Aécio  hoje, contra 37% de Dilma. No primeiro turno, Dilma fez 406.874 votos a mais do que Serra no Estado. No segundo, Serra virou e fez 119.446 votos a mais do que Dilma.
O resultado da pesquisa deve levar o PT a reforçar a identificação de Tarso com Dilma e o PSDB a ampliar a presença de Aécio no Estado e destacar o vínculo com Ana Amélia. No dia 2 de agosto, no Gigantinho, o tucano participará do primeiro comício ao lado dela.

Disputas de tirar o fôlego

19 de julho de 2014 11

Com uma tradição de disputas acirradas, o Rio Grande do Sul se encaminha para mais uma eleição de tirar o fôlego dos militantes. Duas, no caso: a de governador e a de senador. A primeira pesquisa do Ibope depois da oficialização das candidaturas e do primeiro debate entre os candidatos a governador reforça o cenário de polarização desenhado nos levantamentos anteriores. Tanto na pesquisa espontânea como na estimulada, Ana Amélia Lemos (PP) e Tarso Genro (PT) estão bem à frente dos demais concorrentes.
A vantagem de Ana Amélia sobre Tarso é de seis pontos percentuais (37% a 31%). Esticando-se até o limite a margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos, o Ibope considera a situação como de empate técnico. Se a eleição fosse hoje, Ana Amélia e Tarso disputariam o segundo turno. José Ivo Sartori (PMDB) e Vieira da Cunha (PDT) também estão empatados, mas tão distantes dos líderes que, para ter alguma chance de chegar ao segundo turno, não bastaria conquistar 100% dos indecisos e dos que estão dispostos a votar nulo ou em branco: teriam de virar o voto de eleitores de Ana Amélia e Tarso.
Mais acirrada ainda é a disputa para o Senado. A entrada de Olívio Dutra (PT) em substituição a Emília Fernandes (PC do B) alterou radicalmente o cenário que, nas pesquisas anteriores, apontava o favoritismo de Lasier Martins (PDT). Agora, os dois estão empatados. Lasier tem 31% e Olívio, 28%. E a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
A pesquisa mostra que o eleitor ainda não entrou no clima da eleição. Além 60% dizerem que têm pouco ou nenhum interesse na eleição, 59% não souberam indicar seu candidato a governador quando a pergunta foi feita sem mostrar um cartão com o nome dos candidatos. No Senado, esse índice vai a 66%.

DESCOMPASSO NOS ÍNDICES

A única chapa que mostra sintonia entre os índices do candidato a governador e a senador é a de Tarso Genro (31%) e Olívio Dutra (28%).  Líder na disputa pelo Piratini, Ana Amélia Lemos tem 37%, mas a candidata do Senado, Simone Leite, não passa de 3%.
No PDT, o candidato ao Senado, Lasier Martins, tem 31% e Vieira da Cunha, que disputa o Piratini, apenas 2%. A distorção se repete no terceiro lugar: Beto Albuquerque (PSB), aspirante ao Senado, tem 10%, e José Ivo Sartori (PMDB), 4%.

POUCO MUDOU DESDE ABRIL

O quadro da disputa para o governo do Estado praticamente não se alterou desde abril. Seis meses antes
da eleição, Ana Amélia tinha 38% e Tarso, 31%.
O que mudou foi o cenário do Senado, por conta da entrada de Olívio Dutra. Em abril, Lasier era líder isolado, com percentuais que variavam de 38% a 45%, dependendo de quem fossem os adversários.

O QUADRO EM JULHO DE  2010

Há quatro anos, a primeira pesquisa feita depois do início da campanha mostrava Tarso Genro (PT) na liderança, com 39%, seguido de  José Fogaça (PMDB), com 29%, e de Yeda Crusius (PSDB), com 15%.
A vantagem de Tarso se ampliou com a propaganda de rádio e TV e ele foi eleito no primeiro turno, com 54,35% dos votos válidos. Fogaça teve 24,73% e Yeda, 18,39%.

Indícios de segundo turno na eleição presidencial

18 de julho de 2014 8

ABERTURA DE POLÍTICA+

Primeira sondagem sobre a sucessão presidencial feita após o fim da Copa do Mundo e o início da campanha, a pesquisa do Datafolha divulgada ontem à noite sugere que nem o sucesso do Mundial  nem o fracasso da Seleção Brasileira em campo tiveram impacto significativo no ânimo do eleitor.
Os números indicam que a eleição deste ano será decidida em segundo turno. A presidente Dilma Rousseff, que liderou todas as pesquisas feitas até agora e chegou a ter 44% em fevereiro, está com 36% das intenções de voto – índice equivalente à soma dos adversários. O tucano Aécio Neves tem 20%. Eduardo Campos (PSB), que se lançou na disputa apoiado por Marina Silva com a pretensão de ser a terceira via, ainda não decolou: está com 8%.
A principal novidade é a simulação de segundo turno. Pela primeira vez, Dilma aparece tecnicamente empatada com Aécio. Ela tem 44%, e o tucano, 40%.
Os números divulgados ontem flutuaram dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, em relação à pesquisa divulgada no início de julho, antes do registro das candidaturas. Naquele levantamento, Dilma havia recuperado quatro pontos. Subira de 34% no início de junho para 38% um mês depois. Aécio tinha 20%, e Campos, 9%.
Em 2010, a primeira sondagem do Datafolha após a oficialização das candidaturas mostrou empate técnico entre José Serra (PSDB) e Dilma. Serra tinha 37%, e a candidata do PT, 36%, o mesmo índice que tem agora. Marina Silva, à época no PV, estava com 10%. No primeiro turno da eleição, Dilma teve 46,91% dos votos válidos, e Serra, 32,61%. No segundo turno, Dilma venceu por 56,05% a 43,95%.
O Datafolha também constatou que a avaliação do governo piorou em 15 dias. Os índices bom e ótimo caíram de 35% para 32%, e os ruim e péssimo subiram de 26% para 29%. O regular se manteve estável
em 38%.

Os candidatos nas redes

16 de julho de 2014 2

A repórter Cleidi Pereira elaborou uma lista com os endereços virtuais dos concorrentes à Presidência e ao Piratini. Confira abaixo:

Candidatos a presidente

Aécio Neves (PSDB)

Coligação Muda Brasil (PSDB, PMN, SDD, DEM, PEN, PTN, PTB, PTC e PT do B)
Facebook: https://www.facebook.com/AecioNevesOficial
Twitter: https://twitter.com/AecioNeves
Instagram: http://instagram.com/aecionevesoficial

Dilma Rousseff (PT)
Coligação Com a Força do Povo (PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PC do B e PRB)
Facebook: https://www.facebook.com/SiteDilmaRousseff
Twitter: https://twitter.com/dilmabr
Instagram:

Eduardo Campos (PSB)
Coligação Unidos Pelo Brasil (PHS, PRP, PPS, PPL, PSB e PSL)
Facebook: https://www.facebook.com/eduardocampos40
Twitter: https://twitter.com/eduardocampos40
Instagram: http://instagram.com/eduardocamposbr

Eymael (PSDC)
Facebook: https://www.facebook.com/eymaelOficial
Twitter: https://twitter.com/Eymaeloficial
Instagram: http://instagram.com/joseeymael

Levy Fidelix (PRTB)
Facebook: https://www.facebook.com/levyfidelix
Twitter: https://twitter.com/levyfidelix

Luciana Genro (PSol)
Facebook: https://www.facebook.com/LucianaGenroPSOL
Twitter: https://twitter.com/lucianagenro
Instagram: http://instagram.com/lucianagenro

Mauro Iasi (PCB)

https://www.facebook.com/mauro.iasi
Twitter: https://twitter.com/MauroIasi

Pastor Everaldo (PSC)
Facebook: https://www.facebook.com/PastorEveraldo20
Twitter: https://twitter.com/Everaldo_20
Instagram: http://www.instagram.com/PastorEveraldo

Zé Maria (PSTU)
Facebook: https://www.facebook.com/zemariapstu
Twitter: https://twitter.com/zemaria_pstu

Candidatos a governador do RS

Ana Amélia Lemos (PP)

Coligação Esperança Que Une o Rio Grande (PP, PRB, PSDB e SDD)
Facebook: https://www.facebook.com/anaamelialm
Twitter: https://twitter.com/anaamelialemos
Instagram: http://instagram.com/anaamelialemos_

Estivalete (PRTB)

Facebook: https://www.facebook.com/estivaletegovernador28

Humberto Carvalho (PCB)

João Carlos Rodrigues (PMN)
Facebook: https://www.facebook.com/joaocarlosrodrigues36

José Ivo Sartori (PMDB)
Coligação O Novo Caminho Para o Rio Grande (PMDB, PSD, PPS, PSB, PHS, PT do B, PSL e PSDC)

Roberto Robaina (PSol)
Coligação Frente de Esquerda (PSol e PSTU)
Facebook: https://www.facebook.com/RobertoRobaina50
Twitter: https://twitter.com/robaina50
Instagram: http://instagram.com/robaina50

Tarso Genro (PT)
Coligação Unidade Popular Para o Rio Grande (PT, PTC, PC do B, PROS, PPL, PTB e PR)
Facebook: https://www.facebook.com/tarsogenro
Twitter: https://twitter.com/tarsogenro
Instagram: http://instagram.com/tarsogenro_rs

Vieira da Cunha (PDT)

Coligação O Rio Grande Merece Mais (PDT, PSC, DEM, PV e PEN)
Facebook> https://www.facebook.com/deputadovieiradacunha
Twitter: https://twitter.com/deputadovieira

Campanha demora para decolar

16 de julho de 2014 15

ABERTURA DA POLÍTICA+

Dez dias depois de iniciada oficialmente, a campanha eleitoral no Rio Grande do Sul ainda não decolou. São escassos os carros com adesivos de candidatos, não há distribuição de santinhos nas esquinas, muito menos cartazes nos canteiros. Diante da escassez de recursos, a ordem nos partidos é economizar para agosto e setembro. Nesta primeira fase, o foco dos principais candidatos é a internet.
A falta de dinheiro não é a única explicação para a demora em colocar a campanha na rua. Por conta da realização da Copa do Mundo no Brasil, esta será um dos períodos eleitorais mais curtos de todos os tempos. Os partidos avaliaram que não valia a pena disputar a atenção do eleitor com os jogos do Mundial e optaram por concentrar esforços na preparação dos programas de rádio e TV, que vão ao ar a partir da segunda quinzena de agosto.
Com a concentração de debates e entrevistas em Porto Alegre, o tempo para as viagens ao Interior ficará bastante restrito. Tarso Genro (PT) definiu que cumprirá a agenda de governador normalmente e fará atividades de campanha à noite na Grande Porto Alegre e aos fins de semana no Interior.
Ana Amélia Lemos (PP) seguirá dividida entre o mandato de senadora e a campanha. Na próxima semana, o PP começa a inaugurar comitês, batizados de “casas de Ana Amélia”, em todos os municípios.
Vieira da Cunha (PDT) também precisa conciliar o mandato de deputado federal com a candidatura, mas conta com o recesso que começa na próxima semana para intensificar as viagens. Sem mandato, José Ivo Sartori (PMDB) e Roberto Robaina (PSOL) estão liberados para fazer campanha 24 horas por dia e apostam no corpo a corpo para se tornar conhecidos.

Procuradoria impugna sete candidaturas no RS

15 de julho de 2014 3

A Procuradoria Regional Eleitoral do Estado (PRE-RS) impugnou sete candidatos entre os 1.055 registrados para concorrer nas eleições de outubro. Os políticos tiveram o histórico judicial examinado com base na Lei das Ilegibilidades, que foi alterada pela Lei da Ficha Limpa, e a partir de informações fornecidas por órgãos como o TRE-RS, o Tribunal de Justiça, os tribunais de Contas do Estado e da União, o Tribunal Regional Federal da 4a Região e conselhos regionais profissionais.

Confira a lista abaixo:

Antonio Valdeci Oliveira de Oliveira (PT), candidato a deputado estadual;
Élio Melvin Jones do Amaral (PSD, candidato a deputado estadual;
Fabio Josue Leote Rocha (PEN), candidato a deputado federal;
Flavio Percio Zacher (PDT), candidato a deputado federal
Sérgio Camps de Morais (PPS), segundo suplente de senador;
Sérgio Luís Stasinski (PV), candidato a deputado estadual;
Valdir Severo Borin (PV), candidato a deputado estadual

As ações de impugnação das candidaturas serão anexadas ao pedido de registro, que é julgado pelo Tribunal, a quem cabe deferi-lo ou indeferi-lo. O Tribunal deve realizar os julgamentos e publicar seus acórdãos ainda em agosto. O candidato que tiver o registro indeferido pelo TRE pode recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral e, enquanto aguarda o novo julgamento, continuar a campanha.

Sem Ana Amélia, PP promove "adesivaço" em Porto Alegre

15 de julho de 2014 3
Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Sem a candidata ao Piratini, Ana Amélia Lemos (PP), que estava em Brasília cumprindo agenda no Senado, representantes da coligação Esperança que Une o Rio Grande (PP-PSDB-PRB e Solidariedade) promoveram um adesivaço nesta terça-feira, na Esquina Democrática.

O candidato a vice, Cassiá Carpes (SDD) e a concorrente ao Senado, Simone Leite (PP), participaram da atividade, que marcou a largada da campanha na Capital. A coalizão optou por intensificar as ações eleitorais após a Copa.

— Trazemos a mensagem de que, juntos, nós somos mais fortes. Estou colocando minha energia em favor de um projeto que acredito. A partir de agora estaremos por todo o Estado apresentando as nossas propostas — disse Simone.

Olívio defende reformas durante lançamento de comitê

15 de julho de 2014 4
Foto: Guilherme Santos, Divulgação

Foto: Guilherme Santos, Divulgação

Líderes de partidos da Unidade Popular pelo Rio Grande (PT-PTC-PC do B-PROS-PPL-PTB-PR) se reuniram em um almoço nesta terça-feira para anunciar a formação do comitê político da campanha majoritária em Porto Alegre. Durante o ato político, o candidato ao Senado, Olívio Dutra (PT), falou sobre as bandeiras que pretende defender no Congresso, elencando as reformas política, tributária, agrária e urbana como prioridades.

O ex-governador afirmou que, para colocar em prática as mudanças, é importante que a coalizão amplie espaço no Legislativo:

— Temos candidatados valiosos que precisam estar junto com Tarso e Dilma, aqui e em Brasília, para fazer muito mais do muito do que já fizemos.

Roberto Bertoncini deixa a Secretaria Municipal da Fazenda

14 de julho de 2014 9

Quase três anos após assumir a Secretaria Municipal da Fazenda, o agente fiscal Roberto Bertoncini pediu para deixar o cargo. Em uma conversa com o prefeito José Fortunati nesta segunda-feira, Bertoncini alegou que motivos pessoais o fizeram tomar a decisão.

O agora ex-secretário ficará em férias até agosto, quando reassume o cargo de agente fiscal do Tesouro do Estado. A saída de Bertoncini é a terceira baixa no secretariado de Fortunati nas últimas semanas. Antes dele, a secretária de Planejamento Estratégico e Orçamento, Izabel Matte, e o titular da Comunicação, Flávio Dutra, pediram para sair.

Izabel vai auxiliar na campanha de Ana Amélia Lemos (PP) ao Piratini, e Flávio decidiu se afastar por motivos particulares.

Fora de campo, Brasil foi vitorioso

14 de julho de 2014 40

ABERTURA DE POLÍTICA+, HOJE NA PÁGINA 6

Contrariando as previsões pessimistas, o Brasil fez uma grande Copa do Mundo e ganhou elogios em todos os continentes. Na entrega da taça ao capitão da Alemanha, a presidente Dilma Rousseff foi vaiada e xingada no Maracanã, mas essa falta de educação do público não tira o brilho da organização da Copa nem do tetracampeonato alemão. Para a História, será apenas um detalhe de indelicadeza na forma de expressar o descontentamento com o governo.
O Brasil protagonizou um desastre em campo, mas, fora dele, deu show como anfitrião. Não houve caos nos aeroportos, o transporte coletivo funcionou a contento, os black blocs foram neutralizados e quem não não foi aos estádios participou da festa como pôde. A imagem do Brasil no Exterior, sem dúvida, melhorou com a Copa, um evento assistido por bilhões de telespectadores mundo afora. Os milhares de jornalistas estrangeiros que aqui estiveram mostraram um país que tem, sim, suas mazelas, mas que mostrou capacidade para organizar um evento com a complexidade de uma Copa do Mundo.
O sucesso do Mundial deve afastar o risco de o Rio de Janeiro perder a Olimpíada de 2016, como vinha sendo cogitado. Os erros e acertos na organização da Copa servirão de lição para a Olimpíada.
A avaliação positiva da Copa não impede que se questione o custo dos estádios financiados com dinheiro público e o destino que terão os  considerados “elefantes brancos”.
Os críticos do governo dirão que o país não poderia ter investido numa Copa do Mundo, tendo tantos e tão graves problemas para resolver. Convém lembrar que durante 64 anos o Brasil não teve Copa e, nem por isso, resolveu seus problemas de saúde, educação e segurança.
A partir de hoje, a Copa é passado e a eleição passa a receber a atenção que merece, com a discussão das propostas dos candidatos, a comparação de biografias e o questionamento dos desafios que terão os eleitos a partir de 2015.

Está chegando a hora

11 de julho de 2014 11

DIÁRIO DA COPA

Passei uma semana fora do Brasil, em férias. Nesses dias, acompanhei o melhor e o pior da Copa do Mundo que termina amanhã. Começo pelo melhor: a divulgação do Brasil. Nunca numa viagem ouvi falar tanto (e tão bem) do meu país. No Panamá e na Colômbia, as TVs de bares, restaurantes e lojas estavam invariavelmente sintonizadas em canais de esportes, mostrando cenas de jogos, exibindo reportagens sobre as cidades-sede, passando imagens dos estádios, encantando telespectadores com as nossas praias. Nos jornais, ampla cobertura do Mundial.
Os relatos dos enviados especiais ao Brasil destacavam a simpatia dos brasileiros, a qualidade dos estádios, as peculiaridades da nossa terra. Essa propaganda, espera-se, deve resultar no incremento do turismo do Brasil. É o legado da Copa.
Como sabem os leitores de ZH, assisti a Brasil e Colômbia em um restaurante de Cartagena, a charmosa cidade colombiana onde viveu Gabriel García Márquez. De lá, fiz um relato da paixão dos colombianos por seu novo ídolo, o jovem James Rodriguez, aquele camisa 10 que, depois da derrota para o Brasil, chorou e foi consolado por David Luiz. Em seu perfil no Twitter, James agradeceu, em português, o gesto de David e o carinho dos brasileiros. Foi no aeroporto da Cidade do Panamá que acompanhei parte do vexame protagonizado pela Seleção brasileira.
Quando estava em 5×0, minha filha e eu decidimos sair da frente da TV e caminhar pelo aeroporto. Inútil, porque havia TVs ligadas em vários pontos e nas lojas não se falava de outra coisa. Em um restaurante do aeroporto com TVs individuais nas mesas, eu, ela e minha irmã acompanhamos o finalzinho do jogo pela TV e ficamos com a sensação de que os alemães não fizeram 14 porque não quiseram humilhar o anfitrião. Era difícil acreditar numa derrota tão acachapante, mas não perdi o sono pelo resultado (sim, eu consigo dormir na classe econômica). Nunca perdi o sono por um jogo de futebol.
Hoje vou torcer pelo Brasil na disputa do terceiro lugar com a Holanda, mesmo convencida de que só um milagre pode dar a vitória à seleção desfalcada de Neymar. Vou torcer para que o Brasil não protagonize outro vexame e para que o David Luiz dê uma alegria à menina Ana Luz e seus milhões de fãs, entre os quais me incluo.
E amanhã, na final, usarei as cores da Argentina de Messi e do Papa Francisco. Nada contra a Alemanha, um país pelo qual tenho profunda admiração e de onde vieram meus antepassados. Fala mais alto meu coração latino-americano, a solidariedade continental, o afeto por esses vizinhos que podem ter o rei na barriga, mas sempre me trataram muito bem em Buenos Aires. Pelo histórico no Mundial, a Alemanha de Neuer e Müller é favoritíssima, a melhor até aqui. Merece o título, sem dúvida, mas o tango, Borges, Cortázar, Juan José Campanella, Ricardo Darín, Soledad Villamil e tantos outros me fazem torcer por Messi, Di María, Higuaín, Romero e companhia. Sem perder o sono, porque daqui a quatro anos tem Copa outra vez. E continuamos sendo os únicos pentacampeões.

Com licença, que vou ali realizar um sonho e já volto

30 de junho de 2014 32

Estou saindo do ar por 10 dias. Tenho um resto de férias para tirar e resolvi aproveitar esse intervalo entre o fim da Copa em Porto Alegre e o início efetivo da campanha eleitoral (que só esquenta mesmo na segunda quinzena de julho). Viajo nesta terça-feira para uma cidade mágica, a Cartagena dos livros de Gabriel García Márquez, e aproveito para tomar um pouco de sol e secar o mofo dessa chuvarada.
Cartagena é um sonho de consumo que tenho desde O Amor nos Tempos do Cólera. Ou seria desde Do amor e outros demônios? O desejo de circular pelas ruas dessa cidade colombiana cresceu com Viver para contar, a biografia de G. G. Márquez.
Por uma dessas coincidências que não estavam no roteiro, assistirei a Brasil e Colômbia, sexta-feira, em meio aos torcedores colombianos, torcendo pela nossa Seleção. Se a Colômbia avançar (toc, toc, toc), quem sabe não me candidato a enviada especial a Bogotá?
Na coluna, fica o Juliano Rodrigues. No Atualidade, Daniel Scola e Carolina Bahia manterão nossos ouvintes muito bem informados. Nos próximos dias, vou brincar de fotógrafa e compartilhar imagens de dias ensolarados no Instagram.
Até a volta na sexta-feira, 10 de julho.