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Propaganda, a alma do negócio

19 de agosto de 2014 16

Como diz o nome, o que os candidatos fazem no horário eleitoral é propaganda. E foi isso o que se viu na estreia do horário eleitoral no rádio e na TV. Cada um dos principais candidatos à Presidência tentou mostrar o melhor de si e de sua obra, com trilha sonora e sorrisos em alta definição.
Ainda sem candidato registrado, o PSB usou seu espaço para homenagear Eduardo Campos, reproduzindo imagens e trechos de discursos ao lado de Marina Silva. Campos também foi homenageado por Aécio Neves (PSDB) e pelo ex-presidente Lula, no espaço da candidata Dilma Rousseff, que não tinha lá muita afinidade com o ex-governador. O PV também usou seu tempo para saudar o ex-governador.
Com um latinfúndio em comparação com o tempo dos demais candidatos, João Santana, o marqueteiro de Dilma apresentou imagens com qualidade de cinema _ das obras e da presidente no Planalto, na cozinha, nos jardins do Alvorada e em viagens pelo país. O tom ficou entre o ufanismo e o reconhecimento de que há muito a ser feito.
Ficou claro que, assim como em 2010, Lula será a estrela do programa de sua protegida. No primeiro programa, ele fez uma defesa veemente da reeleição.
Com menos da metade do tempo de Dilma e menos conhecido do que ela, Aécio dividiu seu tempo entre a apresentação, as críticas ao governo do PT e suas propostas para o Brasil.
No espaço reservado aos candidatos a deputado federal, a pérola ficou por conta de Marco Maia (PT):
_ Tive a honra de ser presidente da República por quatro vezes.
Maia passou a ideia de que foi eleito presidente quatro vezes quando, na verdade, assumiu como interino em viagens de Dilma e do vice Michel Temer, quando presidia a Câmara.
No programa da tarde, fiz uma espécie de crônica do horário eleitoral pelo Twitter. Pretendo fazer essa leitura bem-humorada no programa da tarde, sempre que for possível. No da noite é impossível, porque é hora de cuidar da coluna. Aqui no blog, essa seleção de curiosidades do horário eleitoral, pelo Twitter, vai se chamar “140 TOQUES”.
Abaixo, os tuítes da tarde:

140 TOQUES

Minha filha vendo o horário eleitoral pergunta: “por que eles sempre usam o estereótipo do gaúcho de bombacha?” Não sei o que responder.

Preciso confessar: eu gosto de assistir à propaganda eleitoral. Ainda bem, porque faz parte do meu trabalho.

Eu vendo o horário eleitoral e os cartazes dos candidatos concluo que botox e Photoshop se tornaram indissociáveis da política.

Minha filha vendo o horário eleitoral: “eu não sei em quem acreditar”. Terá que descobrir por ela mesma.

Ao botox e ao Photoshop, usados por homens e mulheres, acrescento a selfie entre as marcas desta campanha.

Qual é o mais caricato? Eymael ou Levy Fidelix? Parecem personagens de programa humorístico.

Menos, menos, Marco Maia: “Fui quatro vezes presidente da República”. Assumiu por quatro vezes. “Foi” dá idéia de que se elegeu presidente.

Psol tem um candidato cuja bandeira é a legalização da maconha. Sem meias palavras.

“Quero o ser humano tratado como ser humano.” Sim, essa é a bandeira de uma candidata a deputada federal.

Quanto doutor (a) concorrendo a deputado (a), meu Deus! Doutores em que mesmo?

Tem uns enquadramentos que deixam os candidatos meio deformados. Alô, diretores de programa eleitoral!

Dilma ou Washington? Quem afinal é o “coração valente”? Os dois estão usando a mesma expressão.

Onyx: “Aqui é muito importante falar de frente, olho no olho”. Mas ele estava de lado na tela. Ficou engraçado.

Confirmado: Beto será o vice de Marina

19 de agosto de 2014 16

O anúncio oficial será amanhã, mas Beto Albuquerque foi confirmado hoje como candidato a vice de Marina Silva. Ele viajou para Recife logo depois da missa de sétimo dia de Eduardo Campos, na Catedral de Brasília, para se reunir com dirigentes do PSB e com a viúva, Renata Campos. Na saída do encontro, o presidente nacional do partido, Roberto Amaral, afirmou que a chapa Marina-Beto será levada à apreciação da executiva da sigla. Como as costuras em torno do nome de Beto já foram concluídas, a chapa será aprovada.

O coordenador do programa de governo do PSB, Maurício Rands, também confirmou a escolha:

— Será Beto. E ele será um grande vice.

Agora há pouco, Beto postou em seu perfil no Instagram uma foto ao lado de um banner com o rosto de Eduardo Campos e a frase “Não vamos desistir do Brasil”.

Reprodução

Reprodução

As principais agências de notícias informam que Beto foi escolhido com o aval de Renata e da cúpula do PSB.

Por que Terra indicou Renata Campos para presidente

19 de agosto de 2014 2

Causou espanto a sugestão do deputado Osmar Terra (PMDB) de que Renata, a viúva de Eduardo Campos, fosse indicada candidata a presidente da República. A sugestão foi feita na segunda-feira nas redes sociais, depois de conhecida a pesquisa que mostrou Marina Silva em segundo lugar, tecnicamente empatada com Aécio Neves. Hoje pela manhã, no Gaúcha Atualidade, critiquei a sugestão do deputado, lembrando que laços de família não deveriam ser critério para a escolha de candidatos.  Terminado o programa, Terra ligou para explicar por que considera Renata o melhor nome para substituir Eduardo Campos.

— Conheço a Renata há muitos anos e posso garantir que ela é mais preparada do que Marina Silva para ser presidente — disse o deputado.

Terra conviveu com Renata quando os dois fizeram um curso na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. E se encantou com a habilidade e a inteligência dela:

— É uma economista muito qualificada. Todos os programas sociais do governo de Eduardo Campos tinham a mão dela.

Renata passou quatro dias no Rio Grande do Sul, quando Terra era secretário da Saúde, conhecendo o Primeira Infância Melhor, programa criado no governo de Germano Rigotto e mantido por Yeda Crusius e Tarso Genro.
O deputado reconhece que seria muito difícil Renata assumir uma candidatura a presidente ou a vice, por ter cinco filhos, entre eles o bebê Miguel, de sete meses, mas tem convicção de que ela seria tão competente quanto o marido, mas sempre foi “ofuscada pelo brilho do Eduardo”.

— Acho que ela até tem mais condições do que Beto Albuquerque de conter o radicalismo de Marina — opina Terra.

O deputado admite que não tem qualquer afinidade com Marina, mas diz que sua prioridade é trabalhar pela eleição de José Ivo Sartori.

Beto Albuquerque deve ser confirmado como vice de Marina

19 de agosto de 2014 33

A reunião que vai homologar a candidatura de Marina Silva (PSB) e definir seu vice está marcada para amanhã, em Brasília, mas é praticamente certo que o deputado gaúcho Beto Albuquerque será o escolhido. Beto só perderia o posto para a viúva de Eduardo Campos, Renata, mas dificilmente ela aceitaria ser candidata e correr o Brasil deixando cinco filhos que acabaram de perder o pai.

Há algumas resistências ao nome de Beto no PSB de Pernambuco, mas elas não vêm da família de Eduardo Campos. Beto está a caminho de Brasília para participar da missa em memória do ex-governador, que será rezada hoje, às 12h15min. Os demais líderes do PSB gaúcho, como o deputado Miki Breier, viajam para Brasília amanhã, a fim de participar da reunião decisiva do anúncio oficial da candidatura de Marina.

Beto iria a Recife nesta terça-feira para conversar com lideranças locais do PSB e com a viúva Renata Campos sobre a indicação a vice na chapa.

Marina sofre restrição no PMDB gaúcho

19 de agosto de 2014 6

ABERTURA DE POLÍTICA+, TERÇA-FEIRA

O apoio incondicional do senador Pedro Simon não torna automática a adesão do PMDB gaúcho a Marina Silva. Marina enfrenta sérias restrições entre os deputados ligados ao agronegócio. Hoje, o PMDB está dividido em três alas: uma que marchará com Marina, outra que apoia a candidatura oficial de Dilma Rousseff e do vice Michel Temer, e uma terceira que prefere o tucano Aécio Neves.
O presidente do partido, Edson Brum, convocou uma reunião da executiva para discutir o novo quadro e a possível indicação de Beto Albuquerque como vice, o que obrigará o PMDB a escolher outro candidato ao Senado. Aos companheiros, Brum admitiu que não concorda com as ideias de Marina e que tende a apoiar a presidente Dilma Rousseff.
Deputados que compareceram à reunião da executiva saíram frustrados porque o senador Pedro Simon não apareceu. Mais ainda, porque ficaram sabendo que o assunto fora discutido domingo à noite, em outra reunião, para a qual nem o presidente do partido foi convidado.
Com a sinceridade que é sua marca registrada, o deputado Alceu Moreira admitiu que tem dificuldade para subir no palanque de Marina e que, por exclusão, está mais afinado com Aécio:
– Eu estava fechado com Eduardo Campos, que tinha compromisso com o trabalho, a produção e a inovação. Não podemos ter uma eleição motivada pela comoção ou pela crendice.
Mais afinado com os tucanos do que com Marina, o deputado Osmar Terra usou as redes sociais para defender a candidatura da viúva Renata Campos à Presidência.
Ibsen Pinheiro voltou a dizer que Pedro Simon é o nome mais adequado para concorrer ao Senado e que sua presença na chapa seria simbólica para Marina, que “tem todas as condições de se eleger presidente”.

Datafolha confirma: é uma nova eleição

18 de agosto de 2014 77

Mesmo com a ressalva de que a pesquisa do Datafolha está contaminada pela  emoção da morte de Eduardo Campos e da cobertura massiva do acidente e do funeral, é indiscutível que o quadro mudou radicalmente em menos de uma semana. Marina Silva (PSB) larga empatada com Aécio Neves (PSDB) e ameaça a presidente Dilma Rousseff (PT) no segundo turno. Em um cenário sem Marina, Dilma teria 41% e ganharia no primeiro turno, porque seus adversários, juntos, somariam 33%. Esse cenário não existe: até quarta-feira, no máximo, Marina será anunciada oficialmente como candidata e terá como seus principais cabos eleitorais a mulher e os filhos de Campos.
No Datafolha, Dilma mantém os 36% que tinha no levantamento anterior, Marina tem 21% e Aécio, 20%. Marina começa em um patamar superior ao que teve na eleição de 2010, quando fez 19 milhões de votos (19% dos votos válidos). Os demais candidatos não fazem nem cócegas nos três do primeiro pelotão: Pastor Everaldo (PSC) soma 3% das intenções de voto, Zé Maria (PSTU) e Eduardo Jorge (PV) aparecem com 1%. Luciana Genro (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) não pontuaram.
Esta primeira pesquisa indica uma disputa acirrada com Aécio Neves pela vaga no segundo turno. Com Aécio, mostra a simulação de segundo turno, Dilma venceria (47% a 39%). Já com Marina a perspectiva é de derrota da presidente, já que a ex-senadora tem 47% e Dilma, 43%. Esticada a margem de erro, que é de dois pontos percentuais, as duas estariam tecnicamente empatadas, mas a vantagem seria de Marina.
Os números indicam que a provável candidata do PSB herdou todos os votos de Campos e absorveu boa parte dos que na pesquisa anterior de declararam indecisos e dos que pretendiam votar nulo ou em branco. Com a entrada de Marina, os números de voto nulo ou em branco caíram cinco pontos. Na última pesquisa, ainda com Campos, brancos e nulos somavam 13%. Agora, são 8%. Indecisos eram 14% e caíram para 9% nesta pesquisa.
Na espontânea (sem a apresentação de um cartão co0m o nome dos candidatos), Dilma lidera com 24%, Aécio aparece com 11% e Marina com 5%.
Na pesquisa anterior, divulgada pelo Datafolha em julho, quando Campos era o candidato do PSB, Dilma tinha 36% das intenções de voto diante de 20% de Aécio e 8% de Campos.
A favor de marina pesa a baixa rejeição. Enquanto Dilma é rejeitada por 34% dos entrevistados e Aécio, por 18%, somente 11% disseram que não votariam em Marina de jeito nenhum.
É preciso reforçar que a pesquisa é o retrato de mum momento muito especial. Foi feita antes do funeral de Eduardo Campos, num período em que a notícia da morte e da identificação dos corpos e da substituição de Campos na chapa dominava todo o noticiário político. Pelos próximos dias, Marina ainda será destaque no noticiário, pro cobnta do lançamento da candidatura e da escolha do vice. A partir de amanhã, com o início do horário eleitoral, começa a fase decisiva da campanha. Depois, virão mais debates e entrevistas. É com esse momento que Dilma e Aécio contam para recuperar terreno, já que Marina ainda terá de construir um discurso e dizer a que veio, qual será a política econômica de seu eventual governo e como tratará os grandes desafios que o Brasil terá de enfrentar nos próximos anos.

Sem Campos, começa uma nova eleição

18 de agosto de 2014 1

ABERTURA DE POLÍTICA+, SEGUNDA-FEIRA

Com o aval da família de Eduardo Campos, Marina Silva será ungida candidata a presidente da República pelo PSB nas próximas horas. Se o herdeiro político de Campos é o filho João Henrique, 20 anos, estudante de Engenharia na Universidade Federal de Pernambuco, a beneficiária imediata da comoção provocada pela morte do ex-governador é Marina, que no enterro esteve sempre ao lado da viúva e dos órfãos.
A pesquisa do Datafolha que será divulgada nesta segunda-feira mostrará apenas o primeiro impacto da morte de Campos. A partir de amanhã, com o início da propaganda de rádio e TV, é que se terá uma ideia mais clara do significado da entrada de Marina na campanha, mas o certo é que o cenário mudou. E que os estrategistas de Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) terão de redesenhar suas campanhas à luz do novo quadro.
Antes de entrar em campo para tentar conquistar os votos dos brasileiros, Marina terá  de costurar um pacto de convivência com o PSB. Em uma jogada construída por Campos, o partido lhe deu abrigo quando o Tribunal Superior Eleitoral negou o registro à Rede Sustentabilidade. Agora, o PSB vai pressioná-la para que desista da Rede, até porque esse é considerado um ponto fraco dela. Os adversários já perguntam como alguém que não conseguiu  reunir em tempo hábil as assinaturas necessárias para fundar um partido pode governar um país com a complexidade do Brasil.
O PSB deve escolher um vice com pulso para fazer valer as alianças que Eduardo Campos construiu à revelia de Marina e defender o Estado moderno que ele defendia. Neste momento, o nome mais cotado é o do deputado gaúcho Beto Albuquerque, mas há outros no tabuleiro.
O PSB vai bancar Marina, mas não dará a ela carta branca para dizer o que bem entender.

O que o Datafolha perguntou aos candidatos

17 de agosto de 2014 0

Tem muita gente em dúvida sobre o que o Datafolha perguntou aos eleitores na pesquisa que será divulgada amanhã. Como agora é preciso registrar o questionário no TSE, basta entrar na página e consultar. O Datafolha fez uma simulação com Marina Silva e outra sem ela no primeiro turno e cruzamentos entre Dilma X Aécio e Dilma X  Marina. Perguntou, também, o que o PSB deveria fazer (lançar Marina, apoiar outro candidato ou ficar neutro). Aos que responderam apoiar outro candidato, o Datafolha perguntou quem deveria ser o escolhido pelo PSB.

O questionário é longo e inclui avaliação do governo Dilma.

Confira no site do TSE a íntegra do questionário:

http://pesqele.tse.jus.br/pesqele/publico/pesquisa/Pesquisa/visualizacaoPublica.action?id=23883

 

Comoção no enterro de Eduardo Campos

17 de agosto de 2014 8

Na história recente do Brasil, só duas mortes de políticos provocaram comoção semelhante à que as TVs mostraram nos atos fúnebres de Eduardo Campos. Foi o suicídio de Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954, e a morte de Tancredo Neves, em 21 de abril de 1985, depois de mais de um mês de agonia. O perfil de Eduardo Campos contribui para essa comoção: jovem, simpático, pai de cinco filhos, neto de um ícone como Miguel Arraes, duas vezes governador de Pernambuco, candidato à Presidência da República.
Fora da política, comoção semelhante só foi vista na morte de Ayrton Senna, ídolo de um esporte não muito popular. Senna era arrojado, colecionava vitórias e títulos e morreu jovem, no auge da carreira. Quando o corpo chegou da Itália, São Paulo parou para se despedir do ídolo.
O avanço da internet e as transmissões de TV em alta definição deixam a impressão de que a morte de Eduardo Campos mobilizou mais pessoas do que a de Tancredo, quando não existiam as redes sociais nem as TVs que transmitem notícias 24 horas.
Os candidatos Dilma Rousseff, Aécio Neves e Pastor Everaldo foram a Recife para se despedir de Eduardo Campos. O ex-presidente Lula, de quem ele foi ministro, era um dos mais emocionados e, em vários momentos, as câmeras o flagraram chorando. Em uma delas, com Miguel, o caçula de Campos.
As imagens das últimas 24 horas em Recife só confirmam a popularidade de Campos, que em 2010 se reelegeu com 83% dos votos. Como candidato a presidente, ele patinava nas pesquisas. A expectativa do PSB era de que deslanchasse com a propaganda eleitoral que começa na terça-feira e que, nos primeiros dias, deverá ser marcada por homenagens ao pernambucano que, mesmo se ficasse fora do segundo turno neste ano, era uma promessa para 2018.

Simon avisa que não será candidato

15 de agosto de 2014 5

Ao tomar conhecimento de que o PMDB pretende indicá-lo como candidato ao Senado, caso Beto Albuquerque venha a ser escolhido vice de Marina Silva, o senador Pedro Simon descartou essa possibilidade.

_ Em hipótese alguma serei candidato. E o PMDB sabe disso _ avisa Simon, dizendo-se magoado com o vice-prefeito Sebastião Melo, que sugeriu seu nome como opção em caso de renúncia de Beto.

Amigo de Marina, Simon acha que ela deve ser candidata no lugar de Eduardo Campos, mas avalia que a chapa ficaria mais competitiva com um vice do centro do país:

_ Uma chapa com uma candidata do Acre e um vice do Rio Grande do Sul é uma piada, já que tanto Dilma, que é meio mineira meio gaúcha, quanto Aécio Neves, que também é mineiro, têm vices de São Paulo.

Simon não se arrisca a sugerir um nome, até por desconhecer as opções disponíveis no PSB e nos partidos aliados.

_ O Beto, com todo carinho que tenho por ele, seria um belo candidato a vice, mas tem o problema geográfico.

Em uma coisa Simon concorda com Melo: nomes para uma eventual substituição de Beto não faltam. Os candidatos naturais seriam Ibsen Pinheiro, José Fogaça e Germano Rigotto. Ibsen é candidato a deputado estadual, Fogaça concorre a uma vaga na Câmara e Rigotto não quer ouvir falar em disputar eleição neste ano.

 

Se Beto for vice, Simon deve disputar o Senado

15 de agosto de 2014 35

Diante da perspectiva de o deputado Beto Albuquerque (PSB) vir a ser indicado vice de Marina Silva, o PMDB não terá problema para preencher a vaga de candidato ao Senado no Rio Grande do Sul.
_ Todos na coligação estão muito contentes com a parceria com o Beto. Ele é um político muito preparado para qualquer cargo, seja para concorrer a governador, senador, presidente ou vice. Se ele for escolhido para ingressar na chapa majoritária, resolvemos em 10 minutos a substituição dele, com um telefonema para o senador Pedro Simon _ diz po vice-prefeito Sebastião Melo, coordenador da campanha da coligação encabeçada por José Ivo Sartori.
Melo é só elogios para Beto, o aliado que costurou a aliança entre o PMDB e o PSB e apresentou Eduardo Campos aos líderes do partido no Estado. Diz que Beto teve um papel decisivo na construção da candidatura de Sartori e ajudou o ex-prefeito de Caxias do Sul a “ficar mais solto”.
Como Simon tem ligações políticas e de amizade com Marina, sua indicação para o lugar de Beto é considerado o caminho mais lógico.
_ Quadros não nos faltam, mas o Simon é o primeiro da lista _ reforça Melo.
Simon já havia anunciado sua aposentadoria. Ele completará 85 anos em 31 de janeiro, quando termina o mandato. Abriu mão de disputar a reeleição para facilitar a aliança com o PSB, mas pode voltar agora para tentar quebrar a polarização entre Lasier Martis (PDT) e Olívio Dutra (PT).

PSB exigirá compromisso de Marina

15 de agosto de 2014 0

Prevista inicialmente para quarta-feira, a reunião que definirá o futuro da candidatura do PSB poderá ser antecipada para segunda-feira, em Recife, por força da legislação eleitoral. Sem candidato, a coligação não poderá utilizar o espaço a que tem direito na propaganda eleitoral, que começa no dia 19. O PSB está disposto a sacramentar a indicação de Marina Silva como candidata, mas exigirá dela uma série de compromissos, começando pela renúncia à formação de um novo partido. Marina filiou-se ao PSB em outubro do ano passado para poder concorrer, mas ainda não desistiu de criar a Rede Sustentabilidade.
Para ser ungida, Marina terá de escrever uma carta à Nação, se comprometendo a defender o legado de Campos e o plano de governo que construíram juntos. O PSB também exigirá que o vice seja uma pessoa da confiança do partido, comprometida com os ideais e com as propostas de Eduardo Campos. Nesse perfil se encaixam o deputados federal Beto Albuquerque (RS), candidato a senador, e Julio Delgado (MG). O problema de Delgado é que sua relação com Marina é particularmente difícil.
Ontem, especulou-se que o vice poderia ser o irmão de Eduardo Campos, Antônio, ou a viúva, Renata. Seria uma tentativa de capitalizar a comoção com a tragédia, mas é improvável que essa ideia prospere. Não há qualquer sinal de que Renata aceite a empreitada de sair pelo país em campanha tendo cinco filhos órfãos de pai para cuidar. O irmão de Campos não teria expressão política para assumir o papel de contraponto às ideias mais conservadoras de Marina.
Na noite de quinta-feira, Beto visitou Marina em São Paulo. Os dois conversaram por mais de duas horas, no apartamento dela, em São Paulo. Sem meias palavras, o deputado disse a Marina que ela precisa “abraçar o PSB, que está ferido com a perda do seu timoneiro”.

No Senado, uma disputa emocionante

15 de agosto de 2014 6

Na pesquisa que o site da Folha de S.Paulo divulgou durante a madrugada, Lasier Martins (PDT) e Olívio Dutra (PT) seguem empatados tecnicamente, como mostrou o levantamento do Ibope divulgado há uma semana. Este é o quadro hoje, sujeito a mudanças a partir do dia 19, quando começa o horário eleitoral gratuito. Lasier tem 29% e Olívio, 26% no Datafolha, o que indica uma disputa emocionante pela cadeira de Pedro Simon (PMDB). Em terceiro vem Beto Albuquerque (PSB) com 12%. Há três candidatos empatados em 2%: Simone leite (PP), Julio Flores (PSTU) e Ciro Machado (PMN).

 

Depois do empate, Ana Amélia amplia vantagem

15 de agosto de 2014 24

ABERTURA DE POLÍTICA+, HOJE NA 16

Sem que nada de relevante tenha acontecido na campanha eleitoral na última semana, a pesquisa do Datafolha detectou uma mudança significativa em comparação com o último levantamento do Ibope, divulgado há uma semana: Ana Amélia Lemos (PP) está com 39% e Tarso Genro, com 30%. No Ibope, a situação era de empate técnico. Ana Amélia tinha 36% e Tarso, 35%. Embora não se deva comparar sondagens feitas por institutos diferentes em períodos distintos, a proximidade das datas exige uma reflexão sobre os resultados.
Os números de Ana Amélia nas duas pesquisas são coerentes dentro da margem de erro de três pontos para mais ou para menos. No Ibope, ela teria entre 33% e 39% e no Datafolha, entre 36% e 42%. Os resultados de Tarso não se explicam pela margem de erro. No Ibope, ele teria entre 32% e 38%. No Datafolha, entre 27% e 30%. Confuso? Assim são as pesquisas. Nunca se pode desconsiderar a margem de erro nem desprezar a ressalva de que o intervalo de confiança é de 95%.
Outra diferença significativa entre os dois levantamentos é o índice de rejeição: o governador tem 16% no Ibope e 27% no Datafolha. Ana Amélia tem 9% no Ibope e 13% no Datafolha.
Por ser a segunda depois do registro dos candidatos, a pesquisa do Ibope fez simulação de segundo turno e constatou que Ana Amélia tinha nove pontos de vantagem numa disputa direta com Tarso. O Datafolha não fez simulação de segundo turno porque esta é a primeira depois do início da campanha.
Embora os dirigentes partidários e os militantes tratem as pesquisas como questão de vida ou morte, elas devem ser relativizadas, porque representam apenas uma fotografia do momento. Como a propaganda no rádio e na TV só começa em 19 de agosto, o voto ainda não está cristalizado, mas a tendência de segundo turno entre Tarso e Ana Amélia foi reforçada. A polarização entre os dois vem desde antes da definição das candidaturas.

Pela transparência, presidente do TCE faz panfletagem na rodoviária

14 de agosto de 2014 2
Foto: Mariana Fontoura, Divulgação

Foto: Mariana Fontoura, Divulgação

Em campanha para difundir à sociedade detalhes sobre a Lei de Acesso à Informação, o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), Cezar Miola, participou de uma panfletagem na rodoviária de Porto Alegre na manhã desta quinta-feira. Miola foi acompanhado pelos presidentes da RTI e Agergs, Hugo Fleck e Carlos Martins, respectivamente. A ação faz parte da mobilização organizada pelo TCE em parceria com várias entidades e órgãos públicos para divulgar folderes sobre a transparência pública.

— Percebi que as pessoas com as quais tivemos contato têm poucas informações sobre os seus direitos em relação à Lei de Acesso. Teve gente que pensou que estávamos fazendo campanha política, mas com a conversa foram entendendo melhor a proposta — explica Miola.

O presidente do Tribunal calcula que cerca de 100 mil passageiros tenham recebido o material da campanha durante o dia. Os folderes foram divulgados em diversos pontos do Estado. Além da parceria com a RTI e Agergs, o TCE tem alinhavado um acordo com a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e fará panfletagem em pedágios.

— Não temos grandes recursos para a campanha, então dependemos de parcerias. Até o momento, elas estão sendo muito produtivas — comemora Miola.