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Empate no segundo lugar deixa eleição mais eletrizante

04 de outubro de 2014 8

A disputa pelo segundo lugar na eleição para governador, que já estava acirrada, ficou ainda mais emocionante nas horas que antecedem a abertura das urnas. O empate entre Ana Amélia (PP) e José Ivo Sartori (PMDB) agora é total, com 29% dos votos válidos, enquanto Tarso Genro se mantém na liderança com 36%. Nessa conta estão excluídos os indecisos, os brancos e nulos.
Repete-se no Rio Grande do Sul o fenômeno de 2002, quando Antonio Britto e Tarso Genro polarizaram a disputa durante a maior parte da campanha e, nos últimos dias, Germano Rigotto cresceu e foi para o segundo turno. À época, quem caiu foi Britto. Agora, quem está em trajetória descendente é Ana Amélia, mas Tarso também caiu neste levantamento em comparação com o anterior. Dos três, só Sartori cresceu no último Datafolha.
As simulações de segundo turno mostram Tarso empatado tanto com Ana Amélia quanto com Sartori.
No primeiro turno, Tarso tem uma vantagem em relação aos concorrentes: a maioria dos seus eleitores (66%) sabe o número que terão de digitar na urna. Entre os de Ana Amélia, metade não sabe ou responde um número errado. Dos eleitores de Sartori, 56% responderam o número certo.
A pesquisa indica que os ataques do PT a Ana Amélia funcionaram. Ela demorou para reagir, não deu explicações convincentes, mas quem lucrou foi Sartori, que fez uma campanha zen, sem muitas promessas, apostando na simplicidade e na sua experiência como gestor.
Pesquisa não substitui eleição. Esses são os números de hoje, mas ainda há 10% de eleitores indecisos e outros 4% que planejam anular o voto ou votar em branco, mas podem mudar de ideia.

Eu acredito na força do voto

04 de outubro de 2014 18

Eu tinha 29 anos quando votei pela primeira vez para presidente da República. Queria ter feito isso aos 16 ou aos 18, mas naqueles Anos de Chumbo o presidente era um general escolhido por outros generais. Esta é a sétima vez, desde a volta da democracia, que iremos às urnas para escolher o presidente da República. Depois de três meses de promessas e debates, chegou a hora de escolher o melhor (ou o menos pior).  Pode não ser uma experiência excitante como foi a eleição direta de 1989, a primeira depois de um quarto de século de jejum, mas é melhor do que ficar sabendo pela televisão o nome do general escolhido para nos governar nos próximos quatro anos.
Por ter acompanhado as manifestações pelas eleições diretas em 1984, tenho um apreço enorme pelo voto e uma dificuldade maior ainda para entender quem considera um fardo sair de casa num domingo para escolher presidente, governador, senador, deputado estadual e deputado federal.
Trabalhando com cobertura eleitoral desde 1982, aprendi a ver as qualidades e os defeitos dos candidatos, sem paixão. Voto com a razão, analisando a vida pregressa, a coerência entre o que dizem e o que fazem, as propostas e a visão de mundo. Como os partidos estão descaracterizados e fazem aliança espúrias em nome do poder, voto em pessoas. Minha seleção mistura candidatos de partidos diferentes, veteranos e novatos, homens e mulheres. Defendo a renovação na Assembleia e na Câmara para oxigenar e melhorar a representação, mas não hesito em reeleger alguém que tenha feito por merecer.
Diferentemente de muitas das pessoas com quem convivo, neste 5 de outubro não terei dificuldade para encontrar bons candidatos a deputado estadual ou federal. Meu problema é outro: como escolher apenas um entre os 55 que considero merecedores de uma cadeira na Assembleia e os 31 que me parecem mais aptos para representar o Rio Grande do Sul na Câmara?
Sou radicalmente contra o voto nulo e branco, embora reconheça o direito de quem prefere entregar a terceiros a escolha de quem vai governar e de quem vai legislar e fiscalizar. Não abro mão do meu direito de escolha. Neste ano, entrevistei os principais candidatos a presidente e a governador, acompanhei todos os debates, prestei atenção na propaganda de rádio e TV. Não obtive resposta para todas as perguntas, encontrei qualidades e defeitos em todos, mas votarei com a certeza de estar fazendo a escolha possível. Pela natureza do meu trabalho, não posso compartilhar meu voto nem minha lista de candidatos que merecem um crédito de confiança. Que vençam os melhores.

Novos sinais de que a disputa será acirrada

03 de outubro de 2014 9

Mais uma pesquisa confirma o que as anteriores indicavam: a eleição no Rio Grande do Sul será das mais disputadas dos últimos anos. Um dia depois de o Datafolha mostrar o governador Tarso Genro à frente de Ana Amélia Lemos, com 32% contra 28%, e confirmar a ascensão de José Ivo Sartori, com 23%, o Ibope aponta ampliação da vantagem do candidato do PT. No Ibope, Tarso se isola na liderança, com 35%, contra 27% de Ana Amélia. Sartori tem 20%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, estaria desfeito o empate detectado no Datafolha.
O fato de 8% dos entrevistados pelo Ibope terem dito que ainda não sabem em quem votar torna a disputa mais emocionante. Significa que mais de 670 mil eleitores escolherão seu candidato a governador poucas horas antes da votação, o que alimenta a esperança dos partidários de Ana Amélia e de Sartori de disputar o segundo turno com Tarso.
Nas simulações de segundo turno, Tarso aparece pela primeira vez à frente, ainda que em situação de empate técnico. Tem 42% a 41% na disputa com Ana Amélia e 43% a 39% em um cenário de confronto com Sartori.
O Ibope também detectou crescimento da presidente Dilma Rousseff no Rio Grande do Sul. Na pesquisa anterior, de 23 de setembro, ela tinha 42% das intenções de voto. Agora, pulou para 45%, pouco acima dos 43,57% que obteve na eleição de 2010.
A principal novidade da pesquisa sobre a sucessão presidencial no Estado é a inversão de posições de Marina Silva e Aécio Neves. Há 10 dias, Marina e Aécio estavam tecnicamente empatados no Rio Grande do Sul (21% e 20%). De lá para cá, a ambientalista perdeu seis pontos e o senador ganhou três. Agora, Aécio tem 23% e Marina, 15%. O desempenho do tucano é inferior ao de José Serra, que em 2010 fez 37,67% dos votos. Mesmo caindo, Marina está acima de sua própria votação no Estado, que foi de 10,51%.

Um cenário em que tudo pode acontecer

02 de outubro de 2014 18

As pesquisas do Ibope e do Datafolha divulgadas agora à noite, antes do último debate, confirmam o que já se desenhava no início da semana: há três possibilidades em aberto. Dilma tanto pode disputar o segundo turno com Marina Silva quanto com Aécio Neves, mas não está descartada a possibilidade de ser reeleita no primeiro turno. No Datafolha, Dilma mantém os 40% dos últimos dois levantamentos, Marina caiu pelo sexta sondagem consecutiva _ perdeu 10 pontos em um mês _ e chegou a 24%, apenas três pontos à frente de Aécio Neves, numa pesquisa em que a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O tucano subiu de 15% para 21% nos últimos 30 dias e está tecnicamente empatado com Marina no segundo lugar.
Quando esses números são transformados em votos válidos, Dilma tem 45%. Para vencer no primeiro turno, é preciso fazer 50% mais um dos votos válidos, uma hipótese ainda considerada improvável, mas não impossível, já que nem todos os pontos perdidos por Marina em setembro caíram no colo de Aécio.
A figura que resulta dos números do Datafolha mostra que a “boca do jacaré” se abre no confronto Dilma X Marina e se fecha na disputa Marina X Aécio.
No Ibope, Dilma e Marina têm os mesmos índices do Datafolha (40% a 24%), mas Aécio tem dois pontos a menos (19%). Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, não se pode falar em empate técnico no Ibope, mas a curva é mais favorável a Aécio do que a Marina.
Diante desse quadro,  cresce em importância o debate da Rede Globo, que começa daqui a pouco, depois da novela Império, na RBS TV.

Vou registrar os melhores momentos do debate dos candidatos a presidente pelo Twitter, no perfil @rosaneoliveira.

Quadro indefinido no RS às vésperas da eleição

02 de outubro de 2014 44

Houve festa no comitê de José Ivo Sartori no momento em que o RBS Notícias divulgou o resultado da pesquisa do Datafolha, na qual aparece tecnicamente empatado com Ana Amélia Lemos no segundo lugar (28% a 23%). O crescimento de Sartori, que pulou de 13% para 19% na espontânea e de 17% para 23% na estimulada, reforçou a convicção dos líderes do PMDB de que ele irá para o segundo turno. Mais celebrada ainda foi a simulação de segundo turno, que mostra Sartori à frente de Tarso Genro (45% a 40%).
– A pesquisa mostra que Sartori é quem pode tirar o PT do governo – comemorou o vice-prefeito Sebastião Melo, coordenador da campanha, convencido de que está diante de uma repetição de 2002, quando Antônio Britto e Tarso Genro polarizaram a disputa até o fim de setembro e Germano Rigotto ganhou a eleição.
No comitê de Tarso, o resultado não surpreendeu: o tracking diário já apontava a queda de Ana Amélia e o salto de Sartori. Os petistas também comemoraram o resultado, porque coloca Tarso quatro pontos à frente de Ana Amélia no primeiro turno e tecnicamente empatado no segundo turno (ela tem 44% e ele, 41%).
Depois de duas semanas de ataques na TV e nas redes sociais, o PT conseguiu derrubar Ana Amélia, mas agora terá de torcer para que ela se estabilize nesse patamar. É que Sartori seria um adversário mais perigoso no embate direto. Além de ficar à frente na simulação de segundo turno, o ex-prefeito de Caxias do Sul é menos rejeitado do que a senadora. Segundo o Datafolha, somente 8% dos eleitores disseram que não votariam nele de jeito nenhum. A rejeição a Ana Amélia subiu de 13% na metade de agosto para 21%. Tarso é rejeitado por 27% dos entrevistados.
Entre os partidários de Ana Amélia, que davam a eleição da senadora como favas contadas, o clima é de perplexidade e de expectativa com a pesquisa do Ibope que deve ser divulgada nesta sexta-feira.
Além dos ataques do PT, a principal explicação para a mudança no quadro é o acerto no tom da campanha de Sartori, que apostou na simplicidade e na humildade.

ALIÁS
A avaliação positiva do governo explica a liderança de Tarso no Datafolha: ele tem 31% de bom e ótimo, 47% de regular e 18% de ruim  e péssimo. A nota média é 5,8.

Deputado entra com representação contra auxílio-moradia a juízes

01 de outubro de 2014 30

O deputado estadual Raul Pont (PT) entregou na terça-feira uma representação junto ao Ministério Público de Contas contra o pagamento de auxílio-moradia a juízes e promotores de Justiça. No documento, o petista argumenta que a concessão do benefício é ilegal, levando em conta que a lei estadual que instituiu o Estatuto da Magistratura não prevê o auxílio.

— A administração pública só pode fazer aquilo que a lei especificou ou determinou, então não se pode pagar o que não está na lei — afirma.

Pont também argumenta que a administração do Tribunal de Justiça, que confirmou o pagamento do auxílio na folha de outubro, não poderia fazer isso, já que não está previsto no orçamento. O procurador-geral do MP de Contas, Geraldo Da Camino, afirmou que o pedido está sob análise.

Quente do início ao fim

01 de outubro de 2014 12

Quem ficou acordado até o início da madrugada para acompanhar o último debate do primeiro turno na eleição para o governo do Estado assistiu na RBS TV a um confronto quente do começo até o fim. Líderes nas pesquisas, Ana Amélia Lemos e Tarso Genro protagonizaram um embate que, em certos momentos, lembrou a campanha de 2002, quando ele e Antônio Britto se engalfinhavam, em todos os blocos. Ana Amélia foi para o estúdio armada com dados para brigar com Tarso e também com José Ivo Sartori, com quem chegou a fazer tabelinha em encontros anteriores.

Questionada por Tarso sobre gastos públicos, a senadora reagiu trazendo à baila a informação de que o governo gastou mais de R$ 1 milhão de dinheiro do Fundeb com um evento que não chegou a ser realizado. Disse que pagamento foi feito contrariando a orientação da Cage. Tarso respondeu que ela se referia a um festival de gastronomia cancelado em função dos protestos de junho de 2013. A candidata do PP voltou à carga e, na tréplica, deixou no ar a acusação de que Tarso foi condenado por improbidade administrativa.

Na primeira oportunidade, Tarso explicou que a condenação se devia à contratação emergencial de um cardiologista para o Hospital de Pronto Socorro, quando foi prefeito de Porto Alegre, e que o Ministério Público discordou da forma. Alfinetou Ana Amélia dizendo que “o médico trabalhava” e cobrou explicações sobre o cargo em comissão que ela ocupou no gabinete do marido, em 1986, dizendo que ela recebeu dinheiro público sem trabalhar. Em outras oportunidades, Ana Amélia voltou ao tema, sustentando que não cometeu ilegalidade.

Sartori também foi alvo de Ana Amélia. Primeiro, ela mencionou as privatizações do governo Britto e perguntou se ele pretende vender o Banrisul ou a Corsan. Sartori negou. Mais tarde, a senadora o questionou sobre a contradição de sua aliança com o PSB, já que o PMDB integra a chapa de Dilma Rousseff, esquecendo que seu partido, o PP, também é aliado ao PT na eleição presidencial.

A cobertura completa do debate você pode conferir no m eu twitter: www.twitter.com/rosaneoliveira.

Pesquisas alimentam a especulação

29 de setembro de 2014 24

Um clima semelhante ao de 2002 se instalou no país às vésperas da eleição. O crescimento da presidente Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de voto e a perspectiva de que ela se reeleja no primeiro turno fez o dólar disparar, a bolsa cair e as ações da Petrobras despencarem. Em 2002, o mercado viveu solavancos semelhantes: cada pesquisa que mostrava o avanço do candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espalhava pânico na bolsa de valores. As especulações sobre o que viria nas sondagens seguintes era suficiente para derrubar a bolsa e elevar a cotação do dólar, que chegou a ultrapassar a barreira dos R$ 4 em 10 de outubro de 2002.
Em junho daquele ano, Lula divulgou uma Carta ao Povo Brasileiro, que na prática era endereçada aos investidores, se comprometendo com os fundamentos macroeconômicos adotados pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. Eleito, Lula surpreendeu o mercado positivamente ao indicar Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central. Funcionou: depois da eleição, o mercado foi se acalmando lentamente e o dólar voltou ao patamar anterior à onda especulativa.
Mesmo que o candidato dos sonhos do mercado seja Aécio Neves, que anunciou Armínio Fraga como ministro da Fazenda,  Marina Silva é considerada mais palatável do que Dilma. Por isso, a queda dela nas pesquisas abala o mercado.
Para acalmar os investidores, Dilma terá de fazer a sua versão da carta aos brasileiros ou dizer logo quem será o comandante da área econômica, no lugar de Guido Mantega, que se tornou um morto-vivo no governo. Falta a Dilma um conselheiro como Antônio Palocci, que tenha interlocução com os setores que perderam a confiança no governo. Falta, também, o jogo de cintura que permitiu a Lula se reeleger em pleno escândalo do mensalão.

Pesquisa incendeia campanha no Estado

26 de setembro de 2014 50

Em contraste com os demais institutos, que vinham apontando a liderança da candidata Ana Amélia Lemos (PP) no primeiro turno e vitória folgada no segundo, o Datafolha mostra que a senadora e o governador Tarso Genro estão empatados em todas as simulações. No primeiro turno, com 31% a 31%, o que significa 38% dos votos válidos. No segundo, Ana Amélia tem 44% e Tarso, 40%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, isso significa que, hoje, os dois estão tecnicamente empatados.
Parte dos seis pontos perdidos por Ana Amélia foi parar na conta do candidato do PMDB, José Ivo Sartori, que subiu de 13% para 17% em uma semana. Sartori vem crescendo em todos os levantamentos.
A principal explicação para a queda de Ana Amélia é o desgaste produzido pela exploração, na propaganda eleitoral, do cargo em comissão que ela ocupou no gabinete do marido, o senador Octávio Cardoso, em 1986, e da fazenda omitida na declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral.
No início da semana, quando saiu a pesquisa do Ibope apontando estabilidade nos números de Ana Amélia, o clima no comitê de Tarso era de consternação. Havia expectativa de que já naquela pesquisa ela caísse por conta das denúncias. Embora nenhum dos dois fatos se caracterize como ilegalidade, o PT apresentou os episódios como um deslize ético.
– O PT é um partido de chegada – dizia no início da semana o coordenador da campanha de Tarso, Carlos Pestana,  confiante de que havia espaço para a virada.
O crescimento de Tarso pode ser atribuído a três fatores: a dedicação exclusiva à campanha, desde que se licenciou do Piratini e ampliou as viagens ao Interior, a avaliação  positiva do governo e a maior associação com a presidente Dilma Rousseff.
O Datafolha constatou também que a rejeição de Tarso, a mais alta entre todos os candidatos, se manteve estável em 24%. A de Ana Amélia subiu de 13% para 17%.

Aécio se recusa a jogar a toalha

26 de setembro de 2014 7

ABERTURA DE POLÍTICA+, SEXTA-FEIRA

Em terceiro lugar nas pesquisas, o candidato do PSDB, Aécio Neves, esbanjou confiança na passagem pelo Rio Grande do Sul. Estava mais animado do que na visita anterior, quando esteve na Expointer. Baseado em pesquisas qualitativas contratadas por sua campanha e nos levantamentos divulgados pelos veículos de comunicação, Aécio se diz convencido de que ainda é possível superar Marina Silva, mas seu foco principal continua sendo o ataque ao PT em geral e ao governo da presidente Dilma Rousseff em particular.
Em uma hora de entrevista no Painel RBS, Aécio tentou relativizar as pesquisas que o colocam em situação difícil no país e até mesmo em Minas, o Estado que ele governou e que apresenta como sua credencial para disputar a Presidência.
Encerrado o programa, o candidato lamentou não ter tido tempo para falar da manifestação de Dilma na ONU, que considerou “desastrosa” por “fazer propaganda eleitoral e por defender a negociação com os terroristas do Estado Islâmico”.
– A presidente quer negociar  com terroristas que degolam jornalistas na frente de uma  câmera. Isso envergonha o país.
Perguntado se não via nada de positivo no governo de Dilma, preferiu incluir a gestão do ex-presidente Lula e citou a manutenção dos pilares da política econômica de Fernando Henrique e os programas sociais, ressaltando que o Bolsa Família teve origem na administração tucana.
Na tentativa de conquistar eleitores antipetistas inclinados a votar em Marina insistiu na vinculação dela com o PT e voltou a questionar a capacidade da ex-ministra do Meio Ambiente para administrar um país com a complexidade do Brasil. Referindo-se à afirmação de Marina de que quer “governar com os melhores”, ironizou:
– Governar não é você ir ao supermercado, ir em uma prateleira e pegar este produto e aquele produto.
Em um recado direto aos produtores gaúchos:
– No meu governo, terra invadida não será desapropriada. Temos de resgatar a segurança para quem produz no campo.

Dilma amplia vantagem no Estado

25 de setembro de 2014 9

O Rio Grande do Sul se mantém como um dos Estados em que a presidente Dilma Rousseff tem o melhor desempenho nas pesquisas. No levantamento do Ibope, Dilma tem 42% das intenções de voto, exatamente o dobro de Marina Silva (21%). Aécio Neves mantém os mesmos 20% da sondagem anterior, de 7 a 9 de setembro.
A vantagem de Dilma sobre Marina, que era de 16 pontos, subiu para 21.

Nas simulações de segundo turno, Dilma leva 11 pontos de vantagem sobre Marina (44% a 33%) e 10 pontos de vantagem sobre Aécio (44% a 34%).
Os números podem ser explicados pela avaliação positiva do governo da presidente no Estado em que escolheu para viver: 57% aprovam sua administração; 43% consideram o governo bom ou ótimo e apenas 22% o definem como ruim ou péssimo.

Nada altera cenário eleitoral no Estado

25 de setembro de 2014 10

ABERTURA DE POLíTICA+

A ofensiva do PT na propaganda eleitoral e nas redes sociais para desqualificar a senadora Ana Amélia Lemos (PP) não produziu resultados: na pesquisa do Ibope, a candidata do PP segue líder isolada, sete pontos à frente de Tarso Genro no primeiro turno. Na simulação de segundo turno, a vantagem de Ana Amélia sobre Tarso é de 14 pontos percentuais (47% a 33%).
A propaganda de Tarso passou os últimos dias explorando a notícia de que Ana Amélia ocupou um cargo em comissão no gabinete do marido, o senador Octávio Cardoso, em 1986. Ontem, o programa começou a veicular uma nova denúncia, a de que Ana Amélia omitiu informações sobre seu patrimônio na declaração entregue à Justiça Eleitoral quando registrou a candidatura.
Em um cenário de estabilidade no quadro geral, o único concorrente que cresceu fora da margem de erro foi José Ivo Sartori, que subiu de 11% para 15%. A curva de Sartori é ascendente, mas a velocidade de crescimento não justifica o otimismo dos peemedebistas que sonham vê-lo no segundo turno.
A pior notícia do Ibope veio para Vieira da Cunha (PDT), com um desempenho de candidato nanico: 1% das intenções de voto. Com esse fracasso, Vieira deve reassumir em 2015 como procurador do Ministério Público, sem condições políticas de disputar a prefeitura de Porto Alegre em 2016, como era seu desejo.
O índice pífio de Vieira contrasta com o de seu companheiro de chapa, Lasier Martins, que lidera a pesquisa para o Senado, cinco pontos à frente de Olívio Dutra (31% a 26%). Considerada a margem de erro de três pontos para mais ou para menos, Lasier e Olívio estão tecnicamente empatados.
Os números também são desfavoráveis para o senador Pedro Simon (PMDB), que entrou atrasado na disputa, a partir da saída de Beto Albuquerque para concorrer a vice de Marina Silva. Simon tem 13% e deve encerrar a carreira política em 31 de janeiro, quando completa 85 anos de idade.

Pesquisas animam QG de Dilma

23 de setembro de 2014 27

ABERTURA DA POLÍTICA+ DE QUARTA-FEIRA, 24 DE SETEMBRO

Três pesquisas divulgadas nesta terça-feira apontam ampliação da vantagem da presidente Dilma Rousseff sobre Marina Silva no primeiro turno. Nas duas primeiras, os números são equivalentes, respeitada a margem de erro: 36% a 27,4% no MDA e 38% a 29% no Ibope. Aécio Neves se mantém no terceiro lugar, com 17,6% no MDA e 19% no Ibope (o mesmo índice que tinha na semana passada). Já o Vox Populi apurou um resultado totalmente diferente: 40% para Dilma, 22% para Marina e 17% para Aécio.

No segundo turno, o MDA mostra Dilma um ponto à frente de Marina (42% a 41%). Já o Ibope registra empate em 41%. E o Vox Populi indica vitória de Dilma por 46% a 39%, fora da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.
Embora a variação positiva de Dilma e a negativa de Marina tenham ocorrido dentro da margem de erro em dois levantamentos, os números animaram o comando da campanha do PT. O ex-ministro Miguel Rossetto, que deixou o ministério para integrar a coordenação de campanha, está entusiasmado com o conjunto de resultados: crescimento de Dilma, queda de Marina e estagnação de Aécio. A esses dados, Rossetto soma o crescimento da presidente na maioria dos Estados, a aprovação do governo e a expectativa de vitória.

Rossetto trabalha com um cenário de crescimento de Dilma nos últimos dias da campanha, mas não se ilude com a possibilidade de vitória no primeiro turno. Diz que o importante é chegar forte ao dia da eleição, para enfrentar um embate que será calcado na experiência e nas propostas de governo. A expectativa do PT é de que a consolidação de Dilma no primeiro lugar ajude a puxar os candidatos a governador, entre os quais, Tarso Genro, que está em segundo lugar nas pesquisas, atrás de Ana Amélia Lemos.

Pont ataca auxílio-moradia a juízes: "agressão à consciência do país"

23 de setembro de 2014 21

Às vésperas da aposentadoria, o deputado estadual Raul Pont (PT), que não tenta a reeleição, fez um forte discurso nesta terça-feira contra o pagamento de auxílio-moradia a juízes e membros do Ministério Público. Pont ocupou a tribuna para questionar a legitimidade das administrações dos órgãos para determinar o pagamento sem a regulamentação de uma lei para isso.

— Estender o benefício para todos os membros do Judiciário nos estados, incluindo os inativos, o que fatalmente ocorrerá, é uma imoralidade, uma agressão à consciência do país — reclamou.

O deputado sugeriu que o Legislativo trabalhe para impedir o pagamento, levando em consideração a precariedade das finanças do Estado.

Leia o discurso de Pont na íntegra clicando aqui.

 

Juízes gaúchos querem auxílio-moradia de 4,2 mil

20 de setembro de 2014 40

Com salários que variam de R$ 19,3 mil a R$ 26,5 mil, os magistrados gaúchos pleiteiam receber mais R$ 4,3 mil por mês a título de auxílio-moradia, não importando se têm casa própria quitada, alugam um apartamento ou pagam prestações de um imóvel financiado. O pedido é produto do efeito cascata de decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, que declarou legal o pagamento de auxílio-moradia aos juízes federais de todo o país.

Ontem, a Ajuris reiterou um pedido que havia sido feito ao Tribunal de Justiça na terça-feira para que os juízes e desembargadores do Estado, ativos e inativos, recebam o auxílio de R$ 4,3 mil (o valor ainda não foi regulamentado e pode ser alterado, para mais ou para menos).

O presidente da Ajuris, Eugênio Couto Terra, explica que Fux atendeu a uma solicitação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e esclareceu que a decisão valia também para a magistratura dos Estados.

– No dia 18, o presidente do CNJ, Ricardo Lewandowski, pediu esse esclarecimento ao ministro e ele respondeu positivamente. Não há necessidade de análise jurídica do TJ. O ministro já disse que se aplica e temos convicção de que o tribunal fará o pagamento.

Se os 747 juízes e desembargadores da ativa e os 409 aposentados passarem a receber os R$ 4,3 mil a partir de 2015, a conta, somente no próximo ano, será de R$ 60 milhões.

– Somos a magistratura que menos ganha no Brasil. Com o auxílio, poderemos nos aproximar das carreiras de outros Estados – queixa-se Couto Terra.

Membros do Ministério Público também deverão entrar na fila para pedir o pagamento do auxílio-moradia, já que o Judiciário reconhece que deve haver simetria no recebimento de vantagens entre essas carreiras.

O pagamento do auxílio-moradia será uma preocupação a mais para quem se eleger governador, porque a fonte de financiamento dos poderes é uma só: os nossos impostos.