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Indícios de uma disputa apertada

10 de setembro de 2014 35

ABERTURA DE POLÍTICA+, QUARTA-FEIRA

Na enxurrada de pesquisas divulgadas nos últimos dias sobre a sucessão presidencial, há uma convergência em relação a três pontos: empate técnico entre Dilma Rousseff e Marina Silva no primeiro turno, estabilidade de Aécio Neves em um distante terceiro lugar e leve melhora na avaliação do governo. O que destoa na sondagem do MDA, divulgada ontem pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), é o cenário de segundo turno. Os últimos levantamentos do Ibope e do Datafolha indicavam vitória de Marina, com sete pontos de vantagem. No MDA, as duas estão empatadas. Marina tem 45,5% e Dilma, 42,7% (a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais).
A pesquisa foi feita em um momento de inflexão nas campanhas de Dilma e Aécio: na propaganda, os dois começaram a questionar a capacidade de Marina. Aécio tem feito cobranças discretas, lembrando a falta de experiência da adversária, mas Dilma não poupa a antiga colega de ministério. Aponta contradições entre o discurso e o plano de governo e semeia pânico ao alertar para as consequências de medidas defendidas pelos assessores econômicos de Marina e pela própria candidata. Diz, por exemplo, que programas como o Minha Casa, Minha Vida estariam ameaçados.
Além de ter estancado o crescimento de Marina, a coordenação da campanha de Dilma celebra a  recuperação de pontos perdidos e a melhora da avaliação do governo. Não chega a ser um crescimento extraordinário, mas ajuda a afastar o fantasma da vitória de Marina no primeiro turno, que chegou a ser temida pelos petistas quando só ela subia nas pesquisas.
O aumento dos índices de bom e ótimo, a queda do ruim e péssimo e o crescimento de Dilma podem ser atribuídos ao programa eleitoral. Além de ter mais tempo do que os adversários, a qualidade da produção é melhor.

Disputa pela Assembleia: veja quem arrecadou mais dinheiro até agora

09 de setembro de 2014 4

Por Juliano Rodrigues

Confira abaixo a lista dos candidatos a deputado estadual que mais arrecadaram recursos até agora na campanha. Veja também quem são os principais doadores.

1 – Mainardi (PT) R$ 449,5 mil
Três principais doadores:
* JBS S/A – R$ 350 mil
* Gerdau Aços Especiais – R$ 38 mil
* Chalet Agropecuária – R$ 10 mil

2 – Regina Becker (PDT) R$ 377,5 mil
Três principais doadores:
* Alexandre Grendene – R$ 250 mil
* Comitê Nacional do PDT – R$ 60 mil
* Itau Unibanco – R$ 37,5 mil

3 – Tarcisio Zimmermann (PT) R$ 367,2 mil
Três principais doadores:
* Pavicon Construtura – R$ 110 mil
* Ronaldo Zulke – R$ 65 mil
* Habitasinos Urbanizadora e Incorporadora LTDA – R$ 52,5 mil

4 – Sérgio Turra (PP) R$ 344,3 mil
Três principais doadores:
* Recursos próprios – R$ 80,5 mil
* BRF S/A – R$ 78,4 mil
* Francisco Turra – R$ 71,5 mil

5 – Pedro Westphalen (PP) R$ 290,5 mil
Três principais doadores:
* Unimed – R$ 75 mil
* Braskem – R$ 29,4 mil
* Gerdau Aços Especiais – R$ 29,4 mil

6 – Frederico Antunes (PP) R$ 275 mil
Três principais doadores:
* PP – R$ 127,4 mil
* Vonpar – R$ 20 mil
* Goldsztein – R$ 10 mil

7 – Gilmar Sossella (PDT) R$ 254 mil
Três principais doadores:
* Recursos próprios – R$ 65 mil
* Agropecuária Schio – R$ 20 mil
* Jair Muller – R$ 20 mil

8 – Mauricio Dziedricki (PTB) R$ 243,6 mil
Três principais doadores:
* Direção municipal do PTB – R$ 110 mil
* JBS S/A – R$ 56,4 mil
* Companhia Zaffari – R$ 30 mil

9 – Mauro Zacher (PDT) R$ 237,7 mil
Três principais doadores:
* MJRE Construtora – R$ 80 mil
* Condomínio DC Navegantes – R$ 45 mil
* Companhia Zaffari – R$ 25 mil

10 – Ronaldo Santini (PTB) R$ 226 mil
Três principais doadores:
* Direção do PTB – R$ 55,6 mil
* JBS S/A – R$ 38,5 mil
* Recursos próprios – R$ 36 mil

11 – Kevin Krieger (PP) R$ 223 mil
Três principais doadores:
* JBS S/A – R$ 30 mil
* Companhia Zaffari – R$ 20 mil
* Braskem – R$ 29,8 mil

12 – Adão Villaverde (PT) R$ 219,5 mil
Três principais doadores:
* Companhia Zaffari – R$ 25 mil
* Vonpar – R$ 20 mil
* Braskem – R$ 20 mil

13 – Matteo Chiarelli (DEM) R$ 216 mil
Três principais doadores:
* Onyx Lorenzoni – R$ 211,1 mil
* Rima Industriais – R$ 2 mil
* Andrade Gutierrez – R$ 2 mil

14 – Valter Nagelstein (PMDB) R$ 214 mil
Três principais doadores:
* Mathias Nagelstein – R$ 30 mil
* IBI Participações e Negócios – R$ 30 mil
* Multiplan – R$ 30 mil

15 – Márcio Bins Ely (PDT) R$ 201 mil
Três principais doadores:
* Comitê financeiro nacional – R$ 90 mil
* Rossi Residencial – R$ 30 mil
* Vonpar – R$ 20 mil

Veja abaixo o ranking dos gastos:

1 – Mainardi (PT) R$ 464,7 mil
2 – Tarcisio Zimmermann (PT) R$ 355 mil
3 – Mauro Zacher (PDT) R$ 261,5 mil
4 – Mauricio Dziedricki (PTB) R$ 243,4 mil
5 – Adão Villaverde (PT) R$ 238,5 mil
6 – Ernani Polo (PP) R$ 233,8 mil
7 – Pedro Westphalen (PP) R$ 230,5 mil
8 – Frederico Antunes (PP) R$ 226 mil
9 – Regina Becker (PDT) R$ 205 mil
10 – Sérgio Turra (PP) R$ 204,6 mil
11 – Kevin Krieger (PP) R$ 200,5 mil
12 – Gilmar Sossella (PDT) R$ 195,1 mil
13 – Ronaldo Santini (PTB) R$ 194,7 mil
14 – Márcio Bins Ely (PDT) R$ 177 mil
15 – Matteo Chiarelli (DEM) R$ 175,6 mil

Com a bênção do poder econômico

09 de setembro de 2014 42

ABERTURA DE POLÍTICA+, TERÇA-FEIRA

A prestação parcial de contas dos candidatos a deputado federal é a maior expressão do peso do poder econômico em uma eleição. Dos 15 candidatos que mais receberam contribuições de campanha até agora, 13 estão no exercício do mandato (confira no post anterior a lista e os maiores doadores). As exceções são o oitavo colocado, Flávio Zacher, ex-assessor do Ministério do Trabalho, com R$ 606,9 mil, e o 14º, Afonso Motta, com R$ 445 mil. Outro sem mandato, Luiz Antônio Covatti, filho do deputado Vilson Covatti (PP), não aparece entre os que mais doações receberam, mas é o sétimo em despesas (R$ 470,6 mil).
O campeão de doações é Onyx Lorenzoni (DEM), que já arrecadou R$ 1,25 milhão e gastou R$ 1,08 milhão. Em segundo lugar em receita vem o campeão de gastos, José Otávio Germano (PP), com R$ 1,2 milhão. Na casa do milhão aparece ainda Jerônimo Goergen (PP, com R$ 1,06 milhão). São doações legais, devidamente contabilizadas, que devem crescer até o final da campanha, porque
essa é uma prestação parcial de contas.
A lista de doadores para candidatos a todos os cargos chama a atenção para o peso das empreiteiras, dos bancos e dos frigoríficos. Será apenas por apreço à democracia que despejam volumosas somas na conta deste ou daquele concorrente?
No preço que você paga pelo bife da Friboi não estão embutidos apenas os milionários cachês do ator Tony Ramos e do cantor Roberto Carlos. Estão, no mínimo, mais R$ 14,5 milhões para Dilma Rousseff, R$ 6 milhões para Marina Silva e R$ 5 milhões para Aécio Neves, sem contar os deputados agraciados Brasil afora. Na área das carnes, também aparece entre os doadores generosos a sigla BRF (leia-se Sadia e Perdigão).
O eleitor tem o direito de se perguntar onde vai parar todo esse dinheiro, qual é a retribuição esperada pelos financiadores e por que não se pode fazer campanhas mais econômicas.

Candidatos a deputado federal superam arrecadação e gastos de concorrentes ao Senado

08 de setembro de 2014 10

Por Juliano Rodrigues

A eleição para o Senado parece não empolgar tanto os empresários quanto a disputa para a Câmara de Deputados. Segundo levantamento do blog a partir da segunda parcial da prestação de contas dos candidatos, pelo menos 15 concorrentes à Câmara superaram a arrecadação dos aspirantes ao Senado.

Veja quanto os candidatos ao Senado arrecadaram até agora:

Simone Leite (PP) – R$ 497,6 mil
Os três principais doadores:
* BRF S/A – R$ 290 mil
* Itau Unibanco – R$ 50 mil
* Alessandro Fernandes Ghedin – R$ 40,5 mil

Olívio Dutra (PT) – R$ 304,3 mil
Os três principais doadores:
* Braskem S/A – R$ 150 mil
* Construtora Giovanella – R$ 50 mil
* Focal Produções – R$ 28 mil

Lasier Martins (PDT) – R$ 267,1 mil
Os três principais doadores:
* Gerdau Aços Especiais – R$ 99 mil
* Crown Embalagens – R$ 40 mil
* Companhia Zaffari – R$ 40 mil

Pedro Simon (PMDB) – não informou

Abaixo, a relação dos 15 concorrentes a vagas na Câmara que mais receberam doações:

1 – Onyx Lorenzoni (DEM) – R$ 1,25 milhão
Os três principais doadores:
* Andrade Gutierrez – R$ 200 mil
* Rima Industrial – R$ 150 mil
* Iguatemi – R$ 150 mil 

2 – José Otávio Germano (PP) – R$ 1,22 milhão
Os três principais doadores:
* Vale Energia – R$ 200 mil
* Salobo Metais S/A – R$ 200 mil
* Braskem S/A – R$ 166,6 mil

3 – Jerônimo Goergen (PP) – R$ 1,06 milhão
Os três principais doadores:
* JBS S/A – R$ 300 mil
* Andrade Gutierrez – R$ 100 mil
* CRBS S/A – R$ 100 mil 

4 – Luis Carlos Heinze (PP) – R$ 713,5 mil
Os três principais doadores:
* SLC Agricola – R$ 200 mil
* Flora Produtos de Higiene – R$ 100 mil
* BRF S/A – R$ 98 mil

5 – Renato Molling (PP) – R$ 692 mil
Os três principais doadores:
* JBS S/A – R$ 220 mil
* Flora Produtos de Higiene – R$ 100 mil
* Londrina Bebidas – R$ 78,4 mil

6 – Henrique Fontana (PT) – R$ 656,4 mil
Os três principais doadores:
* BRF S/A – R$ 95 mil
* Associação Prof. Lib. Univ. APLUB – R$ 75 mil
* Companhia Brasileira Corret. Seguros e Prev. – R$ 75 mil

7 – Paulo Pimenta (PT) – R$ 625 mil
Os três principais doadores:
* Construtora Queiroz Galvão – R$ 285 mil
* Braskem – R$ 68 mil
* CRBS S/A – R$ 47,5 mil

8 – Flávio Zacher (PDT) – R$ 606,9 mil
Os três principais doadores:
* Direção nacional – R$ 155 mil
* JBS S/A – R$ 150 mil
* Celulose Riograndense – R$ 100 mil

9 – Alceu Moreira (PMDB) – R$ 555,4 mil
Os três principais doadores:
* BRF S/A – R$ 200 mil
* Philip Morris do Brasil – R$ 100 mil
* Gerdau Aços Especiais – R$ 57 mil

10 – Darcísio Perondi (PMDB) – R$ 511,2 mil
Os três principais doadores:
* Recofarma Indústria do Amazonas LTDA – R$ 266 mil
* Arosuco Aromas e Sucos LTDA – R$ 171 mil
* Saepar Serviços e Participações – R$ 71,2 mil 

11 – Afonso Hahm (PP) – R$ 452,1 mil
Os três principais doadores:
* JBS S/A – R$ 230 mil
* Prestaserv – R$ 75 mil
* Fibria Celulose – R$ 40 mil

12 – Giovani Cherini (PDT) – R$ 449,1 mil
Os três principais doadores:
* Construtora Queiroz Galvão – R$ 100 mil
* Sama S/A – R$ 100 mil
* Gerdau Aços Especiais – R$ 40 mil

13 – Ronaldo Zulke (PT) – R$ 446,7 mil
Os três principais doadores:
* Braskem S/A – R$ 191,5 mil
* Tractebel Energia – R$ 40 mil
* Construtora Cidade – R$ 28,5 mil

14 – Afonso Motta (PDT) – R$ 445 mil
Os três principais doadores:
* OAS – R$ 100 mil
* Competence Comunicação – R$ 30 mil
* Vompar – R$ 20 mil

15 – Maria do Rosário (PT) – R$ 341 mil
Os três principais doadores:
* Engemix – R$ 145 mil
* Construtora Queiroz Galvão – R$ 37,5 mil
* Marcopolo S/A – R$ 30 mil
O mesmo ocorre em relação aos gastos de campanha.

Veja quanto os candidatos ao Senado gastaram:

Simone Leite (PP) – R$ 389,5 mil
Lasier Martins (PDT) – R$ 260,3 mil
Olívio Dutra (PT) – R$ 174 mil
Pedro Simon (PMDB) – não informou

Abaixo, a relação de despesas dos candidatos a deputado:

1 – José Otávio Germano (PP) – R$ 1,2 milhão
2 – Onyx Lorenzoni (DEM) – R$ 1,08 milhão
3 – Jerônimo Goergen (PP) – R$ 882,7 mil
4 – Flávio Zacher (PDT) – R$ 615,8 mil
5 – Luis Carlos Heinze (PP) – R$ 536,8 mil
6 – Henrique Fontana (PT) – R$ 515,6 mil
7 – Luis Antonio Covatti (PP) – R$ 470,6 mil
8 – Afonso Motta (PDT) – R$ 453,9 mil
9 – Ronaldo Zulke (PT) – R$ 450,5 mil
10 – Renato Molling (PP) – R$ 427,4 mil
11 – Paulo Pimenta (PT) – R$ 402,4 mil
12 – Fabiano Pereira (PT) – R$ 399,9 mil
13 – Luis Busato (PTB) – R$ 370,2 mil
14 – Maria do Rosário (PT) – R$ 356,7 mil
15 – Afonso Hahm (PP) – R$ 331,2 mil

Lama no ventilador

07 de setembro de 2014 83

Há poucas surpresas na lista dos supostos beneficiários da propina distribuída pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Quase todos os citados até aqui já tinham sido acusados de envolvimento em algum tipo de irregularidade, mas a delação premiada de Costa coloca a presidente Dilma Rousseff e a candidata Marina Silva na defensiva.

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Revista divulga nomes de políticos delatados por ex-diretor da Petrobras

Não há nenhuma acusação direta a Dilma, mas, sendo presidente da República e tendo integrado o conselho de Administração da Petrobras, tudo o que afeta a imagem da estatal respinga nela também. Os citados por Costa são ou foram aliados do governo. Como no mensalão, a lista é pluripartidária. Costa não apresentou provas, sua palavra é a de um homem que já não tem nada a perder. Decidiu colaborar com a Justiça em troca de uma possível redução de pena, mas o estrago no cenário eleitoral é inevitável.

O ex-diretor jogou lama no ventilador e acionou a chave a um mês da eleição presidencial.
Também não há qualquer menção a Marina entre os beneficiários do esquema, mas a citação de Eduardo Campos enfraquece o discurso da “política diferente” da candidata do PSB e a obriga a interromper o processo de santificação do ex-governador de Pernambuco na propaganda eleitoral. A inclusão de Campos seria apenas a acusação de um delinquente (Costa) contra um homem que não tem como se defender, não fossem dois antecedentes que complicam a defesa da memória de Campos pelo PSB.

O primeiro problema é o cipoal de confusões envolvendo a propriedade do avião fantasma em que morreu Campos. Está provado que foram usadas empresas de fachada para pagar um avião que, na hora de pagar as indenizações devidas, não é de ninguém. Marina não pode ser responsabilizada por transações escusas das quais não participou, mas seu partido deve explicações e ela não pode fazer de conta que a lambança em torno do Cessna é uma irrelevância.

O segundo problema para o PSB provar que Campos nada tem a ver com Costa vem do tempo em que o ex-governador ainda era vivo. Preso desde junho, acusado de envolvimento em um esquema bilionários de corrupção, Costa indicou Campos como testemunha de defesa. À época, líderes do PSB atribuíram a indicação a uma tentativa dos adversários petistas de desqualificar o adversário. Graças a uma delicada negociação, conseguiu se livrar da condição de testemunha.

Com a dificuldade para explicar a origem do dinheiro que pagou parte do valor do Cessna, o próprio PSB deixa a porta aberta para as especulações de que saiu de caixa 2, o que não exclui o propinoduto gerenciado por Costa.

Justiça determina apreensão de vídeo de pegadinha com Lasier na Expointer

06 de setembro de 2014 71
Lasier visitou pavilhão da agricultura familia antes do incidente. Foto: Divulgação

Lasier visitou pavilhão da agricultura familia antes do incidente. Foto: Divulgação


Por Juliano Rodrigues

A Justiça de Esteio determinou à Polícia Civil busca e apreensão das imagens captadas pela equipe do programa Vida no Sul que mostram uma pegadinha com o candidato ao Senado pelo PDT, Lasier Martins.

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Pegadinha com Lasier Martins vira caso de polícia na Expointer

O episódio ocorreu na quinta-feira, quando o pedetista caminhava pelo pavilhão da agricultura familiar da Expointer. Um jovem abordou o candidato e estendeu a mão na sua direção. Quando Lasier foi cumprimentá-lo, o rapaz se atirou no chão simulando ter recebido um choque.

A justificativa da Justiça para pedir as imagens é a apuração de eventual crime eleitoral, já que Lasier afirma ter sido vítima de uma armadilha para prejudicar a sua campanha. No processo, Lasier é defendido pelo seu primeiro suplente na disputal eleitoral, Cristopher Goulart.

Uma bomba em plena campanha

05 de setembro de 2014 122

A um mês da eleição, a delação premiada do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa tem potencial para provocar um novo terremoto na campanha. O que se sabe até este momento é que Costa, preso desde junho, envolveu pelo menos 32 parlamentares do PT, do PMDB, do PP e de outros dois partidos, e um governador. Pelas informações preliminares, as revelações do ex-diretor da Petrobras guardam semelhança com o mensalão, com um agravante: a origem dos recursos usados para financiar campanhas de aliados do governo é a Petrobras.
O site do jornal O Estado de S.Paulo diz que, no depoimento, Costa detalhou o funcionamento do esquema: de cada contrato firmado pela Petrobras durante sua gestão, de 2004 a 2012, os fornecedores tinham de pagar 3% de comissão. Como empreiteiras e fornecedores de serviços não jogam para perder, é evidente que esses 3% estavam embutidos no preço de produtos e serviços.
Até o momento, não são conhecidos os nomes dos beneficiários do esquema, que envolveria desde funcionários do terceiro escalão até a cúpula da empresa, durante a gestão de Costa, de 2004 e 2012.
A revista Veja, que começa a circular amanhã, traz na capa a manchete “Escândalo da Petrobras: O DELATOR FALA” e três destaques do assunto:
- O nome dos políticos envolvidos no megaesquema de corrupção: governadores, senadores, deputados federais e um ministro
- O dinheiro sustentava a base aliada do PT no Congresso
- Houve propina na compra da refinaria de Pasadena
Veja vem ainda com duas reportagens sobre corrupção no governo:
- Nestor Cerveró: a nebulosa compra de um apartamento de R$ 7,5 milhões
- Meire Poza: as ameaças à contadora que revelou a participação das empreiteiras em negócios criminosos.
A noite de hoje será longa e de muita expectativa pela divulgação dos nomes dos envolvidos.

Pegadinha com Lasier Martins vira caso de polícia na Expointer

05 de setembro de 2014 306
Foto: Divulgação

Antes da polêmica, Lasier visitou pavilhão da agricultura familiar. Foto: Divulgação


Por Juliano Rodrigues

A tentativa de um grupo de jovens de fazer uma pegadinha com o candidato do PDT ao Senado, Lasier Martins, virou caso de polícia na quinta-feira, na Expointer. O pedetista caminhava pelo pavilhão da agricultura familiar quando foi abordado por um jovem, que estendeu a mão para trocar um cumprimento. Lasier conta que fez o gesto, mas o rapaz recolheu o braço e se atirou no chão, fingindo que tinha recebido um choque.

— Ele ficou se debatendo no chão, tentando me causar um constrangimento na frente das pessoas — relata o candidato.

Funcionários da campanha de Lasier notaram que outro jovem filmava a cena a alguns metros dos dois. A segurança da feira foi acionada e conseguiu deter duas pessoas, mas a câmera com a gravação teria desaparecido. Lasier registrou ocorrência no local pela tentativa de constrangimento.

— Eles vestiam camisetas do programa Vida no Sul, que faz parte de um instituto ligado ao frei Sergio Goergen, que por sua vez é ligado a movimentos sociais. Isso é uma atitude orquestrada do PT para me causar constrangimentos e afetar a minha candidatura — explica Lasier.

Instituto diz que filmagem foi “casualidade”

Em contato com o blog, o frei Sergio Goergen rebateu as declarações de Lasier e disse que a filmagem do episódio foi uma “casualidade”.

— A nossa equipe estava filmando o pavilhão da agricultura familiar para o programa Vida no Sul e deu o acaso de, naquele momento, um jovem fazer a brincadeira com o Lasier. O rapaz que fez a brincadeira não é ligado ao instituto. A filmagem foi mera casualidade. O candidato pode tomar as conclusões que quiser, mas foi uma irreverência juvenil que ele tem de se acostumar — explica.

Marina e os pontos de interrogação

05 de setembro de 2014 3

Com um discurso articulado e respostas na ponta da língua para qualquer pergunta, a candidata Marina Silva causou boa impressão na passagem pelo Rio Grande do Sul, encantou os parceiros do PMDB e do PSD e quebrou resistências entre os líderes do agronegócio com os quais se encontrou na Expointer. No Painel RBS, enfrentou todos os temas polêmicos da campanha, mas evitou detalhar questões essenciais para o entendimento do que será seu governo, se vencer a eleição.
Marina repetiu o discurso de que governará com as melhores pessoas e citou apenas um nome, o do senador Pedro Simon. Questionada sobre o cargo que Simon ocuparia, já que seu nome vem sendo especulado para os ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, limitou-se a dizer:
– Ele será o meu senador.
Em uma crítica indireta a Aécio Neves, disse que quem nomeia ministros antes de ser eleito  “demonstra insegurança”.
Com o discurso de “melhorar a qualidade do gasto”, Marina repetiu que é possível investir mais em saúde, educação, segurança e infraestrutura, sem aumentar imposto. Qual é a mágica? Não ficou claro. Ela mencionou a redução da taxa de juro e não se aprofundou.
A candidata defendeu uma reforma política que inclui polêmicas como o financiamento público de campanha (exclusivo ou misto), candidaturas avulsas, mudança na distribuição do tempo de TV e nas verbas do fundo partidário, além de maior participação direta da população nas decisões.
De concreto, Marina se comprometeu com a renegociação da dívida dos Estados, como já havia feito Eduardo Campos, e com a conclusão das obras de infraestrutura licitadas ou em andamento, como a ponte do Guaíba e a duplicação da BR-116 e da BR-290, mas tirou a esperança dos gaúchos que esperam ver as reservas de carvão aproveitadas na produção de energia. Para a candidata do PSB, carvão é coisa do passado. O futuro é energia solar, eólica e de biomassa.

Vieira vai atrás de Marina Silva no RS

04 de setembro de 2014 9

Por Carlos Rollsing

Candidato do PDT ao governo estadual, Vieira da Cunha negociou com o PSB um encontro nesta quinta-feira com a presidenciável Marina Silva, que passou o dia cumprindo agendas em Porto Alegre e Caxias do Sul.

A conversa, contudo, não ocorreu por indisponibilidade de horários. Vieira está em contato com o vice na chapa de Marina, Beto Albuquerque, porque a sua intenção é abrir o voto à candidata do PSB. Antes, entretando, ele quer se reunir pessoalmente com Marina para cobrar compromissos dela em relação ao Rio Grande do Sul. A intenção do pedetista é que o encontro ocorra na próxima semana. No Estado, Marina e o PSB apoiam a candidatura ao Piratini de José Ivo Sartori (PMDB).

— Faltou horário na agenda para o encontro ocorrer hoje (quinta-feira), mas estou em contato com o Beto. Eu disse que não ficaria em cima do muro na eleição presidencial e chegou a hora de anunciar o meu voto. Mas ainda quero ter uma conversa com a Marina para saber das posições dela sobre o Rio Grande do Sul, principalmente no aspecto da renegociação da dívida do Estado com a União — afirmou o pedetista.

Vieira esclareceu que o eventual voto em Marina será uma posição pessoal, e não do PDT.

— O partido já liberou a militância e fizemos um pacto de respeito entre quem vai seguir a decisão nacional do partido, apoiando a Dilma (Rousseff), e entre quem vai tomar outro caminho, como no meu caso — explicou o candidato.

Dabate amanhã na TVCOM

04 de setembro de 2014 1

Os eleitores terão amanhã mais uma oportunidade de conhecer as propostas dos candidatos ao governo do Estado. É o debate na TVCOM, das 21h às 23h.
Serão quatro blocos. Em dois deles, os candidatos farão perguntas entre si, sobre temas livres. Em um, responderão a perguntas gravadas, feitas por telespectadores. O candidato sorteado para responder escolherá um concorrente para comentar. O último bloco será destinado às considerações finais.

Marina leva vantagem, mas Dilma reage

03 de setembro de 2014 28

As duas pesquisas sobre a sucessão presidencial divulgadas hoje confirmam a força do fenômeno Marina Silva, reforçam a tendência de segundo turno e  mostram que a presidente Dilma Rousseff ainda tem alguma capacidade de reação. As duas estão tecnicamente empatadas no primeiro turno, com Dilma quatro pontos à frente no Ibope e um no Datafolha. Marina leva vantagem no segundo turno, sete pontos à frente tanto no Ibope quanto no Datafolha, um resultado que provocou alívio nas hostes petistas. Não é bom, mas poderia ser pior se Marina mantivesse o ritmo frenético de crescimento dos levantamentos anteriores e se a avaliação do governo piorasse. A avaliação se manteve estável, com leve melhora dentro da margem de erro.
Os números são péssimos para o candidato do PSDB, Aécio Neves, que perdeu quatro pontos no Ibope (caiu de 19% para 15%) e um no Datafolha (baixou de 15% para 14% em uma semana, mas tinha 20% na primeira pesquisa que incluiu Marina).
Embora dos dados da pesquisa e o cenário sejam favoráveis a Marina, por conta do mau desempenho da economia, da rejeição de Dilma e do desejo de mudança, os números indicam que o jogo ainda não está jogado. A impressão da semana passada, de que a candidata do PSB poderia se eleger no primeiro turno, perdeu força com as pesquisas de ontem.
Ibope e Datafolha refletem os acontecimentos dos últimos dias:
-  dois debates que tiveram audiência modesta na TV, mas foram amplificados na internet e nos jornais impressos. Dilma foi mal no da Band, mas melhorou no do SBT, enquanto Marina manteve desempenho idêntico nos dois;
-  propaganda eleitoral em que o programa de Dilma começou a atacar Marina e o de Aécio questionou a competência dela;
- pequeno tropeçod e Marina, por conta do recuo em relação aos trechos do programa de governo que tratam de questões relativas aos gays, atribuído às press~eos do pastor Silas Malafaia.
- boatos sobre a possível desistência e de Aécio para apoiar Marina e concorrer ao governo de Minas. O tucano desmentiu, mas o estrago já estava feito;
- Manifestações de aliados de Aécio em defesa de Marina, como se ele já estivesse fora do segundo turno.
Para frear de vez o crescimento de Marina e recuperar terreno perdido, o PT recorreu ao ex-presidente Lula. Além de ampliar a participação de Lula nos programas de rádio e TV. Hoje, por exemplo, Lula participa de comício ao lado de Dilma em Recife. É uma tentativa de compensar os pontos subtraídos por Marina na terra de Eduardo Campos e de salvar os aliados que concorrem ao governo e ao Senado em Pernambuco.

Ação e reação na campanha

03 de setembro de 2014 37

ABERTURA DE POLÍTICA+, QUARTA-FEIRA

Dilma Rousseff teve quase quatro anos para mobilizar sua base no Congresso e aprovar a criminalização da homofobia, mas não fez qualquer esforço. Em plena campanha, Dilma resolveu abraçar a causa dos gays para mostrar diferenças com sua adversária Marina Silva, que não quer se indispor com pastores como Silas Malafaia. Equiparar a homofobia ao racismo, como querem os ativistas dos direitos de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais, é um problema para os pregadores que tratam os gays como criações do demônio.
A ascensão de Marina obrigou o comando de campanha de Dilma a alterar o cardápio de temas. O que valia quando o adversário era Aécio perdeu força. Dilma foi para o último debate munida de dados e informações que pudessem expor as contradições de Marina e exibir suas fragilidades. A presidente mudou porque tem esperança de ir para o segundo turno e acredita que, no mano a mano, pode solapar a base da candidatura de Marina e seu discurso de uma política diferente.
Aécio também mudou, mas de forma tão sutil que ainda não é perceptível a disposição de partir para a briga com Marina. Os boatos de que estaria pensando em renunciar e apoiar a ambientalista, somados com as declarações de aliados que já anunciam apoio a Marina no segundo turno, enfraquecem o senador. Mesmo que suas propostas sejam mais sólidas do que as de Marina, criou-se no imaginário de uma parcela muito significativa do eleitorado a ideia de que a mudança tem nome de mulher, vem da floresta amazônica e não está vinculada à polarização PSDB-PT.
O desafio dos aliados de Aécio é frear a debandada para o lado de Marina, fruto da percepção de que só ela tem condições de derrotar o PT. Ele próprio tem responsabilidade pela desidratação de sua candidatura, já que, mesmo mostrando as fragilidades de Marina, elogia a adversária e diz que o mais importante é tirar o PT do poder.

 

Dilma e Marina ignoram os outros adversários

02 de setembro de 2014 37

ABERTURA DE POLÍTICA+, TERÇA-FEIRA

Todas as vezes em que o regulamento do debate no SBT permitiu, Dilma Rousseff e Marina Silva escolheram uma a outra para fazer perguntas. Dilma de vermelho e Marina de branco pareciam estar num debate de segundo turno. Aos demais adversários restou o papel de coadjuvantes. Organizado por SBT, Folha de S.Paulo, portal UOL e rádio Jovem Pan, o confronto foi o segundo desta campanha.
Menos tensa do que no encontro anterior, na Band, Dilma foi a primeira a perguntar. Escolheu Marina. Apresentou uma lista com as promessas da adversária e quanto elas custariam, para perguntar de onde sairia o dinheiro para bancar as medidas. Com a calma que tem caracterizado sua participação nos debates, Marina evitou identificar fontes concretas. Disse que o importante era a “qualidade do gasto” e que o dinheiro viria da maior eficiência na arrecadação e na administração.
Marina também escolheu questionar a principal adversária, citou os índices negativos da economia, lembrou promessas da campanha de 2010 e perguntou a Dilma o que deu errado no governo dela. A presidente preferiu responder com o que deu certo, reconheceu que o país tem problemas “e que as mudanças precisam continuar”. A candidata do PSB voltou a acusar Dilma de não reconhecer os erros, o que dificultaria a correção de rumo.
A presidente voltou à carga, cobrando de Marina pelo que chamou de “desprezo pelo pré-sal”. Marina disse que não desprezava o petróleo, mas que era preciso ir além e investir em fontes alternativas de energia, coisa que o PT não teria feito. Dilma rebateu citando os milionários investimentos em energia eólica.
Até o fim, as duas trocaram farpas. Mesmo nas respostas aos jornalistas e a outros candidatos, uma dirigia indiretas à outra ou tentava complementar respostas que haviam ficado pela metade.
Mais uma vez, Dilma foi fustigada por todos os concorrentes, especialmente por conta do mau desempenho da economia. Com Marina, os pontos mais abordados foram a falta de base no Congresso, as contradições entre discurso e prática e o recuo em relação aos direitos dos homossexuais, por pressão do pastor Silas Malafaia.

No Twitter, a síntese do debate no SBT

01 de setembro de 2014 1

Desde às 18h estou sintetizando o debate no SBT pelo Twitter e fazendo análises em 140 toques. A análise completa estará amanhã na coluna.

Se você perdeu o debate, pode conferir no meu perfil: www.twitter.com/rosaneoliveira .