Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Vai viajar? Saiba o que fazer para manter seus hábitos alimentares e desempenho físico

19 de janeiro de 2012 0

Por: Marcele Policarpo - Nutricionista

Janeiro, temporada de férias... Você teve todo cuidado durante o ano inteiro, se preparando para o verão e, quando chega essa estação, você não sabe o que fazer porque vai viajar?

Não se preocupe, a partir de agora você vai saber como manter todos os cuidados com a alimentação mesmo viajando.

O que você deve entender e focar é que a viagem é uma continuação do seu estilo de vida! Mantendo seus hábitos, horários de sono, de treino e de refeições.

Pesquise academias e locais para praticar exercícios físicos.

Se você já utiliza suplementos, na hora de arrumar a mala, lembre sempre de levar sua suplementação. Leve seu pré treino, durante o treino e pós treino. Se for ficar muito tempo, aconselho que compre a quantidade necessária, pois pode correr o risco de não ter a suplementação certa no local que você está indo. Faça um check list de tudo o que está levando.

Se for viajar de avião, é de total importância que tenha em mãos barras de proteína e cereal em barra - para o caso de não gostar do prato oferecido pela companhia aérea, ou por não ter alimentos adequados para a sua dieta habitual. Evite molhos gordurosos, opte por molhos de tomate ou de vegetais. Hidrate-se sempre! Por conta da pressurização e do controle de temperatura dentro do avião, o ar fica seco, portanto, mesmo sem sede, ingira água.

Se a viagem for de carro, é interessante que leve no automóvel o seu próprio lanche, evitando ter que comprar em locais que não se sabe a procedência dos alimentos. Importante destacar que os alimentos não devem ser preparados. Exemplos interessantes do que levar são: frutas secas, barras de proteína, pães suecos, biscoitos integrais. Evite ingerir salgadinhos, doces, balas, refrigerantes, entre outras guloseimas. Devido à difícil disponibilidade de pontos de venda de água em viagens, é interessante que você leve em seu carro garrafinhas de água, nas quais você saiba a procedência. A hidratação é um fator determinante no desempenho de exercícios físicos.

Quando parar em postos de gasolinas para abastecer, escolha os alimentos com menor teor de gordura possível, e que sejam mais ricos em proteína do que carboidrato. Para beber, interessante ingerir água, sucos de frutas (desde que se saiba a procedência da água e das frutas), iogurtes e vitaminas.

Nos almoços e jantares em restaurantes, é de total importância que você esteja atento a todas as preparações contidas no cardápio. Verifique as preparações e busque os alimentos que você está acostumado a incluir no seu plano alimentar habitual. Preparações cruas ou muito diferentes do que você está acostumado podem causar vômitos, enjôos e diarréias (popular “doença do turista”). Escolha sempre os alimentos assados, grelhados e cozidos. Em relação aos molhos, ingira molhos de tomate, evitando os preparados com creme de leite, queijo e molho branco, pois são ricos em gordura.

Mantenha seus hábitos alimentares e horários mesmo que esteja na praia. O principal erro dos veranistas é fazer o desjejum pelo período da manhã e no final da tarde o almoço. Lembre sempre a importância de comer de três em três horas! Dessa forma, os hormônios do seu organismo se manterão nos níveis ideais. Assim, evitará que a Grelina (hormônio que faz iniciar uma refeição) aumente demasiadamente seus níveis e a Leptina (hormônio da saciedade) diminua seus níveis normais. Além disso, comendo fracionadamente, você evita que o organismo armazene gordura para os momentos que ele necessita, ou seja, de fome ou escassez, evitando assim a formação dos indesejáveis “pneus” na região dos flancos. Mesmo que não sinta fome, coma nos horários adequados para manter os estoques de glicogênio muscular e hepático cheios.

É de total importância que você siga as orientações nutricionais na viagem para manter seu desempenho físico e hábitos de vida saudável.

Share

Documentário sobre Belo Monte ganha fama internacional.

09 de dezembro de 2011 0

Por: Carolina A Castro

O documentário sobre a construção da Usina Belo Monte, no coração da Amazônia brasileira está na primeira página do Amazon Watch, uma organização internacional que tem a intenção de proteger a floresta Amazônica.

O Rota Orgânica tem o orgulho de anunciar essa notícia, pois já entrevistamos o diretor do documentário, André D'Elia antes do resto da mídia.

Veja a entrevista aqui no blog: http: //wp.clicrbs.com.br/rotaorganica/2011/08/18/documentario-sobre-a-construcao-da-usina-belo-monte/?topo=77,1,1,,,77


E confira o destaque na página da Amazon Watch: http://amazonwatch.org/news/2011/1201-documentary-takes-aim-at-belo-monte-dam



Share

Antártica!

03 de dezembro de 2011 0

Queridos amigos do Rota Orgânica,

Nos próximos 3 meses não escreverei, pois estarei na Antártica em uma das embarcações da Sea Shepherd, para notícias e minha fotografias visite: http://seashepherd.org.br/ ou http://seashepherd.org/

Aguardem que estarei contando tudo sobre a campanha e postando muitas fotos quando voltar.

Abraços,

Carolina A Castro

oi

Share

Peixes Voadores no Oceano Índico.

29 de novembro de 2011 0


Share

Missão Sea Shepherd Ferocious Islands 2011: "Salvamos centenas de baleias"

27 de outubro de 2011 0

Mais uma missão cumprida do Sea Shepherd! A fotógrafa Carolina Castro esteve presente durante a viagem, participando ativamente e documentando tudo com suas fotos e seu olhar.

A nossa colunista, brasileira e gaúcha, desbravou os oceanos mundo afora, ajudando a combater a caça às baleias. Veja as novidades e os relatos emocionantes das aventuras e das dificuldades encontradas no percurso.

"Patrulhamos de norte à sul, de leste à oeste e nenhuma baleia foi morta durante o período. Tivemos a oportunidade de conversar muito com os locais e tentamos convecê-los que a caça as baleias não é mais necessária nos dias de hoje", Carolina A. Castro.

Por: Carolina A. Castro

Quem acompanha o blog sabe que estou desde julho fazendo parte da tripulação do STEVE IRWIN, navio almirante da organização Sea Shepherd (em português, Guardiões do Mar).

O navio almirante do Sea Shepherd, Steve Irwin

A primeira vez que participei de uma campanha com a organização foi há dez anos. Entre outras missões, fomos proteger tubarões nas ilhas Galápagos (Equador) e Cocos (Costa Rica). A pesca de barbatana de tubarões é uma prática comum no mundo inteiro. As barbatanas são vendidas para o mercado asiático, usadas para fazer uma sopa insípida que tem um valor cultural e servida como um símbolo de status em eventos e festas, principalmente, na China.

No ano seguinte a essa missão, foi filmado um documentário chamado Shark Water. O documentário - sobre a causa dos tubarões - obteve reconhecimento no mundo todo. Vale a pena assistir!

Voltando ao presente, participei durante os últimos meses da campanha Ferocious Islands 2011” (Ilhas Ferozes, em português). Essa campanha aconteceu nas Ilhas Feroé, que apesar da proximidade com a Islândia, pertencem à Dinamarca. Este grupo de ilhas é um tanto remoto e tem tradições culturais fortemente ligadas à descendência Viquingues (viking).  Uma dessas tradições é a caça das baleias-piloto.

Tripulação no barco de apoio Delta e baleias-piloto.

Todos os anos os habitantes das ilhas Feroé matam centenas de baleias sob o pretexto de comer a carne e manterem vivas suas tradições. O departamento de saúde das ilhas já anunciou para população que a carne das baleias está imprópria para o consumo, contendo altos índices de mercúrio, entre outros poluentes. Grupos ambientalistas e grupos de proteção contra a crueldade aos animais se opõem à caça porque, além de receberem muitos subsídios do governo Dinamarquês, os moradores das ilhas tem uma qualidade de vida extremamente elevada.

Outro ponto fundamental que vale ressaltar no combate à caça desses animais é o aproveitamento da carne das baleias.  Centenas de baleias são mortas em vão. A carne não é mais usada por inteiro como antigamente, onde a caça era necessária para a sobrevivência dos ilhéus, apenas alguns pedaços são aproveitados, deixando grande parte nas carcaças que são atiradas de volta ao mar.

b

Paisagem pitoresca das Ilhas durante o verão do hemisfério norte.

A caça é feita por vários barcos que fazem o cerco aos grupos das baleias (incluindo fêmeas grávidas e filhotes) em direção a uma baia fechada, obrigando-as a encalhar na praia. Logo em seguida, homens e crianças entram no mar e as matam a facadas. O método é muito similar ao usado em Taiji no Japão para capturar golfinhos, essa baleação foi mostrada no documentário The Cove, vencedor do Oscar em 2010.

baleias-piloto

Baleias-piloto nas águas feroesas.

A caça as baleias é ilegal, segundo a União Europeia. As ilhas Feroé são um estado autônomo pertencendo à Dinamarca, eles escolheram não participar da UE. Mesmo assim, o Capitão Paul Watson, fundador e presidente da organização Sea Shepherd, resolveu voltar a essas ilhas com a intenção de intervir, se necessário, no combate aos caçadores de baleias, porque, segundo ele, as ilhas devem respeitar a lei europeia, afinal todos os subsídios recebidos provém da Dinamarca, país membro da União Europeia.

Paul já esteve nessas ilhas outras vezes, mas agora a organização está mais forte do que nunca e conta com uma equipe do canal de televisão Animal Planet, que filma um programa de televisão chamado "Defensores de Baleias" (Whale Wars) o que intimidou muito as autoridades locais, que decidiram não permitir que a “Grind”, como é chamada a caça as baleias pelos ilhéus, acontecesse enquanto estivéssemos na área.

a

O helicóptero e os barcos da organização patrulhando as águas das Ilhas Feroé.

E, assim, foram os dois meses que passamos por lá. Patrulhamos de norte à sul, de leste à oeste e nenhuma baleia foi morta durante o período. Tivemos a oportunidade de conversar muito com os locais e tentar convecê-los que essa prática não é mais necessária nos dias de hoje. Muitos dos seus vizinhos "vikings" já abandonaram e somente as mantém vivas dentro de museus e livros. Também não existem estudos confiáveis sobre o estado das populações dessas baleias, além do consumo destas ser absolutamente prejudicial a saúde devido ao mercúrio que é muito danoso a todos, mas em especial as crianças.

No dia 28 de agosto por falta de recursos e também pela necessidade de aprontar as embarcações para o próxima campanha de defesa das Baleias no santuário da Antártica, “Divine Wind” partimos das Ilhas Ilhas Feroé com a certeza de que nenhuma baleia foi morta enquanto estávamos presentes. No dia 2 de setembro aproximadamente 100 baleias foram mortas e depois mais 40 dias mais tarde. Agora sem a presença dos navios do Sea Shepherd a “Grind” continua.

Mais algumas fotos:

c

Tripulantes no passadiço durante patrulha.

q


s

Steve Irwin e baleias-piloto.

Você pode ver o álbum inteiro de fotos da campanha na minha página no Facebook, não é necessário ter conta para vizualisar, basta acessar o link https://www.facebook.com/media/set/?set=a.174970039250419.44058.163284280418995&type=1

Share

23 de outubro de 2011 0

d

Share

Aprenda a decifrar os RÓTULOS das embalagens

10 de setembro de 2011 0

*Por Renata Esteves do blog Beleza Orgânica

Quando se trata de decifrar rótulos, em primeiro lugar, vem a decisão de procurar usar produtos mais saudáveis, menos agressivos a sua pele e ao meio ambiente. Mas, como podemos começar a decodificá-los? A resposta é simples: leia atentamente as informações contidas nas embalagens! Não espere que faça sentido no começo, será como aprender uma língua estrangeira, só com o tempo você reconhecerá algumas substâncias que se repetem em diversos cosméticos.

Abaixo um guia básico do que procurar nas embalagens, seguindo as regras do IBD (Instituto Biodinâmico) .

1) Veja o percentual de ingredientes orgânicos na fórmula : certificados orgânicos (95%), produtos com ingredientes orgânicos (mínimo de 70%), naturais (variam muito, de 5% a 70%) ou convencionais (geralmente não especificado).

2) Repare se a embalagem é feita de material reciclado e/ou reciclável, e se vem em caixas e folhetos que geram mais lixo. Opte por refis quando possível.

3) Identifique se o produto é cruelty-free, ou seja , não foi testado em animais.

4) Procure saber se o produto contém GMO ou OGM (Organismos Geneticamente Modificados), ou seja, feito com ingredientes cujo DNA foi alterado por técnicas de engenharia genética.

5) Outras considerações: se é biodegradável, ou não poluente das águas e do meio ambiente, se a empresa usa processos de produção sustentável, e se respeitam o comércio justo.

DECIFRE OS ENIGMAS DOS RÓTULOS

Abaixo um guia básico do que procurar nas embalagens, segundo as regras do IBD (Instituto Biodinâmico):
- Certificados orgânicos – São a escolha mais fácil, pois tem a qualidade e proveniência sustentável dos ingredientes garantida pelos órgãos certificadores. Para ser considerado certificado orgânico o produto deve ter no mínimo 95% de ingredientes orgânicos.
- Produtos com ingredientes orgânicos – Esses tem uma porcentagem variável de ingredientes orgânicos, mas contém no mínimo 70%.
- Naturais – para ser considerado natural, um produto só precisa ter 5% de matéria-prima natural e/ou certificada em sua composição, mas pode chegar a 70%. Portanto cuidado com a expressão “natural”; isto quer dizer apenas que o produto contém ingredientes naturais, quando na verdade pode conter muitas substâncias químicas nocivas.
- Ecológicos – A Ecocert, empresa de certificação francesa, admite esta categoria, onde pelo menos 50% dos ingredientes são de origem natural e orgânica, no máximo 5% de ingredientes sintéticos.
- Embalagem reciclável/reciclada – pode ser feita com material reciclado, mas não ser reciclável. Procure pelos símbolos de reciclagem.
- Testes em animais – Como ainda são minoria, geralmente as empresas que não fazem testes em animais anunciam isto claramente em sua comunicação e embalagens. Produtos certificados são sempre cruelty-free.
- GMO ou OGM (Organismos Geneticamente Modificados) - são organismos nos quais o DNA foi alterado por técnicas de engenharia genética, que combina genes de seres vivos de espécie diferentes para criar uma nova espécie. Ainda não se sabe o impacto disto na sáude. No Brasil, por lei, qualquer produto que contenha mais do que 1% de produtos OGM deveria anunciar isto na embalagem, com um símbolo de um T com um triângulo em volta.

- Outras considerações: se o produto é biodegradável, se a empresa usa processos de produção sustentável que não agridem o meio ambiente, se respeitam o comércio justo (se não forem orgânicos, onde isto já é de praxe). Na dúvida, ligue para o SAC da empresa, ou pesquise online. É muito importante aprender a buscar a melhor informação, como consumidor, inclusive cobrando transparência das empresas sobre seus produtos e suas operações.

*Renata Esteves é autora e fundadora do blog Beleza Orgânica. Ela também vai colaborar aqui no Rota Orgânica com alguns posts. Vale a pena conferir o blog dela na íntegra www.belezaorganica.com

Share

Exclusivo: Nova missão do Sea Shepherd ~ Tripulantes visitam a Ilha Noss

25 de agosto de 2011 0

Por Carolina A Castro

Eu e os tripulantes do navio STEVE IRWIN, da organização Sea Shepherd, visitamos uma pequena ilha chamada Noss. Essa ilha é uma das reservas naturais da Escócia. Veja as fotos desse lugar incrível.

boat

Uma das cavernas na costa da ilha.

foca

Foca dentro da caverna.

a

famoso penhasco " Noup" da ilha de Noss onde gansos-patola fazem suas colonias durante o verão.

foca

O local está cheio de vida por todos os lados. É possível avistar muitas focas, além de diferentes aves.

ceu

Olhando para cima.

gannet

Ganso-patola com filhote.

voo

Gansos-patola na encosta.

skua

Nem tudo é festa, Moleiros-grande perseguem um ganso-patola. Os moleiros-grande roubam alimentos de outras aves marinhas ou as vezes até comem outras aves.

s

Essas aves predadoras (moleiro-grande) também se nidificam nestas áreas no verão e migram para o sul no outono, como os gansos-patola. As duas espécies geralmente são vistas em Portugal no inverno.

net

Através da perpectiva dessa foto, ressalto a importância da redução do consumo e do lixo, que muitas vezes acabam no mar. Repare na foto acima e no hiperclose abaixo, as redes, as cordas e os pedaços de plásticos, causaram a morte desse ganso-patola.

d

No final da nossa expedição, encontramos esse grupo de focas.

s

d

a

Para visualizar em tamanhos maiores http://www.flickr.com/photos/carolinaacastro/6080053712/in/photostream/lightbox/

ou

http://www.flickr.com/photos/carolinaacastro


Share

Documentário sobre a construcao da Usina Belo Monte

18 de agosto de 2011 0

por Carolina A. Castro

Olá pessoal,tive a oportunidade de realizar uma entrevista exclusiva com André D'Elia, um cineasta brasileiro que está realizando um documentário e também um longa metragem de ficção sobre a construção da usina Belo Monte no coração da Amazônia. O projeto é da produtora CINEDELIA.

belo monte

“Estive bastante tempo no Xingu, só posso dizer que foi uma honra. O rio

Xingu é azul e tem praias lindíssimas de areia branca. Os povos indígenas me

receberam muito bem.” André D'Elia, autor do projeto BELO MONTE ANÚNCIO DE UMA GUERRA.


RO: Como surgiu a ideia de fazer um filme sobre o projeto Belo Monte?

André:  A ideia surgiu dois anos atrás enquanto eu trabalha de assistente de direção

no filme longa metragem Vida Sobre Rodas. Na ocasião eu trabalhava com

material de acervo da rede Globo, da tv Bandeirantes e da tv Cultura. O que

me fez pensar no projeto "BELO MONTE" foi, em particular a morte do

presidente Tancredo Neves, tive acesso a uma matéria que certamente não foi

ao ar em 1982 e ao assisti-la tive a total consciência de que o Brasil não

mudou nada desde o governo militar, pelo menos para a Amazônia não faz

diferença alguma; a intenção ainda é destruir.


RO:  Como foi feita a pesquisa para esse projeto?

André: A pesquisa começou na internet, com sites e blogs, nos jornais periódicos e revistas. A ideia inicial era fazer um filme de ficção, eu tenho trabalhado no roteiro de ficção a um ano e acho que estaremos em processo de pesquisa para toda eternidade. Mesmo depois que o filme sair!


RO: Você esteve por algum tempo no Xingu, como foi essa experiência?

André: Estive bastante tempo no Xingu, só posso dizer que foi uma honra. O rio

Xingu é azul e tem praias lindíssimas de areia branca. Os povos indígenas me

receberam muito bem.


RO. A cultura indígena no brasil é tão pouco explorada em termos de

conhecimento da mesma e respeito pelos povos que aqui habitavam antes da

chegada dos europeus, o que você aprendeu com esses povos que acha importante para a sociedade brasileira tomar conhecimento?

André: Bom, tenho que ser sincero aqui. Amo muito a minha família e meus amigos, mas infelizmente nunca os vejo, é uma grande batalha poder conviver com as pessoas que amamos, ou até mesmo namorar.

O indígenas tem esse privilégio, eles dormem juntos, comem juntos, tomam banho juntos... É realmente surpreendente como são mais felizes do que nós, eles fazem mais sexo e tem mais filhos também. Se um índio quer tomar sol, ele sai da oca e deita no chão, se ele quer se molhar ele entra no rio. Na nossa cultura não, não podemos fazer nada do que queremos, não podemos nem olhar para o céu. Na verdade não podemos nem ir ao banheiro, quantas vezes eu já fiquei com vontade de ir ao banheiro mas não podia pois estava preso dentro do meu carro no trânsito da cidade de São Paulo. É a triste condição de homem branco.

cacique


RO: Você pode nos contar um pouco do impacto que a Usina Belo Monte causará na região?

André: Isso você pode acompanhar no filme que pretendemos lançar ainda esse ano:

"BELO MONTE, ANÚNCIO DE UMA GUERRA", mas posso adiantar que o maior impacto é devido ao fluxo migratório: aproximadamente 100 mil pessoas irão

diretamente para coração da Amazônia. Portanto os impactos maiores são de

cunho social: por exemplo, uma previsão de um aumento significativo de

estupros na região, uma vez que 80% dos trabalhadores são homens. Na verdade, quem mais perde com Belo Monte são as mulheres, já existem também casas de prostituição sendo abertas em Altamira. Os impactos são enormes na saúde, como uma previsão de aumento de 200% de casos de malária e dengue devido a formação do reservatório.

Ocorrerão muitas mortes certamente. Acho que nem é preciso comentar sobre as castanheiras e buritizeiros que já estão sendo derrubados. Isso todo mundo

já sabe e ninguém parece se importar com a floresta há muitos anos.


RO: Esta última notícia sobre a liberação do projeto pelo IBAMA é muito

desanimadora para os ambientalistas, você acredita que a justiça do Pará ou a

opinião pública consiga realmente impedir esse projeto?

André: Essa noticia já era esperada, não há

muito mais o que fazer com relação a isso, afinal, já são 10 ações contra

"Belo Monte" e nenhuma tem a previsão de julgamento, a estratégia do governo

é fazer tudo de qualquer jeito para depois julgar o mérito das ações; para

mim isso significa que estamos em plena ditadura.


RO: Vocês estão pedindo doações para finalizarem o documentário e o (longa?) de ficção, como podemos ajudar? Existe previsão para estreia?

André: Lançaremos o filme ainda esse ano com ou sem dinheiro. Na verdade o

crowdfunding não esta funcionando muito bem...  As pessoas comentam e

partilham o vídeo em blogs e no facebook mas na hora de ajudar parecem ter

preguiça de pegar o cartão de credito, sei lá....  Alias... Você já fez a

sua doação? Espero que sim, estamos em um momento muito delicado, as dividas do filme estão nas alturas e eu já me desfiz de todo meu patrimônio pessoal, não possuo mais nada de valor. Peço a ajuda a todos os leitores para terminar o projeto, um dólar faz muita diferença. Assim como mais um mouse ajudando a divulgar! Obrigado.

-----------------------------

Você também pode ajudar : http://www.cinedelia.com/Site/Participe.html

BELO MONTE, ANÚNCIO DE UMA GUERRA from André Vilela D'Elia on Vimeo.

indio


Olhe também a matéria que eu escrevi: Meu olhar sobre Belo Monte.

Carolina A Castro.

Share

Papagaios do Mar

09 de agosto de 2011 0

Por Carolina A Castro

Olá amigos seguidores do Rota Orgânica, como vocês sabem estou na Escócia, mas precisamente nas ilhas Shetland. Este é um lugar muito especial, cheio de vida marinha, e um dos poucos lugares do mundo onde se podem avistar os papagaios do mar (Fratercula arctica), chamados por alguns de pinguins do ártico.

1


Esses pássaros, além de peculiares no seu visual, também se diferenciam em outros aspectos. Eles são monógamos e o macho e a fêmea dividem tarefas para cuidar das crias, até mesmo na hora de chocarem os ovos, como os pinguins imperadores.

Diferentemente dos pinguins, os papagaios do mar voam, mas não são lá os mais sofisticados voadores. Eles são sim bons nadadores e excelente mergulhadores, conseguindo mergulhar até 60 metros de profundidade. Por isso esses pássaros  são ótimos pescadores alimentam-se de pequenos peixes como enguias.

2

papagaio do mar pousando.

Os papagaios do mar passam boa parte do ano no mar do ártico, e no verão do hemisfério norte eles vem para algumas áreas como as ilhas Shetland, onde eles se reproduzem em colônias. Seus ninhos são feitos em buracos em uma encosta em uma área de penhascos. Eles são extremamente sociáveis e vivem em grandes grupos. Algumas vezes eles entram em pequenas disputas territoriais, como na foto abaixo que mais parece um beijo, as disputas são curtas e atraem vários expectadores

3


Esses pássaros sofreram ameaças por serem caçados em épocas passadas. Atualmente mudanças climáticas, pesca predatória e até mesmo a aquicultura (pois algumas vezes esses peixes escapam dos tanques e se alimentam dos mesmos peixes menores que os papagaios do mar) ameaçam esse pássaro tão simpático.

4

conflito entre os papagaios do mar.

5

tocas dos papagaios. As vezes essas tocas tocas sao disputadas por outros animais, como coelhos.


7

encosta, cheia de pássaros.


6


Share