Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "#RoteiroDelícia"

Os picolés só para maiores de 18 da Creäm

11 de janeiro de 2015 0

Já pensou no seu drink preferido transoformado em um picolé saboroso? Pois o pessoal da Creäm Sorvetes teve essa ideia maluca – e que deu muito certo!

cream sorteves

Os Creäm18+ são só para maiores de 18 anos. Até porque têm graduação alcoólica muito parecida com um drink de verdade. Provei o de piña colada (meu drink preferido) e adorei. Tem o sabor exatamente da bebida. Dá vontade de comer vários.

IMG_4154

 

Pra quem gosta tem outros sabores. O clássico drink da praia (que tem a graduação alcoólica mais baixa):

IMG_4155

Tá, esse é clássico da beira da praia.

IMG_4156

E pra quem quer ficar com uma opção mais romântica, tem o espumante com morangos.

IMG_4157

 

A Creäm começou a trabalhar com sorvetes em 1997, ainda em baixa escala. Aos poucos, com o aumento da venda, começaram a atender restaurantes, eventos e cafés de Porto Alegre. A marca trabalha com linhas de picolés desde 2012. A Creäm está com uma loja conceito no The Movement Food Park, na Avenida Central de Atlântida, com toda a linha. Os valores vão de  5 a 15 reais, entre os picolés normais, alcoólicos, sorvetes em cascão de uma ou duas bolas e milkshake.

IMG_4186

Para o evento, inclusive, a Creäm criou sabores especiais, como Creäm Sweet With Nuts, sorvete de doce de leite com pedaços de nozes, Cheescake com pedaços de morangos e biscoitos (meu preferido) e o Triple Creäm Sweet, que leva sorvete de amendoim com doce de leite, paçoca e biscoitos.

E olha: me apaixonei, MESMO, pelo sorvete de Cheescake:

IMG_4164

 

É difícil descrever o sabor. O sorvete é muito cremoso – justamente porque tem menos ar do que os sorvetes comuns, o que faz dele mais denso – e olha isso…

IMG_4177

Esse é o de doce de leite (mais doce, mas também perfeito);

IMG_4173

Quer ver mais de perto? Confessa que dá vontade de pegar uma colher e se acabar nesse gelado? (Assumo, esse é um blog provocador! Mas a gente começa a comer com os olhos, não é?)

IMG_4167

A Creäm também tem picolés, como falei, que não são alcoólicos. Esses eu não provei porque não deu tempo (e porque eu tava atracada no cascão de Cheesecake, confesso). Então, quem provar, compartilha aqui no post o sabor preferido.

IMG_4146

 

 

Você encontra só os picolés alcoólicos no Bali Hai Atlântida, Privilege Xangri-lá, e em Porto Alegre no Liv and Fly,  Bier market e Bier Keller.

Já o Creäm18+ com a linha de sorvetes estão no  The Movement Atlântida, Quiosque 01 (Praça Central de Atlântida) e em Porto Alegre no Nook Sabores Especiais, Petit Dali e Armazém Porto Alegre.

 

 

Um pedaço emocionante do Tibete em Três Coroas

26 de dezembro de 2014 10

Era um sábado daqueles tão quentes que a fome estava em segundo plano. Por isso o alívio de entrar naquela casa em meio a um amplo gramado em Três Coroas – o ar condicionado fez a vida mudar pra melhor naquele instante.

IMG_3434

O Espaço Tibet tem essa qualidade: muda a vida. Se tivermos olhos e ouvidos atentos. Olhos para o lugar, suas cores, seus detalhes que nos levam pra outro país.

IMG_3554

E ouvidos para escutar as histórias de Ogyen Shak. Chef do restaurante e mestre em pinturas de templos desde pequeno, saiu do Tibete como refugiado e passou pela Índia e São Paulo até vir parar no Templo Budista de Três Coroas. Encontrou a gaúcha Adriana, com quem casou, e juntos abriram o Espaço Tibet, onde servem receitas tradicionais. Em um ambiente incrível, com jardins cuidados e desenvolvidos pelo próprio Ogyen.

IMG_3567

Ogyen está há oito anos no Brasil. Aos 16 fugiu do Tibete, dominado pela China comunista, em uma caminhada de quase dois meses pelas montanhas congeladas em direção à Índia. O pai prometeu: “enquanto eu viver, vocês terão condições de estudar a cultura e a religião de vocês”. Numa madrugada, pagou para atravessadores levarem seus filhos até o país vizinho – onde teriam liberdade. Algum tempo depois, pai e mãe também seguiram para a Índia. Ogyen nunca mais viu os tios, os avós e a casa onde cresceu:

- Vocês no Brasil reclamam do seu país. Mas eu não tenho país. Não tenho mundo. Preciso fechar uma porta para ter meu mundo. Não sinto nada quando vejo fotos dos parentes que nasceram depois que me fui, porque não toquei neles, não tomei chá com eles – define, na simplicidade peculiar do tibetano.

A travessia pelas montanhas congeladas foi árdua. Usando apenas chinelos, chegou na Índia e teve que amputar os dedos de um dos pés. Tinham congelado. Teve mais sorte que três dos seus parceiros de travessia, que morreram. Uma moça, lembra, perdeu a vida sobre o gelo:

- O sangue foi congelando dentro dela e ela abriu os braços. Ficou lá, assim. Tivemos que deixá-la e continuar caminhando.

Outra não seguiu a orientação de rolar sobre a neve fofa e decidiu caminhar. Caiu em um buraco. Os colegas de caminhada estenderam uma corda feita com as roupas que vestiam. Quando ela agarrou, as roupas congeladas quebraram e ela caiu mais para o fundo. Não tinham como salvá-la.

Quando finalmente chegou na Índia, ficou internado um ano em um hospital organizado para refugiados do Tibete. O país é lar também do líder espiritual dos tibetanos, o Dalai Lama, perseguido pelo regime chinês.

Apesar de tudo que passou, Ogyen não tem raiva dos vizinhos: “É preciso separar o sal do açúcar nessa vida. Os chineses não são a mesma coisa que a política chinesa. O povo chinês é meu irmão”.

E essa candura do chef tibetano transparece nos pratos feitos com carinho e cuidado. E pra quem acha que budistas são necessariamente vegetarianos, olha esse prato chamado “Racha”.

IMG_3466

É o mais pedido no restaurante. Receita do pai de Ogyen, é um pernil de cordeiro com molho de cravo. Tenro, suculento, maravilhoso. Vem acompanhado de arroz branco flambado na manteiga com castanhas de caju picadas, uva passa e gergelim preto. As batatas cozidas são seladas na manteiga com ervas finas.

Ah, sim, sobre ser vegetariano? O próprio Ogyen responde:

- O budista diz: se é vegetariano, parabéns. Se não é, parabéns também. O que importa é que esteja mantendo e respeitando o que o próprio corpo precisa.

Simples, né?

Deixa eu mostrar mais. Olha só como nos receberam. Chá de boas-vindas.

IMG_3446

E o coquetel de boas-vindas. É sem álcool, mas eles fazem com vodka se o cliente quiser. É uma mistura de polpa de maracujá, kiwi, morango, abacaxi e pêssego, preparada lá no restaurante mesmo.

IMG_3453

Sério, é tão delicioso e nutritivo que já vale por uma refeição.

Oi?

Não, com os pratos de lá, não vale não. Prepare espaço.

Olha a entrada: o prato mais típico tibetano. Três tipos de momo: de carne, de batata e de legumes.

IMG_3459

E não acabou. Depois do prato principal (o cordeiro da foto lá de cima), veio a sobremesa. Não sou aquela fã de doces, mas já descobri que adoro sobremesas que incluam frutas. Banana, de preferência. Essa aqui é incrível:

IMG_3538

Esse é o Shintok Tse, purê de banana com frutas secas e calda de caramelo com sorvete.

Os preços são acessíveis. Cada prato serve muito bem duas pessoas (escolha uma entrada também).

Não cansei de tirar fotos. O colorido, o clima, a vibe incrível, tudo chama a atenção.

IMG_3506

Sou eu, ou o Dalai Lama é uma simpatia? Vejo um olhar de menino nele.

IMG_3509

Não deu pra aproveitar o deck porque era um dia muito quente, atípico. Mas vai dizer que não é romântico? Dica: tem muita gente que vem jantar aqui e aproveita pra pedir seu/sua amado/amada em casamento!

IMG_3497

O lugar também tem uma loja de produtos tibetanos. Como está difícil a importação, alguns vêm da China.

IMG_3522

Aproveitei pra aparecer nessa foto, claro!

IMG_3524

Os desenhos dessas xícaras são feitos pelo próprio Ogyen. São os oito símbolos auspiciosos tibetanos budistas. Esse do meio é o Nó do Infinito Amor, ou Nó da Sorte, Nó Místico ou Nó da Longa Vida. Ele lembra que a existência não tem começo nem fim, é um ciclo de nascimento e renascimento. Ele também mostra o entrelaçamento dos seres através do amor – todos fazemos parte do todo. Achei tão bonito que comprei para mim e para dois amigos queridos que faziam aniversário. Amor nunca é demais, não acham?

IMG_3527

Podia falar muito mais do que senti naquele almoço e naquela tarde. Mas acho que já provoquei vocês. Vão até lá. Provem da comida e das histórias de Ogyen. Desafiem-se a sair da zona de conforto, a repensar onde estamos e o que fazemos aqui. E garanto – vamos reclamar bem menos de tudo quando lembrarmos o caminho que esse homem simples e apaixonado pela vida percorreu.

ESPAÇO TIBET TASHI LING – TRÊS COROAS

Endereço: Rua Alagoas, 361, Bairro Águas Brancas – Três Coroas – RS

Telefone: (51) 3546-5763 e (51) 9678-3184

Horários

Quartas e quintas das 11h45h às 15h

Sextas das 11h45h às 15h e das 20h às 23h

Sábados das 11h45 às 16h e das 20h às 23h

Domingos e feriados das 11h45h às 16h

 

 

 

O restaurante que promete gastronomia com felicidade

13 de dezembro de 2014 11

Oliden Berna não se diz chef: É cozinheiro clássico-moderno. Mas já foi advogado. Poderia ser também arquiteto – participou e opinou em todas as etapas da construção do casarão que fica na Avenida Otto Niemeyer. O entorno não tem tradição de restaurantes, mas isso não assustou Oliden. Ele e o sócio, Elton Pivatto, investiram no total cinco milhões de reais. Do bolso, garantem. E foram cinco anos para completar a obra.

O mármore do chão é italiano: Nero Marquina. As dobradiças alemãs não fazem barulho nas portas. O pé direito é alto, com madeira e camurça nas paredes. O local lembra as naves de uma catedral. A luz é direcionada para as mesas, sem claridade direta.

Oliden não é nada modesto. Quer trazer a primeira estrela do Guia Michelin para o Rio Grande do Sul. Afirma que o que ele faz não é cozinha de autor: “Aqui todos os pratos serão iguais, sempre. Há estabilidade: os pratos são do restaurante, não do chef”. E para garantir isso, balanças de precisão, fichas plastificadas com as receitas – algumas com diferença de um grama entre um ingrediente e outro são parte das ferramentas usadas por Oliden.

Oliden Berna

O cardápio tem 14 pratos, com valores entre 77 e 98 reais. Todos são da culinária italiana, mas executados com técnicas francesas. A carta de vinhos tem um valor acessível e a adega exposta na entrada tem 80 rótulos de seis países (Brasil, Argentina, Chile, Portugal, França, Espanha e Itália).

 

 Oliden Berna é polêmico: “Não há gastronomia brasileira, há um marketing em cima de determinados chefs. Cultura gastronômica no nosso país? Talvez daqui a uns duzentos anos.”

Mas também pode ser mais ameno. Quando fala das mulheres, pra quem entende que foi pensado o local: “Quando concebemos o Berna pensamos na doçura da mulher. No comportamento feminino, na elegância feminina. Fizemos uma passarela na entrada, com dois degraus, para que elas desfilem seus vestidos, seus sapatos, seus cabelos, suas unhas, suas jóias. O centro do restaurante é para que elas possam discutir a relação, dizer que estão grávidas, que amam seus parceiros”.

Com amor ou não, vale conhecer o imponente restaurante. E pras mulheres, a dica: vá de salto alto e experimente parar no degrau extra da entrada. E depois conta aqui no blog se realmente fez diferença!

Ok, falei, falei do lugar… mas vocês querem saber também o que foi o jantar, certo? Aí vai:

IMG_2918

Caponata, abobrinha e beringela.

Pão feito no próprio restaurante.

Carpaccio clássico.

Pra mim, o melhor sabor da noite: Velouté de Cogumelos da terra ao vinho Marsala

Escolhemos um Pinot Grigio para harmonizar com frutos do mar.

Risoto de Frutos do Mar.

Pappardelle de Frutos do Mar.

IMG_2957

E uma das minhas sobremesas preferidas: Creme Brulée.

Berna

Avenida Otto Niemeyer, nº 1044. (não tem placa com nome do restaurante)

Porto Alegre

Às sextas e sábados é aconselhável fazer reserva pelo 51 3264.1044

www.bernarestaurante.com

Confira as fotos do primeiro talk-show do #RoteirodaSara

11 de dezembro de 2014 1

Semana passada contei sobre os parceiros do nosso lançamento. E hoje chegaram as fotos maravilhosas do super Jefferson Carnelutti (o responsável por captar as minhas imagens que uso aqui no blog – uma tarde com ele equivale a um final de semana em um spa, tamanha a magia que ele tem pra tirar o melhor da gente!), e vocês vão ver um pouco mais do que foi aquele dia especial.

Esse é o primeiro talk-show do nosso projeto, que inclui também esse blog e as matérias #RoteirodaSara na programação da Rádio Gaúcha. O papo foi no estilo “Comer, Beber, Viajar e Viver”. Do meu lado a Maria Amélia Duarte Flores (enóloga e proprietária da Vinho&Arte), o Irineu Guarnier Filho (um gentleman, meu mentor no mundo do vinho e editor do As Coisas Boas da Vida) e o chef Felippe Sica (que dispensa apresentações, um dos grandes, talentosos e competentes nomes da nova geração da cozinha gaúcha).

aaaa1

Muita gente legal passou lá pela Winebox, mostrando que o nosso caminho é super iluminado. E quem ganha é o leitor desse blog e ouvinte da Rádio Gaúcha. O que acontece de interessante no mundo da gastronomia e do turismo é assunto por aqui.

Obrigada também ao Studio Leo Zamper (make da Fernanda Griebler e cabelo da Renata Helena Fisch) e à Loja Iaiá, responsável pelo vestido perfeito pro lançamento (e também pras fotos do blog).

Olha só quem passou pelo lançamento:

Quatro lugares para viver Buenos Aires como os portenhos

09 de dezembro de 2014 0

O Caderno Viagem de Zero Hora me convidou para contar um pouco de Buenos Aires no estilo #RoteirodaSara. Escolhi quatro lugares que adoro da capital portenha que têm tudo a ver com o circuito off-turist. Confere!

Fui pela primeira vez a Buenos Aires em 2007. Doze dias sozinha, hospedada em San Telmo — um dos bairros mais antigos da cidade —, descobrindo a capital argentina. Fiz as visitas obrigatórias: Casa Rosada, Avenida de Mayo, Café Tortoni, Caminito.

Depois, retornei em muitas ocasiões. Volto no mínimo duas vezes por ano. Minha paixão só aumenta. Quero viver Buenos Aires como os portenhos — a vida da cidade me fascina.

Não fujo dos lugares turísticos — o Café Tortoni, por exemplo, é parada obrigatória se não tiver fila, o que é cada vez mais raro! — em todas minhas visitas. O que eu gosto, mesmo, é de matar a saudade do tradicional e conhecer o novo. Para quem quer adicionar ao seu roteiro alguns lugares tradicionais para os portenhos, dou algumas sugestões:

Acassuso

O Rio da Prata tem uma costa incrível, onde os portenhos adoram passar os fins de semana. Chegam para o almoço, pedem drinks e aproveitam o dia até o sol se pôr. Um desses lugares é o restaurante La Ventola. Fui em um domingo e me caiu o queixo quando vi aquela paisagem incrível, com mesas espalhadas pelo gramado — nenhuma muito próxima da outra.

IMG_2540

Vista incrível. E uma brisa…

Gin tônica em um domingo de sol: o paraíso é aqui

Gin tônica em um domingo de sol: o paraíso é aqui

O cardápio vai de carne da parrilla até uma caçarola de frutos do mar. Carta de vinhos, sobremesa e aquela sensação de que a vida não precisa ser muito melhor do que aquele momento.

Cazuela de mariscos. Pra viver comendo!

Cazuela de mariscos. Pra viver comendo!

Copa Ventola: sorvete de creme e doce de leite, charlotte, brownies, calda de frutas vermelhas... *suspiro

Copa Ventola: sorvete de creme e doce de leite, charlotte, brownies, calda de frutas vermelhas… *suspiro

Acassuso fica na Grande Buenos Aires. Para chegar, a linha de trem Tigre que sai da Estação Retiro é uma opção. O Tren de La Costa (turístico) deixa mais perto, na estação Barrancas. Também é possível contratar um táxi ou remis (esse último uma opção mais barata com valor informado antes da viagem).

La Ventola. Elcano, 1.700. Martinez

 

El Nacional

nacional

Estudantes e funcionários públicos são maioria no El Nacional

Quer viver a verdadeira experiência de um almoço no centro de Buenos Aires? Em frente à Igreja das Luzes e do Colégio Nacional, El Nacional recebe praticamente a tarde toda gente para almoçar. Trabalhadores, estudantes, funcionários públicos — fica próximo da Casa Rosada e dos prédios do governo na região.

IMG_1923

Cardápio do dia. Clássico.

Comida com preço acessível e muito saborosa, o toque especial é perguntar pela Mabel, garçonete que trabalha lá há 14 anos. Apresente-se dizendo que você é brasileiro, de Porto Alegre, e que a Sara sugeriu o lugar. Ela vai gargalhar, cheia de simpatia, chamar as colegas e sugerir uma mesa na janela — melhor coisa é almoçar olhando o movimento da rua de pedestres que tem na frente.

Vista da minha mesa preferida para a Calle Bolívar e a Igreja San Ignacio

Vista da minha mesa preferida para a Calle Bolívar e a Igreja San Ignacio

Peça um vinho e curta o “espírito de Buenos Aires”.Para sobremesa? Duraznos con crema (pêssego em calda com creme de leite). Eles servem originalmente com uma nata batida com açúcar, mas eu prefiro o tradicional crema de leche.

IMG_1965

Ouça as conversas e perceba um outro lado incrível da capital portenha.

Bolívar, 220. De segunda a sexta

 

Barrio Chino

Almoço de sábado? Vá ao Bairro Chinês. O difícil é escolher o restaurante: são vários, um ao lado do outro. O bairro de Belgrano se transforma em uma festa de cores e de sons: em algumas lojas, entender o espanhol dos donos é um desafio. Lembra do filme Um Conto Chinês, com Ricardo Darín? Por todos os lados, é fácil identificar as locações.

Supermercado no Barrio Chino

Supermercado no Barrio Chino

Passeie pelos corredores dos supermercados e deixe o preconceito de lado: você verá comidas, ou partes de comida, que nunca imaginou. Aproveite para comprar chás e apetrechos. É um pedacinho da China na Argentina.

IMG_2097

Da última vez, fui ao restaurante Todos Contentos (um nome bem espanhol para um restaurante chinês). Pedi uma carne ensopada com legumes e vários tipos de cogumelos. Maravilhoso.

Todos Contentos: Arribeños, 2.177

 

Anciens Combattants

Um dos mais tradicionais restaurantes franceses da cidade não está na Recoleta ou em Palermo. Fica em Constituición, bairro histórico que, hoje, pela falta de organização e de apoio aos imigrantes que chegam, é conhecido pelo tráfico de drogas e pelo trottoir noturno feminino. Mesmo assim, vale se organizar. Reserve antes (não chegue sem reserva), confirme o horário que vai chegar e se prepare para voltar no tempo.

Entrada do Les Ancients

Entrada do Les Anciens

O casarão de 1900 era a casa de hóspedes da Família Canale (da imponente fábrica Bizcochos Canale, que se vê ao chegar no bairro La Boca). A partir da década de 1940, tornou-se sede da União de Combatentes Franceses. O pé direito alto, o madeirio antigo, tudo faz do lugar um museu: até peças da armada napoleônica podem ser encontradas lá. Troféus, memorabilia. É uma experiência única.

IMG_2342
A chef é a argentina Laura, que começou como cozinheira no Anciens há 24 anos.

Chef Laura

Chef Laura

Pedi um lomo de boeuf con roquefort (filé com fatias de queijo roquefort)

 

IMG_2283

Minha amiga pediu um magret de canard (pato tão maravilhoso que juro que queria o dela).

IMG_2281

A cada temporada, o cardápio muda. São quatro por ano. Mas não espere uma carta de vinhos francesa: há bons rótulos argentinos. E não tenha medo: se um restaurante consegue sobreviver naquela vizinhança, é porque a experiência vale a pena.

Santiago del Estero, 1.435

E o #RoteirodaSara já foi lançado na redação da Gaúcha

04 de dezembro de 2014 2

Essa quarta-feira foi doce na rádio! Fizemos o pré-lançamento do blog com tortas da Leckerhaus.

 

Teve torta, teve discurso do Cyro Martins e do Cláudio Brito (que se emocionou lembrando do nosso começo lá na cobertura do Carnaval). Teve eu, emocionada também, mas aí não conta muito porque eu ando me emocionando facilmente…

IMG_2770IMG_2778

Bom, mas falando sobre as tortas, acho que é legal você entender BEM o que passou pela nossa redação.

Nhami…

IMG_2768

Mais nhami…

IMG_2765

E outro nhami…

IMG_2764

Cansou? Sei que ainda não…

IMG_2762

Ok, só mais essa e paro de provocar:

IMG_2767

Foi uma doçura especial da Leckerhaus e das amadas gurias da Famintas. Adoramos, de verdade. E também um super obrigada à Cris de Luca e à Salton, que “harmonizou” nossa celebração:

IMG_2776

Pra mais detalhes, olha aqui: Leckerhaus e Vinícola Salton.

Pimenta Rosa: vamos fugir pra esse lugar?

02 de dezembro de 2014 0

Quem disse que não dá pra tirar um tempinho e fugir pra almoçar à beira do Guaíba? Ou então, programar um late lunch no sábado ou no domingo? O Pimenta Rosa, no Clube dos Jangadeiros, aqui em Porto Alegre, é um sonho! A não ser que esteja caindo o mundo, meu lugar preferido é em uma das mesas da rua, à sombra do guarda-sol.

Um buffet com comida gostosa, uma taça de vinho branco e os ombros começam a relaxar. O restaurante abre de terça a domingo, a partir das 11h30. Também tem a opção de happy hour e jantar.

IMG_1461

Pena que não dá pra atravessar a ponte e visitar o clube/ilha – é só para sócios ou convidados de sócios. Mas é um oásis, mesmo que à distância.

Pimenta Rosa

Rua Ernesto Paiva, 139
Tristeza Porto Alegre, Rio Grande do Su

Telefone: (051) 3237-4638

Refeições fora de casa são um desafio para mães com bebês que têm alergia alimentar

20 de novembro de 2014 4

(Essa matéria foi ao ar no programa SuperSábado da Rádio Gaúcha de 22/11/14)

Imagine essa situação: uma mãe com um bebê que só se alimenta no peito e que tem, o bebezinho, alergia à proteína do leite de vaca, de carne vermelha e de soja. Mas se ele mama no peito, qual o problema? O problema é que cada vez que a mãe consome algum alimento que tenha uma dessas proteínas, o bebê consome também – através da amamentação. E sofre com uma série de sintomas.

Descobri aqui na própria Rádio Gaúcha que a incidência dessa alergia é cada vez mais comum. Milena Schoeller, nossa chefe de reportagem que recém voltou da licença-maternidade, conta que o Pedro de 6 meses tem essa alergia e que a alimentação dela, a mãe, mudou completamente: “Mudou tudo. Quem faz uma dieta de exclusão como a minha não deixa de comer apenas o leite e a carne vermelha. Precisa afastar tambem qualquer contato que o alimento teve com outros elementos. Não posso comer algo preparado em uma panela onde antes foi feito algo com leite, ou manteiga, por exemplo”.

Milena e o marido Leandro Staudt: a alergia do Pedro mudou a alimentação da mãe

Milena e o marido Leandro Staudt: a alergia do Pedro mudou a alimentação da mãe

E o mais difícil pra Milena é comer fora. Na última vez, uma inocente polenta deixou o Pedro doente: ” Pensei: polenta é só farinha de milho e água, não há problema. Dois dias depois o Pedro reagiu com sintomas respiratórios e gastrointestinais. Aí descobri que naquela polenta tinha sido colocado um pouco de manteira, para dar a liga na hora de fritar”.

Carla Fachim escolheu fazer a dieta restritiva pra amamentar o Lorenzo

Carla Fachim escolheu fazer a dieta restritiva para amamentar o Lorenzo

Outra colega, a apresentadora Carla Fachim, da RBSTV, também descobriu que o Lorenzo, seu bebê, tem alergia à proteína do leite da vaca. E pra continuar amamentando, teve que mudar a alimentação: “Tive que cortar leite de vaca, leite de soja, derivados dos dois, carne vermelha e gordura animal. E tive que fazer isso desde os primeiros dias de vida do Lorenzo. Era meu sonho amamentar e consegui fazer com que ele tomasse o leite do peito. Quando ele apresentou essa reação a pediatra me disse – ou nós começamos com um complemento e ele vai tomar um leite especial, e cortamos o teu leite, ou você faz essa dieta alimentar e amamenta o Lorenzo. E escolhi a dieta, porque acho muito importante o leite materno para o meu filho”.

Ana Celina, chef do House Bistrô, restaurante aqui em Porto Alegre que prepara refeições para pessoas que têm alguma restrição alimentar. Serviu salmão e batatas assados em um papelote no forno (confira as fotos). Perguntei pra Ana qual o maior desafio em casos como esse. De acordo com ela, é manter o prazer da refeição: “Que tenha sabor, que não sejam aqueles pratos com um aipim, uma couve, um tomate. A comida precisa te encher os olhos também.” Ana Celina costuma buscar ingredientes diferentes em feiras de produtos orgânicos como a do Brique da Redenção nos sábados pela manhã ou em casa especializadas.

Almoço no House: salada, frutas, salmão e batatas no forno, tudo sem contaminação cruzada

Almoço no House: salada, frutas, salmão e batatas no forno, tudo sem contaminação cruzada

A nutricionista Daniela Schneider entende que as mães não precisam deixar de comer fora, mas precisam saber o que buscar em um restaurante ou bistrô: “É preciso conhecer o lugar onde se vai comer, conhecer quem vai preparar os alimentos. Não adianta só retirar os alimentos proibidos. É preciso cuidar com a contaminação cruzada. Se cortei um queijo com uma faca em uma tábua e depois usei essa faca e tábua para cortar outro alimento, vou contaminar com o prato com os ingredientes proibidos”.

 

House Café & Bistro

Dona Laura, 19 – Porto Alegre, Rio Grande do Sul

Telefone: (51) 3087-3087

 

Cardápio adaptado pela nutricionista Daniela Schneider para mães que amamentam filhos que têm restrição alimentar:

Salada de lentilhas, cenouras, nozes e agrião

Ingredientes:
1 xícara de lentilhas (deixe de molho em água fria por 2 horas)
2 e ½ xícaras de água
1 dente de alho
1 folha de louro
1 cebola pequena espetada com 2 cravos
1 colher de sopa de azeite de oliva
2 cenouras grande
50 g de nozes
1 maço de agrião
Sal e pimenta a gosto

Modo de fazer:
Coloque as lentilhas de molho por duas horas em água fria. Cozinhe as cenouras al dente. Descasque e corte em forma de palitos finos. Reserve.
Cozinhe a lentilha com a folha de louro, o sal, a pimenta, o alho e a cebola com o cravo em fogo alto por 10 minutos e em fogo baixo por mais 20 a 35 minutos, ou até que as lentilhas estejam macias.
Retire a folha de louro e a cebola e escorra as lentilhas (se necessário).
Misture as lentilhas, a cenoura, as nozes e o agrião, já higienizado e sirva gelado.
Torta de frango cremoso com palmito sem leite, sem soja e sem ovo

Ingredientes:

Massa:
6 xicaras de chá de farinha de trigo (720 gramas)
1 xicara de chá de óleo (190 ml)
4 colheres de sopa de azeite (50 ml)
1/2 xicara de chá de agua (115 ml)
1 colher de sopa de sal (15 gramas)

Recheio:
3 xícaras de chá de peito de frango desfiado (300 gramas)
1 cebola ralada (113 gramas)
½ xícara de chá de água (115 ml)
4 dentes de alho (13 gramas)
1 vidro de palmito cortado em rodelas (261 gramas)
40 azeitonas (150 gramas)
2 colheres de sopa de amido de milho (20 gramas)
3 colheres de sopa de óleo (24 ml)

Modo de Preparo:

Recheio: Refogar o alho com a cebola e o óleo. Colocar o frango desfiado, a água e azeitonas. Quando começar a ferver adicionar a maisena. Deixar engrossar um pouco e adicionar o palmito.
Reservar para rechear.

Massa: Misturar todos os ingredientes em um recipiente com a água aos poucos. O ponto ideal é quando ela começar a desgrudar do fundo do recipiente. Se necessário, colocar um pouco mais de farinha. Forrar o fundo da forma com a massa, preencher com o recheio e depois cubrir com o restante da massa por cima fazendo uma espécie de “tampa”. Assar até ficar dourado por cima.

Pão com Ervas sem leite, sem soja e sem ovo

Ingredientes:
300ml de água morna
500g de farinha de trigo integral
1 colher de sopa de açúcar cristal (15g)
1 colher de chá de sal (5g)
1 colher de sopa de fermento instantâneo biológico seco (10g)
1 colher de chá de orégano (5g)
½ colher de chá de manjericão seco (5g)
2 colheres de sopa de água (28ml)
1 pitada de sal (1g)
1 colher de sopa de semente de gergelim torrada (10g)
Azeite para untar

Modo de Preparo:
Colocar a farinha, o fermento, o açúcar, 1 colher de chá de sal, o orégano e o manjericão em uma tigela. Acrescentar a água e mexer bem até formar uma massa homogênea. Polvilhar uma superfície limpa com farinha e modelar a massa. Colocar a massa em uma assadeira untada com azeite. Cobrir a massa com um pano úmido e deixar crescer em lugar quente até dobrar o tamanho. Pré-aquecer o forno em temperatura alta. Misturar as 2 colheres de sopa de água com 1 pitada de sal. Fazer três cortes no topo do pão e pincelar todo o pão com essa água salgada e polvilhar o gergelim em cima.
Assar por 35 a 40 minutos.

Brusquetas no copinho

Croutons com tomates marinados no azeite temperado.

Ingredientes:
2 tomates maduros, sem pele e sem sementes, picados
1 colher de sopa de manjericão fresco
2 colheres de sopa de azeite
Meio dente de alho picado
12 azeitonas pretas sem caroço picadas
1 xícara de chá de croutons (feitas com o pão de ervas)
Sal e pimenta a gosto

Modo de fazer:
Em um recipiente, misture bem os tomates com o manjericão, o azeite, o alho, o sal, a pimenta e as azeitonas.
Deixe marinar por cerca de meia hora.
Em copinhos tipo whisky, coloque um pouco de croutons e cubra com a marinada. Decore com folhinhas de manjericão.

Esta receita foi inspirada em uma receita que pode ser encontrada no site de receitas da Nestlé.

 

 

Fim de tarde italiano na Barbarella

18 de novembro de 2014 0

Uma tarde dessas resolvi atacar os carboidratos em grande estilo: segui pra Barbarella, a musa dos pães! A casa da Ana Zita é um refúgio na arborizada Rua Dinarte Ribeiro. Mesas na calçada e wi-fi disponível trazem aquela sensação de tranquilidade que tem tudo a ver com final de dia.

E aí vem o melhor. Era quarta-feira. E nas quartas a Barbarella tem o #Bread&Wine – taça de vinho acompanhada de um prato do cardápio, tudo com 20% de desconto. Cada semana a opção é diferente!

Não aguentei e mordi o sanduíche antes da foto. Impossível resistir

Não aguentei de vontade e mordi o sanduíche antes da foto

Nesse dia era o LOLLOBrigida, pão baguete com azeitonas e parmesão na massa em um sanduíche recheado com mussarela gratinada, presunto cozido e fio de azeite de oliva.

Barbarella 2

O vinho do dia era o toscano Santa Cristina Annata 2012 (60% Sangiovese, 40% entre Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah). Descomplicado e que caiu muito bem com LOLLOBrigida naquele final de tarde. Tão bem que…

Sobremesa

Sobremesa!

… me deu vontade de comer mais! Resolvi inventar:  brioche quentinho com uma porção de manteiga e outra de geleia. Porque se é pra curtir um final de tarde, que seja sem dramas. A vida é muito curta pra contar (sempre) calorias!

 

Barbarella Bakery

Dinarte Ribeiro, 56 – Bairro Moinhos de Vento – Porto Alegre – RS 

Telefone: (51) 3346-7164/ (51) 3268-9720

 

Pratos feitos com carinho e servidos na Cumbuca

18 de novembro de 2014 0

Quer me fazer feliz na hora do almoço? Convida para conhecer um restaurante novo.
Foi o que a Bruna Paulin fez esses dias:
- Já foi no Cumbuca?
- Não, mas adorei o nome!

Tudo é servido em cumbuquinhas (pratinhos pequenos). Começamos com uma saladinha de folhas verdes, frutas e ricota. Pra acompanhar, uma limonada.

Cumbuca 1

Daí passamos pro prato principal, um filé de pintado em crosta de ervas, com purê de mandioquinha e legumes na manteiga de alcaparras.

IMG_1184

Dá pra ver pela foto que a limonada virou um vinho branco. Pedimos uma garrafa baby de um savignon blanc uruguaio. Quem disse que não dá para apreciar uma taça de vinho no almoço? Acabamos inspirando um casal da mesa ao lado que estava meio sem jeito de pedir a carta de vinhos.

O Cumbuca está no coração do Bom Fim, na esquina da Felipe Camarão com a Bento Figueiredo. E tem janelas, grandes, amplas: pra fazer refeições ao ar livre – ou quase!

 

Cumbuca Bistrô

Rua Felipe Camarão, 594 – Rio Branco

Porto Alegre – RS

(51) 3212-0292

cumbucabistro.com.br