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Fenadoce: se entregue às doces delícias portuguesas

30 de maio de 2016 7

Fenadoce - 5

Finalmente, gente, finalmente conheci a Fenadoce. Foi no último sábado, e estava ansiosa pra contar aqui pra vocês o que encontrei.

Antes de mais nada: esse é um testemunho de alguém que não gostava de doces. Assim, no passado mesmo. Porque qualquer, qualquer, qualquer doce que tenha ovos não é apenas doce. É uma refeição, É algo que a gente come e se delicia.

Pois então. A melhor parte da Fenadoce é a Cidade do Doce. Te sugiro ir direto pra lá. Provar, comprar, degustar. Depois confere o restante – tem artesanato, muita coisa para casa, até parque de diversões.

Mas eu tava falando dos doces, né?

Pois vou contar pra vocês, primeiro, dos doces. São quinze tipos de doces certificados, que fazem parte da cultura doceira da cidade (me arrepia esse tema! Vocês estão vendo que gastronomia também é cultura, né?). Ou seja – é possível rastrear toda a procedência. Desde a matéria-prima até a finalização artesanal do doce.

Espera, antes tem mais um detalhe bacana: no início, lá por meados do século passado, cada doceira tinha uma especialidade. Uma fazia Bem Casados. A outra era expert em Quindins. A vizinha, então, fazia o melhor Ninho de Pelotas. Quando tinha um evento como casamento, Natal, aniversário, elas trocavam entre si. Tipo, uma produzia 100 Bem Casados, levava pra vizinha, que em troca entregava 100 Quindins. Vai dizer, cousa mais linda isso! E como diz a melhor expressão de gratidão da língua portuguesa: MERECE!

Fenadoce - 100

Pastel de Santa Clara

É aquele ali de cima, à direita. Massinha fina, de textura leve e crocante, que é dobrada como um envelope. E o recheio? Ovos moles. Ponto. Ponto. Ponto.

Olho de Sogra

Apesar de ser uma fã de todas minhas ex-sogras (e elas sabem disso!), esse é meu menos preferido. Mas tem seus seguidores fiéis e apaixonados (ei, essa é a minha opinião, quando se trata de comida, adoro ouvir de tudo!). Uma massa cozida de coco, açúcar e gemas, envolto com ameixa preta seca. (É o segundo na fila do meio)

Panela de Coco

O quarto, na linha do meio. É um doce de massa fina e macia, recheado com uma mistura de coco, gemas e açúcar. Levado ao forno pra assar.

(Nesse momento dou uma pausa e vou ali pegar minha Panela de Coco, porque se a gente pensar bem, coco é fruta, fruta é fit, bingo!).

Beijinho de Coco

Gemas, coco e acúcar cobertos com fondant (o conhecido glacê). A decoração são os tradicionais confeitos prateados. (É o segundo, lá em cima, da esquerda pra direita).

Amanteigado

Aquele embaixo, à esquerda, com confeitos coloridos. Confesso que esse não provei (gente, tenho um estômago só, e adoro doces amarelos, eles sempre têm preferência). É um doce super delicado com amêndoas, gemas e açúcar.

Fatia de Braga

Está lá em cima, meio encoberto pelos outros. É o primeiro. Gemas, açúcar, manteiga e principalmente amêndoas, cortadas em fatia e recobertas de açúcar cristal.

Camafeu

Esse é dos mais clássicos. Quase todo mundo lembra de um aniversário ou ocasião especial com um Camafeu. Massa macia, leve,  é basicamente feita de nozes chilenas ou pecan e glaceado. Decorado, claro, com uma noz. Lembra o adereço das damas da alta sociedade desde os tempos antigos.

Queijadinha

Na terceira fileira, de cima para baixo, o terceiro doce. O da foto não está com o adereço característico, que é uma uva passa ou ou ameixa seca no topo. Mas é praticamente um quindim, ao qual se adiciona queijo parmesão. Na real, o sabor não muda muito. Fica com o doce característico, e uma pitadinha, lá no fundo, de queijo. Delícia.

Papo de Anjo

Outra pequena maravilha doceira. Um doce de ovos com sabor acentuado, no formato de disco, recoberto com calda de açúcar. O terceiro, da esquerda pra direita, na fila de cima.

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Ninho

Pra mim, dos preferidos. Só perde pra Trouxa de Amêndoas (que vamos combinar, é um ninho deitado, mas maior). Tem a forma de um ninho de pássaros (em cima, à direita), com estrutura de fios de ovos enrolados manualmente e recheados de… ovos moles!

Trouxa de Amêndoas

O melhor pra mim, em todos os quesitos. Como disse acima, é um ninho deitado, feito com camadas de gemas cozidas em calda. São enroladas e recheadas com uma mistura cozida de açúcar e amêndoas. Se você ainda não comeu, corre agora e prova, é sério!

Broinha de Coco

Gemas, coco e acúçar no formato de bolinhas, recobertos com glicose (para dar o brilho no entorno).

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Bem Casado

É um dos preferidos do Artur Chagas, nosso representante de Pelotas aqui na Rádio Gaúcha. A história é muito fofa – é formado por dois esquecidos. Dois discos de pão-de-ló unidos com recheio de ovos moles e cobertos com fondant (conhecido como glacê, também).

Quindim

Esse não precisa muita explicação, né. É aquela mistura maravilhosa de gemas, coco ralado e açúcar, levado ao forno rapidamente. Eu como de colherinha. Acompanhado de um café preto. Perfeito!

Os Doces Cristalizados

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Mmm, esses são tão deliciosos! Produzidos artesanalmente a partir de frutas e outros hortifrutis misturados ao açúcar por meio da fervura. Eles ficam em cocção cerca de duas horas.

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Os mais comuns são os critalizados de abóbora, banana, goiaba, pessego, laranja, figo, marmelo… Possui uma textura macia e leve crocância na parte externa.

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Sério, gente. Alguns levam açúcar na finalização (como os de figo) e outros não (como esse, de abóbora). São os doces clássicos de uma época onde conservar alimentos exigia sal (as peças de charque, características da região) ou açúcar, como esses doces.

Tem outros doces também que você precisa conferir

Veganos

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Sim, a Fenadoce também atende aqueles que não consomem nenhum produto de origem animal. Tem até leite condensado vegetal (provei os doces feitos com ele, claro que não têm o gosto do leite, mas são bem doces).

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Ah, importante: não são feitos com soja. Especialmente para os homens, parece ser uma boa opção.

Doces sem acúcar

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Sim, do clássico Rei Alberto até trufas, tortinhas e panelinhas.

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Tudo preparado sem açúcar, com adoçante, garante a dona Onélia.

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E sério, gente, quem vai duvidar dessa doceira amada?

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Mas Sara, cadê os chocolates?

Calma, gente, também tem. Apesar da doceria portuguesa não ter chocolate, com o tempo, é claro, eles também entraram na preferência do público. E, é claro, estão também na Fenadoce.

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Que tal esse quindim de morango e, esse de chocolate, recheado com morango e leite condensado? Além do chocolate recheado com amêndoas.

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Aqui, a criatividade foi longe. Tem confeitos de chocolate e tem amendoim.

Lisboa é aqui

E sabe os famosos pastéis de Belém? Pois aqui eles não têm esse nome (são marca registrada da capital lusitana). Mas temos a versão deliciosa em Pelotas também. É o Pastel de Nata.

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E não perdem muito pra de Lisboa. Essa foto tirei lá ano passado:

pastel de belem

E o melhor: na Fenadoce, a gente harmoniza com um super vinho do Porto.

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E a responsável por esses pastéis? A querida e fofa Fátima.

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Que além de atender nesse estande que nos transporta pra Lisboa…

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Ainda prepara essas delícias características portuguesas.

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Sim, eu sei. Já provoquei muito vocês. Uma última fotinho? Juro, é a última!

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(olha aí as Queijadinhas na sua forma mais perfeita).

Tá, falei que era a última, mas preciso registrar minha presença na Fenadoce com a foto que vocês precisam tirar!

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Quer saber mais? Tem a programação, receitas e muito mais aqui: Fenadoce 2016

Fenadoce – de 25 de maio a 12 de junho de 2016

A feira fica no entrocamento da Av. Presidente Goulart com a BR-116, mas também pode ser acessada pela BR-392.

Valores: de segunda a sexta o ingresso custa R$8. Sábados e domingos, R$10. Mais informações sobre ônibus, vôos e horários, clique aqui.

Preços dos doces: valor padrão R$3,25

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Esta postagem é uma parceria comercial da Rádio Gaúcha/Roteiro da Sara com a FENADOCE. Todo o conteúdo aqui produzido segue as diretrizes editoriais do blog. Ou seja, fui até a Fenadoce (queria voltar), provei os doces (queria dois estômagos) e me apaixonei por Pelotas (confira a próxima postagem!).

 

 

 

 

Nova Iorque: onde o grafite é arte

22 de junho de 2015 3

O #RoteiroDescobre de hoje é com a adminstradora Miriam Spritzer que mora há cinco anos em Nova Iorque. Apaixonada por artes, especialmente teatro, é especialista em descobrir detalhes e mostra hoje uma Big Apple diferente. Se você quiser conhecer um pouco mais do olhar dessa gaúcha, acessa o site Funny Girl. A Miriam é uma das editoras e fala sobre teatro e entretenimento em NY.

#RoteiroDescobre: NY pintada na parede

Nick Walker: obra favorita da Miriam, em Ludlow

Nova Iorque é uma das cidades mais dinâmicas do mundo. Cada bairro tem uma cara, um tipo de população, como se fossem várias cidades dentro de uma só. A diversidade torna o diferente comum, você é mais um no meio da multidão. Mas também é a diversidade que inspira, testa os nossos sentidos, valores e paradigmas o tempo todo e o melhor resultado disso é a super expansão dos horizontes de percepção - acabamos conhecendo e nos apaixonando por coisas que jamais pensamos que iríamos gostar.

HighLine

HighLine

Eu vim para NY há 5 anos em busca do teatro, mas desenvolvi aqui um gosto para a arte urbana. Ao andar pelos diversos bairros a gente encontra os mais variados tipos de artistas.

Nova Iorque é um museu a céu aberto – tanto de história, como de cultura. No entanto, ao contrário dos museus onde há informação sobre o artista logo ao lado de sua obra, as obras de rua sãomais misteriosas e muitas vezes nem sabemos o título, nome do artista, ou significado da obra.

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Bushwick

Alguns se tornam grande celebridades como o Banksy, enquanto outros permanecem anônimos, deixando com que a nossa interpretação sobre as obras e sua criação corram soltas.

Banksy

Mesmo sem ser uma grande conhecedora sobre o assunto, sempre fico animada ao encontrar um pedacinho de informação nas ruas que não havia visto antes. Por mais que todos os bairros da cidade tenham um pouco de street art, há alguns pontos específicos que vale a pena conferir.

Os pontos mais específicos para ver esse tipo de arte são no Brooklyn, em Bushwick e Williamsburg com seus grandes painéis grafitados. Estes bairros se tornaram extremamente populares para artistas nos últimos anos.

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Williamsburg

Brooklyn Heights e Dumbo, um pouco mais ao sul perto da ponte do Brooklyn, ainda há muita presença de street art, mas um pouco mais discreto. Há pequenas obras espalhadas pelo bairro, e muitas acabam passando desapercebidas pelo público.

Brooklyn Heights

5 Pointz é o grande templo dos grafiteiros em NY. Localizado no Queens em frente ao MOMA PS1, um prédio abandonado tem algumas das obras mais interessantes na cidade.

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5 pointz

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Em Manhattan, pela falta de espaço, os grandes painéis são raros, mas não inexistente. O mais famoso fica Na Bowery e Houston e a cada temporada apresenta algum artista diferente. Perto dessa região, os bairros Lower East Side, Nolita e East Village é possível achar várias obras incríveis. Uma das minhas favoritas é na Ludlow em frente ao hotel Chantelle.

E claro, não podemos deixar de comentar sobre visita de Banksy em NY ano passado que tornou lugares remotos da cidade em pontos turísticos. Além de tirar sarro dos novaiorquinos por vender suas obras, geralmente encontradas em galerias, em um quiosque no central park por um preço baratíssimo e muitas pessoas nem pararam para ver.

Esse tipo de arte infelizmente não dura para sempre na rua, por isso são interessante. É uma arte que ensina a apreciarmos o momento. E é melhor fotografar porque qualquer hora o proprietário pode pintar a parede de novo ou outro artista pode criar algo em cima.

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A Miriam, lindona, em frente a um grafite em Williamsburg

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Um jantar nas alturas de Toronto

A tranquilidade de Carmel, na Califórnia

As massas divinas do Divines

 

Os sons e sabores de Nova Orleans

#RoteiroDescobre: um jantar nas alturas de Toronto

01 de junho de 2015 2

O #RoteiroDescobre de hoje é com a Andressa Xavier. Jornalista e chefe de reportagem da Rádio Gaúcha, mas eu prefiro mesmo apresentá-la como viciada em viagens e minha querida afilhada de casamento. Com vocês, a Toronto das alturas!

A torre vista da ilha, ao anoitecer

Toronto gira ao redor da CN Tower

Nunca imaginei que um país com inverno tão rigoroso pudesse ser tão encantador. Depois de muito pesquisar, escolhi Toronto para dar um up no inglês. Confesso que fiquei um pouco apreensiva com o que encontraria por lá. Nunca conheci alguém que tivesse ido ao Canadá ou que pudesse me dar um testemunho sobre qualquer cidade. Hoje digo que Toronto foi a melhor escolha! Um cidade limpa, organizada, em que os moradores se surpreendem quando alguém pergunta se é perigoso andar pelas ruas de madrugada, que tem rio, que esse rio faz parte da rotina das pessoas, que tem ilhas lindas, que tem praia de água doce… e que tem a CN Tower! Esse é o principal ponto de referência para ir a qualquer lugar.

Da embarcação que leva à ilha, essa é a visão

Da embarcação que leva à ilha, essa é a visão

A ilha é uma ótima opção para passeios e piqueniques durante o dia ou luau com fogueira assim que o sol cai

A ilha é uma ótima opção para passeios e piqueniques durante o dia ou luau com fogueira assim que o sol cai

Torre vista da Casa Loma, um dos pontos turísticos que fica na região mais alta da cidade. Vale dar uma passada por lá

Torre vista da Casa Loma, um dos pontos turísticos que fica na região mais alta da cidade. Vale dar uma passada por lá

CN Tower

CN Tower

Jantar a 351 metros do chão é uma experiência incrível, mesmo para quem tem um pouco de medo de altura. A torre dá ar de cartão postal às fotos e aguça a vontade de ver Toronto lá de cima. Considerada uma das mais cosmopolitas do mundo, a capital da província de Ontário reúne gente de todas as culturas. E do alto da CN Tower é possível observar uma cidade que não para. No restaurante giratório, além da vista e da gastronomia, a cereja do bolo é ouvir japonês misturado a inglês com bastante sotaque, coreano, francês, português e até idiomas que não soubemos identificar. A tontura dos 351 metros somada ao giro de 360º vai embora rapidinho. A janela se torna uma vitrine e todos ficam embasbacados perto dela. Reservamos uma mesa bem próxima ao vidro gigante e lá ficamos por mais de hora. Não vimos no relógio. Notamos apenas quando voltamos ao ponto de partida: “Ué, aquele prédio de novo? Já passou mais de uma hora”.

A janela!!

A janela!!

O menu tem opções para entrada, prato principal e sobremesa. A adega gigante e no centro do restaurante é tão multicultural quanto a cidade. Optamos por salada de folhas verdes com morangos. Depois, purê de batata doce (delicioso!) com salmão. Bem sugestiva, escolhemos para a sobremesa a torre de chocolate com frutas vermelhas. Simplesmente maravilhosa. Esse cardápio custa em torno de 60 dólares. Não faça a conversão! Já dizia um sábio que quem converte não se diverte. Reservando uma mesa no restaurante, não pagamos a subida, que custa mais de 20 dólares. Há cardápios com mais opções e, claro, mais caros. Não bebemos vinho, mas água e refrigerante.

Saladinha de entrada (na foto Andressa e o então noivo, hoje marido, Diori Vasconcelos)

Saladinha de entrada (na foto Andressa e o então noivo, hoje marido, Diori Vasconcelos)

Prato principal

Prato principal

E a torre de chocolate

E a torre de chocolate

A CN Tower tem várias paradas além do restaurante. No andar abaixo é possível andar pelo chão de vidro e tirar fotos com o Rogers Centre (estádio multiuso que recebe futebol, futebol canadense, baseball) lá embaixo. No andar de cima se vê a cidade com o vento batendo no rosto através de grades. E pra quem tiver mais coragem, também dá pra se aventurar como esse pessoal aí da foto abaixo.

O chão de vidro

O chão de vidro

A parte aberta, mas com grades

A parte aberta, mas com grades

Vista

Vista

Vista

Vista

Edge Walk, o pessoal que tem coragem de se aventurar preso a cabos de aço (crédito: divulgação CN Tower)

Edge Walk, o pessoal que tem coragem de se aventurar preso a cabos de aço (crédito: divulgação CN Tower)

Fomos duas vezes, para ver a torre de dia, e para jantar. São visuais diferentes e as fotos ficam melhores com a claridade. A vista à noite fica mais nítida na memória de quem amou esse lugar.

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Descansando no Gravatal

 

Carmel: uma praia de tranquilidade na Califórnia

25 de maio de 2015 4

Hoje tem #RoteiroDescobre aqui no blog. E quem nos conta sobre uma praia incrível na Califórnia é o repórter esportivo da Rádio Gaúcha Rodrigo Oliveira. Ele esteve em Camel e dá todas as dicas do que ver por lá.

Carmel-by-the-sea: Tranquilidade até mesmo para quem gosta de agito

Por Rodrigo Oliveira

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Escolhi a Califórnia como destino para as férias em fevereiro de 2015. Como um grande apreciador de metrópoles e cidades agitadas, optei pelas badaladas cidades de San Francisco e Los Angeles. Para fazer o trajeto, aluguei um carro e contornei a costa oeste norte-americana para conhecer as praias que todos relatavam ser belíssimas.

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Por ironia do destino, o lugar que mais me encantou foi uma cidade de apenas 3,7 mil habitantes, sem postes de luz e sem qualquer barulho, exceto o som do mar. Procurando o agito das maiores cidades californianas, acabei me rendendo ao sossego de um paraíso chamado Carmel-by-the-sea.

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A cidade fica a duas horas de San Francisco e possui uma das paisagens mais bonitas do planeta. Ao entrar e sair de Carmel nos deliciamos com a bela vista litorânea propiciada pela Pacific Ocean Highway, conhecida como Highway 1, a estrada que cruza a Califórnia contornando o Oceano Pacífico. Um cartão postal por quilômetro.

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Passar dois dias em Carmel é terapêutico. Equivale a semanas de análise, cápsulas de antidepressivo e sessões de massagem nas costas. A tranquilidade da cidade conquista até mesmo apreciadores do agito (como eu) e é suficiente para tirar toda a ansiedade da vida corrida do nosso dia a dia.

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A maior atração de Carmel é a praia. A areia é tão branca, que parece neve. As árvores e a vegetação próximas à orla formam um belo contraste. O único barulho predominante é o das ondas. Poucas pessoas circulam pelo calçadão, enquanto dezenas de surfistas aproveitam as ondas.

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O visual é cinematográfico. Aliás, não é coincidência que a cidade tornou-se muito conhecida por ter tido como prefeito nos anos 80 o direto de cinema de Hollywood, Clint Eastwood. Não há edifícios e nem grandes condomínios. Predominam pequenas casas com uma arquitetura de estilo único.

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Antes de anoitecer, sentei em meio as árvores, em frente a praia e fechei os olhos. Só ouvia o barulho do mar. Um belo convite a refletir sobre a vida em meio a um cenário paradisíaco.

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O programa da noite foi caminhar até o centro para jantar. Antes de sair, no fim da tarde, a recepcionista do hotel me deu uma lanterna. É a única maneira de caminhar de noite. A cidade não tem postes de luz. Tudo fica um breu. Só com a lanterna para se achar.

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No jantar, o que mais chamou atenção foi a qualidade dos vinhos, uma das atrações de Carmel. Há no centro da cidade vários locais para degustação.

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A volta para o hotel tem uma pitada de aventura. Achar o caminho de volta no escuro, mesmo com a lanterna, não é das tarefas mais fáceis. Afinal, as casas e as ruas são todas muito parecidas.

Com as energias revigoradas, peguei o carro para o trajeto de seis horas até Los Angeles, apreciando mais belas paisagens da Highway 1. Depois, mesmo indo a muitos eventos, jogo de basquete, atrações de Hollywood e muito agito em L.A., nada se comparou à beleza e à tranquilidade de Carmel-by-the-sea.

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Hospedagem: Uma boa hospedagem sai em torno de U$ 150 dólares a diária. Fiquei no confortável Colonial Terrace Inn, cerca de dez minutos do centro de Carmel-by-the-sea.

Rodrigo Oliveira é um colega querido aqui da Rádio Gaúcha que adora viajar. Fã de contar boas histórias com emoção, pode ser ouvido na programação esportiva diária da rádio.

Rodrigo Oliveira é um colega querido aqui da Rádio Gaúcha que adora viajar. Fã de contar boas histórias com emoção, pode ser ouvido diariamente na programação esportiva da rádio.

 

O melhor cachorro-quente do Vale do Taquari

04 de março de 2015 15

Em Lajeado, no Vale do Taquari, um cachorro quente já é parte da cultura gastronômica da cidade: o Cachorrão do Carmelito e do Beto. Bem assim, com nome próprio dividido entre os dois irmãos donos do lugar.

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São 42 anos de história. E os clientes que seguem a dupla desde o início confirmam: o sabor não mudou nada esses anos todos!

Começaram com um trailer na praça da frente. Décadas depois, a Prefeitura desalojou os carrinhos de alimentos e a dupla se mudou para um prédio em frente.

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O lugar tem bancos como o trailer na praça. Sem mesas. Diz o pessoal da cidade que é “pra comer sentado, com as pernas afastadas porque sempre acaba caindo molho e maionese no chão“. Melhor no chão do que na roupa, né?

O cardápio é enxuto e, como estamos em Lajeado, óbvio, tem Fruki (naquele patamar de memória afetiva de sabores da infância, né).

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E como meu estômago está ligado diretamente ao meu coração, eu fui não apenas de Fruki, mas de garrafinha de vidro. Porque tem outro gosto, né?

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Isso me faz lembrar de muitos anos atrás, quando um amigo me fez caminhar toda a Andradas, em Porto Alegre, para achar uma Coca-Cola de garrafinha de vidro. Mas isso é outra história.

E é claro que se meu estômago é ligado ao meu coração, e meu coração é gigante, eu pedi o cachorro-quente grande.

Simples assim.

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Já o Edinho, colega aqui da Rádio Gaúcha que estava junto e que tem muito mais noção do que eu, pediu meio cachorro-quente.

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Que já é um senhor cachorro-quente, né?

Pois vou dizer que fiquei curiosa também com o cachorro-quente com salsicha e bife. Sério, não é o xis (que tem também).

É cachorro mesmo!

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Aí eu parei pra conversar com a Anelise. Ela está grávida de quatro meses e meio do segundo filho. E como na gestação anterior, atravessa Lajeado porque tem desejo do cachorro-quente com bife e salsicha do Carmelito e do Beto. Olha a carinha de feliz dela!

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E ela super entrou no clima do post e resolveu ajudar a mostrar o recheio pra foto:

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O melhor foi quando ela me disse, toda feliz: “Peguei só metade porque em casa meu marido tá fazendo pizza”. Então tá, né… :)

Os irmãos Carmelito e Beto são conhecidos pelas suas histórias folclóricas. Por exemplo, acabou o pão? Eles fecham o Cachorrão e vão pra casa. Tipo, o horário de trabalho também depende do estoque de pão.

Outra situação conhecida são aquelas pessoas que vão tirando tudo do cachorro-quente (minha amiga de infância e comadre, a Fábia Ludwig, é uma dessas: tira até a salsicha).Se a Fábia fosse lá, o Carmelito ia dar aquela olhadinha de lado e largar a clássica frase pra situações como essa: “E pão, pelo menos, vai?”

Brincadeiras à parte, os dois são uns queridos e muito orgulhosos da história que construíram. Começo a conversar com eles e de repente aparece uma pasta de plástico, repleta de recortes e lembranças. Olha os dois bem gurizinhos, no primeiro trailer!

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E aqui, o Carmelito e o Beto hoje.

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Tem gente que vem de várias cidades da região do Vale do Taquari para matar a saudade do lanche. Além da tradição, o molho e especialmente a maionese são destaque do Cachorrão.

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A receita é um segredo industrial guardado a sete chaves – mas logo deve virar produto registrado e vendido ao consumidor. E ela realmente é muito leve e saborosa. Não sou fã de muita maionese, mas essa juro pra vocês: entrei com os dois pés na jaca, e super feliz!

Cachorrão do Carmelito e Beto

Endereço: Rua Borges de Medeiros, 251 – Lajeado – RS

Horário de funcionamento: de segunda à sexta, das 7h30 às 22h. Sábado das 7h30 às 13h30.

Atenção: só aceita dinheiro!

#RoteiroDescobre: chá da tarde e almoço de domingo em Londres

02 de março de 2015 0

Toda segunda-feira é dia de #RoteiroDescobre: convido alguém para dar aquela dica especial sobre um lugar que eu, assim como vocês, também quero conhecer. Hoje a jornalista Mirella Nascimento, que mora em São Paulo, mas cresceu em Porto Alegre, fala sobre Londres e a gastronomia da capital inglesa. A Mirella tem um site muito legal – o Todo Dia Uma Primeira Vez - onde se propõe a fazer uma coisa nova todos os dias. São viagens, novas atitudes e descobertas gastronômicas.

 

Chá das cinco e Sunday roast

Por Mirella Nascimento

“Terra da realeza mais famosa do Ocidente e uma das cidades mais cosmopolitas do mundo, Londres é sempre relacionada a ícones como seus ônibus de dois andares, as cabines telefônicas vermelhas, os táxis pretos e pontos turísticos como o Big Ben, a London Eye ou a Tower Brigde. Fã de história e de arte, não tive dificuldade de encontrar pontos de interesse na minha últilma ida à cidade, em 2014: museus e galerias como National Gallery, Tate Modern, Victoria & Albert e Saatchi Gallery, o teatro Shakespeare’s Globe, o musical sobre os Beatles “Let it Be“, as lojas descoladas do Soho. E, como minha amiga Sara, dedico sempre boa parte do roteiro para explorar a gastronomia local. Apesar da má-fama, a culinária britânica tem muito mais a oferecer do que fish & chips enrolado no jornal.

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Vista do Rio Tâmisa a partir da Tate Modern

Nos mesmos pubs onde turistas e locais enchem a cara de boa cerveja (não se esqueça que a maioria dos estabelecimentos não tem permissão para servir bebidas alcóolicas depois das 23h, então chegue cedo!), é possível comer bons hambúrguers e, principalmente, tortas típicas como a Shepherd’s pie, com carne e batata. Aconselhada por um amigo fã de comida inglesa (sim, uma raridade!), meu principal objetivo gastronômico em Londres era provar um bom Sunday roast, outro prato tradicional, que consiste em um assado de carne (em geral, rosbife), Yorkshire puddings, batata e legumes cozidos com molho de carne.

Missão dada, missão cumprida.

Meus anfitriões – um brasileiro e um inglês – escolheram o Aurora, um restaurante meio escondidinho no badalado Soho, para me apresentar à tradição dominical. O resultado foi uma excelente refeição, com um rosbife perfeito e acompanhamentos deliciosos em menu completo, com direito a coquetéis, entrada, prato principal, sobremesa e vinhos.

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Sunday roast do Aurora

Outra instituição britânica é o chá da tarde, né? Na bela galeria Serpentine, nos  jardins de Kensington, fica o igualmente incrível The Magazine.

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Descobri o prédio desenhado pela cultuada arquiteta Zaha Hadid apenas quando fui visitar a galeria e dei sorte de chegar bem na hora do chá. O menu com inspiração na culinária japonesa tinha miniporções salgadas (tartare de carne com crisp de batata doce, salmão defumado, lagosta, entre outros) e doces (tortinha de limão, pirulito de chocolate branco etc.), um suco e, claro, chá. Custou 25 libras e valeu cada centavo.

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Nem só de tradição inglesa se faz a culinária londrina, é claro. Cosmopolita, a cidade abriga restaurantes especializados na gastronomia de diferentes locais do planeta. Em uma semana, tive a oportunidade de variar bastante o cardápio e gostei muito de locais como o francês Blanchette, que serve porções pequenas semelhantes às tapas espanholas, o Comptoir Libanais, com um menu bem variado de pratos árabes (bons e baratos!), e o Jamie’s Italian , o italiano do chef-celebridade Jamie Oliver. Fish & chips? Nem lembrei de comer dessa vez!”

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Homemade terrine do Blanchette

Maravilha, né gente? Aqui é a Sara de volta!

Eu fiquei com água na boca lendo o relato da Mirella, E achei que vocês têm que conhecê-la. Fui lá no Facebook e roubei essa foto. De viagem, é claro – taí a Mirella em Barcelona.

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Mirella Nascimento nasceu em Pernambuco, cresceu em Porto Alegre e hoje vive em São Paulo. Como boa sagitariana, viajar e provar novos sabores é parte da vida dela. Agora vocês entendem porque a Miux (apelido carinhoso que tem tudo a ver com ela, vai dizer) é uma das minhas amigas do coração, certo?

 

Famiglia Facin: cantina italiana nos subterrâneos de Porto Alegre

07 de fevereiro de 2015 5

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Voltar no tempo.

É essa a sensação que tive ao entrar pela primeira vez no Cantina Famiglia Facin.

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Ocupando o espaço onde ficavam as fornalhas da antiga cervejaria Bopp, fundada em 1881 – que depois ainda teve os nomes de Sassen, Ritter e finalmente Continental (Bopp, Sassen, Rittter e Cia Ltda), o local estava praticamente soterrado antes de se iniciarem os trabalhos de restauro. Um ano e meio durou a reconstrução, foram retiradas 500 caçambas lotadas de terra, para que o restaurante começasse a ganhar forma. Os donos não confirmam o total investido, mas avaliam que o valor ficou entre dois e dois milhões e meio de reais.

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Os espaços das caldeiras se transformaram em salões do restaurante.

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O local tinha 500 metros de túneis que ligavam a antiga cervejaria a outros pontos onde hoje é o Shopping Total e à margem do Guaíba (que era mais próxima, antes de receber todo o aterro). Boa parte se perdeu em obras públicas de água e luz. Mas uma parte está sendo recuperada para ser aberta ao público.

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O que foi possível da estrutura antiga foi mantida. Como o ferro das esquadrias das entradas da fornalha.

O clima do lugar é incrível. Convida à conversa, ao bate-papo e às risadas – tudo aquilo que é a própria relação italiana. Afinal, estamos numa cantina. Subterrânea e cheia de história.

Convidei a Fernanda Pandolfi, colega da Zero Hora (Rede Social) para conhecer o lugar comigo. Acabamos indo duas semanas seguidas – primeiro para provar a comida e fazer as fotos e depois para registrar a receita de ossobuco (olha lá no final do post), o carro chefe do lugar. Nas duas vezes, o que era trabalho virou prazer – ok, não é difícil se divertir fazendo o #RoteirodaSara. Mas acabamos fechando o lugar. Isso  garantiu: é um lugar para bater papo, com boa comida e bebida.

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Sou fanática por antepastos. E o Famiglia Facin tem a mesa de entradas mais fantástica que já vi.

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Fica a dica: não quer pegar pesado nas massas e risotos? Escolhe um vinho da carta e curte os antepastos. São por quilo, e o pão – maravilhoso – é feito lá mesmo. E tem essa manteiga francesa tão, mas tão saborosa…

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Não só o pão, mas também as massas são feitas lá mesmo. Os donos, Valéria e Rogério Facin, levaram um tempo para transformar o local e o serviço no restaurante que queriam. Prestes a completar um ano, tiveram nos primeiros meses que trocar serviço, treinar mais funcionários e adaptar o cardápio para que fosse agilizado. A ideia inicial da massa preparada na hora, por exemplo, não deu certo. Foi preciso colocar o m pré-cozimento para os clientes não esperarem tanto. O forno que levava quinze minutos para assar uma lasanha hoje leva oito. “Atendemos 60 mil pessoas nesse último ano. Nas primeiras semanas não esperávamos tanto movimento. Casa lotada e uma equipe ainda se adaptando”.

Mas a tensão do início deu lugar à satisfação às vésperas do primeiro aniversário. Valéria fala pelos cotovelos, feliz, encantada pela casa que ajudou a criar. Tem descendência espanhola – o Facin veio do marido, que tem a família em Veranópolis.

Bom, vamos falar mais de comida?

As fotos foram feitas de acordo com a iluminação do local – vocês já sabem que isso é característica do blog, não é? Mas preciso fazer um agradecimento especial à Fê Pandolfi, que entrou no clima e fazia as vezes de iluminadora das fotos. Valeu, Fê!

Então, confere o Taglierine Panna e Parma.

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Penne a Putanesca.

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Taglierine Funghi.

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Risotto Veneto (massa de salame fresco salteado no azeite de oliva com panna).

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Provamos as massas recheadas também. Muito boas, al dente.

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E aí, bom, aí era a vez do ossobuco com polenta italiana Paganini (importada aqui no Brasil pela Porto a Porto). Ossobuco é o tutano do osso boi, aquela parte que quando bem preparada é uma delícia. De comer ajoelhada.

Tanto gostei que preparamos uma surpresa: o chef Alexandre Goulart deu a dica especial para quem quiser fazer em casa. Confere aqui: Receita de Ossobuco Famiglia Facin.

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E com esse vinho para acompanhar…

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Se bem que o Famiglia Facin tem uma adega de respeito.

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E esse zabaione de sobremesa.

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Depois de tudo isso, hora de dar aquela conferida no cardápio e nos preços do Famiglia Facin.

 

Cantina Famiglia Facin – Restaurante Italiano
Endereço: Av. Cristovão Colombo, 545 (Shopping Total) -Prédio 4 – Porto Alegre – RS
Telefone: (051) 3018-8383

Ao meio-dia funciona das 11h45 às 15h45 com serviço a la carte e também opção de pratos (5 tipos) acompanhados de saladas livres, queijo e pão por R$30,90.
À noite funciona das 19h às 23h durante o horário de verão e das 19h30 às 23h30 no restante do ano.
Tem wi-fi em todos os ambientes.

Bar do Gomes: um boteco feminino em Porto Alegre

06 de fevereiro de 2015 2

Você não leu errado: o Bar do Gomes é um boteco para mulheres. Não que seja só pra elas – apesar de que a maior parte do público é feminino. Tem muitos rapazes por lá – até porque, onde elas se reúnem, né… Mas o espaço e o cardápio foram pensados com delicadeza. Sempre gostei de boteco, mas a ideia de comida com fritura em excesso nunca foi muito minha praia.

Aí descobri o Bar do Gomes. Foi amor à primeira vista. Inclusive, com essa vista:

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O lugar tem espaço para sentar na rua, mas também tem janelões que fazem com que o ambiente interno seja amplo e dê a impressão de uma continuação da calçada. Ótimo para sentar, conversar e, enfim, dar um oi pras amigas e amigos que passam lá fora.

A apresentação é um detalhe à parte.

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Quem lê o blog sabe que sou fã de vinhos. Mas boteco combina com cerveja, né. E veja só o que encontrei lá! Emocionada: eles têm Patagônia Weisse – cerveja argentina a base de trigo, refrescante, levemente frutada. Desce redonda e lembra de momentos felizes. Precisa mais? (Sim, eu estou ainda tão feliz de ter degustado uma Patagônia sem nem esperar!)

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O cardápio é daqueles que dá vontade de voltar e ir pedindo em ordem. Ou seja: impossível decidir. Pedimos indicação para o pessoal de lá. para abrir os trabalhos, fomos de bolinhos de charque e mandioquinha acompanhados de molho de pimenta.

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Sabe quando falei que o cardápio é pensado nas mulheres? A gente não é muito fã de carboidratos, né? (Ok, somos fãs, mas temos que maneirar). Aí fiquei curiosa pelo recheio do bolinho. E que bela surpresa: farto em charque, como prometido no nome!

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É super bem servido, mas estava morrendo de vontade de provar um hambúrguer.

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Difícil decidir entre angus ou cordeiro. Resolvi ir pela ordem, escolher o angus e provar o cordeiro na próxima vez. Não sei se o segundo é tão bom, mas esse é maravilhoso.

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Essas batatas que acompanham são as batatas bêbadas. Pré-fritas, embebidas na cachaça e aí finalizadas com outra fritura e páprica picante. Acompanha molho aioli – uma espécie de maionese francesa, baseado em alho, azeite e gemas de ovo.

O cardápio tem outras maravilhas. Na lista, o sanduíche de pasta de humus (grão de bico). Se alguém já provou, favor me contar aqui nos comentários o que achou. Tem também montadinhos (esse nome mesmo!), pratos, carta de vinhos – com opção de taças, o que é perfeito para pessoas como eu, que muitas vezes acabam bebendo vinho ou espumante sozinha e não quer enfrentar uma garrafa – ou meia. Impossível não achar algo que agrade ao paladar!

 

O chef responsável por montar o cardápio é o Matheus Frank. Um querido, daquelas pessoas que ficam felizes em alimentar bem e provocar sensações especiais nos clientes. Matheus começou a carreira na Nova Zelândia e veio pra o Bar do Gomes depois de uma temporada cozinhando em navios de cruzeiro.

Mas o expertise do Gomes não é a toa. Os donos são Fernando Marins e Kaeterli Becker, proprietários do Le Bistrot Gourmet e do Constantino – que fica justamente ao lado.

Então prepare os sentidos e venha curtir um happy hour – ou uma noite mais longa – no Bar do Gomes.

 

Bar do Gomes

Endereço: Rua Fernando Gomes, 58 – Bairro Moinhos de Vento – Porto Alegre – RS
Telefone: (51) 3346-3812
Funcionamento: De terça a sábado, das 18 hrs até meia-noite.

Os incríveis filés do Beija Flor, em São Leopoldo

05 de fevereiro de 2015 10

No final do ano passado tive o prazer de participar do FoodMusic da Itapema, com os Destemperados Diego Fabris e Diogo Carvalho (perdeu? Ouve aqui). Papo vai, papo vem, me perguntaram meu prato preferido. Gente, é aquela saborosa e bem feita! Comida boa, sabe? Mas na hora me veio à mente um bife alto. Suculento. À milanesa, à dore, malpassado então… e ficamos naquele debate – onde comer um bom bife?

Fiquei com essa vontade. Esses tempos, conversando com uma amiga, a Carine, fiquei sabendo de um restaurante que era conhecido como o melhor filé do Vale do Sinos. Segunda-feira rumei pra lá, depois do trabalho. Cheguei com uma fome daquelas, aumentada pela curiosidade da promessa de um almoço saboroso.

O antigo Restaurante do Hildo mudou de dono e virou Beija-Flor. Mas adianta mudar o nome quando todo mundo já conhece pelo antigo? Pois então: do Hildo ou Beija-Flor, você chega e não tem nem placa na frente.

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Não espere um lugar refinado. O negócio deles é comida boa.

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Durante a semana há a opção de buffet de comida caseira por R$12,50 (com direito a se servir uma vez, com uma carne – tem até filé mignon grelhado). Se decidir pelo buffet livre é R$20,00.

Ou você pode optar pelos filés a la carte. Estávamos em três mulheres – era aniversário da minha mãe e ela levou uma amiga. Decidimos provar três filés. Meio filé, na verdade.

Eu escolhi o à dorê:

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Gosto de filé malpassado. É uma dificuldade convencer as pessoas que realmente gosto dele vermelho. Sempre vem algo mais próximo do ao ponto. Então, fico naquela expectativa: será que vão acertar?

A foto responde pra vocês.

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Sim, estava perfeito. Bife alto, saboroso.

Minha mãe pediu um acebolado.

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Essa cebola tinha um toque agridoce, crocante, enfim, espetacular.

A amiga da minha mãe, que se chama Dalva (como ela), pediu um à parmegiana. Olha, gente. Olha isso.

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Todos os filés vêm acompanhados de ovos frito (à vontade), arroz, batata frita (olha ela aí)…

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Buffet de saladas livre.

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E sobremesa. Bem clássica. Pudim (maravilhoso), sagu, creme, coco ralado doce, frutas em calda…

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No sábado, o dia especial do restaurante, o buffet de sobremesas fica gigante. Aí a opção é só a la carte.

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Fotografei o cardápio pra ter uma ideia do que é o buffet de sobremesas no meio da foto. Incrível que as fotoe dos bifes na “vida real” são iguais ou melhores que as do cardápio. Raro isso.

O bife (ou meio bife) custa R$22,00. Se duas pessoas repartirem, por mais R$12,00 têm direito, as duas,  a toda a guarnição também (ovo frito, arroz, batata frita, buffet de saladas e sobremesa).

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O sábado é o dia mais concorrido. A dica é chegar até o meio-dia. A partir daí, a fila de espera pode ficar entre 40 minutos e uma hora. É claro que quase ninguém se importa – ficam ali pela área da frente, tomando uma caipirinha, comendo uma porção de batatinhas ou até fugindo para beliscar alguma coisinha do buffet de saladas.

Ah, esqueci: o atendimento é de um carinho incrível! A gente se sente em casa.

 

Restaurante Beija Flor (antigo Restaurante do Hildo)

Rua Corte Real, 257 – Bairro Scharlau – São Leopoldo – RS

Telefone – (51) 3568-1732

Horário de atendimento – de segunda a sexta, das 11h às 14h. Sábado das 11h às 15h. Fecha aos domingos.

 

 

Acampamento de luxo nos Aparados da Serra

31 de janeiro de 2015 9

O Parador Casa da Montanha Ecovillage está a cerca de dez quilômetros do centro de Cambará do Sul, no meio do caminho  para o Cânion Itaimbezinho. O fim de semana começou me deixando a civilização pra e fugindo para um outro mundo. Bom, nem tão longe. A proposta é um afastamento da correria diária, mas sem perder o conforto. Um “acampamento de luxo”.

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A chegada já convida a relaxar. Minha primeira visão do local já estava acompanhada de um espumante Terranova rosé.

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Nem tinha visto o quarto, mas esse córrego me fez pensar que ir embora, daí a dois dias, seria dureza.

Aí eu cheguei no quarto e vi que estava certa. Como deixar esse lugar?

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E continuavam as gentilezas. O que faz toda a diferença.

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Importante explicar que são três tipos de habitações no Parador Casa da Montanha. Essa é a suíte superior. Tem apenas seis meses, são cabanas de madeira com toda a comodidade possível.

Olha o que é a vista do deck da cabana.

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Ficou curioso com aquela pontinha branca no canto à esquerda, embaixo? Vou mostrar mais de perto, porque é exatamente o que você está imaginando.

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Uma hidromassagem privativa. Você vê que na frente tem uma cortina. No lado direito também. Ela mantém a privacidade. Essas cabanas ficam em um espaço mais reservado do Paradouro. Portanto, são bem discretas.

Mas deixa eu contar que já era final da tarde de sexta e o dia começou a cair. Brindando os hóspedes com essa vista.

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No Casa da Montanha o por do sol tem uma canção especial. É mágico o momento que ela começa a tocar. Mesmo sendo janeiro, quando não há mais os raios solares o frio toma conta. Até uma fogueira aquece os corações naquele momento.

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O lugar é mágico. Alguns detalhes interessantes: todas as cabanas têm televisão e DVD. Canais apenas em uma sala especial no lobby. É uma escolha da administração do hotel. Então, se você fizer muita questão de TV,  é só pegar um ou mais DVDs da coleçãodo Parador, que fica à disposição dos hóspedes. Alêm de filmes (maioria blockbusyer), avistei por lá a última temporada de Sex And The City.

Depois de uma noite reconfortante de sono pesado – imagina dormir com o som do córrego na frente da cabana – era hora do café da manhã.

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Geleias, pães e bolos feitos no local. Juro que não sei o que era melhor: as variedades do café ou a vista.

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Posso dizer e a disputa era justa. Especialmente com esse omelete feito na hora.

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Uma vez alimentada, me deu preguiça de sair pra conhecer o Itaimbezinho ainda naquela manhã. E até porque o fogo de chão para o churrasco do meio-dia (almoço oficial dos sábados no Parador) já estava a a aceso…

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Aí resolvi curtir uma das especialidades do lugar: dolce far niente.

Também, com essa vista, vale ficar à toa.

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Dá pra tomar banho no riacho enquanto aguarda o almoço. A água é geladinha mas o frio da noite – cerca de dez graus – foi substituído pelo calor do dia. Olha as cores.

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Acredite, isso é tudo na área do hotel. Sair como?

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Pequena surpresa: uma cachoeira que fica encoberta por uma pedra.

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Enquanto isso, o churrasco é feito no fogo de chão,

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Já a salada, orgânica, é cultivada na horta do hotel.

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O Parador tem outros dois tipos de cabanas. A intermediária é a barraca suíte. São suspensas e têm um deck com banheira também. Pela luz, será minha escolha na próxima estadia por lá. É outra proposta também, muito legal.

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A opção de suíte superior (que tem o menor valor) é uma mistura de barraca com chalé. Tem banheiro, mas sem chuveiro.

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Os hóspedes usam uma casa de banho próxima, que também tem uma banheira e que pode ser usada por todos.

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Parador Casa da Montanha

Estrada do Faxinal, RS 429 – Morro Agudo – Cambará do Sul -RS

Telefone: (54) 3504-5302

Valores:

Barraca luxo: de R$321,00 a R$747,00

Barraca suíte: de R$698,00 a R$1.468,00

Suíte superior: de R$972,00 a R$1.750,00

Churrasco campeiro (almoço de sábado): R$80,00 por pessoa

Almoço e jantar: R$60,00 por pessoa