Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "#RoteiroViagem"

#RoteiroDescobre: os sons e sabores de Nova Orleans

23 de março de 2015 3

O #RoteiroDescobre de hoje é com a jornalista Tanira Lebedeff. Correspondente da Rede Globo e Globonews durante dez anos nos Estados Unidos, hoje ela está na TVCOM gaúcha. E ela conta pra gente sobre um lugar que pra Tanira é o mais autêntico pedaço dos EUA: Nova Orleans. 

Um gumbo de sons e sabores em Nova Orleans

Por Tanira Lebedeff

nola arq 2

A viagem perfeita é aquela cujas impressões permanecem, como uma tatuagem, tempos depois.

Eu visitei Nova Orleans exatamente um mês antes da passagem do furacão Katrina, em 2005 – e lá voltei alguns anos mais tarde para fazer uma reportagem sobre a reconstrução da cidade. E se eu tivesse a oportunidade de voltar aos Estados Unidos, onde morei por uma década, voltaria a Nova Orleans. E só.

equipe em NOLA

NOLA (NO, de New Orleans  + LA, que é a sigla da Louisiana) é uma das mais antigas cidades norte-americanas, cresceu debruçada nas margens do Rio Mississippi. Em um tour pelos arredores da Jackson Square, a praça central do Quartier Latin (centro histórico da cidade), entendemos como o vai-e-vem de espanhóis, franceses, americanos, haitianos e africanos fizeram de NOLA um gumbo cultural.

nola jazz

Uma viagem a Nova Orleans aguça teus sentidos. A audição, por exemplo. Foi lá que surgiu um dos primeiros estilos do jazz, o Dixieland, ou New Orleans Jazz. Mantendo essa vocação musical, por todas as esquinas, instrumentistas andarilhos dão shows, solo ou em bandas improvisadas. Mas nenhum roteiro de viagem pode te preparar para o fascinante rendezvous na Rue Bourbon. São 13 quadras tomadas por pubs, bares, lojas – e strip clubs. Na Bourbon Street, de cada porta sai um ritmo diferente: rock n’roll, jazz, blues! E o saborosíssimo zydeco, que tem entre seus instrumentos de percussão uma tábua de lavar roupa.

A algumas quadras dali, ainda no Quartier Latin, fica a Frenchmen Street. É o endereço de antiquários, livrarias e bares com boa música frequentados pelos moradores e desconhecidos pelos turistas. Totalmente “off the beaten path”.

nola arq

A culinária de Nova Orleans é singular; excêntrica e simples ao mesmo tempo.

Foi em NOLA que comi um dos melhores sanduíches da minha vida: o Po’Boy, que é um baguete recheado de camarões empanados e verduras (o nome vem de poor boy, ou menino pobre; era a refeição dos escravos nas plantations).

po boy

Lá também conheci a deliciosa muffulleta, sanduíche feito com um molho de azeitonas e uma audaciosa mistura de frios e queijos.

Nova Orleans é cidade que se desbrava caminhando,  absorvendo sons e cores (o bondinho ajuda nas distâncias maiores). E nada de engatar uma segunda: NOLA é para ser apreciada de-va-ga-ri-nho… Perca-se olhando as vitrines – sobretudo, mimo dos mimos, a da loja especializada em soldadinhos de chumbo!

le petit

Visite o French Market, um mercado público, e se delicie com aroma das n variedades de molho de pimenta. Sabe o Tabasco? É feito na Louisiana.

pimentas

Faça uma pausa no Cafe du Monde  e peça um beignet, que é um bolinho frito considerado iguaria oficial da Louisiana.

beignet

Não estranhe o chão polvilhado de açúcar de confeiteiro: é tradição soprar o açúcar que cobre os beignets no rosto de quem divide a mesa contigo.

nola du monde

O Cafe du Munde funciona 24/7 e só fecha no Natal – ou por alguma eventual passagem de furacão.

beignet 2

E vai que nas tuas andanças tu te topas com um dos moradores mais queridos de Nova Orleans, o ator Brad Pitt. Ele se apaixonou pela cidade quando rodava O Curioso Caso de Benjamin Button e comprou uma casa por lá. Depois do Katrina, Pitt criou uma ONG para tocar a reconstrução do Lower 9th Ward, um bairro da periferia que foi devastado pelo rompimento de uma barragem.

nola lower

As “casas do Brad Pitt”, de design arrojado e resistentes a enchentes, ficaram tão famosas quanto os charmosos sobrados do Quartier Latin ou as mansões de estilo vitoriano de bairros sofisticados como o Garden District.

nola casas brad

Por causa disso, andaram até querendo que ele virasse o prefeito de NOLA!

Não é Las Vegas, nem as famosas praias californianas, tampouco Nova York, Miami, ou San Francisco. Para mim, o melhor e mais autêntico pedaço dos Estados Unidos é Nova Orleans. E ponto.

O melhor cachorro-quente do Vale do Taquari

04 de março de 2015 15

Em Lajeado, no Vale do Taquari, um cachorro quente já é parte da cultura gastronômica da cidade: o Cachorrão do Carmelito e do Beto. Bem assim, com nome próprio dividido entre os dois irmãos donos do lugar.

IMG_1333

São 42 anos de história. E os clientes que seguem a dupla desde o início confirmam: o sabor não mudou nada esses anos todos!

Começaram com um trailer na praça da frente. Décadas depois, a Prefeitura desalojou os carrinhos de alimentos e a dupla se mudou para um prédio em frente.

IMG_1283

O lugar tem bancos como o trailer na praça. Sem mesas. Diz o pessoal da cidade que é “pra comer sentado, com as pernas afastadas porque sempre acaba caindo molho e maionese no chão“. Melhor no chão do que na roupa, né?

O cardápio é enxuto e, como estamos em Lajeado, óbvio, tem Fruki (naquele patamar de memória afetiva de sabores da infância, né).

IMG_1291

E como meu estômago está ligado diretamente ao meu coração, eu fui não apenas de Fruki, mas de garrafinha de vidro. Porque tem outro gosto, né?

IMG_1312

Isso me faz lembrar de muitos anos atrás, quando um amigo me fez caminhar toda a Andradas, em Porto Alegre, para achar uma Coca-Cola de garrafinha de vidro. Mas isso é outra história.

E é claro que se meu estômago é ligado ao meu coração, e meu coração é gigante, eu pedi o cachorro-quente grande.

Simples assim.

IMG_1305

Já o Edinho, colega aqui da Rádio Gaúcha que estava junto e que tem muito mais noção do que eu, pediu meio cachorro-quente.

IMG_1303

Que já é um senhor cachorro-quente, né?

Pois vou dizer que fiquei curiosa também com o cachorro-quente com salsicha e bife. Sério, não é o xis (que tem também).

É cachorro mesmo!

IMG_1300

Aí eu parei pra conversar com a Anelise. Ela está grávida de quatro meses e meio do segundo filho. E como na gestação anterior, atravessa Lajeado porque tem desejo do cachorro-quente com bife e salsicha do Carmelito e do Beto. Olha a carinha de feliz dela!

IMG_1335

E ela super entrou no clima do post e resolveu ajudar a mostrar o recheio pra foto:

IMG_1337

O melhor foi quando ela me disse, toda feliz: “Peguei só metade porque em casa meu marido tá fazendo pizza”. Então tá, né… :)

Os irmãos Carmelito e Beto são conhecidos pelas suas histórias folclóricas. Por exemplo, acabou o pão? Eles fecham o Cachorrão e vão pra casa. Tipo, o horário de trabalho também depende do estoque de pão.

Outra situação conhecida são aquelas pessoas que vão tirando tudo do cachorro-quente (minha amiga de infância e comadre, a Fábia Ludwig, é uma dessas: tira até a salsicha).Se a Fábia fosse lá, o Carmelito ia dar aquela olhadinha de lado e largar a clássica frase pra situações como essa: “E pão, pelo menos, vai?”

Brincadeiras à parte, os dois são uns queridos e muito orgulhosos da história que construíram. Começo a conversar com eles e de repente aparece uma pasta de plástico, repleta de recortes e lembranças. Olha os dois bem gurizinhos, no primeiro trailer!

IMG_1341

E aqui, o Carmelito e o Beto hoje.

IMG_1343

Tem gente que vem de várias cidades da região do Vale do Taquari para matar a saudade do lanche. Além da tradição, o molho e especialmente a maionese são destaque do Cachorrão.

IMG_1296

A receita é um segredo industrial guardado a sete chaves – mas logo deve virar produto registrado e vendido ao consumidor. E ela realmente é muito leve e saborosa. Não sou fã de muita maionese, mas essa juro pra vocês: entrei com os dois pés na jaca, e super feliz!

Cachorrão do Carmelito e Beto

Endereço: Rua Borges de Medeiros, 251 – Lajeado – RS

Horário de funcionamento: de segunda à sexta, das 7h30 às 22h. Sábado das 7h30 às 13h30.

Atenção: só aceita dinheiro!

#RoteiroDescobre: conheça Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais

23 de fevereiro de 2015 3

Pois o #RoteirodaSara não completou nem três meses ainda e já é um sucesso. Falar do que as pessoas – e eu! – amam, como viajar, comer e beber, é um prazer. E o retorno dos leitores e ouvintes da Rádio Gaúcha me deixa muito feliz! E a partir de hoje, toda a segunda-feira tem novidade aqui no blog. Amigos, colegas e leitores vão dar a sua dica de #Roteiro. O #RoteiroDescobre de hoje é com o colega e editor da Rádio Gaúcha Marcos Hoffmann. Ele tem um blog, o Viajando de Carro. E é ele que dá a dica hoje.

Descobrindo os tesouros mineiros de Ouro Preto e Mariana

por Marcos Hoffmann

OuroPreto1

Ouro Preto – Minas Gerais

“Eu gosto de viajar de carro por aí, mas durante o ano fico meio que limitado pelo tempo. Viajo nos fins de semana de folga e por isso não posso ir muito longe. Nas férias, eu aproveito. Pego o carro e vou longe. Até Minas Gerais, por exemplo. Pois Minas tem várias cidades históricas que vale a pena conhecer. Há duas delas que eu considero especiais: Ouro Preto e Mariana. Uma caminhada pelas ruas do centro histórico de Mariana e Ouro Preto é uma verdadeira viagem ao passado. Nem o intenso movimento de veículos estraga o passeio. Ignore os carros e faça de conta que está no Brasil do tempo da Inconfidência.

Ouro Preto:

 

OuroPreto6 Ouropreto7   OuroPreto9   OuroPreto10

As duas cidades ficam lado a lado, são 12 km que as separam, e estão localizadas relativamente perto de BH. A distância é inferior a 100 km. É possível viajar de avião até a capital mineira e alugar um carro para conhecer Ouro Preto e Mariana.

Mariana:

Mariana10 Mariana4 Mariana3 Mariana9 Reserve pelo menos dois dias para cada uma. Caminhe pelas ruas estreitas e cheias de casarões antigos e sinta o clima. Se você é daquelas pessoas que curte visitar museus e igrejas antigas, bem, não falta esse tipo de atração. Tanto Ouro Preto como Mariana estão cheias de igrejas. Para aproveitar melhor o passeio, sugiro a contratação de um guia, há muitos deles espalhados pelas duas cidades. O guia vai te contar a história de cada lugar e fazer com que a caminhada tenha um sabor especial.

Mais de Ouro Preto:

Ouro Preto, Minas Gerais. OuroPreto4 OuroPreto2

Ouro Preto e Mariana também proporcionam visitas a minas de ouro. Em Mariana o passeio é por uma antiga mina explorada de forma industrial. Fica na saída da cidade em direção a Ouro Preto. Está bem sinalizada e não tem como errar.  Em Ouro Preto é possível conhecer uma mina que era explorada por trabalho escravo. Visitando as duas, vê-se a diferença.As duas cidades históricas mineiras tem vários hotéis e pousadas. O mais legal é ficar numa pousada que funcione naqueles casarões antigos. Há muitas pousadas assim, especialmente em Ouro Preto.E para aquelas pessoas que realmente curtem viajar, sugiro outras cidades históricas de Minas que vale a pena visitar: Tiradentes, São João del Rey e Congonhas. Nesta última estão expostas obras do famoso Aleijadinho.

Mais Mariana:

Mariana6 Mariana7 Mariana5 Mariana8 Mariana3

 

Nas próximas férias, visite Minas e conheça Ouro Preto e Mariana. Garanto que você não vai se arrepender.”

Marcos Hoffmann é jornalista da Rádio Gaúcha, editor do Correspondende Ipiranga e mantém o blog radiogaucha.com.br/viajandodecarro

Trattoria Pastine: massas feitas em família em Flores da Cunha

21 de fevereiro de 2015 3

 

 

 

 

Em agosto do ano passado descobri a Trattoria Pastine com a turma do curso de sommelier da UCS/Fisar, em Flores da Cunha. O curso de vinhos que fiz nas minhas férias me trouxe amigos de várias partes do Brasil – e as lembranças de uma semana de bons vinhos e comidas saborosas. Passávamos o dia inteiro, das oito da manhã às sete da noite estudando e aprendendo sobre aromas, sabores e história do vinho.

E à noite? Bom, aí degustávamos mais vinho e as delícias gastronômicas que Flores da Cunha tem pra oferecer.

Nessa sexta viemos com a equipe da Rádio Gaúcha para apresentar o Super Sábado no dia seguinte. Eu, Wianey Carlet, a produtora Marina Pagno e o nosso motora Lídio Damasceno fomos ao Pastine. Eu fiz aquela propaganda, afinal, adoro dar dicas de lugares para comer e beber (sério?! Vocês nem imaginavam, né?).

A gente começou com a entradinha maravilhosa. Tudo feito lá: pão caseiro, pastinha de requeijão, presunto e frango e de tomate, azeite de oliva e alecrim.

IMG_0259

A salada parece simples, né? Folhas de alface. Mas com lascas de amêndoas e molho redução de tangerina (bergamota).

IMG_0269

Bom, aí começou o rodízio. As massas são feitas lá mesmo. É uma família: o seu Renan de Azevedo é o patriarca e quem traz as massas com todo o orgulho pras mesas. A esposa, dona Maria, o filho Diego, a nora Adriana e as filhas Taís e Janaína, cuidam do lugar como se fosse a própria casa.

Vamos então para as massas, né?

Começamos com a panqueca de frango com pesto.

IMG_0314

Fettucine de espinafre com molho mascarpone de frango.

IMG_0283

Peito de frango (perfeito, tenro, molhadinho) com molho agridoce. Cebolinha crocante, olha… eu que não gosto de peito de frango, me entreguei pra esse prato.

IMG_0289

Massa casarecce com leite de coco e tomates secos.

IMG_0300

Ravioli de queijo com molho funghi.

IMG_0299

Porpetta

IMG_0278

 

Espaguete a carbonara.

IMG_0305

 

Nhoque com molho a matriciana.

IMG_0291

 

Filé com molho madeira.

IMG_0308

 

E pra acompanhar, um syrah Luiz Argenta.

IMG_0272

O valor do rodízio? R$37.

Também tem opções a la carte. Mas precisa?!

O

 

O cardápio é extenso, mas vou mostrar algumas partes aqui pra vocês (mas o rodízio é a MELHOR pedida!).

TRATTORIA PASTINE

Rua Heitor Curra, 2354 – Flores da Cunha – RS

Telefone: (54) 3292-5163

 

Rua Heitor Curra, 2354Flores da Cunha, Rio Grande do Sul 95.270-000Brasil

 

 
 

Café da tarde como na casa da vó

15 de fevereiro de 2015 13

IMG_6581

Um belo sábado de agosto eu subia sozinha para Flores da Cunha pela RS240 e bateu aquela fome. No meio do caminho, na cidade de Portão, parei na Casa de Cucas Maurer. Que bela e deliciosa surpresa! Um verdadeiro café da tarde colonial, com tudo que tinha direito!

IMG_6576

Na época era R$13,00 – um absurdo de barato. O valor inflacionou – agora é R$20,00. Mas vale muito! Dá pra dividir com outra pessoa tranquilo. Vou mostrar passo a passo, tá? (e espero que você esteja com fome, porque aí é ainda mais incrível a experiência de ver essas fotos… ok, isso soou meio sádico, não é?).

Pois então. Vem uma fatia de cuca.

IMG_6547

 

Uma fatia de pão caseiro (gigantes).

IMG_6550

Nata e schimier (você pode escolher entre os sabores uva, cana, melado e goiaba) ou mel. Escolhi de goiaba. Casa perfeito com nata!

IMG_6558

Vem queijo colonial.

IMG_6551

E salame.

IMG_6576

Cansou? Calma que tem mais. Suco de uva (tem outras opções também).

IMG_6566

E café com leite. Pedi o meu bem clarinho, veio perfeito.

IMG_6560

Ainda vou fazer a festa das compras aqui na parte dos fundos. Panelas e utensílios de ferro – inclusive a antiga torradeira que se colocava na boca do fogão. Vocês lembram daquela torrada que ficava saborosa?

IMG_6583

Falando em torrada, não tive espaço no estômago para provar outro destaque da Casa de Cucas Maurer: a torrada de cuca com queijo e salame. Espichei o olho para as mesas do lado e parecia maravilhosa. Tudo bem, mais um motivo profissional para voltar lá.

Ah, importante: o Café Casa de Cucas só é servido na lanchonete que fica no sentido Porto Alegre – Serra. A Maurer também existe no outro lado, mas lá é maior e não tem esse que considero um super achado!

A frente é essa:

IMG_6532

Outra coisa: não aceitam VISA – nem débito, nem crédito.

Confere o cardápio (valores de fevereiro/2015).

 

CASA DE CUCAS MAURER

Endereço:  RS240 – 498 – Portão – RS - sentido Porto Alegre – Serra

Telefone: (51) 3562-3093

Não aceitam Visa – somente Banricompras e Mastercard na modalidade débito

Horário:  das 6h15 às 20h.

O famoso pastel com queijo colonial de São Chico

28 de janeiro de 2015 3

Os colegas da Rádio Gaúcha são naturalmente fãs de boa comida. Como viajam muito – especialmente a equipe esportiva – conhecem  paradas saborosas nas rodovias gaúchas. O Zé Alberto Andrade, com a memória incrível que tem, é um deles. A dica de hoje veio de uma região que também é casa do Zé durante a folga do rádio. Fica em São Francisco de Paula, no km 127 da RS 020. Um pouco antes de chegar à Rota do Sol.

O Zé disse “o pastel de queijo é famoso na região”.

Bom, resolvi seguir a dica. Cheguei numa tarde de domingo, morrendo de fome depois de desbravar os cânions de Cambará do Sul (no sábado vou contar mais sobre essa aventura) sem almoço. Escolhi uma mesa perto da janela, nos fundos. A vista é maravilhosa.

IMG_5597

Bom, aí pedi o pastel, porque a fome era enorme!

IMG_5587

Pensava que seria maior, mas o recheio é incrível. É queijo colonial tipo mussarela. Não é o serrano, segundo me explicaram, porque os produtores locais ainda estão trabalhando na rotulagem do produto. Isso, também, é assunto muito interessante para outro post.

Por enquanto, confere o interior:

IMG_5591

Já era cinco da tarde e eu não tinha almoçado. Mas não era só isso. Calculei errado a caminhada do dia, e estava com muita sede. Vocês não entenderam: essa jarra tem 1,2 L de suco de laranja.

IMG_5594

Tomei como se não houvesse amanhã. Sensação maravilhosa. O suco é espremido na hora, nessa máquina:

IMG_5614

Atrás dela já aparece uma parte do cardápio. Ele fica assim, na parede. Aqui está a outra:

IMG_5619

Mas o negócio era que eu continuava com fome. Afinal, cânions e trekkings gastam caloria. Então resolvi pedir uma torrada. De pão caseiro, queijo colonial, salame, tomate e alface. Agora sim, era almoço.

IMG_5601

Essa é a foto oficial. Mas precisava mostrar o que tinha dentro. Então olha:

IMG_5602

Esse queijo derretendo é matador. E na variação do mesmo tema, olha isso:

IMG_5604

Satisfeita, fui caminhar e conhecer o local. Super limpinho e com uma equipe atenta.

IMG_5609

Eles têm também opções de doces. Não provei, mas pareciam apetitosos.

IMG_5612

O Café Tainhas vende também queijo..

IMG_5617

… e pão caseiro quentinho. Tinha também cuca, biscoito, grostolis (quem conhece grostoli? Típico da Serra Gaúcha, tem gente que compara com cueca virada. Mas é mais sequinho e crocante. Com açúcar e canela… nossa!).

IMG_5615

 

Mas me controlei e saí só com o queijo.

E olha só: tem até lojinha do Radicci no local. O cara de Cacias está ganhando o mundo!

IMG_5622

 

 

Café Tainhas

Endereço: RS 020, Km 127 – Vila Tainhas, São Francisco de Paula – RS

Telefone: (54) 3504-9309

Um banquete de comida caseira no Morro da Borússia

10 de janeiro de 2015 23

IMG_3895

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Há tempos queria conhecer o Restaurante Dodô, no Morro da Borússia. Muitos sugeriam: vai no inverno, a comida apetece mais. Insisti e tive sorte. Porta adentro o calor desaparece e o ar condicionado toma conta do ambiente. E que ambiente! Confesso: me emocionei quando vi um verdadeiro banquete. De comida caseira! Sério, eu sou apaixonada por comida caseira. Ok, leitores, vocês já me conhecem. Eu admito. Sou apaixonada por qualquer comida – contanto que seja saborosa.

A emoção bateu quando vi esse buffet. São dois, iguais, em dois salões do restaurante. Mas botei na cabeça que eram diferentes e passei indo de um pro outro pra conferir os pratos. Errei, são realmente a mesma coisa. Mas sugiro servir uma hora um, uma hora outro. Pra tirar a deliciosa teima.

Meu lado alemão é maluco por conservas e picles.

IMG_3936

Tem de tudo, menos maionese de batatas (por questão de segurança alimentar, me explicou com muita gentileza uma das moças que montava o buffet). Apesar de louca pelo prato, não fez a menor falta com tantas opções!

IMG_3913

Aí vem o buffet principal.

IMG_3919

Achei que uma foto só era pouco. E tirei mais uma. (Vocês viram a costela ensopada?)

IMG_3917

E outra. Estava hipnotizada!  (Não vou nem falar da costelinha de porco…)

IMG_3928

É  fogo mesmo. Lenha. Mas o ar condicionado dava conta – o que era ótimo! Os pratos mais procurados são a galinha com polenta e o aipim com carne de porco. Ah, sim. Esse também está na lista dos mais pedidos:

IMG_3965

Deixa eu explicar melhor. Essa linguiça da Borrússia (a marca tem um “erre” a mais que o Morro) com queijo derretido em panela de ferro é trazida na mesa. Quentinha. O frigorífico é em frente ao restaurante – e os irmãos do Dodô são proprietários.

Precisa mostrar melhor? Então olha o queijo derretendo:

IMG_3971

Ia esquecendo: também tem queijo colonial e bacon frito no buffet!

IMG_3944

(Ei, ei! Nunca disse que o lugar era pra manter a forma, disse?)

Cansou de comer? Espera que ainda tem a sobremesa!

Opa! Põe um plural aí.

IMG_3909

O outro lado:

IMG_3910

Tenho uma teoria sobre doces (tenho várias teorias sobre comida). Quem faz bem o básico, faz bem qualquer um. E esse pudim ganhou dez com estrelinhas!

IMG_3939

O Dodô atual é filho do Dodô original – ambos Domingos – e observava a mãe servir galinha com polenta e pão com linguiça nos anos 70 aos viajantes e vizinhos do então lugarejo. No mesmo lugar onde hoje é o restaurante, um então barracão de madeira servia de venda de lanches e miudezas.

IMG_3933

Vendo a alegria dos fregueses degustando a comida caseira da mãe, Dodô foi desenvolvendo o gosto por bem alimentar os outros. Como ele estudava durante o dia, não trabalhava na lavoura como os irmãos. Sua tarefa era, quando chegava do colégio, tomar conta da “venda”.

No final de 2008 o restaurante tomou o formato que tem hoje, servindo comida caseira de qualidade e saborosa. São 40 funcionários no final de semana. A casa tem 400 lugares. A rotatividade diária de fregueses é grande. Abre de segunda a segunda e o preço é sempre o mesmo: R$29,50.

IMG_3938

O local é repleto de memorabilia. Parte dos objetos – cerca de 10% deles – vieram da família do proprietário. O restante veio dos próprios clientes. “Amigos!”, corrige seu Dodô. Tá certo. Ele tem razão. Esses amigos trazem partes da suas casas e das casas das suas famílias para decorar o restaurante.

IMG_3907
O Restaurante Dodô só fecha na noite de Natal e de Ano Novo. Funciona manhã, tarde e noite. O dono define, certeiro: “Eu trabalho com turismo. E turismo se faz recebendo o cliente todo o dia, qualquer hora.”

IMG_3957

Quer encontrar o Seu Dodô? É esse da foto, sempre no que ele chama de “coração do restaurante” – o fogão a lenha que mantém o café e a água do chá quentihos. Porque depois de comer tanto (e acredite, você comerá mais do que pode, prometerá nunca mais fazer isso e à noite terá vontade de voltar lá) um café ou chá são essenciais. Ele mesmo serve os clientes. Tem uma paixão única pelo que faz. E o que faz é deixar a freguesia alimentada e satisfeita!

Olha o brilho dos bules e chaleiras:

IMG_3941

Me apaixonei pelas canequinhas esmaltadas coloridas!

IMG_3943

Já ia esquecendo: antes de ir embora, prove o “Fandangos caseiro”. A rapinha que sobra disso aqui:

IMG_3915

… vira isso aqui (tudo é pensado com delicadeza, olha o pegador pra tirar a casquinha da polenta da panela de ferro):

IMG_3960

Ah, não tem mais espaço nem para uma lasquinha de polenta? Pega um punhado e leva pra casa. Seu Dodô até incentiva: “Oferece pra mãe ou pro vô, vão lembrar do gosto da infância”.

 *Importante: não aceita cartão de débito ou crédito! Só dinheiro.

Restaurante Dodô

Estrada da Borússia, 371 (depois de sair da BR 101, em vez de dobrar a esquerda para subir o morro, siga até o Frigorífico Borrússia. O restaurante fica em frente)

Osório – Rio Grande do Sul

Fone: (51) 9877-6206 / (51) 9877-6207

Aberto de segunda a segunda. Café da manhã a partir das 9h, almoço 11h30, lanche da tarde e à noite menu a la carte.

 

 

Food trucks movimentam a praia de Atlântida

04 de janeiro de 2015 19

Atualização do post em 16/02: os trucks e operações no The Movement aumentaram. Agora são  PIZZA TAGLIO BY NELLA PIETRA, PUEBLO FOOD TRUCK, TUCA TRUCK, TRATTORIA SOBRE RODAS, JACK & JACKIE, LE CLASSIQUE,  WINE BOX BISTRO, ZI SALDANHA, DELICAFÉ, CREÄM SORVETES, LIGEIRIN MÓVEL, VERSÃO BRASILEIRA e BAR SOL.

Programação da segunda e da terça de Carnaval:

Dia 16, segunda-feira – Das 18h às 06h – Atrações: Grito de Carnaval com a Banda Chocolate Branco com o melhor do samba de raiz e marchinhas de carnaval -   *Carnaval para toda a família – venha fantasiado e caia na folia do The Movement – das 20h às 24h

 Dia 17, terça-feira – Das 18h às 24 h

 

Sou fã de food trucks – os antigos carrinhos de comida que ganharam uma versão moderna e são cozinhas sobre rodas, transformando lanches simples em pratos de gastronomia refinada e com detalhes incríveis.

Nesse sábado fui até Atlântida conhecer o The Movement Food Truck. O lugar é bem legal e o público super eclético: até perto da meia-noite, famílias com crianças e casais. Depois, começa o movimento do pessoal que está indo – ou saindo – das festas!

O valor médio por lanche é de 15 reais - lembre, não estou falando de fast food (se bem que um xis está por esse preço aqui em Porto, e eu confesso, curto um bom xis ou cachorro-quente também). A proposta é outra: um prato ou dois, no máximo por truck, preparado com algum diferencial.

IMG_4108 Em meio às árvores, por um preço acessível, é possível comer desde massa até comida japonesa. IMG_4090 Tem também burrito (15 reais) e burguer especial (20 reais). Com muita fome e provocada pelas gostosuras à minha volta não consegui esperar a foto e ataquei o burrito: IMG_4120 Até vinho em taça (de plástico, por 10 reais) pra acompanhar a refeição. IMG_4117 Mas deixa eu mostrar melhor o burguer. É do Tuca Truck, da chef Tuca Padilha. Carne temperada com alho, pimenta e sal, pão brioche, cebola caramelada e queijo cheddar: IMG_4124   Preciso confessar: me afeiçoo à boa comida. E sinto saudades dela no dia seguinte. É o que acontece nesse momento… Mas tem mais opções – Café e delicatessen da Delicafé: IMG_4103 Doritos Jack Fingers e frango frito. IMG_4098 Pizza (é daqui o vinho também)! IMG_4111 E pra sobremesa… SORVETE. Aguarde, sobre esse sorvete vou contar com detalhes em outro delicioso post! Tem picolé (5 e 10 reais), cascão (10 reais duas bolas e 15 três – GENEROSAS!) e milkshake  (10 reais).

IMG_4193

Ao todo são oito operações: Trattoria, Pueblo, Ligeirin, Tuca Padilha, Jackie and Jack, Versão Brasileira, Le Classic, Nella Pietra Pizza e uma loja conceito de sorvetes da Cream. O local conta com mesas e cadeira (lugar pra 160 pessoas, pelo menos), banheiros, Wi-Fi liberado e estrutura para DJs e shows.  

The Movement Food Park

Las Ramblas – Avenida Central de Atlântida

Sexta e sábados: 18h às 06h

Domingos: 18h às 24h

O surpreendente Sukyiaki da Liberdade

18 de novembro de 2014 0

Das inúmeras diversões que São Paulo oferece, descobrir novos sabores é uma das melhores. E o bairro da Liberdade – reduto japonês desde 1912 e  hoje uma das atrações da cidade – é (me perdoe o trocadilho) prato cheio pra isso! A rua Tomaz Gonzaga reúne os restaurantes mais tradicionais. A maior parte deles já avisa na porta: “Não servimos sushi”. E olha, nem precisa…

Conheci o restaurante Sushi Yassu (esse sim, serve sushi) num final de semana em que um amigo me convidou para almoçar. Ele e a esposa eram fanáticos por um prato em especial: o Sukyiaki. Curiosa, topei na hora.

O Sukyiaki é preparado na frente do cliente

A carne do Sukyiaki tem gordura equilibrada entre as fibras

A própria panela vai na mesa e o Sukiyaki é preparado na frente do cliente. A carne marmorizada é frita com um pouco de manteiga. Aí os vegetais são adicionados cada um a seu tempo para não murchar demais. Couve, broto de bambu, brócolis, cogumelos, nabo e até queijo tofu. Para acompanhar, ovo batido em um potinho individual. Cada pessoa pega uma porção de comida com o hashi direto da panela, passa no ovo (que cozinha com o calor dos ingredientes) e… bom apetite!

A ideia é comer direto da panela japonesa

A ideia é comer direto da panela usando hashi

E pra não perder a oportunidade, harmonizei com uma Kirin Ichiban, cerveja japonesa puro malte.

A cerveja japonesa puro malte harmonizou muito bem com o prato

Não preciso dizer que morro de vontade de voltar lá.

 

Sushi Yassu

Rua Tomás Gonzaga, 98 – Liberdade – São Paulo – SP

Telefone: (11) 3209 6622