A Prefeitura de Joinville está tentando montar um dispositivo legal para enfrentar eventuais novas invasões de áreas municipais. Na mesma ação que determinou a reintegração de posse na área invadida no Adhemar Garcia (e desocupada ontem), foi solicitada ontem uma espécie de habeas corpus contra novas ocupações. Um adendo à ação. Chama-se interdito proibitório, mesmo modelo usado nos pedidos de reintegração da semana passada.
Se a Justiça autorizar, a Prefeitura montará uma lista com as maiores áreas municipais em extensão. Se uma delas for invadida, será possível tentar a desocupação já durante a entrada dos invasores (ou mesmo logo depois), em operação com apoio da polícia: é que sem ordem judicial, a PM não age. Se pega no começo, fica mais fácil tirar. A manifestação judicial deve acontecer hoje ou até o início da semana que vem.
Sem nada
Um rescaldo das invasões em Joinville. Um grupo minoritário, em torno de 30 famílias, simplesmente largou tudo, entregou as casas que alugava e se mandou para a ocupação com tudo que tinha, achando que os lotes estariam garantidos. Ficaram na mão.
Moradia
Com filhos, as famílias não têm onde ficar. Precisam achar novas casas para alugar – algo não muito fácil na periferia para quem tem prole grande (os locatários preferem casais sem filhos). Parte do povo esteve na Câmara. Saiu de mãos abanando. Estão divididos pelo Centro e Paranaguamirim.




