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Posts de agosto 2011

Receita mensal de multas passa de R$ 1 milhão em Joinville

25 de agosto de 2011 0

Desde abril está sendo mantida a média mensal acima de R$ 1 milhão em arrecadação com multas de trânsito em Joinville. No segundo trimestre deste ano, a receita foi de R$ 3,6 milhões. Até o ano passado, os equipamentos eletrônicos lideravam nas infrações.

O quadro mudou nos últimos meses. Neste ano, a maioria das multas pagas é por infrações registradas por agentes e PMs. As punições detectadas pelos radares e fotossensores caíram para segundo lugar, com o rotativo em terceiro.

Os R$ 6,1 milhões em multas no semestre não foram suficientes para pagar todas as despesas com o trânsito bancadas pela Conurb – parte do dinheiro também é dividido com as polícias e fundos.

Hospital Infantil fez mais de 300 mil atendimentos em três anos

24 de agosto de 2011 0

Antes da construção do Hospital Infantil haviam dúvidas se a unidade era necessária em Joinville. Claro que é. Perto de completar três anos (será no dia 1º de setembro) do ingresso da organização social (OS) Nossa Senhora das Graças, o hospital já passou da marca de 300 mil atendimentos (desde ambulatório até cirurgias).

As alas pediátricas do São José e do Regional foram fechadas quando o Infantil entrou em operação. A OS responsável pela gestão do hospital está renegociando o contrato com o governo do Estado. É para ajustar as metas à demanda. Pelo contrato, há serviços com demanda maior do que a estipulada inicialmente – o inverso também ocorre. Não está definido qual será a mudança no repasse mensal de R$ 5 milhões.

Planos de saúde registram 47 mil novas adesões em cinco anos

22 de agosto de 2011 0

A pressão sobre o sistema de saúde privado está aumentando em Joinville e há motivo para a maior dificuldade para marcação de consultas em determinadas especialidades, além de mais pessoas nos ambulatórios e prontos-socorros dos hospitais privados.

Nos últimos cinco anos, em levantamento atualizado até março, a cidade ganhou mais 47 mil pessoas com plano de saúde. É quase uma revolução no setor. Nos cinco anos anteriores, entre 2001 e 2006, foram apenas dez mil novos segurados. Os dados são da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Já são 205 mil contemplados com algum tipo de plano de saúde em Joinville.

Se um cidadão é ligado a dois planos, por exemplo, conta duas vezes. Quase 80% dos beneficiários estão ligados a planos coletivos empresariais. O Dona Helena está em expansão e a Unimed prepara ampliação a ser iniciada ainda neste ano.

Justiça manda consertar orelhões

21 de agosto de 2011 0

Em decisão tomada na segunda e divulgada na sexta, a Justiça concedeu liminar ao Ministério Público determinado reparos em telefones públicos de Joinville em até cinco dias. Se a determinação não for cumprida, a operadora de telefonia pode ser multada em R$ 1 mil por dia.

Como a decisão foi tomada em primeira instância, em Joinville, há possibilidade de recurso, o que pode, dependendo da decisão do Tribunal de Justiça, suspender a aplicação. O MP entrou com a ação após receber relatos do Procon sobre centenas de orelhões sem funcionar.

A Promotoria de Defesa do Consumidor queria o conserto de todos os telefones públicos da cidade, mas a Justiça concedeu a liminar apenas para os aparelhos das regiões citadas na ação– que representam boa parte de Joinville. Além de várias ruas da área central, estão na lista os orelhões dos bairros Adhemar Garcia, Aventureiro, Bucarein, Costa e Silva, Floresta e Glória.

Como Joinville lida com seus moradores de rua?

21 de agosto de 2011 0

De uma casa alugada pela Prefeitura de Joinville no Bucarein são promovidas as ações para atendimento da população de rua. É um trabalho formiguinha que até quem trabalha nele sabe das dificuldades de conseguir grandes resultados. “O que podemos assegurar é que dificilmente uma cidade de porte semelhante ao de Joinville tem população de rua tão pequena”, afirma Márcio Sell, coordenador do Porto Seguro, o serviço da Assistência Social para os moradores de rua. O trabalho começa em convencer o cidadão a ser ajudado. Tem quem não queira. Quem quer atendimento, pode ser encaixado em programas do governo federal, como Bolsa-família ou a bolsa para idoso ou deficiente. Três grupos se reúnem semanalmente para terapia. Quem topa é encaminhado para tratamento em comunidades terapêuticas – mais de 90% têm dependência química, do álcool e crack, na maioria – ou tratamento psiquiátrico.

Volta para casa

Todos os meses, em torno de 20 pessoas ganham passagens para voltar para casa, a maioria do interior de Santa Catarina e Paraná. Nem todos tinham virado moradores de rua, mas corriam risco. “Só pagamos a passagem quando contatamos familiares e sabemos que a pessoa será recebida”, diz Sell, consciente de que pode aparecer gente que não precisa. “Tem de evitar turismo com dinheiro público”. Quem ganha uma vez não leva mais.

Como mudou

O perfil da população de rua de Joinville mudou nos últimos 30 anos. Até o final da década de 80, a maior parte de quem vivia – ou passava a maior parte do tempo – nas ruas eram crianças. Engraxates, vendedores de guloseimas e picolés e lavadores de carro, na maioria. Nos anos 90, tudo mudaria. Com o Estatuto da Criança e do Adolescente, começou a mudança cultural: lugar de criança é na escola. Programa municipal também ajudou.

Em torno de 100 nas ruas

Foi caindo a tolerância ao trabalho infantil. Na mesma década, a indústria acelerou a automatização e a terceirização e muita gente foi para a rua. Além do ECA, parte do pessoal demitido se tornaria ambulante (não morador de rua), concorrendo com a criançada. As crianças sumiram. Hoje, em torno de 100 pessoas moram nas ruas de Joinville. O Porto Seguro acompanha quase todos – há os trecheiros, que perambulam de cidade em cidade, difícil de atender.

OAB/Joinville quer união de advogados por mais juízes

19 de agosto de 2011 0

Queixosa com a falta de juízes, em especial substitutos, a OAB de Joinville aponta a necessidade de engajamento de mais advogados na pressão por mais estrutura da Justiça comum na cidade.

Se não for isso, o que não é fácil fica ainda mais difícil.

Estacionamento rotativo deve se informatizar em Joinville

19 de agosto de 2011 0

Hoje será apresentado na Prefeitura de Joinville o projeto de informatização total do estacionamento rotativo de Joinville, explorado por empresa privada, o Cartão Joinville. A implantação, de forma gradativa, começa no dia 3 de outubro e, se tudo der certo, 60 dias depois estará tudo digitalizado. Vai acabar o cartão de papel – quem tem cartões não perderá dinheiro, poderá trocá-los por créditos. As pessoas poderão comprar os créditos do rotativo com o cartão de crédito (ou de débito) em aparelhos semelhantes aos parquímetros, a serem instalados em vários pontos de venda. Também será possível adquirir permissão para estacionar na Zona Azul pela internet e celular. Mesmo no caso da compra com dinheiro, os créditos também são transferidos via on line, digitalizados. De papel, só o recibo.

Via tablet

Um exemplo: o cidadão compra 30 horas em créditos. Um dia tal, estaciona na Zona Azul às 14 horas. Uma monitora, munida de tablet, verifica pela placa se o cidadão tem créditos. Se tem, ela dá baixa de um crédito no sistema. Se não tem, a maquininha imprime uma notificação, semelhante à adotada hoje. Por volta das 15 horas, o tablet avisa à monitora que se passou uma hora. Ela retorna. Se o carro segue lá, outro crédito é baixado.

Onde tem vaga

As cerca de 1,7 mil vagas serão numeradas. No momento em que as monitoras verificam quem está ou não com créditos, o sistema também é alimentado sobre a ocupação das vagas. Assim, será possível acompanhar pela internet, inclusive celular, onde há espaços sobrando. Não haveria nenhuma outra cidade do País com sistema tão informatizado.

A derrota de Carlito Merss

10 de agosto de 2011 0

Estivesse em melhor conta com a cúpula estadual do PT, talvez a ala de Carlito Merss tivesse conseguido expulsar o vereador Adilson Mariano. Mas não deu. O arquivamento do pedido de expulsão feito pelo PT de Joinville a pedido do governo Carlito mostra mais a fragilidade da administração do que a força do vereador. É uma derrota do prefeito.

O PT de Santa Catarina sabia que o arquivamento seria encarado como fracasso de Carlito, mas, apesar dos adiamentos, não achou outro caminho. A cúpula estadual pelo menos criou uma obrigação para Mariano: assinou documento se comprometendo a seguir as orientações do PT de Joinville. O vereador conseguiu uma vitória, mas teve de entregar parte dos anéis para não perder a mão.

Se tiver greve ano que vem, em tese, Mariano não poderá apoiar, por exemplo. Só que para enquadrar o dissidente, o governo Carlito tem de discutir os temas dentro do diretório. Daí sai uma ata para que depois, caso Mariano venha a desobedecer, seja possível tentar a expulsão de novo.

Ninguém consegue governar tendo que toda hora ficar em reunião de partido, se explicando a todo momento. Até porque boa parte das decisões é difícil, não é coisa para votar. Carlito dificilmente se dará ao trabalho de brincar de assembleia só para produzir atas contra Mariano.

No caso da greve dos servidores, cuja participação de Mariano foi a gota d’água para o pedido de expulsão, não houve proibição expressa de participação de petistas. Estava aí a saída técnica para engavetar o pedido de expulsão. Estivesse Carlito muito bem na relação com o PT, Mariano ia para o cadafalso.

A luta sempre continua

O clima de confronto continua. Assim que soube da disposição do PT de Joinville de recorrer a Brasília para tentar a expulsão do vereador, a ala de Mariano começou a preparar nota condenando a iniciativa.

Acij quer permissão para distrito industrial na zona Leste

05 de agosto de 2011 0

Um cinturão industrial ao longo da Dorothóvio do Nascimento é uma das prioridades da Acij. A entidade empresarial quer a transformação da rua paralela à Santos Dumont em distrito industrial pleno, como o existente na zona Norte ou o da Tupy, este de uso exclusivo da fundição. Hoje já existem indústrias e galpões na rua (73 só no trecho entre a Estrada da Ilha e a Tuiuti, mais de 100 ser levado em conta o trajeto até o aeroporto).

Mas com a condição de distrito industrial, mais empresas podem se instalar por causa da redução das restrições. O Ippuj, segundo Udo Döhler, presidente da Acij, é receptivo à ideia. As vantagens estão na localização, proximidade com o aeroporto e núcleos habitacionais por perto (Jardim Sofia e Jardim Paraíso, por exemplo). Se transformado em distrito industrial, também dá para cobrar mais investimentos em saneamento e infraestrutura de mobilidade – seria mais um argumento para a duplicação da Santos Dumont.