Até agora, nada está saindo como o esperado pelos interessados em comandar Joinville a partir de 2013. Embora tenha perdido o PMDB já no início do ano passado, Carlito Merss se ressente até hoje de não conseguir repetir em Joinville a coalizão que uniu petistas e peemedebistas no Planalto. De garantido na aliança petista, só o PP. As demais siglas pretendidas ainda dependem de muita articulação no eixo Joinville-Brasília. Naquele momento em que recebeu de Marco Tebaldi as chaves do carro oficial, Carlito deveria ter em mente uma campanha de reeleição bem diferente. O sonho era o repeteco de 2000 e 2004, quando os então prefeitos de Joinville, bem avaliados, entraram na disputa como favoritos e mataram a parada no 1º turno (a eleição de 2000 foi a primeira a permitir reeleição). Que nada. Como os índices de aprovação nas pesquisas não são os esperados, Carlito fala em “recuperação”, esperança no “reconhecimento” da população por ter colocado a “casa em ordem”, enquanto a agenda deveria ser os grandes planos para o segundo mandato. Os adversários também enfrentam solavancos, embora para Carlito a parada seja mais decisiva. Afinal, é seu governo que está em avaliação.
O único
No mundo perfeito do PMDB, Udo Döhler entraria na campanha a bordo de uma tríplice que traria uma penca de partidos a reboque. A eficiência empresarial para recuperar a grandeza de Joinville seria o carimbo da vitória já no 1º turno. A vida seria mais fácil não só na eleição, mas também no momento de governar.
E os russos?
Mas não traduziram para o cirílico. Colombo pode ter prometido apoio do PSD ao PMDB – e até hoje nunca deu uma só declaração de apoio a Darci de Matos e Kennedy Nunes –, mas os dois deputados não desistem. Para completar, Marco Tebaldi foi despachado da Educação e é mais um do campo da tríplice a entrar no jogo.
Luiz Henrique mantém a placidez de Churchill (no fim, os americanos fazem a coisa certa, depois de tentarem todo o resto) e acha que há tempo para a tríplice. Mas os planos originais previam a tríplice como assunto encerrado neste momento. Já era para Udo estar preocupado somente com as grandes ações administrativas, já formatadas para exibição em seu onipresente tablet.
Mudança de plano
Na segunda passada, Tebaldi anunciava a pré-candidatura dizendo coisas como “não é o dia mais feliz da minha vida”. Não é exatamente um arroubo de entusiasmo. É que Tebaldi preferia ter ficado na Educação, onde poderia abordar a ampliação do ensino técnico e integral, e quem sabe a compra de tablets iguais ao do Udo para os alunos da rede estadual.
No ponto
Mas foi carbonizado na Educação, sendo obrigado a atender a “apelos” para concorrer, inclusive de quem não lhe ajudou a se manter no governo. Tebaldi topou e agora se diz mais maduro. Ele sabe que campanha é um osso duro. Mas comparado com o que vem depois, governar (em caso de vitória) é um filé macio, daqueles temperados na véspera.
“Agora, ninguém me tira”
Imagina-se a felicidade de Darci em 2010. Colombo eleito, candidato à reeleição em 2014, obviamente iria querer ganhar as grandes prefeituras como Joinville. Naquele momento, o candidato do PMDB, vestido com a jaqueta do 15 costurado, era Mariani. Darci estava rodando o programa 1.0. O “Partido da Ilha” já contava com a versão 2.0, cuja tríplice é prioridade.
Aliados pelo caminho
Colombo não parece interessado em candidatura do PSD em Joinville. Até aí, Darci vinha administrando. Mas aí aparece Tebaldi no páreo, liberado justamente por Colombo. Darci tem afinidade com Tebaldi e o eleitorado de ambos é semelhante. O deputado do PSD tem agora de dizer toda hora que “nada muda”, “nada muda”, e que continua candidato. E ainda tem de disputar a indicação com Kennedy. Parecia que seria mais fácil.