Em 2010, depois da retumbante vitória de Colombo em Joinville (68% dos votos válidos, com 52% no Estado), tudo indicava a recomposição da tríplice para a disputa municipal. Afinal, os três partidos estiveram juntos na disputa para governador; e haviam perdido a Prefeitura para o PT em 2008 por terem, entre outros motivos, se dividido. E em 2004, a tríplice manteve a Prefeitura já no primeiro turno.
Pois hoje, menos de dois anos depois, no dia em que PMDB e PSDB deveriam estar juntos para anunciar candidato único, na companhia do PSD – nascido do DEM, os dois partidos farão convenção distantes 9 km. O PSD já lançou Kennedy na quinta. O PSDB confirma Tebaldi hoje, no mesmo horário da definição de Udo pelo PMDB.
Tirando um movimento embrionário de escolher um empresário de consenso, lá em 2010 ainda, e as constantes declarações de LHS e Colombo a favor da aglutinação, nunca houve um esforço forte para reeditar a tríplice. Os peemedebistas tentaram atrair o PSD, seja de forma direta – convite a Kennedy para ser vice – ou indireta, via Colombo.
Nada além disso. Nem quando Tebaldi estava fora do páreo a aliança esteve perto de ser fechada, afinal, ainda eram apenas dois partidos com candidatos. Hoje, com as convenções, será apenas confirmado o fim de uma tríplice que nunca esteve perto de virar realidade. Há algumas semanas, o discurso foi trocado por um vago “estaremos juntos no segundo turno”.



