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Posts de junho 2010

Filme sobre Obama estreia na Indonésia

30 de junho de 2010 0

Um filme sobre a infância do presidente americano, Barack Obama, estreou hoje na Indonésia.

O longa se baseia no livro do codiretor Damien Dematra Obama Menteng Anak (Obama, o filho de Menteng), nome do bairro em que o presidente morou entre 1967 e 1971, com a mãe Stanley Ann Dunham e com o padrasto Lolo Soetoro. 

Segundo Dematra, a intenção era mostrar uma faceta de Obama até agora pouco conhecida pelos americanos. "Queremos mostrar ao mundo que Obama viveu em um ambiente com pluralidade na Indonésia, com diferentes raças e religiões, e que essa experiência fez com que ele se tornasse um grande homem", completou.

O filme, de 100 minutos, foi rodado em cerca de duas semanas e na cidade de Bandung, oeste de Java.

O jovem americano Hasan Faruq Ali, de 12 anos, fez o papel do Obama menino. Nascido no Novo México, Ali viveu alguns anos em Jacarta com os pais. Ele disse que sua principal dificuldade foi o fato de que ele é destro, e Obama, canhoto. Mas, segundo a equipe de filmagens, ele tem o modo de andar e os trejeitos do presidente. A modelo britânica Clara Lachelle interpreta a mãe de Obama.

Ainda não há previsão de estreia para o Brasil.

Pré-estreia de Eclipse foi animada

30 de junho de 2010 5

A noite de ontem foi agitada para quem é fã da saga Crepúsculo. Às 21h já tinha fãs na fila do Shopping Itaguaçu para garantir um bom lugar na sessão de Eclipse.

Cerca de 600 pessoas quase lotaram as duas salas disponíveis para a exibição do filme que, quando começou levou a galera aos gritos e aplausos.

Na fila, tinha as tradicionais fãs adolescentes que amam o triângulo amoroso Edward-Bella-Jacob, as mães que levam os filhos para assistir ao filme, namorados que gostam do romance da história, rapazes que já leram os livros e também adoram os filmes e também os adultos que gostam de acompanhar a série e discutir sobre o enredo e os caminhos que os personagens seguem.

Os fãs da saga Crepúsculo no Shopping Itaguaçu. Foto: Charles Guerra.

Foto: Charles Guerra.

Sinopse: Bella Swan (Kristen Stewart) mais uma vez encontra-se cercada por perigo enquanto Seattle é assombrada por uma série de mortes misteriosas e uma vampira maliciosa continua sua empreitada por vingança. Em meio aos acontecimentos, Bella é forçada a escolher entre seu amor por Edward Cullen (Robert Pattinson) e sua amizade com Jacob Black (Taylor Lautner) – consciente de que sua decisão tem o potencial para dar início a uma guerra entre vampiros e lobisomens.

Bella está relutante com a condição imposta por Edward (de que eles se casem para que seja ele a transformá-la em vampira) e as conseqüências que estas escolhas trarão para ela mesma, sua família e amigos. Enquanto isso... uma guerra está a caminho. Manejando os pontos cegos dos dons místicos da Família Cullen, uma força invisível criou um Exército de Recém-Nascidos – composto por vampiros recém transformados, cuja força, instintos e incontrolável sede de sangue são muito maiores durante os primeiros meses em sua vida sobrenatural.

Clique aqui e veja a galeria de fotos

Veja o vídeo abaixo:

Entrevista com Marcos Strecker

30 de junho de 2010 0

O jornalista Marcos Strecker acompanha a carreira de Walter Salles desde o começo. Por isso, ele resolveu lançar esse ano uma cinebiografia do cineasta brasileiro. Dividido em seis capítulos, Na Estrada - O Cinema de Walter Salles conta histórias da infância de Walter e sua família, como ele se tornou cineasta, faz uma análise de seus filmes, traz informações sobre o próximo projeto de Walter - a adaptação do livro On The Road -, e ainda traz uma conversa entre Marcos, Walter e Wim Wenders, além de 18 artigos de Walter escritos para a Folha de São Paulo.

Como publicado no Diário Catarinense de hoje, aqui vai a íntegra da entrevista que fizemos com Marcos:

Sala De Cinema - O livro traz um pouco da biografia de Walter, sua filmografia comentada, artigos do cineasta e até uma entrevista com Wim e Walter. Como você define o livro; uma biografia, uma cinebiografia? E como decidiu estruturá-lo desta forma?

Marcos Strecker _ Na Estrada é um livro sobre a obra Walter Salles, que é um cineasta do mundo. Mas para escrever sobre o seu cinema, era necessário também falar sobre sua origem, sobre sua vida e seus valores. Por isso eu falo sobre sua infância e adolescência, sobre a paixão pelo automobilismo, que pouca gente conhece, por exemplo. Não é uma biografia no sentido tradicional. Apesar de ser uma figura pública, filho de embaixador e Ministro da Fazenda, o Walter vem de uma família que sempre cultivou a discrição. Eu explico o cinema pela vida, mas também tento explicar porque filmes como Diários de Motocicleta e Central do Brasil são tão importantes. Por isso acho que a expressão cinebiografia define bem o livro.

SDC _ Como foi conviver com Walter e transpor um pouco de sua vida para o livro?

MS - O Walter foi muito generoso, aceitou compartilhar comigo seus projetos e seus roteiros. Poucos cineastas com a sua importância e em plena atividade, prestes a fazer um filme tão importante em escala mundial como On the Road, aceitam compartilhar assim seu processo criativo. Acho que isso mostra um pouco sua generosidade. Conheci o Walter antes dele lançar seu primeiro longa, A Grande Arte, na virada dos anos 1980 e 1990, e desde então fiz várias entrevistas com ele e com pessoas que se ligam ao cinema dele direta ou indiretamente. Temos influências comuns, incluindo cineastas como Antonioni, Wim Wenders e o brasileiro Mário Peixoto. Isso tornou nosso diálogo mais fácil, mesmo para abordar aspectos mais pessoais.

SDC - Na entrevista que participa Wim, vocês conversam sobre roteiro, processo de filmagens, road movies... é uma verdadeira aula sobre cinema. Como foi para você a experiência de ter conversas com dois grandes cineastas?

MS - Foi fantástico. Eu já admirava o Wim Wenders, um cineasta que redefiniu o cinema nos 1980, antes de conhecer o Walter, que também gostava da sua obra. Com o tempo, o Walter não só se tornou um grande amigo do Wim Wenders como também foi influenciado por ele em filmes como Terra Estrangeira e Central do Brasil. Wenders é um grande cineasta de road movies, os filmes de estrada, um gênero que também explica algumas das obras mais importantes do Walter, como esses dois filmes que eu citei. Foi um privilégio conversar de forma franca com o mestre e seu 'pupilo', que também se tornou um grande cineasta...

Walter Salles durante as filmagens de Abril Despedaçado. Foto: Walter Carvalho/divulgação.

SDC - Dentre tantos cineastas hoje no Brasil, o que tornou Walter um dos cineastas mais reconhecidos da Retomada, ganhando destaque internacional logo no início da carreira?

MS - Pela ousadia, por ter sido diretamente influenciado por cinematografias elegantes e inovadoras de diretores como Antonioni e Mário Peixoto, pelo talento conciliador e por ter uma paixão profunda pelo Brasil humano e profundo. Walter não gosta de assumir o papel de porta-voz de nenhum grupo ou movimento, nem faria sentido, mas é o líder discreto do cinema brasileiro contemporâneo.

SDC - Por ter vivido na França na década de 1960, com o começo da Nouvelle Vague, Walter acabou sendo mais influenciado pelo cinema europeu do que pelo brasileiro?

MS - Acho que isso é claro para quem analisa sua filmografia. Mas ele conhece profundamente o cinema brasileiro, e soube abraçar toda a geração do Cinema Novo, de quem é grande amigo. O Nelson Pereira dos Santos, por exemplo, é muito importante para sua carreira. E o Walter é diretamente influenciado pelo Mário Peixoto, que fez o clássico Limite, na década de 1930.

SDC - Ao distanciar-se do estilo de Glauber Rocha, você acha que Walter criou um estilo, uma linguagem própria em seus filmes?

MS - Não acho que ele teve a intenção deliberada de se afastar de autores como o Glauber Rocha, que foi o mais brilhante do Cinema Novo. Mas o Walter criou uma linguagem própria e autêntica ao traduzir para o universo brasileiro, cinematografias modernas e inovadoras do exterior, como a do Wim Wenders, e não seguiu o que se fazia aqui. Walter reelaborou o que viu no exterior e transformou em algo profundamente brasileiro, como faziam os modernistas. O Walter, aliás, é produtor atualmente do filho do Glauber, o Erik Rocha, o que mostra seu respeito por grandes nomes que marcaram o cinema brasileiro.

SDC - No livro fica explícito que os filmes de Walter, de uma maneira ou de outra, tem uma relação entre si, são interligados, seja por temas, personagens ou situações por que passam. Você acha que é algo pensado previamente, que acaba criando um histórico de filmografia mais "unida" na carreira do diretor? Isso acontece com todos os cineastas?

MS - Acho que isso mostra coerência, que o Walter está se aprofundando em temas que são importantes para ele. É natural em cineastas que fazem uma obra autoral, independente. Não é o que acontece com diretores de filmes comerciais, de encomenda, por exemplo.

Walter com Daniela Thomas, que trabalhou com ele em vários filmes. Foto: divulgação.

SDC - Por que Coppola acabou escolhendo Walter, um brasileiro, para fazer um filme que parece ser tão complexo como On the Road, sendo necessário conhecer bem a cultura e a geografia estadunidense, e sendo que o próprio Coppola desistiu de filmar?

MS - Quando o Coppola comprou os direitos do filme, em 1979, talvez fizesse um filme muito inovador e revolucionário, como foi seu cinema na época. Mas as condições do cinema mudaram desde então, assim como mudou Coppola, apesar de se manter um grande gênio do cinema que é. Foi o talento, a seriedade e a coerência que Walter mostrou em Diários de Motocicleta que levou ao convite para dirigir On the Road. É um livro transgressor, sobre filhos de imigrantes que desejavam viver intensamente. Acho muito significativo que um brasileiro tenha sido escolhido para traduzir essa obra tão importante para a sociedade americana. Talvez os EUA da era Obama estejam mais preparados para enxergar esses personagens não conformistas, que vivem à margem do sonho americano.

SDC - Wenders fracassou, por diversas razões, ao fazer Hammet, que também foi produzido por Coppola. O que você acha que fará Walter criar um On the Road à altura do livro? Qual sua expectativa?

MS - Às vezes é necessário passar por um fracasso para aprender o caminho do sucesso. Acho que a dificuldade de Hammett tornou Coppola com o tempo um produtor mais sensível, mais aberto. Paradoxalmente, isso e a dificuldade de financiamento com a crise financeira de 2008 podem beneficiar Walter agora, fazer com que realize um filme mais ousado, autoral. Vai ser um filme menos 'caro', mas vai ser mais autêntico. Coppola entendeu isso e o apoiou. Tenho as melhores expectativas para o On the Road de Walter.

SDC - O Brasil está no auge de sua produção cinematográfica? Como você vê o cenário e o próprio público brasileiro de hoje em relação ao cinema? Ainda é muito dependente do cinema norte-americano?

MS - Não acho que está no auge, mas vejo trabalhos muito interessantes de diretores como Karïm Ainouz e Marcelo Gomes, não por acaso autores cuja obra dialoga muito com o cinema do Walter. E José Padilha, por exemplo, é um cineasta muito inteligente ao confrontar as contradições da nossa sociedade. O fato de ele e o Fernando Meirelles receberem convites para filmar no exterior mostra que nosso cinema amadureceu muito. O público gosta de entretenimento, claro, mas também respeita quando um filme autoral discute com inteligência nossos problemas, como aconteceu com Central do Brasil, que foi um enorme sucesso de público.

SDC - O que falta para o Brasil para ter uma cultura e uma produção mais forte de cinema?

MS - Diretores talentosos, produtores mais ousados, apoio para a distribuição e para o circuito exibidor.

Hoje é dia de Eclipse

29 de junho de 2010 0

E finalmente chegou o dia para galera que é fã de Edward Cullen, Bella Swan, Jacob... seus amigos e inimigos.

Para quem é fã dos livros, não há nada de novo na história (até porque a galera já sabe até o final de Amanhacer). Mas o pessoal adora os vampiros e lobisomens e os efeitos especiais na telona dos cinemas.

O último livro escrito por Stephanie Meyer, Amanhecer, será lançado em duas partes: a primeira, em 2011, e a segunda em 2012.

Veja o trailer do filme que estreia hoje:

Assista aos trailers dos dois últimos filmes:

Trailer de Tropa de Elite 2

29 de junho de 2010 1

O site UOL divulgou hoje o primeiro trailer do filme Tropa de Elite 2, que tem previsão de estreia para 8 de outubro deste ano.

Na continuação do filme de 2007, 15 anos se passaram e Nascimento (Wagner Moura) enfrenta um novo inimigo: as milícias. Ao bater de frente com o sistema que domina o Rio de Janeiro, ele descobre que o problema é muito maior do que imaginava. E ele ainda precisa equilibrar o desafio de pacificar uma cidade ocupada pelo crime com o sequestro do filho adolescente. Quando o universo pessoal e o profissional de Nascimento se encontram, o resultado é explosivo.

O roteiro é Bráulio Mantovani. Argumento de José Padilha, Rodrigo Pimentel e Bráulio Mantovani. Direção de José Padilha. No elenco, Wagner Moura, André Ramiro, Milhem Cortaz, Seu Jorge, Maria Ribeiro, entre outros. 

Acompanhe o blog oficial do filme: www.tropa2.com.br.

Assista ao 1º trailer de Harry Potter e as Relíquias da Morte

28 de junho de 2010 1

Foi divulgado hoje à noite o 1º trailer oficial do filme Harry Potter e as Relíquias da Morte: parte 1, longa baseado no último livro da série que consagrou a escritora inglesa J. K. Rowling.



O livro Harry Potter e as Relíquias da Morte será dividido em dois filme. O primeiro tem previsão de estreia para 19 de novembro deste ano, e, o segundo, para 15 de julho de 2011. Os dois vão ser lançados em 2D e 3D.

Na história, os amigos Harry, Hermione e Rony estão à procura das Horcruxes - sete objetos feitos e magia negra e que, destruídos, podem matar Lord Valdemort, o vilão da trama.

E aí, será que vai agradar os fãs da série?

Promoção relâmpago

28 de junho de 2010 1

Up: e o vencedor foi Eduardo Rios.

Temos um par de ingresso do Arcoíris Cinemas, para quem quiser ver um filme no Shopping Itaguaçu.

Para isso, ainda no clima de Eclipse, o primeiro a responder corretamente à pergunta abaixo leva o par de ingressos:

Em qual filme a atriz Kristen Stewart vai atuar sob direção do brasileiro Walter Salles?

Obs: os ingressos são válidos somente para hoje ou amanhã.

Confira os vencedores da promoção Eclipse

28 de junho de 2010 0

A galera foi criativa e participou em peso da promoção feita pelo Sala De Cinema. Confira os vencedores que levaram um ingresso para assistir a Eclipse no Cinesystem:

Anir Klingelfus - Florianópolis

Frase: Se eu fosse mordida por um vampiro, imaginaria que estava sendo mordida pelo Edward. Aí, diria para que me mordesse muito va-ga-ro-sa-men-te para ter tempo de curtir o cheiro, a sensibilidade e a delícia de vampiro que ele é. Afinal ele é gatíssimo!!!

Flávia Feltrin - Florianópolis

Frase: Após a minha transformação, eu voaria pelo oceano atlântico, como o Edward fez com a Bela pela floresta, até a Africa do Sul para ver o Brasil na final.

DANIELLE ISIS M G DIAS - São José 

Frase: CORRERIA DIRETO A BRASILIA (DF) PARA MORDER O LULA E VER SE ELE TOMA VERGONHA NA CARA E PENSA NA NOSSA EDUCAÇÃO QUE ESTA TENEBROSA.

Marcello Sadler - Florianópolis

Frase: Iria correndo o mais rapido possivel até o prédio da minha namorada, daria um salto até a janela do quarto dela e morderia ela para que vivessemos juntos para toda eternidade, depois disso conheceriamos o mundo com a ajuda de nossos poderes.

Taimara Netto - Palhoça

Frase: Veria o Crepúsculo invadir a minha vida ao ficar longe do meu amado por medo de machucá-lo hipnotizada pelo cheiro de seu sangue. Quando revelado meu segredo, viveria na esperança de um amanhecer sublime, onde poderemos seguir para uma eternidade, na certeza de que todos ouvirão falar de nós dois.

Tudo Pode Dar Certo por Alícia Alão

28 de junho de 2010 1

A colega Alícia Alão, da editoria de Economia do DC, assistiu à Tudo Pode Dar Certo e escreveu um comentário para o Sala de Cinema.

Divulgação

A comédia que funciona

O novo filme do Woody Allen, em cartaz nos cinemas de Santa Catarina, é uma delícia de assistir. Whatever Works - título que foi traduzido para Tudo Pode Dar Certo - atrai para as salas de cinema um público tão heterogêneo quanto jovens intelectuais, senhoras com jeito de avós, adolescentes barulhentos, casais, adultos solitários... Allen volta a filmar em Nova York, sua cidade Natal, depois de dois trabalhos na Europa. Seu olhar revela detalhes que ficam escondidos dos cartões postais. É curioso ver ângulos diferentes das famosas pontes, ruas pacatas da metrópole e bairros asiáticos.

A comédia conta a história de um senhor, Boris, já sexagenário, mau humorado e cheio de manias. As cenas em que lava as mãos cantando "parabéns à você" são hilárias e lembram Jack Nicholson em Melhor Impossível. Mas as semelhanças param por aí. A mente criativa de Allen consegue inventar um doido todo peculiar, que reclama da vida e dos humanos, se acha um gênio por ter quase levado um prêmio Nobel de Física, mas que mantém o sorriso e uma ironia fina sem igual.

Boris tem uma rotina tranquila, conversa com amigos num boteco de rua e dá aulas de xadrez para crianças, sem demonstrar o menor talento ou sensibilidade pra ensinar qualquer coisa. Até que aparece à sua porta uma jovem de 21 anos, toda suja, pedindo abrigo. Meio a contragosto, ele permite que a garota do Mississipi fique por uns dias até que ela arrume um emprego. Boris logo percebe a ingenuidade e as limitações intelectuais da menina do interior e começa a despejar suas teorias, talvez para força-la a afastar-se. Mas ela toma gosto pelo conhecimento e, não só aprende, como começa a repetir ideias como a finitude das coisas, a velocidade da luz, o caráter desprezível do ser humano etc. Ela o faz muitas vezes fora de contexto, o que dá mais graça às cenas.

Em princípio incomodado, o sessentão passa a afeiçoar-se à menina. Até que ela se declara apaixonada por ele. Boris a repele, no início, mas depois decide casar-se com ela, apesar do abismo de diferenças entre ambos. Eles vivem bem, até que a mãe dela aparece. Daí para frente, seria covardia contar a história, que não para de surpreender e fazer rir. O texto é ótimo e faz valer a pena assistir o filme outras vezes, caso alguma piada ou teoria tenha passado despercebida. A trilha sonora é classuda como o gosto apurado de Allen, só jazz e música clássica. As piadas com judeus e o mundo das artes - e dos artistas - novaiorquinos não ficam de fora. As atuações estão afinadas, mas a de Larry David, que faz Boris, é insuperável. Ele é o único personagem que olha para a câmera e, inclusive, faz referência às pessoas que estão sentadas assistindo ao filme. Isso lhe dá onisciência da situação e confirma a condição de "gênio" do personagem. Boris tem muito de Allen e não raro, parece o próprio diretor conversando com sua audiência.

Jogo da Copa muda horário da Mostra de Cinema Infantil

25 de junho de 2010 0

Na próxima segunda-feira, o 3º Fórum de Cinema e Educação discute Cinema e Educação - Pesquisa e Experiências, em dois momentos: na primeira mesa, às 9h, com Rosa Maria Bueno Fischer (UFRGS), José de Sousa Miguel Lopes (UEMG/UEM-Moçambique) e Monica Fantin (USFC), sob a mediação de Gilka Girardello. Das 10h às 11h, Milene Gusmão apresenta a experiência da Rede Latinoamericana de Educação, Cinema e Audiovisual e Wagner Merije os resultados do projeto Minha Vida Mobile (MVMob), que dá oficinas a estudantes para estimular a produção de vídeos com o celular e estimula a sua utilização como ferramenta de apoio pedagógico.

Em seguida ocorre o lançamento de duas publicações do Centro de Ciências da Educação (CED) da Universidade Federal de Santa Catarina: Práticas culturais e consumo de mídia entre crianças, organizado por Gilka Girardello e Monica Fantin, e o dossiê Educação, Comunicação e Tecnologia, organizado por Monica Fantin, Gilka Girardello e Elisa Quartiero para a Revista Perspectiva.

Além da programação adulta, a 9ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis prossegue até 1º de julho no Teatro Governador Pedro Ivo com bate-papos com atores e diretores, oficinas, exposição de fotografias, videoteca, sala de leitura (da Biblioteca Barca dos Livros), apresentações musicais e mostras itinerantes pelos bairros da capital e da região metropolitana de Florianópolis.

Informações sobre a programação no site www.mostradecinemainfantil.com.br.