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Posts de março 2012

Fúria de Titãs 2 injeta ação na estreia desta sexta nos cinemas de SC

30 de março de 2012 1


O filme Fúria de Titãs 2, que estreia nesta sexta, relata a história de Perseu (Sam Worthington) -semideus filho de Zeus (Liam Neeson) -, que uma década após ter derrotado heroicamente o monstro Kraken, tenta levar uma vida mais tranquila como pescador e pai de Helio, um menino de 10 anos.

Enquanto Perseu muda os rumos dos seus dias, uma luta pela supremacia surge entre os deuses e os Titãs. Perigosamente enfraquecidos pela falta de devoção dos humanos, os deuses estão perdendo o controle sobre os Titãs encarcerados e sobre seu feroz líder, Cronos, pai dos irmãos Zeus, Hades (Ralph Fiennes) e Poseidon (Danny Huston), há muito no poder.

O triunvirato havia derrubado seu poderoso pai há muito tempo, deixando-o apodrecer no sombrio abismo do Tártaro, um calabouço que fica nas profundezas do cavernoso submundo. Perseu não pode ignorar sua verdadeira vocação quando Hades, juntamente com o filho divino de Zeus, Ares (Edgar Ramírez), quebra sua lealdade e faz um acordo com Cronos para capturar Zeus.

A força dos Titãs aumenta ainda mais quando os poderes divinos restantes de Zeus são desviados e o inferno é desencadeado na Terra. Com a ajuda da rainha guerreira Andrômeda (Rosamund Pike), do filho semideus de Posseidon, Agenor (Toby Kebbell), e do deus caído Hefesto (Bill Nighy), Perseu embarca bravamente em uma perigosa busca no submundo para derrotar os Titãs e salvar Zeus e a humanidade.

Jonathan Liebesman (Invasão Mundial: Batalha de Los Angeles) dirige o filme a partir do roteiro de David Leslie Johnson, Dan Mazeau e Steven Knight, da história de Greg Berlanti, David Leslie Johnson e Dan Mazeau, baseado nos personagens criados por Beverley Cross. O filme é produzido por Basil Iwanyk (Atração Perigosa), que também produziu o antecessor Fúria de Titãs, e por Polly Cohen Johnsen (Como Cães e Gatos: A Vingança de Kitty Galore).


Crítica de A Dançarina e o Ladrão (El Baile de la Victoria)

30 de março de 2012 7

Um filme com vários clichês pode ser bom? Vai depender de como a história é conduzida, dos atores e, claro, de um roteiro sem nenhum grande absurdo pelo caminho. A Dançarina e o Ladrão (El Baile de la Victoria) foi atacado por parte da crítica internacional por ter muitos clichês. Apesar deles - ou inclusive por eles -, o filme demonstra o talento do espanhol Fernando Trueba em contar uma história sobre as possibilidades que todos deveriam ter de recomeçar a própria vida. Esta produção fala também sobre redenção, a descoberta do amor nos locais mais improváveis e sobre a (parece cada vez mais) difícil arte de sonhar.

A HISTÓRIA: Dois olhos castanhos olham em direção à Cordilheira dos Andes. Algo levanta poeira, ao longe, e a dona dos olhos castanhos parece agitar-se. A câmera sobe até o céu e retorna mostrando a cidade de Santiago do Chile. Uma notícia na rádio informa que o novo governo promulgou uma anistia para os presos do país, libertando todos que tivessem cumprido dois terços de suas penas e que não tivessem sido condenados por assassinato. Entre os que seriam soltos estava uma "lenda do crime", o ladrão especializado em roube de cofres Nicolás Vergara Grey (Ricardo Darín).

Mas a história vai centrar-se mesmo em um anistiado menos conhecido, o jovem Ángel Santiago (Abel Ayala) que, logo que sai da cadeia, encontra a apaixonante Victoria Ponce (Miranda Bodenhofer). A história destes dois e mais a de Vergara Grey será entrelaçada em um conto sobre as mudanças ocorridas no Chile após a ditatura de Pinochet.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu ao filme A Dançarina e o Ladrão): Como recomeçar a vida quando todas as portas parecem estar fechadas? Que chances dois ex-presidiários tem de serem respeitados e amados? Estas são duas perguntas levantadas por A Dançarina e o Ladrão. Mas o filme não fala apenas da dificuldade de dois indivíduos em se reerguerem, mas do desafio de toda uma nação para começar a dar os primeiros voos após um longo período de ditadura.

O roteiro do trio formado pelo diretor Fernando Trueba, de Jonás Trueba e de Antonio Skármeta é inspirado na obra homônima do escritor chileno lançada em 2003. Não li o livro de Skármeta, por isso não sei até que ponto o filme segue com fidelidade o original. Mas posso dizer que o diretor e os roteiristas acertaram na dosagem do drama, da comédia e da "aventura" nesta produção.

As histórias paralelas e intercaladas dos personagens de Vergara Grey e de Ángel mantêm o interesse do público até o final. Trueba não se preocupa em acelerar a narrativa, e nem cede ao estilo de um filme policial. Ele prefere equilibrar o drama dos dois ex-presidiários na busca por novas rotas na vida ao mesmo tempo que mostra o lirismo da dança e do talento de uma garota que plasma a dor provocada pela ditadura chilena.

(SPOILER - não leia se você não assistiu ao filme). Não é por acaso e nem forçada a mudez traumática da personagem Victoria. Toda a odisseia envolvendo a garota, que dá título ao filme, na busca por uma oportunidade, de leveza e da própria "voz" resume a própria trajetória do país, que deve buscar os caminhos para encontrar o "gosto" pela vida novamente. Também não é à toa o pulso cicatrizado de Victoria, e o amor que ela sente por um garoto como Ángel. O condor macho do final, símbolo clássico da liberdade, também não aparece por acidente.

Aliás, cada parte de A Dançarina e o Ladrão é bem planejado. Eis um filme inteligente, e que não pensa duas vezes em abrir espaço para cenas plasticamente bonitas. Alguns podem ficar irritados quando Ángel sai cavalgando pela cidade. Eu achei lindo. E a reação das pessoas enquanto ele passava, de espanto e resistência, mostra como ninguém hoje parece estar aberto para o inusitado e para as belas surpresas que a vida pode nos trazer - ainda mais em cenários de dureza, como os dos centros urbanos.

Depois, claro, há uma explicação para o apreço de Ángel por aquele cavalo. Algo até dispensável - a explicação, me refiro. Mas que pode agradar às pessoas que precisam sempre de uma saída lógica para tudo que veem pela frente. O trio de protagonistas luta por uma oportunidade. E por suas próprias paixões.

Vergara Grey tem frustrado o sonho de resgatar o afeto familiar. E o que fazer quando o que você mais queria retomar não existe mais? Para alguns, isso pode significar o fim da linha. Mas a história de amor até certo ponto pueril de Ángel e Victoria faz o veterano ícone da bandidagem rever a sua própria história, quando ela ainda não estava falida. (continua... para ler, clique abaixo)

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O que os mestres andam aprontando (parte 1)

29 de março de 2012 1

Uma das qualidades de Hollywood é encontrar e evidenciar o trabalho de grandes diretores, sejam eles oriundos dos Estados Unidos ou de outras partes do globo e importados para a principal indústria cinematográfica mundial.

Nos últimos 30 anos, alguns diretores ficaram conhecidos por forjarem ótimos clássicos modernos.

Mesmo com tantos bons diretores surgindo a cada ano, nunca é demais saber o que estes mestres andam aprontando. Até para saber se vale ou não continuar seguindo-os e pagando os ingressos por seus filmes. Nesta primeira parte, focamos diretores que foram responsáveis por alguns dos grandes filmes da década de 1980:


Martin Scorsese: um dos diretores mais conhecidos de Hollywood, vencedor do Oscar de Melhor Diretor por Os Infiltrados e indicado ao prêmio em outras seis ocasiões como diretor, outras duas como roteirista e mais uma como produtor, Scorsese tem dois filmes em fase de pré-produção e um terceiro anunciado. Os dois que já tiveram os orçamentos aprovados devem estrear em 2013.

São eles: The Wolf of Wall Street, baseado na biografia de Jordan Belfort, conta a história de um corretor da bolsa de Nova York que se recusa a cooperar em um caso de fraude e corrupção. O filme será estrelado por Leonardo DiCaprio. Silence, um drama histórico ambientado no século 17 que conta a história de dois padres jesuítas que enfrentam perseguição e violência quando eles viajam para o Japão. No elenco, estariam Daniel Day-Lewis, Gael García Bernal e Benicio Del Toro. Scorsese também assumiria a cinebiografia de Frank Sinatra, sem data para ser filmada ou lançada, e que tem o título provisório de Sinatra.


Steven Spielberg: ele leva vantagem, se comparado com Scorsese, porque tem três estatuetas em sua prateleira. Duas como diretor, por A Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan, e uma como produtor de A Lista de Schindler. Ainda ganhou um prêmio Irving G. Thalberg, também entregue pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood em 1987. Atualmente, ele está trabalhando na finalização de um filme e na pré-produção de outro.

São eles: Lincoln, previsto para ser lançado nos cinemas ainda este ano, e que conta a história do ex-presidente dos Estados Unidos, um ícone na história do país, especialmente por suas ações durante a Guerra Civil. Interpreta Abraham Lincoln o ator Daniel Day-Lewis. Além dele, faz parte do elenco desta superprodução os atores Joseph Gordon-Levitt, Tommy Lee Jones, James Spader, entre outros. Em seguida, o diretor começaria a trabalhar em Robopocalypse, uma ficção científica com estreia prevista para 2013 e que se debruçaria sobre uma revolta de robôs.



Ridley Scott: indicado a três Oscar's nos últimos 20 anos e vencedor de outros 13 prêmios, o diretor de Gladiador, O Gângster e Rede de Mentiras está finalizando um filme e foi confirmado como diretor de uma outra produção, que ainda começará a ser filmada.

Ele está dando os últimos retoques em Prometheus, uma ficção científica que trata tanto da origem quanto do possível fim da Humanidade. No elenco, Michael Fassbender, Charlize Theron, Guy Pearce, entre outros.

Depois, Scott vai dirigir The Counselor, que conta a história de um advogado que se envolve com o tráfico de drogas. O filme, com estreia prevista para 2013, será estrelado por Fassbender, e há rumores que Natalie Portman, Jeremy Renner e Javier Bardem também poderiam integrar o elenco.



Oliver Stone: vencedor de três Oscar's, sendo dois como diretor, por Platoon e Nascido em 4 de Julho, e um como roteirista, por O Expresso da Meia-Noite, Stone está finalizando Savages, um filme que conta a história de dois homens que resolvem enfrentar o cartel mexicano depois que a namorada que eles "compartilham" é sequestrada pelos bandidos.

No elenco, Taylor Kitsch, Aaron Johnson, John Travolta, Blake Lively, Salma Hayek, Uma Thurman, Emile Hirsch, Benicio Del Toro, entre outros. A previsão de estreia nos Estados Unidos é para o dia 6 de julho.



Joel e Ethan Coen: os irmãos, vencedores de quatro Oscar's (três pelo filme Onde os Fracos Não Tem Vez, pelos quais ganharam como produtores, diretores e roteiristas; e mais o prêmio de roteiristas por Fargo), estão filmando Inside Llewyn Davis, uma produção focada em uma cantora e compositora que percorre o cenário musical de Nova York e, mais especificamente, da folk music nos anos 1960. À frente do elenco, a atriz Carey Mulligan. E ao lado dela, nomes como Garrett Hedlund, Justin Timberlake, John Goodman, Oscar Isaac, entre outros.

Jogos Vorazes, o primeiro blockbuster de 2012

26 de março de 2012 1

Logo mais, teremos um novo filme do Batman estreando nos cinemas - Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge tem previsão de estrar em julho. Mas enquanto ele não surge, o primeiro blockbuster (arrasa-quarteirão) do ano surgiu com uma levada na medida para agradar aos fãs de Harry Potter.

Jogos Vorazes (The Hunger Games) mostrou, mais uma vez, que os filmes de fantasia são os que interessam para o público dos Estados Unidos - e, por contaminação, para as audiências do restante do globo.

A produção, que estreou sexta-feira, conseguiu impressionantes US$ 155 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos até domingo. Esta foi a terceira melhor estreia da história.

Adivinhem atrás de quem Jogos Vorazes ficou?

O campeão na arrecadação das bilheterias em um final de semana de todos os tempos foi o filme Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2, que estreou em 2011 e faturou, nos três primeiros dias em cartaz, quase US$ 169,2 milhões.

O segundo colocado como arrasa-quarteirão foi Batman - O Cavaleiro das Trevas, que estreou em 2008 e faturou, no primeiro final de semana em cartaz nos Estados Unidos, pouco mais de US$ 158,4 milhões.




A atriz Jennifer Lawrence, indicada ao Oscar por Inverno da Alma, é a protagonista de Jogos Vorazes




Jogos Vorazes não custou barato. As estimativas é que as produtoras Lionsgate, Ludas, Color Force e Larger Than Life tenham gasto aproximadamente US$ 100 milhões. Mas pelo andar da carruagem, o filme deverá lucrar mais que o dobro do que custou.

Enquanto o filme dirigido por Gary Ross (de Seabiscuit - Alma de Herói e A Vida em Preto e Branco) e estrelado por Jennifer Lawrence, Liam Hemsworth, Stanley Tucci, entre outros, faz todo esse sucesso, a produção John Carter - Entre Dois Mundos, da Disney, revela-se um dos grandes fracassos do ano. Alguns ousam dizer, de todos os tempos.

O filme, que teria custado cerca de US$ 250 milhões - uma vez e meia mais que Jogos Vorazes -, arrecadou pouco mais de US$ 62,3 milhões desde que estreou, no dia 9 de março. Ruim, muito ruim.




Jennifer Lawrence empunha uma das armas utilizadas na disputa entre jovens mostrada pelo filme




Jogos Vorazes é uma adaptação do best-seller homônimo de Suzanne Collins, lançado nos Estados Unidos em 2008, primeira parte de uma trilogia. A história se passa em um mundo pós-apocalíptico dividido em 12 distritos e que promove, todos os anos, um jogo mortal com jovens que é transmitido pela TV.

Com os US$ 155 milhões arrecadados no último final de semana, Jogos Vorazes desbancou as bilheterias de estreia de filmes como Homem-Aranha 3 (US$ 151,1 milhões), A Saga Crepúsculo: Lua Nova (US$ 142,8 milhões), A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1 (US$ 138,1 milhões), Piratas do Caribe: O Baú da Morte (US$ 135,6 milhões), Homem de Ferro 2 (US$ 128,1 milhões), Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 (US$ 125 milhões) e Shrek Terceiro (US$ 121,6 milhões).

O que todos eles tem em comum? Uma forte carga de fantasia e pouca relação com o "mundo real", ou dramas mais realísticos, pelo menos. Sinal que as pessoas, cada vez mais, procuram o cinema para se divertirem e sonharem.

Veja, a seguir, o trailer da produção:

Hollywood destrinchada: entrevista com o diretor Heitor Dhalia, de 12 Horas (Gone)

23 de março de 2012 0

O lançamento do filme 12 Horas (Gone) na última terça-feira, em São Paulo, produção que marca a estreia do brasileiro Heitor Dhalia em Hollywood, foi marcada por longos discursos do diretor.

Falante e apreciador do hábito de pontuar sua fala com referências variadas, Dhalia justificou porque não conseguiu imprimir a sua marca nesta nova produção.

Conhecido por um cinema autoral, Dhalia comparou o seu novo trabalho com o de um matador de aluguel, que sente algum prazer em apertar o gatilho, mas que não tem o mesmo gozo que um serial killer.

Segundo ele, o caminho para 12 Horas começou em 2004, quando o primeiro filme do diretor (Nina) foi premiado no Festival de Moscou e o também diretor André Ristum, amigo de Dhalia e finalizador da produção, foi procurado por agentes que representam artistas da área de Moscou e de Los Angeles.

"Naquela época, eu pensei: vou conquistar, ao mesmo tempo, a União Soviética e os Estados Unidos. Em uma tacada só", contou Dhalia.

O diretor resolveu viajar para Los Angeles, para fazer o primeiro contato com os representantes, e sentiu que não avançaria nos Estados Unidos porque não sabia falar inglês.

Voltando para o Brasil, ele começou um curso intensivo, estudando o idioma por seis dias na semana. Na sequência, ele iniciou os estudos de dramaturgia, que prosseguem até hoje.

"Essa foi uma ferramenta que ajudou a mudar a minha perspectiva no processo de fazer cinema. Você ganha ou perde o jogo na dramaturgia, porque é daí que saem todos os argumentos que um filme precisa para existir", opina.

Enquanto avançava com os estudos, Dhalia passou a viajar mais para Los Angeles para conhecer pessoas da indústria do cinema. Ele considera que passou realmente a chamar a atenção dos agentes com o lançamento de seu segundo filme, O Cheiro do Ralo, selecionado para o Festival de Sundance.

"Naquela época, entrei na maior agência de representação de talentos dos EUA. Mas o filme era muito pequeno para aquele jogo. As pessoas gostavam muito de O Cheiro do Ralo, mas para a indústria ele não dizia nada", avalia Dhalia.

Para o diretor, o filme era muito indie e não inspirava os produtores a pensar que o diretor teria capacidade de fazer um filme maior, que tivesse um diálogo mais próximo com o grande público. Mas Dhalia se sentiu mais próximo da indústria de Hollywood e de compreendê-la.

"Fui cada vez mais me submetendo a projetos (que estavam em estudo em Hollywood). Porque, na verdade, Los Angeles é um grande cassino, uma grande bolsa de valores do cinema, com muita especulação e um jogo de sobe e desce de ações no qual você nunca entende direito o que está acontecendo", conta.

Neste sistema complexo de risco para a produção de filmes, Dhalia ganhou mais pontos quando lançou, em 2009, no Festival de Cannes, o seu filme mais internacional: À Deriva. Segundo o diretor, a partir daí, surgiram vários convites e ofertas para fazer filmes nos EUA.

"(Houve) coisas mais especulativas e coisas mais concretas".

Um contato que ele fez em Sundance fez Dhalia assinar o primeiro contrato para um filme em Hollywood, um thriller de espionagem chamado April 23, planejado pela Lakeshore Entertainment. Mas o projeto não decolou. Depois, Dhalia foi chamado para um projeto da produtora Summit, que acabou não vingando também.

"Depois, as duas se juntaram e surgiu o projeto de 12 Horas. Antes disso, flertei e fui considerado para outros projetos, como uma biografia do Scott Fitzgerald e um filme de guerra sobre o ouro nazista que foi transportado de Berlim para Stuttgart. Na verdade, teve vários projetos interessantes, mas que são superdifíceis de financiar".

Até que surgiu 12 Horas, um filme que conseguiu ser pago, segundo Dhalia, apenas com a venda dos direitos para o mercado internacional. O resultado nas bilheterias nos EUA, segundo o diretor, será o lucro dos produtores. Além da Lakeshore e da Summit, o filme foi bancado pela Sidney Kimmel Entertainment. No Brasil, ele será lançado no dia 6 de abril pela Paris Filmes. ATUALIZAÇÃO (27/03): Hoje a assessoria da Paris Filmes divulgou nova data para estreia de 12 Horas no país: 20 de abril. ATUALIZAÇÃO 2 (30/03): Mais uma mudança na data de estreia. A Paris Filmes acaba de divulgar que 12 Horas deverá estrear no dia 13 de abril.

Os melhores trechos da coletiva com o diretor e da entrevista que fizemos com ele após o evento coletivo foram publicados na edição impressa do Diário Catarinense desta sexta-feira. A seguir, leia a entrevista completa:


Diário Catarinense: Como foi para você, um cineasta autoral no Brasil, ir para os Estados Unidos e se submeter a esse sistema industrial que você comentou?

Heitor Dhalia: O grande debate é exatamente esse, a questão do controle criativo. É uma diferença muito grande (entre o Brasil e os EUA). Cada filme é um protótipo e tem uma história particular. Ao contrário do que a gente acha, que Hollywood funciona como um sistema homogêneo, na realidade não é assim. É totalmente hetereogêneo o sistema. O que homogeniza é o sistema financeiro, como é que se faz. Mas você trabalha com pessoas. Tem pessoas muito criativas, autores, produtores, diretores, muito apaixonados por cinema. Hollywood é um lugar muito apaixonado por cinema. Mas tem também os business managers. Todas as histórias clássicas que a gente ouve falar de Hollywood, todos aqueles clichês... a gente vê que aquilo é verdade. Que é um sistema diferente.


DC: Como funciona esse sistema?

Dhalia: Quem comanda o processo criativo é o produtor. Só que com cada diretor e com cada filme esse acordo acontece de forma diferente. Pode ser um acordo mais suave, pode ser um acordo mais duro para o diretor. Primeira coisa, tudo é feito com advogado. É uma indústria em que você tem intermediários. Você tem um advogado, um manager e um agente. Por que tem isso? Essas camadas são para proteger o talento e para proteger também o investimento, que é feito pelo produtor ou pelo estúdio. No caso do talento, um jeito de você domar uma área que é criativa e tal, é fazer leyes ou filtros de controle para suavizar possíveis conflitos. Porque são coisas totalmente diferentes. Há um lado criativo e um lado que está mirando só uma coisa financeira, de controle. E como vai harmonizar isso? Eles fizeram essas leyes que, na verdade, não suavizam muito. Depende muito do perfil do produtor, se ele é muito controlador... E tem um outro elemento, que é a entrada do talento estrangeiro na indústria americana.


DC: Qual é o efeito desta entrada?

Dhalia: Hollywood é a única indústria (do cinema) que realmente existe no mundo. Ela é altamente competitiva. Para fazer esse filme, eu competi com 16 diretores americanos, e todos já tinham feito não sei quantos filmes, inclusive de estúdio. E por alguma razão, eu ganhei. Depois é que você vai entender o que isso significa. O talento estrangeiro entra de duas maneiras. Ou quando eles querem muito, (quando) são muito atraídos por diretores, atores... porque é uma bolsa de valores. O cara quer comprar uma ação em baixa. Ele pensa: "Um diretor que fez um filme experimental não sei onde, eu quero esse cara". Porque esse cara pode ser que daqui a dois filmes seja O CARA. Tem essa coisa... porque lá há dois caminhos: um é o investimento seguro e o outro é o risco. O investimento seguro é quando se sabe que um cara consegue fazer um filme, consegue entregar... ele é americano, já fez... não importa se fez bem ou mal, mas ele fez. Ele não pirou, não saiu andando, entendeu? Tem uma história que eu acho muito engraçada. Tem um diretor que trabalhou neste mesmo sistema que eu trabalhei, ele abandonou o set e saiu andando. Diretor estrangeiro que saiu andando. Disse tchau, saiu andando e nunca mais voltou para o set.


DC: Como você lidou com esse cenário?

Dhalia: Toda vez que eu estava em um momento de crise lá, com dificuldade na produção, tinha duas coisas que eu fazia. Uma era ouvir Luiz Gonzaga, que eu ouvi bastante, para dar uma energizada nas origens, e às vezes eu falava para a minha namorada. "Está jogo duro hoje". Aí ela mandava um ícone de um bonequinho andando. "Se você quiser, você anda" (ela dizia). Então eles apostam muito em uma coisa que já está consagrada, em alguém que já fez alguma coisa que eles conhecem. Para outra coisa que o talento estrangeiro serve, e falando de uma maneira assim, muito cruel, é que você entra como mão de obra barata, comparado com o americano, e mais fácil de controlar. Por que? Porque você não entende o sistema e não entende a língua do jeito que eles entendem. Essa mão de obra, os talentos regionais de cada país que vão para lá, podem entrar com um pouco mais ou menos de condições, dependendo da negociação que você tem, sorte ou sei lá, destino. Depende de uma série de fatores. Às vezes você só entra em um sistema mais industrial, onde você está mais submetido a um limite criativo. Algo emblemático é o gap, a diferença entre a expectativa e o resultado. O drama mora nessa diferença, entre aquilo que você acha e que você consegue (executar). Você entende como funciona e acha as ferramentas para ir para o próximo gap, ou para a próxima jornada que você tem pra fazer. E você só consegue fazer isso quando você já está no campo de batalha. Fazer filme é guerra.



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"Homem com a Câmera de Filmar" em exibição na Casa das Máquinas

22 de março de 2012 0

Você pode assistir Homem com a Câmera de Filmar no YouTube, logo abaixo, mas o ideal é ver na grande tela, em maior escala. Monumental experimento de Dziga Vertov, é um dos filmes esteticamente mais influentes não só para os documentários que se seguiram o próprio cinema. Bem à frente do seu tempo, estará em exibição hoje na parede externa da Casa das Máquinha da Lagoa, dentro da Mostra de Documentários do Núcleo de Antropologia Visual (Navi) da UFSC. Será seguido por outro trabalho monumental, Rien que les Heires, de Alberto Cavalcanti.

As sessões da mostra são quinzenais, sempre na quinta-feira, às 20h. Leia mais sobre os filmes a seguir:

Homem com a Câmera de filmar, dir: Dziga Vertov, 1929, 67’

Homem com a Câmera de filmar é o mais puro exemplo da ruptura total do cinema com a literatura e a dramaturgia, uma autêntica iniciação aos segredos da linguagem cinematográfica. Dziga Vertov criou o Kino-Pravda (Cine-Verdade) e o Kino-Glaz (Cine-Olho), novos conceitos para captação da realidade, formatada dentro de uma montagem visionária que influenciaria o cinema do Pós-Guerra. As imagens são deslumbrantes e de grande impacto visual. Sem dúvida um dos filmes mais importantes de todos os tempos. A trilha sonora é composta e conduzida pela Alloy Orchestra, seguindo as instruções escritas por Dziga Vertov.

* Rien que les Heures, dir: Alberto Cavalcanti, 1926, 60’

Alberto Cavalcanti, cineasta brasileiro – pouco conhecido por aqui - antecipa as sinfonias urbanas de Vertov e Ruttmann, quando realiza, em 1926, Rien que les Heures.

Como escreve Elizabeth Sussex, “Rien que les Heures, o primeiro filme que ousou mostrar a vida comum do dia a dia de uma cidade, merece um olhar com o olho do presente. Isso nos ajuda a desvendar a carreira de Cavalcanti como um todo: o approach dramático, a consciência social contrastando as vidas de ricos e pobres. Sua reputação sofreu uma negligência inicial porque seu impacto foi roubado pelo Berlin, de Ruttmann, realizado depois mas exibido antes na Inglaterra e na América”.


Dhalia fala sobre 12 Horas

20 de março de 2012 0

O diretor Heitor Dhalia falou por pouco mais de 40 minutos sobre a sua experiência em dirigir chega o filme 12 Horas (Gone), estrelado por Amanda Seyfried.

Na coletiva para a imprensa em São Paulo terça-feira ele deixou clara que está foi uma produção 100% da indústria, sem margem para a forma de Dhalia trabalhar. Ele não pôde contribuir com o roteiro ou mesmo ensaiar com os atores.

Dhalia comparou o seu trabalho com o de um matador de aluguel, que sente algum prazer em matar, mas que executa um trabalho encomendado e sem o mesmo prazer de um serial killer.

O filme 12 Horas conta a história de uma garota traumatizada, interpretada por Amanda Seyfried, que acredita que a irmã foi raptada. Ela começa, a partir do desaparecimento, uma busca incansável para descobrir o que aconteceu. A produção tem estreia prevista no Brasil para 6 de abril. ATUALIZAÇÃO (27/03): Hoje a distribuidora do filme no Brasil, a Paris Filmes, divulgou nova data para a estreia dele no país, 20 de abril. ATUALIZAÇÃO 2 (30/03): Mais uma mudança na data de estreia. A Paris Filmes acaba de divulgar que 12 Horas deverá estrear no dia 13 de abril.

O novo filme de Heitor Dhalia

20 de março de 2012 0

O novo filme do brasileiro Heitor Dhalia será lançado dentro de poucos minutos em São Paulo.

A distribuidora Paris Filmes fará uma sessão para a imprensa do filme 12 Horas (Gone), que marca a estreia de Dhalia em Hollywood.

O blog Sala de Cinema foi convidado para o lançamento e para uma rápida conversa com o diretor em seguida da exibição.

12 Horas é um thriller que foi rodado na cidade de Portland, nos Estados Unidos, e é estrelado por Amanda Seyfried, de Cartas para Julieta e Mamma Mia! O filme estreia no Brasil no dia 6 de abril. ATUALIZAÇÃO (27/03): Hoje a distribuidora do filme no Brasil, a Paris Filmes, divulgou nova data para a estreia dele no país, 20 de abril. ATUALIZAÇÃO 2 (30/03): Mais uma mudança na data de estreia. A Paris Filmes acaba de divulgar que 12 Horas deverá estrear no dia 13 de abril.

Em breve, mais detalhes aqui no blog, e a reportagem completa na edição impressa do Diário Catarinense.

Crítica de Sete Dias com Marilyn (My Week with Marilyn)

17 de março de 2012 0

Você que, como eu, tem uma paixão contagiante pelo cinema, já se imaginou acompanhando os bastidores de filmagem de uma produção com alguns dos grandes astros de sua época? Agora, imagine ter feito isso na era das grandes estrelas, ter visto e convivido de perto com Marilyn Monroe, por exemplo.

Sete Dias com Marilyn (My Week with Marilyn) torna este sonho realidade. Nos aproxima de uma das maiores estrelas de Hollywood de todos os tempos. Conhecemos um pouco da intimidade da diva, sua fragilidade, talento e carisma. E é de cair o queixo a interpretação de Michelle Williams para o papel. Perfeita, para dizer o mínimo.

A HISTÓRIA: O filme começa nos contando que, em 1956, no auge de sua carreira, Marilyn Monroe (Michelle Williams) viajou para a Inglaterra para fazer um filme com Sir Laurence Olivier (Kenneth Branagh). Chegando lá, ela conheceu um jovem chamado Colin Clark (Eddie Redmayne), que escreveu um diário sobre os bastidores das filmagens. E o filme é a história real sobre o que aconteceu.

No breu, ela aparece do lado direito da tela. Quando o holofote acende sobre ela, a diva se vira. E dá um show. Começa aí a história da experiência de Marilyn Monroe na Inglaterra, contada por Clark. Através daquele jovem fascinado pelo cinema, acompanhamos os bastidores da filmagem de O Príncipe Encantado (The Prince and the Showgirl), e nos aproximamos de alguns dos grandes astros daquela época. Com destaque, é claro, para a complexidade da personalidade de Marilyn e das pessoas que a cercavam.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Sete Dias com Marilyn): Impressionante. Ficamos fascinados com Michelle Williams como Marilyn Monroe. Da mesma forma com que o personagem de Colin Clark, embasbacado com aquela sequência inicial do filme que está sendo exibida em uma sala de cinema repleta de homens igualmente babões. Ela faz um trabalho impecável e marcante. Algumas vezes, a ponto do espectador ser até capaz de esquecer da Marilyn original, e acreditar que esta assistindo à diva na telona outra vez.

Até assistir a esse filme, eu não sabia que se tratava de uma história real, baseada nos escritos de um admirador que teve a oportunidade de conviver com Marilyn por um período. Interessante a forma com que esta história real foi contada. Bom trabalho do roteirista Adrian Hodges, baseado nos livros My Week with Marilyn e The Prince, the Showgirl and Me, escritos por Clark.

Ele acerta em começar com Marilyn na telona do cinema e, a partir daí, abraçar a ótica do narrador desta história. A empatia é criada rapidamente, e isso é fundamental para o espectador continuar interessado no filme.

Além disso, claro, o diretor Simon Curtis acerta ao apostar no trabalho de seus atores. Ele evidencia não apenas Michelle Williams e Kenneth Branagh, mas o "narrador" Eddie Redmayne e todos os demais intérpretes selecionados à dedo para esta produção. E o elenco, aliás, é exemplar.

Julia Ormond interpreta à diva Vivien Leigh, mulher de Laurence Olivier; Emma Watson interpreta à Lucy, que trabalha nos estúdios e atrai o protagonista; Dougray Scott interpreta a Arthur Miller, marido de Marilyn; Dominic Cooper a Milton Greene, fotógrafo e amigo pessoal de Marilyn; Judi Dench, fantástica, interpreta a Sybill Thorndike; e Zoë Wanamaker à Paula Strasberg, que não desgruda de Marilyn. Todos estes tem relevância para a história e aparecem muito bem em cena.

Eis um filme de atores. Com grandes interpretações. Como não poderia deixar de ser. Até porque esta é uma produção que conta sobre os bastidores de um filme. Então os acertos, erros, exageros, o talento e, porque não, o ego dos atores está em evidência. Interessante como Sete Dias com Marilyn mostra astros como Monroe e Laurence Olivier de perto, com todas as suas fraquezas e talento. (continua... para ler, clique abaixo)

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Fase difícil para as bilheterias

17 de março de 2012 0

Os cinemas nos Estados Unidos atingiram o recorde de arrecadação de   US$ 10,6 bilhões em 2009. De lá para cá, este número não foi mais batido - reduziu, ainda que não muito, somando US$ 10,2 bilhões no ano passado.

O começo de 2012 foi positivo para a indústria do cinema nas terras do Tio Sam. Entre os dias 1º de janeiro e 14 de março, os cinemas dos Estados Unidos arrecadaram pouco mais de US$ 2 bilhões, um aumento de 16,8% sobre a mesma base de 2011.

O resultado supera também os números de 2007 e de 2008, no mesmo período, mas fica abaixo do que foi registrado em 2009 e 2010. Estes dados comprovam que a indústria não está, exatamente, em crise financeira. Continua lucrando e crescendo, apesar de tantas reclamações dos estúdios de cinema.

Mas então o que justifica o título deste post?

É que a fase difícil das bilheterias dos Estados Unidos não está relacionada com o faturamento, mas com o abismo entre o gosto do público e a avaliação da crítica especializada. Os 10 filmes que mais faturaram nos cinemas nas últimas receberam notas baixas dos especialistas.

Segundo o site Rotten Tomatoes, do líder nas bilheterias, O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida, até o 10º colocado, Viagem 2: A Ilha Misteriosa, nenhuma produção mereceu mais do que 59% de aprovação. O filme melhor avaliado, O Lorax, recebeu uma nota média da crítica de 6,2.

Nesta sexta-feira, dia 16, nada menos que 19 produções estrearam nas salas dos Estados Unidos. Algumas delas receberam uma boa avaliação da crítica.

Entre os que tem alguma chance de entrar para a lista das 10 melhores bilheterias estão as comédias Anjos da Lei (21 Jump Street) e Jeff, Who Lives at Home.

Anjos da Lei, com estreia prevista no Brasil para 4 de maio, é estrelado por Jonah Hill, indicado este ano ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, e um dos "queridinhos da América", Channing Tatum.

Eles interpretam a dois policiais que voltam para o ambiente do ensino médio para investigar sobre o funcionamento de um laboratório de fabricação de drogas sintéticas.

Eis um ambiente, o do ensino médio, que agrada ao público dos Estados Unidos. O filme deve render boas risadas, especialmente pelo talento dos atores escalados como protagonistas, ainda que o humor siga a linha juvenil.

O filme tem o mesmo nome da famosa série lançada em 1987 e que foi exibida até 1991 e que tornou o ator Johnny Depp conhecido.

A outra estreia promissora para as bilheterias e com boa avaliação da crítica, Jeff, Who Lives at Home, ainda não tem título em português ou data de estreia definida para o Brasil.

A produção coloca lado-a-lado duas feras de séries de TV cômicas: os atores Jason Segel, de How I Met Your Mother, e Ed Helms, de The Office e dos filmes Se Beber, Não Case.


Na história, Segel interpreta à Jeff, um sujeito preguiçoso que, ao ser obrigado a sair da casa materna, se mexe para acompanhar o irmão, interpretado por Helms, em sua cruzada pessoal para saber se ele está sendo traído pela esposa. Susan Sarandon e Judy Greer também fazem parte do elenco.

Jeff, Who Lives at Home foi aprovado por 75% dos críticos que tem seus textos linkados no Rotten Tomatoes. Anjos da Lei foi ainda melhor, na avalição dos especialistas, recebendo aprovação de 87%. Talvez estas comédias se saiam bem e elevem um pouco a qualidade da bilheteria nos Estados Unidos.